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Conscientização da família sobre doação de órgãos ainda é desafio do SUS

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Fernanda Nazário | SES-MT

Registro da retomada do transplante de rim em Mato Grosso, em janeiro de 2020 – Foto por: Assessoria Hospital Santa Rosa

Registro da retomada do transplante de rim em Mato Grosso, em janeiro de 2020

Neste domingo (27.09) é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Mato Grosso está entre os Estados de referência no transplante de córnea e rim. O transplante renal foi reativado em janeiro deste ano pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), após mais de uma década paralisado.

Apesar da referência, ainda é baixo o número de doadores no próprio estado, pois há famílias que não são conscientes sobre a importância desse gesto e resistem em decidirem em prol do amor e solidariedade, situação que desafia o Sistema Único de Saúde (SUS) no âmbito estadual.

Conforme dados da Gerência de Acompanhamento e Controle de Transplantes da SES, em 2019 foram realizados 131 transplantes de córneas. Desses, apenas três eram doadores de Mato Grosso. Neste ano, devido à pandemia pela Covid 19, a redução no número de doações foi ainda mais acentuada. Dados mostram que foram realizados 73 transplantes, sendo 71 de córneas e dois de rim. Do total de transplantes ocorridos neste ano, somente um doador era de Mato Grosso.

Além da baixa taxa de autorização da família do doador falecido e a negativa de doadores vivos, também está entre os fatores que limitam a doação de órgãos e tecidos a subnotificação dos casos suspeitos de morte encefálica, pois a demora na notificação por parte dos hospitais ocasiona a impossibilidade de concluir o diagnóstico ou inviabiliza os órgãos/tecidos para doação.

A secretária adjunta de Regulação, Controle e Avaliação da SES, Fabiana Bardi explica que a captação de órgãos e o transplante podem ser realizados durante a pandemia. “Tivemos no início, quando havia muitas dúvidas relacionadas ao coronavírus, uma paralisação em todo o país. Porém, com a ampliação do conhecimento por parte dos profissionais da saúde, hoje o transplante pode ser retomado”, informou.

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Novos protocolos

A retomada da captação e transplante em Mato Grosso segue os critérios estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplante (SNT). Para que o processo seja seguro e tenha os resultados esperados, a nova conduta exige que o doador, o paciente receptor e a equipe médica que irá realizar o procedimento façam exames a fim de detectar ou não a Covid-19.

Conforme a coordenadora de Acompanhamento e Controle de Transplantes da SES, Anita Ricarda da Silva, a Central de Transplante articula junto à Superintendência de Vigilância em Saúde e ao Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) a garantia do teste RT-PCR para os envolvidos no processo ambulatoriais e cirúrgico.

“Estamos concluindo um fluxo de trabalho de acordo com as orientações do Ministério da Saúde e Anvisa. Vamos apresentar o fluxo ao Sistema Nacional de Transplante para proteger tanto as pessoas que receberão os órgãos e tecidos e os doadores, assim como também os profissionais envolvidos durante o processo”, acrescenta Anita.

Segundo a coordenadora, as unidades hospitalares credenciadas para realizar o transplante de córnea são: Instituto Da Visão/Visionare; Hospital dos Olhos e Centro Cuiabano de Excelência em Oftalmologia, além do Banco de Olhos de Cuiabá, que é parceiro para captação, preservação, armazenamento e avaliação de córneas. Já o hospital credenciado para realizar transplante de rim é o Hospital Santa Rosa, em Cuiabá.

O transplante

Um único doador pode beneficiar até 25 pessoas de outras localidades do país com o transplante de órgãos e tecidos. Se for morte encefálica confirmada e a equipe médica tem a autorização da família para que ocorra a retirada dos órgãos, o hospital entra em contato com a Central Estadual de Transplantes, que por sua vez inicia o processo de avaliação e validação do doador e a realização de testes de compatibilidade entre o potencial doador e os potenciais receptores da lista nacional de espera, além de exames de coronavírus.

Registro de janeiro de 2020 das irmãs Glacelise Bettini da Silva Medrado, receptora do rim, e Carmem Regina da Silva Medrado, doadora.

Governo de Mato Grosso retoma transplante de Rins, Glacelise Bettini da Silva Medrado
Créditos: Marcos Vergueiro/Secom-MT

Tipos de doação

Em janeiro de 2020, quando foi retomado o transplante de rim em Mato Grosso, as  irmãs Glacelise Bettini da Silva Medrado, receptora do órgão, e Carmem Regina da Silva Medrado, doadora, foram as primeiras pacientes a serem atendidas via SUS após mais de 10 anos de paralisação do serviço no Estado. Elas se enquadram na doação entre pessoas vivas, mas existe também doação de pessoa falecida.

