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ETANOL/RETRO 2018: Demanda recorde sustenta preços do etanol na safra 2018/19

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Cepea, 08/01/2019 – A safra 2018/19 foi marcada por produção e consumo recordes de etanol no estado de São Paulo, conforme indicam informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Do lado da oferta, usinas direcionaram boa parte da cana-de-açúcar para produção do biocombustível. A demanda, por sua vez, esteve aquecida especialmente devido à maior competitividade do biocombustível frente à gasolina C.

 

Dados do Cepea mostram que, no acumulado da safra 2018/19 (de abril até dezembro), o volume de etanol hidratado negociado por usinas paulistas foi 46,5% maior que o de igual período da temporada anterior (2017/18). Na primeira semana de dezembro/18, especificamente, foi negociado volume recorde, considerando-se toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2002. A quantidade comercializada no período foi 78% superior à da semana anterior e mais que o dobro da verificada no início de dezembro de 2017.

 

Quanto aos preços, de abril a dezembro/18, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado (estado de São Paulo) foi de R$ 1,6221/litro, alta de apenas 0,96% frente ao do mesmo período de 2017, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-M de dezembro/18). Para o etanol anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ teve média de R$ 1,7944/litro na parcial deste ano-safra, acréscimo de 0,83% em relação ao de abril/17 a dezembro/17. 

 

No início da safra, usinas do estado de São Paulo, principalmente as descapitalizadas, precisaram acelerar as vendas de etanol, visando custear as elevadas despesas daquele período. Diante disso, os preços estiveram enfraquecidos nos primeiros meses de moagem, com movimento de recuperação sendo iniciado em setembro. Ainda assim, no balanço da safra 2018/19, os preços dos etanóis hidratado e anidro estiveram acima dos observados na anterior. 

 

No geral, o movimento altista nos preços dos etanóis a partir de setembro também teve influência da política de precificação da gasolina A. Naquele período, os aumentos nos valores do combustível fóssil deixaram o etanol mais competitivo nas bombas, aquecendo ainda mais a demanda pelo biocombustível. Vale ressaltar que, nesta temporada, houve um número maior de negociação de etanol e de compras entre unidades produtoras (“originações”). Com isso, várias unidades produtoras chegaram a alugar espaço em tanques de outras usinas, aguardando o melhor momento da venda. 

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Com a recuperação do preço do etanol e com as fortes desvalorizações do açúcar nos mercados interno e externo, a relação entre os valores do biocombustível e do alimento se estreitou. No acumulado da safra 2018/19 (de abril/18 a dezembro/18), a paridade entre o açúcar cristal e o anidro ficou em 15%, contra 36% na temporada anterior; entre o alimento e o hidratado, caiu de 40% em 2017/18 para 19,4% em 2018/19. Na comparação entre os dois biocombustíveis, a relação ficou mais estável, em 4,4% na atual safra, contra os 4% na anterior.

 

NORDESTE – As chuvas nos primeiros meses do ano influenciaram positivamente a produção dos canaviais da safra 2018/19, iniciada oficialmente em setembro no Nordeste. De acordo com a Conab, a temporada deve somar 44,7 milhões de toneladas de cana, alta de 8,7% em relação à anterior. A produção de etanol está estimada em 1,7 bilhão de litros. Na entressafra (de abril/18 a agosto/18), foi observada a entrada de etanol hidratado dos estados do Centro-Sul, principalmente de Goiás, para o abastecimento da região. Já para o anidro, a importação do produto supriu a necessidade de demandantes daquela região. 

 

PRODUÇÃO E MIX – De acordo com dados da Unica, foram processadas 557,08 milhões de toneladas de cana na região Centro-Sul na safra 2018/19 (de abril até a primeira quinzena de dezembro), volume 4% inferior ao do mesmo período do ano anterior. Até a primeira quinzena do último mês do ano, a produção de etanol hidratado atingiu 20,71 bilhões de litros, elevação de 44% quando comparado ao mesmo período de 2017. Já a produção de anidro caiu 15%, totalizando 9,07 bilhões de litros na parcial desta safra 2018/19. 

 

Assim como no Centro-Sul, nos estados do Nordeste acompanhados pelo Cepea, o mix de produção da safra 18/19 também privilegiou o etanol. Dados divulgados pelo Sindaçúcar de Pernambuco (base do Mapa) indicam que, até 15 de novembro, foram produzidos 213,12 milhões de litros de etanol (anidro e hidratado) em Pernambuco, 184,46 milhões de litros em Alagoas e 233,23 milhões de litros na Paraíba. 

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PREÇOS RELATIVOS E CONSUMO – Nos postos, o preço relativo do etanol versus gasolina favoreceu o consumo do biocombustível praticamente ao longo de toda a safra em São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, considerando-se a diferença de rendimento energético entre os dois combustíveis como sendo de 70%. Em alguns momentos, até mesmo no Paraná, Rio de Janeiro, Distrito Federal e na Paraíba (nos meses de safra de outubro a dezembro), o abastecimento com etanol se mostrou mais vantajoso. 

 

A relação média entre o etanol e a gasolina ficou em 62,57% nos postos de São Paulo entre abril e dezembro. Foi o menor percentual desde 2010, quando a média para o mesmo período foi de 59,4%. Na temporada 2017/18 para o mesmo período, esse percentual foi de 68,66%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

 

EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES – De acordo com dados da Secex, no acumulado da safra 2018/19 (abril a dezembro), as exportações de etanol anidro e hidratado somaram mais de 1,4 bilhão de litros, alta de 23,76% ante 1,14 bilhão de litros em igual período da temporada anterior. Em receita, foram gerados ao Brasil US$ 723,8 milhões no período, 15,74% maior que no ano anterior.

 

As importações de etanol, por sua vez, somaram 1,12 bilhão de litros de abril a dezembro, volume 36,95% inferior ao do mesmo período da safra anterior (1,78 bilhão de litros). Do total importado, cerca de 81,64% (ou 915,9 milhões de litros) foram destinados às regiões Norte e Nordeste. 

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas por meio da Comunicação do Cepea: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

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Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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