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Economia

Depois de atingir maior valor desde outubro, dólar abre dia cotado a R$ 4

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Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

Com tensões políticas e receio na tramitação da reforma da Previdência, dólar atinge maior valor desde outubro do ano passado


O mercado financeiro está se mostrando preocupado com as negociações da reforma da Previdência e as desavenças que têm sido protagonistas da política brasileira nos últimos dias. Após terminar o dia, na tarde desta quarta-feira (27) com o maior valor registrado desde outubro do ano passado, o dólar opera hoje em forte alta.

Leia também: Com PEC do Orçamento e incertezas na Previdência, dólar sobe e vai a R$ 3,96

Às 10h30 desta quinta-feira (28), o dólar
comercial sobe 0,22%, sendo vendido a R$ 3,9635. O dólar turismo, por sua vez, está cotado a R$ 4,12. Logo na abertura da sessão, no entanto, o dólar comercial  chegou a R$ 4,0156, cotação máxima do dia até o momento.

Ontem (27), a moeda americana
fechou em alta de 2,27%, a R$ 3,9548. Essa foi a maior cotação registrada desde 1º de outubro de 2019, quando estava sendo vendida a R$ 4,0174.

No mesmo dia, a Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo) caiu  3,57%, aos 91.903 pontos, com a menor pontuação desde janeiro. Nesta quinta-feira (28), a Bolsa de Valores está operando em alta de 1,51%, a 93.290,781 pontos.

O aumento no valor da moeda é uma resposta do mercado financeiro às declarações dadas pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes
, durante uma audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal
; à tramitação do projeto de reforma da Previdência
, que parece estar parado e às últimas tensões no cenário político. Entenda:

Declarações de Guedes e a Previdência


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Valter Campanato/Agência Brasil

Desistência de Guedes e dificuldade de tramitação da nova Previdência influenciaram na alta do dólar


Ontem (27), em conversa com senadores, Guedes voltou a defender a reforma e criticou as recentes tensões
que tem abalado o início da tramitação do projeto. “Se fizermos a reforma, não tem problemas. Se não fizermos, vamos condenar nossos filhos e netos. Essa bola está com o Congresso. Fique a oposição atacando a reforma da Previdência um ano só e depois tente ser eleita e não conseguir governar. Ela deveria ajudar a atacar frontalmente o problema”, afirmou o ministro. 

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Ele acrescentou, ainda, que poderá deixar o cargo de ministro da Economia caso sua agenda econômica não seja bem aceita. ‘”Se o presidente apoiar as coisas que eu acho que podem resolver o Brasil, eu estarei aqui”, disse. ‘”gora se o presidente, ou a Câmara, ou ninguém quer aquilo, eu voltarei para onde sempre estive. Eu tenho uma vida fora daqui. Eu venho para ajudar. Se o presidente não quer, se o Congresso não quer… vocês acham que vou brigar para ficar aqui? Estou aqui para servi-los”, continuou Guedes.

No dia anterior (26), o ministro desistiu de participar de uma audiência pública na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) que discutiria os caminhos da proposta. O cancelamento teria sido uma resposta a um possível boicote da reunião promovido por partidos opostiores. A CCJ é o primeiro orgão que deverá analisar a nova Previdência
.

No lugar de Guedes
, a equipe da Secretaria de Previdência e Trabalho foi enviada. Apesar disso, a CCJ resolveu cancelar a audiência e  votar pela convocação obrigatória
 do ministro em uma próxima reunião, que deve acontecer até o dia 17 de abril
.

PEC do Orçamento


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José Cruz/Agência Brasil

Mal vista pelo mercado financeiro, PEC do Orçamento engessa gastos do governo; em resposta, dólar sobe


Na noite de terça-feira (26), a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Orçamento Impositivo
. Com isso, o governo federal passa a ser obrigado a a liberar a verba de emendas parlamentares para ações previstas para a execução das emendas coletivas de bancada. Ou seja, na prática, a medida reduz o controle do Executivo sobre o Orçamento, engessando seus gastos e obrigando o governo a executar todos os investimentos previstos.

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Em primeiro turno, a chamada PEC do Orçamento foi aprovada por 448 a 3 votos. No segundo turno, a aprovação teve um placar de 453 a 6. Agora, a  proposta segue para o Senado Federal.

Rodrigo Maia x Bolsonaro


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Marcos Corrêa/PR

Atrito entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia teve impactos no mercado financeiro, influenciando na cotação do dólar e na Bolsa de Valores

O mercado financeiro também tem visto com maus olhos a constante “troca de farpas”
entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
(DEM-RJ) e a família e o próprio presidente Jair Bolsonaro
(PSL). Durante a discussão, que aconteceu à distância e acontece já há alguns dias, Maia chegou a ameaçar deixar a articulação da Previdência
.

