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Economia

CPFL Energia oferta R$ 2,67 bilhões por CEEE-T e vence leilão

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A CPFL Energia foi a vencedora do leilão de privatização do controle acionário da Companhia Estadual de Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-T), promovido pelo governo do Rio Grande do Sul. O leilão foi realizado na manhã de hoje (16) na B3, em São Paulo. Pelo leilão, a CPFL adquiriu 66,08% do capital social da CEEE-T, transmissora do Grupo CEEE.

A CPFL Energia ofertou R$ 2,67 bilhões pela CEEE-T, o que significou ágio de 57,13%. A venda da companhia gaúcha tinha valor mínimo de R$ 1,699 bilhão.

O resultado foi comemorado pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que esteve em São Paulo acompanhando o leilão.

“Para que consigamos ter um ambiente mais propício ao investimento privado, além de voltar nossas atenções para aquilo que é nossa responsabilidade, é importante reconhecer que o setor privado tem maior capacidade de eficiência na administração daquilo que talvez no passado tenha feito sentido. A operação com o ganho de eficiência próprio do setor privado vem em proveito de toda a sociedade, com melhores serviços, com menores preços, e esse ganho de eficiência reverte em melhores oportunidades de emprego”, disse ele.

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A CPFL Energia é responsável pela distribuição de energia em 77% do território do Rio Grande do Sul por meio da RGE.

A conclusão da aquisição ainda depende da análise dos documentos pela Comissão de Licitação e das aprovações da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Segundo a CPFL, se todo o processo correr dentro dos prazos previstos pelo edital do leilão, a consumação da transferência total do controle da transmissora deve acontecer a partir de outubro de 2021.

A CEEE-T possui 56 subestações, somando potência de 10,5 mil megavolt-ampères (MVA) e opera outras 18 unidades. A empresa também é responsável pela operação e manutenção de 6 mil quilômetros de linhas de transmissão e mais de 15,7 mil estruturas de geração de transmissão de energia.

Este é o segundo braço do Grupo CEEE a se privatizado. Em março, a CEEE Distribuidora (CEEE-D) foi leiloada e adquirida pelo Grupo Equatorial Energia. Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que coordenou os estudos e a modelagem de privatização e de avaliação da empresa, a Companhia Estadual de Geração de Energia Elétrica (CEEE-G) também deve ser vendida. Neste momento, a CEEE-G encontra-se em fase de aprovação de estudos e o edital de venda deve ser publicado ainda neste semestre.

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Edição: Valéria Aguiar

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Segunda rodada da Cessão Onerosa deve ocorrer até o fim do ano

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O Brasil ocupa a sétima posição no ranking mundial de produção e de exportação de petróleo. A meta é chegar a 2030 entre a quarta e a quinta posição. Para falar sobre o assunto, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, é o entrevistado do programa Brasil em Pauta, às 20h30 deste domingo, na TV Brasil.

Entre as medidas mais esperadas estão a realização da segunda etapa do leilão da Cessão Onerosa (excedente do volume de petróleo e gás que a União cedeu à Petrobras) que vai leiloar os campos de Sépia e Atapu. A expectativa é de que o leilão seja realizado até o fim deste ano.

Coelho destacou que a camada pré-sal é responsável por 73% da produção nacional de petróleo. “Vemos nos últimos anos uma produção declinante dos campos em terra e dos campos maduros em mar mas na área do pós-sal”. Para isso o governo está realizando programas de revitalização das atividades de produção e exploração nessas duas áreas.

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O secretário também falou sobre o plano de desinvestimento que deve abrir o setor de refino no país. “Concentração de mercado é uma barreira a investimentos e a novos entrantes”, disse.

Segundo ele, a Petrobras se comprometeu a vender oito ativos de refinarias. “O governo federal queria trabalhar numa abertura do mercado, que o mercado tivesse maior concorrência, maior dinamismo, maior pluralidade de agentes e, claro, isso traz benefícios para o consumidor brasileiro. Essa competição tem o potencial de levar a uma redução de preços”.

Durante a entrevista, foram abordados também temas como as matrizes renováveis de energia – o Brasil é o segundo maior produtor de biodiesel do mundo – preço da gasolina e a nova Lei do Gás.

Edição: Aécio Amado

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Impostômetro atinge a marca de R$ 1,5 trilhão

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O Impostômetro, medidor da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) da carga tributária dos brasileiros, marcou R$ 1,5 trilhão na madrugada de hoje (1ª). Esse é o montante que foi pago desde o primeiro dia em tributos federais, estaduais e municipais.

Em 2020, o mesmo valor foi atingido no dia 28 de setembro, o que mostra que, este ano, os brasileiros estão pagando mais impostos. Segundo a ACSP, parte da alta na arrecadação acontece devido a recuperação econômica, impactada pela crise gerada pela pandemia de coronavírus.

“Boa parte do aumento da arrecadação deste ano é explicada pela melhora da economia, que está menos sujeita a restrições de funcionamento”, analisa o economista da ACSP, Marcel Solimeo, sobre o abrandamento das quarentenas para reduzir a disseminação da covid-19.

Por outro lado, o aumento da carga tributária também é reflexo, de acordo com a associação, da elevação dos preços dos produtos e serviços. Em nota, a entidade lembra que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 8,6% em doze meses e o Índice Geral de Preços (IGP), de 33%.

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Edição: Aécio Amado

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