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Coronavírus: saiba como é realizado o exame e por que há divergência da SES

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Reinaldo Fernandes

Titular da Pasta, Gilberto Figueiredo diz que o método usado pelo Hospital Santa Rosa, onde o paciente está internado, não é “apropriado” para a confirmação da contaminação.

Essa informação fez surgir a dúvida sobre como o procedimento é realizado.

Na nota de confirmação do caso, o hospital informou que o resultado positivo veio do teste PCR que dá o quadro do vírus no organismo em tempo real.

LIVRE foi atrás de detalhes do exame para o coronavírus.

PCR, o teste mais usado

PCR, sigla para proteína C-reativa, é um teste padrão utilizado para verificação de contaminação em vias respiratórias. Ele consegue identificar e distinguir 21 vírus que causam doenças que vão da gripe comum à Covid-19.

A PRC é uma proteína produzida pelo fígado, onde a concentração de sangue se eleva radicalmente quando há indicativo de processos inflamatórios ou infecciosos.

“É um procedimento comum e muito confiável para a realização de exames para doenças contagiosas. Ele é diferente do raio-X, que identifica no paciente uma doença respiratória, mas não mostra o que a está causando”, explica a virologista Renata Dezengrini Slhessarenko.

Professora de Virologia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a médica diz que esse não é o único exame disponível no mercado para a identificação dos vírus, mas é o que tem probabilidade mais alta de acerto.

“É da alta probabilidade de acerto do exame que vem o nome ‘em tempo real’. No caso do novo coronavírus, ele identifica o genoma do vírus no organismo e diz se ele está se expandindo ou não”, comenta.

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Procedimento

O tempo de teste para a Covid-19 dura em média seis horas. Amostras de secreção são retiradas do nariz e da garganta e depois enviadas para o laboratório.

A virologista Renata Dezengrini explica que, quando o genoma do vírus é identificado, um pedaço é retirado para análise. Quando se coloca perto do vírus, o equipamento apropriado sinaliza a identificação por acréscimo de reagente.

“O que pode diferenciar de um laboratório para outro são protocolos usados e diferentes reagentes. Mas as técnicas são as mesmas. Reagentes diferentes podem dar resultados diferentes, mas isso é algo raro”.

(Reprodução/Agência Brasil) PCR consegue distinguir 21 vírus causadores de doenças respiratórias

A médica diz que todo laboratório habilitado a realizar esse tipo de teste têm equipamento padrão, incluindo os postos autorizados do Sistema Único de Saúde (SUS).

“São extraídos os ácidos nucleicos do material coletado que, no caso do coronavírus, são amostras de RNA. Depois, uma sequência do material é escolhida para ser ampliada, com base no material conhecido previamente do vírus”, diz nota da equipe de infectologista do Santa Rosa Lab.

A utilização da PCR para diagnóstico de coronavírus se tornou viável após pesquisadores sintetizarem a sequência genética do vírus, algo que era pesquisado desde a explosão do surto na China.

Argumento do Estado

A posição da Secretaria de Estado de Saúde pode ter relação com a necessidade de contraprova do Lacen, um laboratório estadual, vinculado ao Ministério da Saúde e que fornece os resultados de exames epidemiológicos para o setor público.

Gilberto Figueiredo diz que o laboratório que realizou o teste do caso confirmado pelo Hospital Santa Rosa “não obedece às regras estabelecidas” pelo Ministério.

“É com a contraprova [do Lacen] que vamos estabelecer esse caso como o primeiro caso. Existem outros casos similares a esses no Estado”, afirmou.

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Hoje, as amostras recolhidas em Mato Grosso são levadas para São Paulo para análise no Lacen de lá.

Técnicos de Mato Grosso estão em capacitação para aplicar a metodologia adotada pelo Ministério da Saúde. A previsão da SES é que a partir de quinta-feira (19) os exames possam ser realizados pelo Lacen-MT.

Secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo diz que é preciso uma contra-prova em laboratório do Ministério da Saúde (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

A situação do coronavírus

A virologista Renata Bezengrini explica que não é possível estabelecer apenas pelos sintomas se um paciente está contaminado pela Covid-19. As reações que a doença causa são padrão para doenças respiratórias: febre, dor de cabeça, coriza e tosse.

Os mais graves são dificuldade para respirar e insuficiência renal.

“Por isso, é necessário evitar aglomeração e se higienizar sempre que possível. E, claro, passar pelo exame para confirmar se tem ou não a doença”, ela diz.