Ontem, o presidente da Câmara chegou a dizer que Bolsonaro estaria “brincando de presidir”
. “Abalados estão os brasileiros, que estão esperando desde 1º de janeiro que o governo comece a funcionar. São 12 milhões de desempregados, 15 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza, capacidade de investimento do Estado brasileiro diminuindo, 60 mil homicídios e o presidente brincando de presidir o Brasil”, declarou.

Depois de ver a repecussão do problema no mercado financeiro, com a forte queda da Bolsa de Valores registrada ontem (27) e a alta do dólar, Maia pediu a Bolsonaro que as críticas acabem e que ambos possam governar o País da melhor forma.

Depois de ver a repecussão do problema no mercado financeiro, com a forte queda da Bolsa de Valores registrada ontem (27) e a alta do dólar
, Maia pediu a Bolsonaro que  as críticas acabem e que ambos possam governar
o País da melhor forma. “Pare, chega. Peço ao presidente Bolsonaro que pare de criticar e que peça ao entorno para parar de criticar. A bolsa está caindo, a expectativa dos investidores está ficando menor. Então, ninguém ganha com isso e só o Brasil perde. Chega. Está na hora de parar. Vamos cuidar do Brasil”, disse.

Em resposta, Bolsonaro mandou um abraço para Maia: “Para mim, isso foi uma chuva de verão. O sol está lindo e o Brasil está acima de nós. […] Da minha parte não tem problema nenhum. Vamos em frente. Página virada. Um abraço para o Rodrigo Maia. O Brasil está acima de tudo. Vamos em frente. Acontece. É uma chuva de verão. Outros problemas acontecerão com toda a certeza.”

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Economia

Segunda rodada da Cessão Onerosa deve ocorrer até o fim do ano

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O Brasil ocupa a sétima posição no ranking mundial de produção e de exportação de petróleo. A meta é chegar a 2030 entre a quarta e a quinta posição. Para falar sobre o assunto, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, é o entrevistado do programa Brasil em Pauta, às 20h30 deste domingo, na TV Brasil.

Entre as medidas mais esperadas estão a realização da segunda etapa do leilão da Cessão Onerosa (excedente do volume de petróleo e gás que a União cedeu à Petrobras) que vai leiloar os campos de Sépia e Atapu. A expectativa é de que o leilão seja realizado até o fim deste ano.

Coelho destacou que a camada pré-sal é responsável por 73% da produção nacional de petróleo. “Vemos nos últimos anos uma produção declinante dos campos em terra e dos campos maduros em mar mas na área do pós-sal”. Para isso o governo está realizando programas de revitalização das atividades de produção e exploração nessas duas áreas.

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O secretário também falou sobre o plano de desinvestimento que deve abrir o setor de refino no país. “Concentração de mercado é uma barreira a investimentos e a novos entrantes”, disse.

Segundo ele, a Petrobras se comprometeu a vender oito ativos de refinarias. “O governo federal queria trabalhar numa abertura do mercado, que o mercado tivesse maior concorrência, maior dinamismo, maior pluralidade de agentes e, claro, isso traz benefícios para o consumidor brasileiro. Essa competição tem o potencial de levar a uma redução de preços”.

Durante a entrevista, foram abordados também temas como as matrizes renováveis de energia – o Brasil é o segundo maior produtor de biodiesel do mundo – preço da gasolina e a nova Lei do Gás.

Edição: Aécio Amado

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Economia

Impostômetro atinge a marca de R$ 1,5 trilhão

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O Impostômetro, medidor da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) da carga tributária dos brasileiros, marcou R$ 1,5 trilhão na madrugada de hoje (1ª). Esse é o montante que foi pago desde o primeiro dia em tributos federais, estaduais e municipais.

Em 2020, o mesmo valor foi atingido no dia 28 de setembro, o que mostra que, este ano, os brasileiros estão pagando mais impostos. Segundo a ACSP, parte da alta na arrecadação acontece devido a recuperação econômica, impactada pela crise gerada pela pandemia de coronavírus.

“Boa parte do aumento da arrecadação deste ano é explicada pela melhora da economia, que está menos sujeita a restrições de funcionamento”, analisa o economista da ACSP, Marcel Solimeo, sobre o abrandamento das quarentenas para reduzir a disseminação da covid-19.

Por outro lado, o aumento da carga tributária também é reflexo, de acordo com a associação, da elevação dos preços dos produtos e serviços. Em nota, a entidade lembra que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 8,6% em doze meses e o Índice Geral de Preços (IGP), de 33%.

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Edição: Aécio Amado

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