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Mato Grosso

Cururueiro se inscreve no Mais MT Muxirum para poder escrever os segredos da viola

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“Me interesso em escrever meus segredos”. Esse é o desejo que Martinho Leme de Moraes, mestre artesão de Viola de Cocho, relata ao se matricular, em Barra do Bugres, em uma das turmas do Mais MT Muxirum, programa do Governo do Estado, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT).

Natural de Acorizal e cururueiro desde menino, Martinho relata que foi pela devoção que aprendeu a arte de fabricar e tocar a viola com o pai e avô. “Eu sigo esse movimento da viola de cocho. Como tudo que sei veio do meu pai, primeiro a gente aprendia a fé e a adoração e como não tinha petróleo, nós tínhamos como sustento a fabricação de moinho e pilão para vender”.

Aos 84 anos, lendo poucas palavras e sabendo escrever seu nome, engana-se quem pensa que essa é a primeira vez que trata dos estudos como uma barreira a vencer. Pelo olhar curioso, foi em forma de troca de cartas com uma das professoras, ‘no tempo’ que seus sete filhos frequentavam a escola, que ele conheceu algumas palavras.

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Com data marcada para voltar a escrever, Martinho se mostra radiante com a nova oportunidade de aprender. As aulas começam no dia 14 de setembro.

“Eu não tenho a leitura, mas não sou bobo. Sou curioso. Quando as crianças iam para escola elas sempre traziam a cartinha com uma letrinha ou outra para eu aprender. Meu desejo é colocar nas palavras que o segredo da viola não é bater”.

A matrícula de Martinho foi comemorada pela coordenadora Municipal de Educação e Cultura e alfabetizadora do programa Mais MT Muxirum, Papy Nascimento. Tendo como espaço o quintal da sua casa, ela conduzirá o aprendizado de duas turmas de 10 alunos.  

“A cultura pantaneira é algo que estamos sempre apresentando aos mais novos como algo importante de se conhecer. Ter ‘Seo’ Martinho na turma é forma de enxergarmos essa troca de conhecimento, uma chance de fazer isso acontecer. Como referência do Cururu mato-grossense, é de se admirar o que de fato o motiva a aprender”, conta a coordenadora.

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“Não tem lugar que eu não canto, gosto de fazer parte dessa escritura. Poder continuar incentivando os mais novos na arte da viola é o que me motiva a escrever. Agradeço por ter essa oportunidade”, finaliza Martinho.

O programa

O Programa Mais MT Muxirum – palavra do tupi guarani que significa “mutirão”, “fazer juntos” – possui o desafio de erradicar o analfabetismo entre pessoas com mais de 15 anos, no Estado de Mato Grosso, nos próximos cinco anos.

Com investimentos de R$ 14,7 milhões ao ano, só no segundo semestre de 2021, a expectativa é atender mais de 48 mil pessoas em 60 municípios.

O Mais MT Muxirum contará com mais de 100 coordenadores e mais de 3 mil alfabetizadores.

Fonte: GOV MT

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Ação com simulador de colisão e capotamento encerra Semana Nacional de Trânsito em Sorriso

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A 37ª Ciretran de Sorriso em parceria com a Guarda Municipal da cidade realizaram, no sábado (25.09), uma ação utilizando um simulador de capotamento e de impacto para sensibilizar a população de Sorriso quanto aos riscos da direção imprudente. A ação educativa marcou o encerramento da Semana Nacional de Trânsito no município.

O equipamento foi instalado na Praça das Fontes e, populares que passavam pelo local, puderam fazer a simulação de acidente veicular, com as mesmas sensações de um capotamento e impacto.

“A ação ocorreu de forma integrada contando com os agentes do Detran, através da 37ª Ciretran, e da Guarda Municipal de Sorriso, que estiveram orientando as pessoas sobre os riscos da direção imprudente e irresponsável. Na oportunidade também distribuímos alguns brindes aos participantes”, explicou o chefe da 37ª Ciretran de Sorriso, Edson Carlos de Carvalho.

