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Mato Grosso

Comunidades indígenas investem recursos de programa em artesanato, produção de aves e lavoura

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Famílias de três etnias indígenas de Gaúcha do Norte (a 595 km de Cuiabá) vêm aplicando de forma estratégica o recurso de R$ 2,4 mil recebidos do Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais. Elas tiveram assistência técnica da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT) que viabilizou o acesso financeiro e a execução dos projetos. O trabalho envolveu articulação do governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf).

O programa do Governo Federal tem como objetivo a inclusão social e produtiva de famílias que vivem em situação de pobreza no meio rural, com renda mensal per capita de até R$ 89,00. As 15 famílias das etnias Mehinako, Kuikuro e Kamaiura – recebem o fomento, dividido em duas parcelas, para execução de projetos produtivos e investiram na lavoura, criação e venda de aves e no artesanato.

Exemplos de Uhuru Mehinako e Itxuna Mehinako. Eles receberam a primeira parcela e adquiram peças para motosserra, ferramentas, lixas para madeira e gasolina para produção de bancos de madeira. Com a venda das peças, já superaram o valor aplicado pelo projeto de fomento. Agora estão na expectativa da segunda parcela que será investida em miçangas, linhas e agulhas para suas respectivas esposas produzirem pulseiras e colares.

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Na mesma situação, mas com as duas parcelas já recebida está Kunalu Kuikuro. Ela investiu em linhas e fibras para produção de redes e esteiras. Suas peças foram vendidas, ele teve o retorno do dinheiro aplicado e ainda tem material para produzir novas peças.

Já Yakawa Kuyaaiyu Kamayura montou um projeto de um galinheiro e com a primeira parcela adquiriu o material e vai iniciar a produção com 25 pintinhos. Já recebeu a segunda parcela que irá investir em ração e posteriormente em mais pintinhos.

As outras famílias seguem na lavoura de mandioca com produção de biju, banana e abacaxi. 

Várias famílias optaram pela criação de aves de corte e postura – Foto: Empaer-MT

A diretora de Assistência Técnica, Extensão Rural, Pesquisa e Fomento, Denise Maria Ávila Gutterres, destaca que ficou impressionada com o resultado. “O que mais chamou atenção é ver que o programa ainda não terminou e os beneficiários já tiveram algum tipo de retorno. Saber que a segurança alimentar e a inclusão sócio-produtiva estão em prática é uma enorme satisfação”.

Denise ressalta que o público assistido pelo programa é considerado invisível e nem sempre é lembrado. “Conhecemos os beneficiários, acompanhamos sua produção, suas demandas e vistoriamos a aplicação do recurso. Agora é dar visibilidade aos resultados alcançados pelo programa”.

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O coordenador de Apoio às Organizações da Seaf, Jean Venícius Moraes, citou que o recurso está bem aplicado e pôde perceber a mudança na qualidade de vida nas comunidades assistidas.

“Foi uma surpresa feliz ver o quando o investimento tem feito à diferença na vida de cada família que visitamos. Eles estão felizes e realizados com a produção do artesanato ou da lavoura. Muitos estavam em vulnerabilidade social e agora estão com novas expectativas”.    

O engenheiro agrônomo Jeyson Lazaro Duque Albino, técnico da Empaer de Gaúcha do Norte, percebeu o empenho de cada família em cumprir as orientações técnicas e o aplicar o recurso para gerar mais renda. “É tão organizado que no projeto orientamos que tudo precisa estar em uma planilha e todos seguem a risca. Um dos beneficiários até mudou seu projeto que era de fruticultura para artesanato de madeira, miçanga e linhas e teve sucesso. Ele já vendeu cobriu o que investiu e tem material para novas peças. É uma enorme satisfação”.

O artesanato em madeira, com peças avaliadas em mais de R$ 3 mil. – Foto: Empaer-MT  

Fonte: GOV MT

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Tese de mestrado será apresentada pela primeira vez em propriedade rural em MT

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A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) promove nesta quarta-feira (29.09), às 9h, a primeira defesa de mestrado em uma propriedade rural. A iniciativa representa o primeiro passo do projeto ‘Defesa no Campo’ e irá acontecer em uma propriedade em Santo Antônio do Leverger (a 34 km de Cuiabá).

