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Agronegócio

CUSTOS GRÃOS/CEPEA: Além de clima, pragas acentuam queda na produtividade do milho

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Cepea, 15/09/2021 – A colheita da segunda safra 2020/21 de milho está na reta final em boa parte do Brasil. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a temporada foi marcada por adversidades climáticas, como falta de chuvas em grande parte do ciclo de produção do cereal e por geadas, contexto que reduziu com força a produtividade. Nesta safra, contudo, infestações de pragas, como a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), acabaram acentuando a queda na produtividade em algumas áreas.

Esse cenário, que causou danos severos especialmente ao milho, surpreendeu parte dos agricultores, principalmente os do Sul do País, onde a ocorrência severa da praga era desconhecida. Também houve ataque de percevejos em algumas praças acompanhadas pelo Cepea.

Levantamento do Centro de Pesquisas mostra que, na região Sul, grande parte das lavouras tem apresentado produtividade média abaixo de 50 sacas por hectare. Dessa forma, muitos agricultores consultados pelo Cepea estão com dificuldades para cumprir os contratos de entrega do milho – alguns, inclusive, já acionaram os seguros rurais para tentar amortizar os prejuízos.

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No Cerrado, o milho de segunda safra tem registrado produtividades médias de 90 sc/ha em Rondonópolis (MT) e de 50 sc/ha em Uberaba (MG), inferiores às observadas pelo Cepea na temporada anterior. Ressalta-se que, no Cerrado, a incidência da cigarrinha-do-milho é mais comum; portanto, produtores conseguiram controlar melhor a praga na comparação com agentes do Sul. O uso de defensivos, que tinha como alvo os percevejos, também ajudou a controlar a cigarrinha. Ainda assim, o atraso no plantio e o clima desfavorável resultaram em queda na produtividade em boa parte das regiões do Cerrado, de 15% a 40%.

CIGARRINHA ELEVA CUSTO DE PRODUÇÃO DE MILHO – Visando conter o avanço da cigarra no milho, produtores de algumas regiões precisaram elevar o número de aplicações de defensivo. Como consequência, nesta segunda safra, cálculos do Cepea mostram aumento da participação dos gastos com defensivo sobre o Custo Total (CT), o que pressiona a margem líquida do agricultor.

Na região de Cascavel (PR), onde a cigarrinha do milho deixou produtores em alerta, foram necessárias duas aplicações extras do insumo na safra 2020/21 em relação à anterior. Essas duas aplicações extras, por sua vez, representaram elevação de 39,88 Reais/ha (ou de 0,58 sc/ha) nos custos. Nesse cenário, os agricultores paranaenses investiram 3,05% do Custo Total (CT) da atual safra no combate à praga, contra 2,24% na safra anterior. Em Chapadão do Sul (MS), também houve aumento médio de duas aplicações do defensivo e, consequentemente, acréscimo de 201,00 Reais/ha (ou de 2,62 sc/ha) nos custos. Assim, 4,94% do Custo Total foi utilizado para a compra dos químicos na safra 2020/21, contra apenas e 1% em 2019/20.

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ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas com os autores da pesquisa, por meio da Comunicação do Cepea pelos telefones (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

Fonte: CEPEA

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LEITE/CEPEA: Preço do leite ao produtor sobe 6% neste ano, mas custos de produção avançam 14%

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Cepea, 28/09/2021 – A competição das indústrias pela compra de matéria-prima continuou acirrada durante agosto, contexto que resultou em um novo aumento nos preços do leite ao produtor. Segundo pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o valor do leite captado em agosto e pago ao produtor em setembro registou alta de 1% em relação ao mês anterior, atingindo R$ 2,3827/litro na Média Brasil líquida, 2,5% acima da registrada em setembro de 2020, em termos reais (os dados foram deflacionados pelo IPCA de agosto/21). Trata-se, também, de um novo recorde real da série histórica do Cepea. Desde o início deste ano, o preço do leite no campo acumula alta real de 6%.

O aumento das cotações do leite, no entanto, não tem refletido em maior rentabilidade para o produtor, uma vez que a valorização no campo está atrelada justamente às intensas altas nos custos de produção. Dados do Cepea mostram que o custo operacional efetivo da atividade registrou expressivo avanço de 14% desde o início deste ano. Num contexto de adversidade climática, em que a estiagem prejudica a alimentação volumosa do rebanho, a elevação dos custos de produção, sobretudo dos insumos ligados ao manejo nutricional (como concentrado e suplementação mineral), tem desestimulado investimentos na atividade e, consequentemente, impedido um ajustamento rápido da oferta à demanda.

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O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea avançou ligeiro 0,89% de julho para agosto, puxado pelos aumentos no Rio Grande do Sul, de 4,2%, e no Paraná, de 1,6%. Vale lembrar, no entanto, que, no mesmo período do ano passado, a captação das indústrias consultadas pelo Cepea havia crescido 3,88% (2,9 pontos percentuais a mais que atualmente).

PERSPECTIVA – Agentes de mercado consultados pelo Cepea afirmaram que a demanda por lácteos não se recuperou como previsto e que as negociações estão enfraquecidas desde a segunda quinzena de agosto. Com a matéria-prima mais cara e com dificuldades em realizar o repasse da alta no campo ao consumidor, as indústrias de laticínios têm intensificado a concorrência na venda de derivados. A pressão dos canais de distribuição tem resultado em desvalorização dos lácteos, prejudicado a capacidade de pagamento dos laticínios. Além da demanda enfraquecida, o aumento das importações pode frear o movimento de valorização do leite ao produtor no próximo mês. Porém, tudo irá depender das condições climáticas e do volume de chuvas no período.

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Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de agosto/2021)

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui, por meio da Comunicação do Cepea e com a pesquisadora Natália Grigol: [email protected]

Fonte: CEPEA

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ETANOL/CEPEA: Apesar da lentidão dos negócios, preço está firme; algumas usinas já finalizam moagem

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Cepea, 28/9/2021 – O volume de biocombustíveis adquirido no mercado spot do estado de São Paulo tem oscilado bastante nesta temporada. Segundo pesquisadores do Cepea, a maior quantidade adquirida na safra atual foi registrada na semana de 13 a 17 de setembro, mas esse volume ainda foi menor que o observado em períodos da temporada anterior. Mesmo com a baixa liquidez, os preços dos etanóis hidratado e anidro seguem firmes em São Paulo, tendo como suporte a oferta restrita. No acumulado da parcial da temporada (de abril/21 até a semana passada), o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado subiu 42,5%, em termos nominais, e o do anidro, 51,4%. O Cepea registrou que, no estado de São Paulo, algumas usinas já encerraram as atividades de produção da safra 2021/22. Em certos casos, houve transferência de matéria-prima para outras filiais do mesmo grupo. Assim, tem-se, na presente safra, um padrão de moagem mensal bastante diferente do observado em anos anteriores, quando, em setembro, ainda se registrava um bom volume de cana sendo processado. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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