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Dia do Orgasmo: prazer feminino ainda é tabu, afirma Marcela McGowan

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Sexualidade feminina ainda é reprimida em todo o mundo
Foto: Freepik

Sexualidade feminina ainda é reprimida em todo o mundo


Você sabia que hoje, 31 de julho, é celebrado o Dia do Orgasmo? A data, que é comemorada em mais de dez países todos os anos, surge como iniciativa de conscientização sobre o prazer feminino.

A data foi originalmente criada em 1999 por uma rede de produtos eróticos na Inglaterra. Em pesquisa, a rede identificou que 80% das mulheres britânicas tinham dificuldade para atingir o clímax na hora do sexo. Com base nesses dados, a empresa desenvolveu a campanha “atinja, não finja”.

No Brasil, essa realidade não é muito diferente. Dados da pesquisa A Revolução do Prazer, conduzida pela sex tech Lilit, demonstram que apenas 3 em cada 10 mulheres cisgênero realmente atingem o orgasmo na hora do sexo. Os dados revelam que poucas mulheres realmente conhecem o prazer e o clímax sexual.

Orgasmo

Mas o que realmente é um orgasmo? Segundo o caderno de saúde sexual do Ministério da Saúde, o orgasmo é “o clímax de prazer. No homem, junto com o prazer, ocorre a sensação de não conseguir mais segurar a ejaculação e, então, ela ocorre. Na mulher, ocorrem contrações musculares rítmicas em volta da entrada da vagina’’.

O orgasmo surge, então, como resultado de intensa atividade sexual, seja com parceiros, próteses, vibradores ou a sós. Como o clitóris ainda é um órgão desconhecido para milhares de pessoas, o prazer feminino fica, muita das vezes, em segundo plano.

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Para a médica ginecologista e influencer Marcela McGowan, o orgasmo ainda é um tema polêmico para muitas mulheres e é objeto de desinformação ao longo da história. ‘’Fomos educadas para pensar assim. Para ter vergonha do prazer. Dos nossos corpos. Sexo para mulheres é sempre associado a algo negativo, sujo, desmoralizante’’.

Para Marcela, a diferença entre o prazer de homens e mulheres tem origem cultural. ‘’[O número baixo de orgasmos femininos] vêm de todas as crenças negativas que aprendemos, e também por desconhecimento mesmo do próprio corpo, do que proporcionar prazer, dos pontos anatômicos e até mesmo quais as melhoras práticas solo ou acompanhadas pra chegar lá’’, declara a médica.


Em seu antigo consultório, Marcela afirma que já recebeu diversas queixas sobre prazer sexual de suas pacientes. “Eu já escutei de tudo, mas uma que sempre me sensibiliza é mulheres já na casa dos 40, 50 anos que referem nunca terem tido um orgasmo. Passaram uma vida toda sexualmente ativas, sem saber o que é essa sensação”.

Uma alternativa para as mulheres que desejam conhecer um pouco mais do próprio corpo é a utilização de produtos eróticos. Para a médica, o segredo do prazer é o autoconhecimento: ‘’Conheçam seu próprio corpo, seus desejos, aprendam o que lhes dá prazer. O orgasmo vem com paciência, prática e intimidade consigo’’, finaliza a especialista.


Lojas digitais

Um dos principais motivos para a falta de conhecimento ao redor do prazer feminino é a vergonha. Seja pelo constrangimento de conversar sobre sexo com amigas ou parceiros ou pela insegurança na hora de comprar algo em uma loja erótica, a sexualidade feminina ainda é silenciada em todo o mundo.

Na tentativa de driblar a vergonha e proporcionar prazer para as mulheres, lojas de produtos eróticos online estão crescendo exponencialmente nos últimos anos, como é o caso da Désir Atelier.

Bárbara e Tanise, donas da Désir Atelier
Foto: Divulgação

Bárbara e Tanise, donas da Désir Atelier

O estabelecimento, que surgiu em 2016, é fruto de uma parceria de família na Barra da Tijuca. Bárbara Bastos, criadora da Desir, é designer de produto e terapeuta sexual. Com ajuda da mãe e designer de moda, Tanise, elas começaram o projeto vendendo apenas lingeries no Rio.

‘’A empresa nasceu em 2016, mas pegamos o jeito da coisa só em 2018. Até tentamos desenvolver as lingeries, mas não é o que faz mais sucesso. Depois de fazermos uma pesquisa de campo, vimos que o que faz sucesso [com as mulheres ] realmente são os produtos eróticos’’.

No entanto, a designer notou que o termo ‘sex shop’ carregava uma visão negativa na mente de muitas mulheres. ‘’Vi que era algo pesado para muita gente. Existem lugares com muita pornografia, sabe? Tudo muito estereotipado’’.

Bárbara também afirma que a vergonha ao redor do tema afastava muitas de suas clientes. ‘’[O orgasmo] ainda é um tabu. Como que algo tão natural que é o nosso corpo, pode ser pode ser sujo, pode ser errado? Porque a gente não pode buscar esse prazer no sexo e na masturbação?’’.

‘’O prazer é, para muitas pessoas, um grande pecado. É um ‘impulso’ que a gente deve controlar. Muitas mulheres têm a sensação de que ter um sexo prazeroso e ter o seu próprio momento íntimo é algo errado’’, afirma.

Loja presencial da Désir
Foto: Divulgação

Loja presencial da Désir

Por isso, ela e a mãe buscaram desenvolver um ambiente específico e seguro para mulheres. Mas, mesmo com a loja presencial, o que faz mais sucesso é o site: ‘’Bombou muito nos últimos anos’’.