Mas, não há motivo para histeria. Agora é o momento de se prevenir, buscar informação e aplicar aquilo que é indicado para evitar a doença. É inevitável que tenhamos casos em Mato Grosso. O Rio de Janeiro já tem casos de contaminação comunitária”.

A dificuldade de controle da doença está na novidade do vírus e rápida disseminação. “É preciso entender que essa doença não é uma gripe. É uma situação nova que os centros de pesquisa estão tendo que lidar para desenvolver de controle e combate”.

Até às 16h30 desta segunda-feira (16), Mato Grosso tinha 15 casos suspeitos de contaminação do novo coronavírus, incluindo o confirmado pelo Hospital Santa Rosa.

Fonte: O Livre

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Unemat divulga edital do Seletivo com 2.570 vagas para 62 cursos em 12 cidades

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Poderão participar deste Seletivo todos os interessados que tenham realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas edições 2016, 2017, 2018, 2019 ou 2020

Nataniel Zanferrari | Unemat

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) divulgou nesta quarta-feira (21) o edital do Processo Seletivo 2021/2, para ingresso no segundo semestre deste ano. Esta edição oferta 2.570 vagas em 62 cursos, distribuídos em 12 municípios do Estado.

As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas de 26 de julho a 8 de agosto.

O edital pode ser acessado clicando aqui.

ENEM ANTERIORES

Poderão participar deste Seletivo todos os interessados que tenham realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas edições 2016, 2017, 2018, 2019 ou 2020, e que tenham obtido nota mínima de 200 pontos na Redação da edição apresentada pelo candidato.

No ato da inscrição, o candidato deverá marcar qual opção do curso, câmpus e categoria de cotas ao qual pretende concorrer, além de anexar fotografia e o boletim de desempenho no Enem.

O boletim poderá ser obtido clicando aqui.

Basta informar o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a senha do candidato.

O processo seletivo terá duas fases: a primeira será o desempenho no Enem, e a segunda será a análise da documentação e o procedimento de verificação.

Cursos e Câmpus

Esta edição apresenta três turmas únicas de oferta especial em Cuiabá: uma turma de bacharelado em Engenharia de Produção Agroindustrial, uma turma de Tecnologia em Gestão Pública e uma turma de Tecnologia em Gestão de Negócios e Inovação.

O curso de Engenharia terá aulas no período noturno de segunda a sexta-feira e no período diurno aos sábados. Já os cursos de Tecnologia serão no período noturno.

Também será ofertado o curso de bacharelado em Agronomia no município de Querência. O curso é em período integral.

Além dos cursos em Cuiabá e Querência, esta edição também oferta cursos em Alta Floresta, Barra do Bugres, Cáceres, Diamantino, Juara, Nova Mutum, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra.

Cotas

Além das cotas para alunos oriundos de escolas públicas, dentro das quais estão inseridas cotas para indígenas e para estudantes pretos ou pardos, a Unemat também passou a incluir reserva de vagas para pessoas com deficiência (PCD) a partir do ano passado.

Resultado

As inscrições deferidas serão publicadas no dia 9 de agosto, com a divulgação do desempenho preliminar da primeira fase no dia 12 e a divulgação do resultado preliminar da segunda fase no dia 27.

O resultado final será publicado no dia 1º de setembro, com matrículas de 2 a 9 de setembro.

Todas as informações sobre as etapas do Vestibular e seus editais podem ser acessadas em: www.unemat.br/vestibular.

Confira os cursos e locais

– Administração: Diamantino, Juara, Nova Mutum, Sinop e Tangará da Serra

– Agronomia: Alta Floresta, Cáceres, Nova Mutum, Nova Xavantina, Querência e Tangará da Serra

– Arquitetura e Urbanismo: Barra do Bugres

– Ciência da Computação: Barra do Bugres e Cáceres

– Ciências Biológicas: Alta Floresta, Cáceres, Nova Xavantina e Tangará da Serra

– Ciências Contábeis: Cáceres, Nova Mutum, Sinop e Tangará da Serra

– Ciências Econômicas: Sinop

– Direito: Alta Floresta, Barra do Bugres, Cáceres, Diamantino e Pontes e Lacerda

