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Conheça as causas da queda de cabelos em crianças

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Conheça as causas da queda de cabelos em crianças
Vitoria Rondon

Conheça as causas da queda de cabelos em crianças

Saiba como fatores externos e emocionais podem afetar a saúde capilar dos pequenos

A queda de cabelo é um problema comum entre os adultos, mas o que muitos não sabem é que a condição também pode afetar as crianças. Por não ser algo frequente nessa fase da vida, muitos pais ainda desconhecem a enfermidade e podem ficar assustados. 

Apesar de parecer incomum, o problema pode ser desenvolvido por diversos motivos e é fundamental entender quais são eles. Por isso, o médico tricologista Dr. Ademir Carvalho Leite Júnior, explica quais são as causas mais comuns e como tratar esse problema. Confira! 

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Possíveis causas para a queda de cabelos em crianças

Assim como os adultos, as crianças também são afetadas por fatores externos quando se trata da queda de cabelos. Segundo o Dr. Ademir Carvalho Leite Júnior, mesmo com a pouca idade, o estresse, a ansiedade e a cobrança da vida estão entre os principais motivos para esse problema, além dos critérios listados a seguir: 

Influência dos hormônios  na queda de cabelo

Durante a fase de desenvolvimento os hormônios são responsáveis por diversas alterações no organismo, que afetam a pele e a saúde do couro cabeludo, induzindo o aparecimento de espinhas e a queda dos cabelos, como explica o Dr. Ademir Carvalho: 

“Quando hormônios esteroides que atuam na pele passam a interferir no comportamento das raízes capilares, há duas opções: ou eles estimulam o crescimento dos fios ou, em alguns casos, podem causar atrofia dos mesmos, configurando a alopecia androgenética (calvície)”. 

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Alopecia Areata  e eflúvio telógeno

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a alopecia areata afeta cerca de 2% da população no Brasil e engana-se quem pensa que dentre estes estão somente os adultos. Conforme explica o médico tricologista Dr. Ademir, “alguns problemas de saúde, como infecções, por exemplo, torna as crianças vítimas de casos alopecias do tipo areata e eflúvios”. 

Popularmente conhecida como ‘pelada’, a alopecia areata, de acordo com informações da OMS, trata-se de uma condição caracterizada pela perda de cabelo em áreas arredondadas ou ovais no couro cabeludo. Geralmente causada por fatores genéticos, a doença autoimune também pode surgir devido ao estresse ou enfermidades imunológicas, como diabetes, rinite e vitiligo. 

Já o eflúvio telógeno, que também se trata de um aumento repentino da queda, pode ser percebido pela perda dos fios durante a lavagem ou ao pentear os cabelos. Esse caso pode ser causado por febre, estresse, inflamações, doenças sistêmicas, reações a medicamentos ou mesmo dermatite no couro cabeludo.

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Doenças psicológicas 

De acordo com o médico tricologista, outros fatores que podem ocasionar a queda dos cabelos são as doenças psicológicas, como a ansiedade e a tricotilomania (transtorno psiquiátrico que faz com que a pessoa sinta um desejo incontrolável e recorrente de arrancar fios de cabelo).

Alopecia de tração

A alopecia de tração pode ser identificada por falhas no couro cabeludo em regiões como têmporas, nuca e atrás das orelhas. Ela ocorre, geralmente, em pessoas que ficam com os cabelos muito presos, apertados demais ou fazem uso excessivo de acessórios para fazer penteados, como acontece com as crianças.

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Alisamentos e procedimentos estéticos 

Além dos critérios citados anteriormente, o médico tricologista ressalta a influência dos procedimentos estéticos, responsáveis por boa parte dos casos de queda de cabelos em crianças. Ele explica que muitos pais e responsáveis tentam enquadrar seus filhos em padrões de beleza optando pela utilização de química nos cabelos. “Para mim, este não é um problema de saúde, mas, sim, de responsabilidade dos pais e de profissionais que permitem e realizam, respectivamente, procedimentos assim nos pequenos”, pondera o Dr. Ademir Carvalho. 

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Tratamento para a queda de cabelo em crianças

O tratamento para alopecia em crianças é um assunto delicado, pois muitos dos medicamentos não podem ser utilizados. Assim, a consulta com um especialista é fundamental para um diagnóstico precoce e tratamento adequado para maior eficiência. 

“Minha experiência mostra que crianças podem evoluir bem. E, como em quase todos os casos de tricologia, em especial se tiverem seus quadros abordados precocemente”, explica o profissional.

Além disso, o médico tricologista ressalta que é importante que os profissionais estejam preparados para lidar com casos delicados como estes. “É um perfil que tem como peculiaridade uma certa imaturidade biológica, cutânea e capilar”, completa o Dr. Ademir Carvalho. 

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Fonte: IG Mulher

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Rômulo Arantes Neto posa com apenas uma toalha preta

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Mario Testino  fez o ensaio com Rômulo Arantes Neto
Reprodução/Instagram

Mario Testino fez o ensaio com Rômulo Arantes Neto

Conhecido por sua ousadia, o fotógrafo peruano Mario Testino, já fotografou inúmeras celebridades, como a Madonna e a Lady Di. Entre os seus ensaios mais famosos com artistas brasileiros, fotos posadas nuas com apenas algumas toalhas têm se tornado as favoritas do fotógrafo, já tendo posado para ele nomes como Bruna Marquezine e Cauã Reymond. 