Com o prolongamento da pandemia nos últimos dois anos, a jovem acredita que as mulheres brasileiras se sentiram mais livres para comprar produtos relacionados ao sexo. De acordo com o portal Erótica Online, 1 milhão de vibradores foram vendidos durante o isolamento social no país. 

‘’Hoje, as mulheres têm menos vergonha de comprar em produtos em sex shops e falarem de masturbação’’, diz.

Ao ser perguntada sobre quais dicas oferece para suas clientes, a designer afirma que a entrega e a confiança são fatores essenciais para um orgasmo. ‘’Você precisa ter um estímulo adequado. Conheça seus pontos de satisfação, fique bem excitada antes de estimular o clitóris. Assim, você acaba com a pressão de ter que chegar no orgasmo’’.

‘’Essa pressão faz com que a gente só se distancie desse ápice, porque a pessoa acaba focando tanto no destino final que não aproveita o caminho. O percurso todo deve ser entendido com um relaxamento, sabe? Com tranquilidade sem essa pressão. Se é uma queixa constante, recomendo procurar por ajuda profissional’’, finaliza.

Fonte: IG Mulher

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Thaila Ayala diz que gravidez foi um de seus piores momento da vida

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Thaila Ayala  tem se dedicado a mostrar uma gravidez real e sem romantização
Reprodução/Instagram

Thaila Ayala tem se dedicado a mostrar uma gravidez real e sem romantização

Desde a sua gravidez, a atriz Thaila Ayala decidiu compartilhar e debater sobre os inúmeros desafios da maternidade. No perfil do Instagram “Mil e Uma TrETAS”, criado pela artista em conjunto com a amiga Julia Faria, ela traz assuntos voltados para maternidade real que, para ela, não são tratados com a devida atenção. No mais recente post do perfil, Thaila relata como a gestação foi uma dos piores momentos de sua vida. 

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“Eu tive uma gravidez nada fácil, embora muitos dissessem ser o melhor momento de uma mulher. Definitivamente foi um dos piores momento da minha vida, tive todos os sintomas, dores, dificuldades e culpa, muita culpa. Sofri uma depressão terrível que, graças a minha rede de apoio, consegui passar por ela”, escreveu a mulher.

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Ela desabafa em como a gravidez também foi um momento muito solitário para ela e que poder contar com o apoio de sua amiga, Julia Faria, foi de extrema importância para superar aquele momento difícil. Foi isso que a motivou a criar o perfil  “Mil e Uma TrETAS”, com o objetivo de compartilhar a suas vivências e fazer com que outras mulheres se sintam acolhidas. 

“Embora hoje eu saiba que gravidez é a vivência mais única e particular que uma pessoa pode ter, ter sofrido de uma doença que é tão pouco abraçada na gravidez só deixou ainda mais solitário o que já é extremamente só. Dividir e ser acolhida, foi fundamental para o meu processo. Ouvir e ser ouvida, sem julgamentos e sim, empatia. E por essa e todas as trocas maravilhosas e fundamentais que tive com a minha Marida nesse processo, nasceu MIL E UMA TETAS. Com a ideia de ouvir, dividir e acolher”, finalizou Ayala.

Fonte: IG Mulher

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Ortopedista explica se crianças podem usar sapato de salto alto

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Crianças devem usar sapato de salto alto? Ortopedista infantil esclarece
Bella Zhong /Pexels

Crianças devem usar sapato de salto alto? Ortopedista infantil esclarece

Os sapatos de salto fazem sucesso tanto pela estética quanto pelo ganho de alguns centímetros na altura. E crianças e adolescentes podem manifestar interesse em usá-los muito cedo. Mas a prática deve ser orientada pelos responsáveis e levar em conta alguns parâmetros que indicam o melhor uso.

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A ortopedista infantil Daniella Dantas de Oliveira explica que, ao utilizar um sapato de salto, o centro de gravidade de uma pessoa muda, e o corpo precisa fazer alterações mecânicas para compensar essa mudança. No caso dos adultos, há estudos que indicam que um salto de oito centímetros desloca o peso do corpo em até 80% para a parte da frente do pé, o que pode causar uma sobrecarga nos joelhos, dores crônicas nos pés e até uma hiperlordose, uma deformação na coluna.

Essa sobrecarga também ocorre em crianças que desenvolvem desenvolvem o hábito de andar na ponta dos pés. Outro caso comum se dá nas sapatilhas de ponta de balé, que deslocam o peso do corpo para a região. Os ortopediatras recomendam atenção aos responsáveis pelas crianças que praticam esse exercício.

Já no caso dos adolescentes, é preciso analisar alguns parâmetros do crescimento da cartilagem e dos ossos. Para as meninas, o fechamento deste crescimento acontece perto da primeira menstruação, mas as idades variam em média entre 13 e 16 anos.

“O salto de até três centímetros, com uso esporádico, não diário, poderia ser algo não prejudicial, já que temos pouca mudança do eixo gravitacional e, dessa forma, poucas adaptações. Também deve-se respeitar a fisiologia da criança, ou seja, respeitar que a estrutura óssea é mais frágil que a do adulto e ainda está em formação”, explica a ortopedista.

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Daniella também reforça a importância de levar em consideração o uso do salto alto pelas crianças e adolescentes e buscar entender de onde vem esse desejo.

“No mundo em que vivemos, de redes sociais e digital influencers, esse tema deveria ser trabalhado com pais, professores, pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, pediatras e ortopedistas infantis para que se chegue a um equilíbrio, sempre priorizando o bem estar físico e mental da criança.”

Fonte: IG Mulher

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