– Educação Física: Cáceres e Diamantino

– Enfermagem: Cáceres, Diamantino e Tangará da Serra

– Engenharia Civil: Nova Xavantina, Sinop e Tangará da Serra

– Engenharia de Alimentos: Barra do Bugres

– Engenharia de Produção Agroindustrial: Barra do Bugres e Cuiabá

– Engenharia Elétrica: Sinop

– Engenharia Florestal: Alta Floresta

– Geografia: Cáceres e Sinop

– História: Cáceres

– Jornalismo: Tangará da Serra

– Letras: Cáceres, Pontes e Lacerda, Sinop e Tangará da Serra

– Matemática: Barra do Bugres, Cáceres e Sinop

– Medicina: Cáceres

– Pedagogia: Cáceres, Juara e Sinop

– Sistemas de Informação: Sinop

– Tecnologia em Gestão Pública: Cuiabá

– Tecnologia em Gestão de Negócios e Inovação: Cuiabá

– Turismo: Nova Xavantina

– Zootecnia: Pontes e Lacerda

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Contador Claúdio Lasso lista os 3 motivos que mais causam o desenquadramento do MEI

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O especialista também explica por que é necessário mudar a categoria da empresa caso não se encaixe como micro.

Segundo dados do Mapa de Empresas, do Ministério da Economia, em 2020, o número de Microempreendedores Individuais (MEI) teve um crescimento de 8,4% em relação a 2019. Apesar de ter pouco mais de 10 anos, é o porte de empresa mais comum no país. 

Segundo Cláudio Lasso, contador e CEO da Sapri Consultoria, que atua no mercado de consultoria e auditoria Contábil e Tributária há 17 anos, o Microempreendedor Individual (MEI) é o empresário que trabalha por conta própria e resolve se legalizar como microempresário.

“Esse é o mais recente modelo de empresa brasileira, mais barato e mais fácil de configurar e tem como alvo os profissionais com renda bruta mensal de até R$ 6.750,00”.

De acordo com o profissional, para ser Microempreendedor Individual é necessário:

  • Possuir uma renda bruta de até 81 mil reais por ano, ou seja, R$ 6.750,00 reais de renda bruta mensal.

  • Possuir somente um empregado registrado.

  • Não ter participação em nenhuma outra empresa, seja como sócio, seja como titular.

No entanto, existe uma rigorosa legislação sobre essa categoria de empresa. Muitas empresas que não se encaixam nessa legislação devem fazer optar pela mudança do regime tributário.

“Aconselho fazer um desenquadramento da MEI, para não sofrer penalidades tributárias e efetuar um planejamento contábil, financeiro e tributário”, recomenda Lasso, que listou os 3 motivos que mais causam o desenquadramento do MEI:

  1. O empreendedor pode ser desenquadrado caso ultrapasse o limite de faturamento, R$ 81 mil, anual. A legislação permite que o empreendedor tenha uma margem de 20% para ultrapassar o saldo de faturamento, levando o faturamento até R$ 97,2 mil.

  1. Outra regrinha exigida para se enquadrar no MEI é ter apenas um funcionário com registro em carteira.A partir do momento que o microempreendedor precisar contratar mais de um funcionário, será desenquadrado, tendo que buscar outro regime tributário.

  1. Atualmente, existem mais de 450 atividades enquadradas do MEI. Caso o microempreendedor mude de atividade – sendo que está na lista de atividades permitidas – também precisará mudar de regime.Vale lembrar que todo ano a Receita inclui e exclui diversas atividades da lista. É preciso acompanhar e atualizar o registro para que o Órgão não desenquadre o negócio.

Cláudio ensina o passo a passo para solicitar o desenquadramento:

Para solicitar o desenquadramento, o MEI deve entrar no Portal do empreendedor e seguir os seguintes passos:

– Clicar na aba serviços.

– Quero crescer (desenquadramento);

– Realizar desenquadramento;

– Em Comunicação de desenquadramento do Simei, clique em código de acesso;

– Preencha os dados de CNPJ, CPF e código de acesso;

– Explique o motivo do desenquadramento (faturamento, funcionário, sociedade ou filial).

“Vale lembrar que além de comunicar à Receita Federal, o microempreendedor deve procurar uma Junta Comercial para atualizar o cadastro da empresa”, pontua.

Quem não regulariza a partir do mês de janeiro, passa a recolher o imposto Simples Nacional como microempresa, com percentuais iniciais de 4%, 4,5% ou 6% sobre o faturamento do mês, conforme as atividades econômicas exercidas – Comércio, Indústria e/ou Serviços – (item, 1, alínea “a”, do Inciso II, do §º2º, do artigo 105 da Resolução do CGSN nº 94/2011).

“Esta modalidade é bem utilizada para profissionais autônomos, prestadores de serviço que estão iniciando e também profissionais que querem iniciar uma jornada empreendedora. Na minha opinião, é uma boa forma de testar se o seu produto, ou, serviços será aceito no mercado”, finaliza.

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