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O doador vivo pode ser qualquer pessoa saudável que concorde com a doação. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Pela Lei, parentes até quarto grau e conjugues podem ser doadores; não parentes, somente com autorização judicial. Para isso, é necessário que o voluntário tenha sido submetido a uma rigorosa investigação clínica, laboratorial e de imagem, e esteja em condições satisfatórias de saúde, possibilitando que a doação seja realizada dentro de um limite de risco aceitável.

O único cadastro de doadores existente no Brasil é o Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), realizado nos Hemocentros públicos. O interessado poderá se cadastrar como doador voluntário de medula óssea na sede do MT Hemocentro, em Cuiabá.

Doador falecido é um paciente com morte encefálica, geralmente vítima de lesões cerebrais, como traumatismos cranianos ou AVC (derrame cerebral). O doador falecido pode doar coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córneas, veias, ossos e tendões. Portanto, um único doador pode salvar inúmeras vidas.

Não existe muitas restrições à doação de órgãos para nenhum dos dois tipos de doadores, mas a doação pressupõe alguns critérios mínimos como causa da morte, doenças infecciosas ativas, dentre outros. Também não poderão ser doadoras as pessoas que não possuem documentação ou menores de 18 anos sem a autorização dos responsáveis. A família do doador, para casos de doação após a morte ou em vida, não paga nada e tampouco recebe qualquer pagamento pela doação.

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo SNT.

Fonte: Assessoria

 

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Mercado de profissionais autônomos é impulsionado pela pandemia

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Em um ambiente pandêmico, algo podemos afirmar: O mundo mudou. Como então se adaptar a uma nova realidade? As relações pessoais foram modificadas e as profissionais também. Como se comportam as relações de trabalho nesse universo diferente?

Devido à crise provocada pelo Coronavírus o desemprego chegou a cerca de 14 milhões de brasileiros até novembro do ano passado, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Era preciso se reinventar. E foi o que fizeram mais de 2,6 milhões de pessoas que se tornaram micro empreendedoras individuais MEI, como uma saída para encontrar uma nova fonte de renda.

Esses números representam 8,4% a mais do que o registrado do ano de 2019, de acordo com o Mapa das Empresas do Ministério da Economia. Esse foi o “novo normal” para muita gente. E tem dado muito certo. Dentro deste cenário temos os profissionais autônomos.

CoinJob promove o elo entre clientes e profissionais autônomos

Profissionais autônomos são aqueles que prestam serviço para empresas ou pessoas físicas, mas sem vínculo empregatício. Esse tipo de relação torna mais simples questões tributárias, por exemplo, além de flexibilizar a rotina de trabalho.

Para facilitar o elo entre clientes e profissionais autônomos nasceu a empresa CoinJob. A plataforma funciona como uma vitrine para os profissionais que buscam trabalho e clientes que visam a escolha de serviços de qualidade.

Esse elo profissional acontece de maneira bem simples. Ao acessar www.coinjob.com.br/login.html o usuário realiza o cadastro e informa as necessidades, recebe até quatro orçamentos em poucos instantes e escolhe o profissional que achar mais adequado.

Autonomia para escolher o melhor trabalho

Não foi somente o desemprego que impulsionou a carreira de muitos trabalhadores autônomos. A liberdade no campo profissional também é um atrativo. Ser autônomo pode trazer algumas vantagens, como gerir seu próprio horário e escolher as demandas.

Isso ocorre principalmente pela oportunidade de prestar serviço para diferentes empresas. Algumas categorias se destacam entre os profissionais autônomos e elas são encontradas na CoinJob:

  • Serviços automotivos
  • Limpeza e conservação
  • Saúde e cuidados pessoas
  • Reforma e construção
  • Assistência técnica
  • Manutenção e instalações
  • Educação e ensino
  • Beleza e bem estar

Saiba como se cadastrar na CoinJob

  1. No site www.coinjob.com.br existe um campo para que seja feito o cadastro. Você deve inserir seus dados, como nome, e-mail, Cep e telefone.
  2. Em seguida você irá escolher o tipo de atividade que desenvolve.
  3. O próximo passo será o seu perfil de acesso, com informações sobre você, seus pedidos, avaliações e a sua carteira.
  4. Através da sua carteira CoinJob você poderá comprar pacotes de moedas para que possa ter acesso aos contratantes.

