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Enfermeiros e o coronavírus: solidariedade nas redes sociais e abandono na prática

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Trabalhadores dizem estar expostos devido à falta de equipamentos de proteção

Caroline Rodrigues
(Foto: Freepik)

Por enquanto, a valorização dos profissionais de enfermagem está apenas nas redes sociais. Desde que foi anunciada a pandemia do coronavírus, eles precisam se aventurar nos plantões das unidades de saúde pública e privadas de Cuiabá e Várzea Grande sem  Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

Segundo os trabalhadores, quando máscaras e luvas estão disponíveis, a qualidade é questionável ou não atendem as normas. Outra preocupação é com relação aos profissionais inclusos nos grupos de risco, que continuam na ativa em algumas unidades.

Em Várzea Grande, por exemplo, uma enfermeira gestante só conseguiu evitar o retorno ao trabalho, no pronto-socorro da cidade, porque um médico deu um atestado justificando que a gestação era de risco.

Gestante teve férias suspensas e prefeitura de Várzea Grande queria que ela voltasse ao trabalho.

À equipe de reportagem, ela disse que estava de férias, porém a Prefeitura suspendeu o benefício diante da falta de profissionais para atender a demanda da pandemia.

A mulher, que não quis se identificar, buscou a administração do município pedindo para ser transferida para uma unidade com a possibilidade de trabalho home office, mas proposta  não foi aceita.

Já em pânico com a situação, procurou o médico, que avaliou como inadmissível a volta aos hospital.

Outro trabalhador da unidade reclama do excesso de restrições para o fornecimento de EPI.

Ele relata que é disponibilizada apenas uma máscara descartável por plantão e o servidor pega mediante a apresentação de um documento de identificação.

Restrições ao acesso aos equipamentos também foram registrados no Pronto-Socorro de Cuiabá – tanto na antiga quanto na nova unidade -, bem como em unidades de saúde, como foi retratado anteriormente pelo LIVRE.

Rede particular

No Hospital Santa Rosa, as enfermeiras reclamam da discriminação em relação aos médicos.

Segundo elas, os médicos estão usando capote e máscara NR95 para tratar os pacientes suspeitos e confirmados. Já os demais profissionais usam a máscara cirúrgica simples e jaleco.

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Médicos teriam equipamentos diferenciados em relação aos usados pelos enfermeiros (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Já no Complexo Hospitalar de Cuiabá, os profissionais reclamam da falta e também da qualidade do material. As máscaras, segundo os enfermeiros, são de TNT, aquelas usadas por cabeleireiros e em locais empoeirados.

Eles relatam ainda que a direção técnica da unidade disse que os enfermeiros não podiam andar muito paramentados para evitar o pânico entre os pacientes. Um medida também tomada no Hospital Geral Universitário (HGU).

Lá, porteiros e recepcionistas têm acesso a máscara e álcool gel, porém quem está nas enfermarias não.

As máscaras, conforme os trabalhadores, são restritas e nem mesmo quem tem contato direto com os casos suspeitos tem acesso.

Negociações

Presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sipen), Dejamir Soares afirma que a entidade está em negociação com o sindicato patronal e que os gestores dos hospitais concordaram em tirar do fronte os profissionais do grupo de risco.

Quanto aos equipamentos, a situação está complicada porque esbarra na falta dele no mercado.

A Prefeitura de Cuiabá, contudo, fez uma compra. Mas o produto ainda não chegou às unidades e, enquanto isso, os profissionais ficam expostos.

Em Várzea Grande, conforme o presidente do sindicato, sequer houve um acordo para a liberação dos grupos de riscos.

A fatal dos equipamentos de proteção no mercado seria uma das razões para o contingenciamento deles (Foto: Freepik)

O que os hospitais dizem?

Prefeitura de Várzea Grande – Conforme a assessoria de imprensa, todos os servidores da área de saúde de VG tem EPI e as necessidades atendidas conforme prevê a legislação.

Hospital Geral Universitário

A assessoria de imprensa sustentou que não falta de EPI e que todos os protocolos do Ministério da Saúde estão sendo respeitados.

Conforme a assessoria, os trabalhadores dos andares superiores não estão em contato com pacientes suspeitos ou confirmados e, por isso, não precisam usar todos os paramentos indicados para quem está na equipe de frente: caso dos recepcionistas, porteiros e funcionários do pronto-atendimento.