O simulador de colisão e capotamento foi disponibilizado de forma gratuita pela empresa Triper Segurança e Saúde no Trabalho para fins educativos e de conscientização no trânsito.

Fonte: GOV MT

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Livro com metodologia que promove interação de crianças com patrimônio histórico e cultural será lançado nesta quarta-feira (29)

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A relação das crianças com o patrimônio material e imaterial é tema do livro “Cribiás 300+: por uma educação patrimonial toda nossa”. Diversas atividades realizadas com estudantes da rede pública e privada de ensino em mais de dez anos, ajudaram a compor o conteúdo da obra que propõe uma metodologia pautada pela interação das crianças com a cidade em que vivem.

O lançamento ocorre no dia 29 de setembro, às 19h, no Sesc Arsenal. O acesso é livre, mas para participar é preciso seguir os principais protocolos de segurança: máscara e distanciamento social.

A organizadora do livro, a professora Daniela Freire, que é coordenadora do Grupo de Pesquisa em Psicologia da Infância da Universidade Federal de Mato Grosso (GPPIN/UFMT), explica que cada capítulo foi desenvolvido por especialistas da área da Educação, tanto do grupo acadêmico quanto do coletivo Cribiás. A estes, somam a professora doutora Larissa Freire Spinelli (Casa Silva Freire) e a artista visual Regina Pouchain.   

O livro – que relata três etapas do trabalho– apresenta os resultados de pesquisas realizadas desde 2010. Na primeira delas, estudiosos se dedicaram a debater os princípios sobre o desenvolvimento infantil como processo cultural, articulado com os estudos sobre memória social e produção de identidades sociais.

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As experiências do projeto Cribiás, crianças sabidas, que foi realizado em unidades educacionais, e que também é definido como um projeto cultural para a infância de Cuiabá, é tema da obra lançada pela editora Entrelinhas.

Por fim, a última parte narra a experiência da oficina-piloto, realizada com um grupo de crianças. Elas percorreram um roteiro poético pensado pelos pesquisadores para propor uma metodologia participativa de Educação Patrimonial.

“Questões sobre Patrimônio, memória e processos identitários, em diálogo com as infâncias são o foco desta publicação. Todas as experiências narradas, assim como relatos dos pequenos, fotografias e registros da oficina-piloto ajudam a compor suas páginas”, indica Daniela. 

Ao transitar a pé pela cidade, elas foram estimuladas a reconstituir os passos de crianças que vivenciaram uma Cuiabá de outrora e assim, enxergá-la de uma perspectiva jamais imaginada, considerando o tensionamento entre tradição e modernidade .

O projeto do roteiro e do livro receberam incentivo da Lei Aldir Blanc, via edital MT Nascentes. Este, foi realizado pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer em parceria com o Governo Federal, via Secretaria Nacional da Cultura do Ministério do Turismo.

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Ao certo que o livro será excelente fonte para estudos acadêmicos,  profissionais da Educação e gestores culturais. Ele revela que quando a criança é anunciada como sujeito partícipe do processo educacional, ela também produz suas proprias narrativas contribui do para que adultos pensem a realidade considerando diferentes perspectivas. Ao vivenciar a cidade e conhecer sua história, a criança passa a encará-la de um outro jeito, valorizando ainda mais suas raízes, sua cultura e se implicando em sua construção.

Equipe

Integram a equipe do projeto, Daniela Barros da Silva Freire Andrade, Larissa Silva Freire Spinelli, Regina Pouchain, Jeysson Ricardo Fernandes da Cunha, Paula Figueiredo Poubel, Naiana Marinho Gonçalves, Natália Salomé Poubel, Ângela Cristina Lisboa Costa, Clécia Lino Silva, Pâmella Fernandes, Heitor Silva Freire Andrade, Mateus Elias Cruz Antunes e Fred Gustavo da Sillva. A historiadora Leila Borges Lacerda também auxiliou a equipe com a pesquisa historiográfica.

Fonte: GOV MT

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