Um diferencial que destaca a CoinJob é a possibilidade do profissional adquirir pacotes de moedas para ter acesso aos clientes. Dessa forma, é possível fechar ótimos negócios. Mas vale ressaltar que a CoinJob não é uma agência ou site de empregos. A plataforma também não cobra taxa pelos serviços fechados entre profissionais e clientes.

Fonte: Mara Rodrigues – Jornalista

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Própolis Vermelha age mais que medicamento contra doença

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A descoberta pode ter ainda aplicação em outras verminoses

Própolis Vermelha age mais que medicamento contra doença

Os benefícios da própolis são largamente conhecidos. Conhecidas por ser anti-inflamatória e aumentar imunidade teve sua procura aumentada em 30% durante a pandemia de Covid-19, de acordo com a Federação Mineira de Apicultura (Femap). A substância é produzida naturalmente pelas abelhas a partir da seiva das árvores. Mas você já ouviu falar em própolis vermelha?

Ela é produzida a partir de uma seiva encontrada no rabo-de-bugio, uma vegetação dos manguezais de Alagoas e é considerada o “ouro-rubro”. A saliva das abelhas transforma a seiva encontrada nos mangues numa espécie de “cimento”, utilizada para revestir a colmeia. Rica em vários compostos, a própolis vermelha tem surpreendido pelas propriedades ativas em ações antibacterianas, antifúngicas, antivirais, anti-inflamatórias, além de alto poder cicatrizante e ação antioxidante, atuando na prevenção do envelhecimento precoce.

A substância de cor avermelhada vem sendo alvo de vários estudos sobre suas propriedades. O mais recente foi realizado na Universidade Guarulhos, com apoio da FAPESP. A própolis vermelha se mostrou mais eficaz no tratamento da esquistossomose do que o único medicamento existente contra a doença.

A esquistossomose também conhecida como barriga d’água é uma doença parasitária que acomete cerca de 300 milhões de humanos no mundo. Causada pelo Schistosoma mansoni, inicialmente é assintomática, mas pode evoluir e causar graves problemas de saúde crônicos, podendo haver internação ou levar à morte. Testes em laboratório mostraram que 400 mg/kg do extrato foram suficientes para reduzir em mais de 60% a carga parasitária em camundongos infectados com o verme.

“As própolis, em especial a vermelha, já têm ação muito conhecida contra bactérias e fungos. Elas têm a função de proteger a colmeia de intrusos e já era esperado que algumas de suas mais de 20 substâncias atuassem contra agentes infecciosos parasitários. O que nos surpreendeu foi ela atravessar o tegumento do verme e matar tanto vermes adultos quanto imaturos, algo que o tratamento convencional da esquistossomose não faz”, afirma Josué de Moraes , professor da Universidade Guarulhos e autor do artigo publicado no Journal of Ethnopharmacology.

Para ser usada em humanos ainda são necessários testes. Atualmente um único medicamento é usado contra a doença há mais de 40 anos. “Embora efetivo, o praziquantel tem limitações importantes. Diferente do que foi observado no estudo com a própolis vermelha, o medicamento não combate a infecção precoce, causada pelos vermes jovens. Ele tem efeito apenas em vermes adultos, o que exige que o paciente espere o ciclo de crescimento do verme até o estágio adulto (infecção crônica) para iniciar o tratamento”, afirma.

Outra limitação do praziquantel está na resistência de alguns vermes a ele. Com cerca de 40 anos no mercado e sem nenhum tratamento alternativo, já foram isolados e identificados vermes com suscetibilidade reduzida ao medicamento.

Moraes afirma que o mais provável é que as própolis verde e marrom também apresentem algum efeito sobre a esquistossomose, mas que serão necessários estudos específicos com os outros dois produtos naturais.

A descoberta pode ter ainda aplicação em outras verminoses. “O esquistossomo é modelo para o estudo de infecções (em humanos e animais) causadas por outros tipos de vermes do grupo dos platelmintos, chamados de vermes chatos, como as tênias. A descoberta, portanto, abre uma oportunidade para novos estudos sobre o tratamento de outras doenças que acometem humanos, cães e gatos, e que também são tratadas com o praziquantel”, diz.

O artigo na íntegra pode ser visto aqui.

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