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Então, por uma questão de contingenciamento, levando em consideração a falta dos produtos no mercado e a perspectiva de aumento de casos, a unidade está controlando a liberação de máscaras, álcool gel e demais artigos de proteção.

A direção acredita que assim poderá manter o hospital aberto em uma situação de crise.

Complexo Hospitalar de Cuiabá

A assessoria de imprensa garantiu que todos os protocolos para o uso de EPIs estão sendo respeitados. Disse ainda que não houve casos confirmados na unidade e que os suspeitos são acompanhados de casa, quando não graves.

A assessoria também assegurou que os enfermeiros têm acesso aos equipamentos e que, no momento, a unidade tem como prioridade proteger o trabalhador porque, sem ele, os atendimento serão comprometidos.

Hospital Santa Rosa

Por meio de nota oficial, o hospital assegurou que está seguindo as orientações da Anvisa. Conforme a administração da unidade, “aos profissionais de saúde, cabe a higiene das mãos com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica a 70%; o uso de óculos de proteção ou protetor facial; máscara cirúrgica; e luvas de procedimento para atendimentos habituais”.

Ainda conforme o hospital, os profissionais de saúde deverão utilizar as máscaras N95, FFP2 ou equivalente ao realizar procedimentos geradores de aerossóis como, por exemplo, intubação ou aspiração traqueal, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação manual antes da intubação, coletas de amostras nasotraqueais.

O Santa Rosa disse que tem orientando também que, caso participem da assistência direta ao caso suspeito ou confirmado, profissionais de apoio devem realizar a higiene conforme citado acima.

E aos profissionais da higiene e limpeza, foram acrescentados luvas de borracha com cano longo e botas impermeáveis também de cano longo.

Fonte: Caroline Rodrigues

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Espaços publicitários na televisão perdem cada vez mais espaços para propagandas online

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Consultora de negócios, empreendedorismo e marketing digital, Ellen Moraes mostra que gastar milhões por espaços na TV ficou no passado

Já diz o velho bordão que propaganda é a alma do negócio. Os recursos mudaram e hoje não basta mais investir no comercial perfeito, é necessário saber onde veicular o material para ter o objetivo alcançado. Até poucos anos havia os canais, programas e horários nobres para a publicidade na TV, que poderiam custar milhões de reais, mas hoje os orçamentos estão mais enxutos e com resultados mais assertivos no mundo online. A TV passa por um processo de declínio de audiência e está perdendo espaço para a internet, que, por sua vez, oferece diversas facilidades, entre elas os meios de pagamentos mais facilitados para a divulgação de materiais, como cartão de crédito e boleto. A dica é da especialista em empreendedorismo e marketing digital Ellen Moraes. Ela elenca pontos para entender a dinâmica da internet e como ela vem se mostrando mais barata e eficaz.

1 – A propaganda online é acessível para todas empresas e negócios, dos pequenos aos grandes, de acordo com Ellen Moraes. “Antes as propagandas só eram acessíveis para grandes empresas, hoje o advento da internet permite que um simples autônomo divulgue na mesma proporção e no mesmo canal que grandes marcas tradicionais”, destaca a consultora.

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2- Não é necessário uma agência de marketing e publicidade, você pode ser o seu agente propagador investindo nas plataformas digitais.O Facebook Ads é a ferramenta que abrange o Instagram, o Facebook e diversos sites e apps parceiros. Já o Google Ads abrange YouTube, Google, e sites parceiros, ainda tem o Linkedin Ads.

3-  Dados mostram que a atenção das pessoas está concentrada no online:
– Segundo o Internet Live Stats, hoje, o Google processa mais de 3,5 bilhões de pesquisas por dia
– Segundo o próprio YouTube, as pessoas assistem diariamente a mais de um bilhão de horas de vídeo e geram bilhões de visualizações. Mais de 70% do tempo de exibição do YouTube vem de dispositivos móveis.
– Globalmente, as pessoas gastam quase 150 minutos por dia nas mídias sociais. Segundo pesquisa da GlobalWebIndex, o tempo gasto nas redes sociais mundialmente aumentou quase 60% em média nos últimos sete anos.
– A televisão vem perdendo seu poderio de novos investidores pelo fato de que ela faz uma captação orgânica de clientes. Já as plataformas digitais, como Google e Facebook, possibilitam segmentar o seu público, até mesmo com interesses particulares, geolocalização, idade, sexo, profissão, data de aniversário, são inúmeras ad possibilidade de segmentação!  “Sem contar que você pode predispor de um orçamento mínimo para iniciar, ou seja, é acessível a todos”, salienta Ellen.