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Recentemente, o mais novo famoso que adentrou à seleta lista de modelos do fotógrafo foi o ator Rômulo Arantes Neto, que teve a sua foto divulgada no domingo (07), aparecendo apenas de óculos escuros e com uma pequena toalha preta cobrindo as partes íntimas. 

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“BLACK TOWEL, ROMULO ARANTES, 2022”, escreveu Mario Testino  na legenda da publicação. 

Além de Rômulo, a topmodel Isabeli Fontana também posou para Testino, em uma foto ousada a beira da piscina com uma toalha preta no ombro que corre por seu corpo.


Fonte: IG Mulher

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Agosto lilás: Violência patrimonial restringe independência feminina

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No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias
Foto: Unsplash

No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias

Em celebração aos 16 anos da Lei Maria da Penha, o mês de agosto é conhecido como o mês da luta contra a violência doméstica. A lei, que foi criada em 7 de agosto de 2006, estabelece 46 artigos que buscam proteger a integridade física e psicológica da mulher. 

Entre as formas de violência doméstica descritas na legislação federal, uma das menos conhecidas e debatidas pelos brasileiros é a violência patrimonial.

O artigo 7 da Lei Maria da Penha define a violência patrimonial como “qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades”.

Na maioria dos casos, as vítimas são mulheres que não têm fonte fixa de renda e dependem de parceiros para sobreviver. “Diversos motivos podem prender uma mulher nessa armadilha, como a dependência financeira e o medo de prejudicar os filhos. Porém, a questão emocional tende a pesar mais’’, afirma Lana Castelões, advogada de família da Albuquerque Advogados.

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De acordo com a especialista, esse tipo de violência ainda é pouco denunciada no país. “A violência patrimonial é comum, porém subnotificada, tendo em vista que, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem a possibilidade de registrar a ocorrência’’.

Para a advogada, as vítimas não têm conhecimento das medidas legais que podem guiar a situação. Desde 2015, a falta de pagamento de pensão também se enquadra na lei. “Muitas pessoas não sabem que esse crime se encaixa quando um responsável legal, que tem recursos financeiros, deixar de pagar pensão alimentícia para a mulher’’.

Desigualdade

A desigualdade de gênero é um fator predominante nesse crime. As demandas de casa e o cuidado com os filhos geralmente restringem as mulheres na posição de ‘dona de casa’. Sem a chance de trabalharem ou conquistarem a independência financeira, essas vítimas passam a depender financeiramente e emocionalmente dos parceiros.

A pesquisadora Clara Fagundes reflete que, nos últimos anos, as mulheres ganharam mais espaço no mercado, mas ainda não existe liberdade para o gênero. ‘’Mulheres ainda são impedidas de buscar a independência financeira, seja por regras religiosas ou políticas que prejudicam a ascensão materna no mercado, seja por relações familiares abusivas ou crenças machistas’’.

A profissional afirma que a falta de representatividade, a dissociação do feminino à ideia de liderança, a priorização do amor romântico, a sobrecarga feminina com os trabalhos domésticos e a ideia sexista de que existem trabalhos de homem e de mulher são os principais fatores que afastam as mulheres dessa liberdade.

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores
Foto: Fundação CEPERJ

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores

“A cultura patriarcal também impacta as mulheres de forma individual. A falta de confiança é um obstáculo para muitas na busca pela sua independência. Esse fenômeno pode ser chamado de “síndrome da impostora” e leva mulheres a questionarem sua capacidade todos os dias, em casa ou no trabalho’’.

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Para Fagundes, a falta de oportunidades no mercado pressiona mulheres a continuarem em relações abusivas e degradantes. “Mulheres com poder de decisão sobre a própria vida costumam ser também independentes financeiramente’’, declara.


Por mais que não existam dados nacionais sobre a violência patrimonial, o Dossiê da Mulher, produzido no Rio de Janeiro, conseguiu datificar as problemáticas em torno desse crime. De acordo com a análise, que é realizada anualmente no estado carioca, 79,3% dos casos dessa violência foram praticados dentro de casa.

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres
Foto: André Leonardo

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres

Entre os tipos de crime, 50,4% foram de dano, 41,8% foram violação de domicílio e 8,8% foram de roubo de documentos.

Uma das mulheres que tiveram de lidar com a violência patrimonial foi a vendedora C.I*. O crime aconteceu sem que ela percebesse: ‘’Eu tinha um relacionamento há 6 anos e era casada há 3 anos. Um dia, eu saí para trabalhar e, quando retornei, ele tinha vendido todas as minhas coisas’’, diz. “Ele sumiu com tudo, só estavam minhas roupas por lá’’.

O parceiro, na época, chegou a deixar os filhos de C.I* passarem fome. Depois dessa situação, ela percebeu que precisava terminar a relação. ‘’Foi aí que eu dei um basta em tudo’’.

Para a matriarca, é necessário muita força e coragem para conseguir ser independente. ‘’Seja forte e corajosa para dar um basta. Pode parecer o fim, pode parecer que nada mais tem faz sentido e que a dor nunca vai passar. Com o tempo, eu juro que a dor vai embora’’, finaliza.

Fonte: IG Mulher

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