A conclusão do trabalho acontecerá na propriredade do senhor Joarez Vilas Boas e será defendida pelo engenheiro florestal Hector de Oliveira, discente do Programa de Pós-graduação em Recursos Hídricos da Universidade Federal de Mato (UFMT), sob a orientação do coordenador de Assistência Técnica e Extensão Rural da Empaer, o engenheiro agrônomo e doutor, Fabrício Ramos. A banca avaliadora será composta por cinco membros, mestres e doutores especialistas no segmento.

Fabrício explica que o objetivo do projeto é inovar no serviço de pesquisa e extensão rural, integrando a universidade com o produtor rural. Ele defende a importância que as pesquisas de pós-graduação como, mestrado e doutorado sejam realizadas nas propriedades rurais, sendo que no geral, têm sido finalizadas no ambiente das universidades.

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“Essa iniciativa visa estimular estudantes a realizarem as defesas dos seus trabalhos científicos nos locais onde ocorreram as pesquisas, pois entendemos que essa abordagem é importante para melhorar a difusão do conhecimento gerado, além de valorizar os agricultores e produtores rurais que demandam, apoiam e participam das pesquisas”, define ele.

Durante a execução do projeto, o produtor participou ativamente de todas as etapas, cujo objetivo foi mapear a capacidade de uso do solo da sua propriedade para determinação das áreas mais propícias para cultivos intensivos.

Serviço:

Primeira ‘Defesa no Campo’ promovida pela Empaer

Onde: Propriedade rural do senhor Joarez Vilas Boas, em Santo Antônio do Leverger

Horário: 9h

 Amostragem para análise física e química e classificação das cores do solo Foto: Empaer-MT

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Sema-MT coloca em campo um veterinário e duas unidades móveis de pronto atendimento de animais

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) disponibilizou um veterinário exclusivamente para atuar nos resgates, monitoramento, avaliação, atendimento de animais silvestres do Pantanal atingidos pelos incêndios. Foram adquiridas pelo Estado duas unidades móveis de pronto atendimento para primeiros cuidados e transporte de animais silvestres.

A ação visa apoiar o trabalho coordenado pelo Instituto Brasileiro (Ibama) de manejo da fauna silvestre, que tem a atribuição legal de autorizar a conduzir o manejo da fauna silvestre.

A Sema-MT contratou um médico  veterinário, com recursos do Programa REM, exclusivamente para o atendimento aos animais. Rogério Leonel Vieira tem especialização em clínica e cirurgia de animais silvestres e atua há 20 anos nesta especialidade. Ele explica que um dos objetivos é avaliar constantemente a estrutura para atendimentos dos animais. Neste momento, a emergência ambiental é nível 1, ou seja, poucos animais precisam de intervenção. 

“Nesse momento, o fogo está sendo muito bem combatido pelos brigadistas. As unidades móveis são suficientes para a gente chegar nos locais, fazer o atendimento necessário, junto com as ONGs que também estão em campo. O monitoramento diário está sendo feito nas áreas da Transpantaneira, Barão de Melgaço e Cáceres, para que se veja a necessidade de montar uma estrutura de nível 2”, conta o especialista. 

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Unidades móveis de atendimento

Estão em campo para auxiliar no resgate, captura, atendimento e transporte de animais, duas unidades móveis de pronto atendimento equipadas com equipamentos de contenção, rifle com dardos com tranquilizante veterinário, e outros utensílios que possibilitam o manejo de animais de pequeno, médio e grande porte, de qualquer complexidade. 

Os veículos L200 Triton com a carrocerias adaptadas, e climatizadas, são da Sema, adquiridos com recursos do Fundo da Amazônia. As duas unidades são utilizadas pela equipe especializada da Sema, e em parceria com outros veterinários das ONGs credenciadas junto ao Governo Federal com notório saber em resgate e atendimento de animais silvestres. 

Programa REM

O Programa Global REDD Early Movers (REM) remunera e premia o esforço de mitigação das mudanças climáticas. Mato Grosso tem o apoio do Programa REM desde dezembro de 2017, e até o final da iniciativa receberá R $232,4 milhões (cerca de 44 milhões de euros) para fortalecer a sua fiscalização, operacionalização e responsabilização.

Fonte: GOV MT

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