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4- Diferente de qualquer outra mídia, a internet fornece métricas e indicadores que possibilitam otimizar as campanhas publicitárias mesmo sem ter um conhecimento prévio na área. Isso dispensa a necessidade de gastar valores astronômicos para entender se aquela mídia dá resultado ou não. “Você pode gerenciar suas campanhas com maior eficiência e adaptar conforme a sua necessidade, ainda é possível interromper o orçamento a qualquer momento”, explica.

Fotos de:   / MF Press Global 
Por: Raphael Lucca

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Especialista recomenda 7 hábitos diários de combate ao estresse

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Saiba quais são as atitudes que podem ajudar a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares e da depressão

Tremores, aumento da pressão arterial, insônia, dor de cabeça, irritabilidade e aceleração do ritmo cardíaco. Esses são alguns dos sintomas mais frequentes de um episódio de estresse, problema que afeta mais de 90% da população no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Neste mês de setembro, em que é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Estresse, Natália Reis Morandi, psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, reforça a importância de inserir hábitos mais saudáveis na rotina diária para evitar problemas graves, como doenças cardiovasculares e depressão, entre outros transtornos.

De acordo com o Ministério da Saúde, o estresse é um dos responsáveis por mais de 130 milhões de infartos no Brasil.

“Apesar de ser uma resposta natural do corpo diante de uma situação de perigo ou de tensão, a manutenção deste estado por longos períodos pode causar danos sérios à saúde, à produtividade e, consequentemente, à qualidade de vida das pessoas”, alerta a especialista.

Como evitar o estresse?

Segundo Natália, é aí que está o problema. “Atualmente, com os estímulos da vida moderna e a rotina acelerada, é muito difícil conseguir escapar de situações que nos deixam estressados. Vale lembrar que a situação atual de pandemia tem ampliado esse estresse e desgaste emocional”, destaca.

O que as pessoas podem fazer, de acordo com a especialista do Hospital São Camilo, é avaliar o que pode ser modificado em suas rotinas para reduzir o problema e fortalecer seu organismo e seus recursos emocionais para enfrentar as situações estressoras que não podem ser alteradas.

Quando a pessoa identificar dificuldade de manejo do estresse, deve procurar ajuda profissional.

A seguir, a psicóloga destaca sete hábitos simples que ajudam a combater o estresse:

  1. Evite se manter em uma situação estressora

Natália explica que sentir raiva é normal, mas a frequência desta emoção pode ser um sintoma negativo e gerar desgaste emocional intenso.

Podemos evitar que ela atinja picos e que nos coloquem em níveis elevados de estresse, mudando o cenário quando isso acontecer para não potencializar e alimentar o sofrimento causado por determinada situação indesejável.

“Procure se acalmar e, após refletir sobre o ocorrido, volte novamente a tentar solucionar e/ou enfrentar determinada situação”, sugere.

  1. Faça exercícios de respiração

A especialista comenta que, sobretudo para quem vive nas áreas urbanas, a poluição sonora associada a momentos de acúmulos de atividades a serem realizadas pode ser um gatilho para o estresse.

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“O som dos carros, máquinas e equipamentos eletrônicos, entre outros, que mal percebemos no nosso dia a dia, nos mantêm em alerta permanente, a ponto que fica difícil relaxar”, frisa.

A dica neste caso é reservar alguns minutos para ficar em silêncio. “Feche os olhos, sente-se em uma posição confortável, longe de qualquer barulho, e concentre-se apenas na sua respiração. Inspirar profundamente contando até cinco e expirar, ou realizar uma respiração diafragmática antes de retomar as tarefas diárias pode ser uma solução e promover o relaxamento e alívio do estresse. É importante tentar esvaziar a sua mente e os pensamentos que poderão surgir”, destaca Natália.

