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Saúde

Covid-19: Ceará exige de viajante teste negativo ou vacinação completa

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O governo do Ceará conseguiu, em decisão na Justiça Federal, o direito de exigir teste negativo ou vacinação completa contra covid-19 de passageiros de voos que embarcarem para o estado. O pedido teve o objetivo de impedir a propagação de variantes do coronavírus pelo fluxo de viajantes.

Segundo o governo do estado, conforme a decisão judicial, em tutela de urgência, a União e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) somente devem autorizar o embarque em voos provenientes de outros estados do país com destino ao Ceará e desembarque de voos particulares – quando não for possível a aferição no embarque – de passageiros que apresentem uma das duas condições: comprovante de esquema vacinal completo contra covid-19 ou resultado negativo de exame de antígeno ou RT-PCR realizado em até 72h antes do voo.

“Não se trata de restrição de livre locomoção pelo país, nem restrição ao direito de liberdade, mas de proteção à vida, que é um direito de alta relevância”, disse, em sua decisão, o juiz federal Luís Praxedes Vieira da Silva, segundo comunicado do governo cearense, divulgado ontem (11).

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Casos confirmados são 15

Dados da Secretaria de Saúde do Ceará apontam que já foram confirmados 15 casos da variante Delta, todos de passageiros embarcados por via aérea em outros estados. Nesta quarta-feira, a secretaria também confirmou o primeiro caso de transmissão comunitária da variante. A vítima é um profissional de saúde residente do município de Icó.

Atualmente, o Centro de Testagem de Viajantes, instalado no Aeroporto Internacional de Fortaleza Pinto Martins, testa 20% dos passageiros que desembarcam no local, de forma aleatória ou espontânea. Também estão funcionando centros de testagem no aeroporto de Aracati e na rodoviária de Barbalha.

A Agência Brasil solicitou o posicionamento da Anac e da Advocacia-Geral da União, mas ainda não obteve retorno.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Campanha foca em conversa com família para aumentar doação de órgãos

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O Ministério da Saúde lançou hoje (27), Dia Nacional da Doação de Órgãos, uma nova campanha para incentivar o gesto. Neste ano, as peças publicitárias têm como foco estimular quem deseja doar a conversar com seus familiares a respeito.

Isso porque, pela legislação brasileira, não adianta deixar expresso em documento, ou mesmo registrado em cartório, o desejo de realizar a doação de órgãos, pois a palavra final caberá sempre aos parentes, destacou o ministro da Saúde substituto, Rodrigo Cruz. “É preciso conversar com a família para que esteja ciente da sua vontade e que doe”, enfatizou.

De acordo com dados da pasta, em 2020, o índice de recusa à doação de órgãos pela família ficou em 37,8% dos casos com morte encefálica identificada, que é quando cessa a atividade cerebral do paciente – momento que torna o quadro irreversível, mas que ainda permite a extração de órgãos e tecidos em bom estado.

O índice vem apresentando ligeira redução ano a ano, tendo ficado em 41,3% em 2018 e em 39,4% em 2019. Além da campanha, é necessário aprimorar ainda mais a capacitação dos profissionais de saúde responsáveis por abordar as famílias ainda dentro das unidades hospitalares, destacou a coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes, Arlene Badoch.

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“Não podemos trabalhar com profissionais que não tenham treinamento. É um serviço muito técnico, que precisa de muita expertise”, ressaltou a coordenadora.  “É necessário que façamos um investimento massivo na educação continuada”, reforçou, pedindo o engajamento, nesse aspecto, das secretarias municipais e estaduais de Saúde.

Outro ponto a ser melhor trabalhado, destacou Arlene, é a identificação da morte encefálica. Estima-se que, no Brasil, ocorram mais de 9 mil mortes encefálicas que propiciem a doação de órgãos, mas que passam em branco pelos profissionais de saúde.

Um terceiro ponto destacado pela coordenadora é o trabalho a ser feito na redução das paradas cardiorrespiratórias do paciente durante o processo de doação, o que pode prejudicar a viabilidade dos órgãos. Hoje, o país registra um índice de ocorrências na casa de 14%.

“Nossa ideia é trabalharmos com índice de 5%”, disse Arlene. “Teremos no mínimo 500 doadores a mais, só mudando essa realidade, que depende diretamente das partes intra-hospitalares”, avaliou. 

Dados

O Brasil possui hoje 53.218 pacientes na fila por um transplante de órgãos. A grande maioria (31.125) aguarda para receber um novo rim. Em seguida, vem a fila por um fígado (1.905). No país, estão registradas ainda 365 pessoas à espera de um coração e 259 de pulmão.

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O número total engloba 19.115 pessoas que aguardam por um transplante de córnea, embora esta seja considerada um tecido, e não um órgão, e que o procedimento seja, muitas vezes, considerado não eletivo.

Até o momento em 2021, foram realizados 5.626 transplante no país, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes. O número representa uma recuperação em relação aos 3.937 procedimentos realizados no ano passado, quando houve uma queda brusca no número de doadores devido às restrições provocadas pela pandemia de covid-19. Em 2019, foram realizados 7.715 transplantes.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Arcebispo emérito de Brasília morre de covid-19

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O arcebispo emérito de Brasília, cardeal dom José Freire Falcão, morreu, na noite desse domingo (27), vítima de complicações da covid-19. O religioso tinha 95 anos e estava internado em um hospital particular da capital há dez dias.

“O cardeal foi internado no dia 17 de setembro, como medida preventiva, após testado positivo para a covid-19. Na madrugada do dia 24 de setembro, dom Falcão teve uma piora em seu quadro respiratório e renal, sendo necessária uma entubação para dar conforto maior à sua condição”, informou a Arquidiocese de Brasília em nota.

Pelo Twitter, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, lamentou a morte do sacerdote. “Brasília perde um de seus maiores guias religiosos”, afirmou.

Até o fechamento desta matéria ainda não havia informações sobre o velório do religioso.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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