  1. Proporcione situações prazerosas

A psicóloga reforça que, diante de uma rotina exaustiva, uma dica para aliviar o estresse é fazer algo que desperte sensações de prazer e relaxamento, Além de manter bons hábitos com a alimentação e a qualidade de sono.

“Ler, se divertir, se distrair, receber uma massagem de 15 minutos, almoçar com um amigo, se presentear, comer algo que goste ou sair da rotina no meio da semana são atividades simples que mantem seu autocuidado físico e emocional, contribuindo para a qualidade da nossa saúde mental”, ressalta.

  1. Repense a regra do “agora”

Avalie suas atividades e responsabilidades diárias e pense: tudo precisa ser resolvido agora? A especialista do Hospital São Camilo lembra que é saudável estabelecer prioridades na realização das tarefas, sejam elas pessoais ou profissionais. A recomendação é avaliar o que é necessário e o que é desejável.

“Negocie prazos possíveis, que você consiga atender com qualidade, ou deixe claro o impacto da pressa na sua entrega. Quando não tentamos refletir e negociar acerca das expectativas dos outros e de si mesmo, as chances de desenvolver um quadro de estresse aumentam.”

  1. Valorize ambientes saudáveis para o trabalho

Se o seu trabalho é entendido como a sua fonte de sofrimento, a profissional recomenda fazer uma sincera avaliação dos motivos pelos quais você continua nele.

“A crise econômica e a falta de emprego não devem tirar a expectativa das pessoas de procurar um ambiente profissional melhor para elas”, diz Natália, fazendo referência à Síndrome de Burnout, que atinge mais de 30% dos brasileiros segundo dados da International Stress Management Association (Isma).

“Especialmente porque as empresas já estão atentas à necessidade de desenvolver boas políticas internas de Recursos Humanos para reter os seus talentos e, primordialmente, precisamos pensar no nosso bem-estar físico, emocional e social para viver com qualidade”, lembra a psicóloga.

  1. Peça ajuda
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“Nós somos seres coletivos, não precisamos fazer tudo sozinhos”, afirma. Ela explica que o hábito de pedir ajuda reduz a pressão, amplia o olhar sobre determinada situação, auxilia na promoção de soluções mais assertivas e minimiza o sofrimento. Traz sensações de conforto e aumenta o bem-estar.

Tanto em situações de estresse diárias quanto de crises intensas (doenças, mortes, separações, acidentes, entre outras), a rede de apoio de uma pessoa é fator importante para o enfrentamento do problema. Isso também inclui buscar ajuda profissional.

“Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, precisamos estar atentos aos sentimentos de fracasso e impotência diante destas situações.”

  1. Pratique atividades físicas e ou artísticas

O nosso cérebro é estimulado em áreas diferentes quando estamos praticando esportes, caminhadas (curtas ou longas) e realizando atividades artísticas.

Ao movimentar o corpo, reduzimos os hormônios causadores do estresse, como o cortisol, e liberamos endorfina. Dessa forma, promovemos melhora do humor e da qualidade do sono.

Portanto, a psicóloga recomenda caminhar, praticar esportes ou realizar alguma atividade que gere prazer e bem-estar para criar um hábito saudável que ajude a reduzir sintomas de estresse, irritabilidade, cansaço e ansiedade.

Cantar, dançar, fotografar, cozinhar ou pintar podem ser boas opções. “Descubra o seu talento e explore coisas que goste de fazer”, finaliza.

Rede de Hospitais São Camilo

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo é composta por três hospitais modernos na capital, nos bairros da Pompeia, Santana e Ipiranga, e um em Cotia, acreditados pela Joint Commission International (JCI), Himss e Qmentum Diamante.

As unidades prestam atendimentos de emergência e eletivos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade e transplantes de medula óssea, além de oferecerem cerca de 800 leitos e um quadro clínico de mais de 4,3 mil médicos qualificados.

Os quatro hospitais privados da Rede subsidiam as atividades de outras 40 unidades administradas pela Sociedade Beneficente São Camilo e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) em 15 estados brasileiros. No Brasil desde 1922, a Sociedade Beneficente, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, fundada por Camilo de Lellis, conta ainda com 25 centros de educação, dois colégios e três centros universitários.

Siga o Hospital São Camilo nas redes sociais: @hospitalsaocamilosp

Informações à imprensa: Máquina Cohn & Wolfe

 

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