conecte-se conosco


Mulher

Ex-melhor do mundo no beach tennis, Samantha hoje tem a própria escola

Publicados

em

Samantha Barijan, pioneira do beach tennis no Brasil, é ex-melhor do mundo na categoria
Foto: Divulgação/V2mm

Samantha Barijan, pioneira do beach tennis no Brasil, é ex-melhor do mundo na categoria

Desafiar um país inteiro no esporte pode ser intimidador, mas foi esse desafio que tornou a esportista Samantha Barijan a melhor do mundo no Beach Tennis em 2012. Com apenas 39 anos, a tenista já conquistou mais de 30 prêmios e foi a primeira não-italiana a se consagrar melhor do mundo no tênis de praia. Em entrevista ao iG Delas, a tenista detalhou sua origem no esporte e as expectativas para o futuro.

Infância

Nascida e criada em Sumaré (SP), a jogadora afirma ter sido considerada ‘moleca’ durante toda a infância. Aventureira, esportista e muito ativa, Samantha iniciou sua vida no esporte andando de bicicleta: ‘’Eu comecei a apostar corrida de bicicleta quando era criança, só que eu levava tudo muito ao extremo e acabei me machucando. Fui numa ladeira sem freio, bati a cabeça, desmaiei e fui parar no hospital’’. 

Mesmo depois de se lesionar com a bicicleta, a sumareense não conseguiu ficar parada. Tentou se aventurar no patins, mas um ferimento no joelho interrompeu. Decidiu, então, apostar no vôlei.

Com apenas 12 anos, Samantha tinha um grande desejo de se profissionalizar no esporte. No entanto, Sumaré não tinha treinos profissionais na época, e ela teve que desistir. ‘’Eu tinha que pegar um ônibus e ir para outra cidade para poder treinar. Eu não podia ir sozinha, porque eu era menor de idade, então escolhi jogar tênis, já que eu conseguiria treinar na minha própria cidade’’.

Foi, então, com o tênis, que a jogadora encontrou uma oportunidade de carreira no esporte. ‘’Tive alguns técnicos em Sumaré, e fui evoluindo. Eu já era um pouco mais velha, então consegui ir para Campinas e Americana treinar. Foi quando eu consegui jogar tênis profissionalmente pelo Brasil’’.

Desde a infância, Samantha sonhava com o esporte
Foto: Divulgação/V2mm

Desde a infância, Samantha sonhava com o esporte

Todavia, os investimentos na carreira não eram tão rentáveis para Samantha. ‘’O tênis começou a pesar bastante. Por isso, decidi me formar em Educação Física. Comecei a dar aula de tênis, só que como eu sempre fui competitiva, fui para a parte profissional. Já que eu não conseguia ser atleta, eu queria formar atletas’’.

Beach Tennis

Desenvolvido nos anos 70 na província de Ravenna, na Itália, o tênis de praia é um dos esportes que mais cresce em todo o mundo. Unindo elementos de vôlei de praia, tênis e badminton, essa modalidade é praticada em uma quadra de areia. No jogo, duplas competem entre si em três sets.

Veja Também:  Com câncer, Lilian Ribeiro fala sobre a falta de investimento no SUS

No Brasil, o beach tennis só chegou em 2008, ano em que o país conquistou o terceiro lugar no Campeonato Mundial em Ravenna.

Samantha descobriu sobre as oportunidades da modalidade no mesmo período. Visitante de um workshop sobre tênis em Foz do Iguaçu, ela conheceu a tenista Joana Cortez, que a introduziu ao novo esporte. ‘’Ela explicou sobre o beach tennis para as pessoas que estavam lá e eu me interessei bastante’’.


Nas férias, Barijan decidiu visitar o Rio de Janeiro, e, nas praias cariocas, experimentou o tênis de praia. ‘’Eu nunca tinha feito nada na areia, então, para mim, foi uma super novidade. Eu mal sentava na areia, sempre colocava minha tanga, não era nada carioca. Hoje, sou praticamente metade carioca e metade paulista’’.

Depois de conhecer o esporte, a tenista foi convidada por Joana para jogar profissionalmente na capital fluminense.

‘‘Tinha alguns torneios pequenos aqui no Rio de Janeiro. Fomos jogar fora do Brasil e as pessoas começaram a prestar mais atenção, já que começamos a ter resultados internacionais’’.

Melhor do mundo

A primeira grande vitória na carreira de Samantha foi em 8 de outubro de 2012. Desbancando os adversários italianos, a tenista e Joana Cortez se consagraram campeãs mundiais do beach tennis. 

‘’Quebramos a hegemonia da Itália. Só eles ganhavam; só eles eram o centro das atenções [no beach tennis]. O Brasil quebrou a hegemonia, e as pessoas começaram a prestar atenção no nosso país. Foi nesse momento que a gente rompeu barreiras e conseguiu dar mais visibilidade para o esporte’’.

Indagada sobre como lidou com o sucesso, Barijan afirma que ainda não tem muita noção da proporção que seu trabalho tomou. Com 38 títulos da Federação Internacional de Tênis (ITF) e um aproveitamento de 73% nas partidas, ela se consagrou como um dos principais nomes do beach tennis no Brasil e no mundo. 

‘’Quando eu fui número um do mundo, eu não esperava. Eu fiz sim o meu trabalho, me dediquei, mas o foco [daquela época] era minha evolução pessoal, e o resultado veio junto. Eu e Joana abdicamos de muita coisa para poder viajar, para estar do outro lado, que era lá na Itália, para aprender com quem realmente sabia sobre o beach tennis’’, declara.

Depois de dezenas de prêmios e centenas de partidas, Samantha reflete que os atletas brasileiros de tênis de praia, como ela, tiveram que lutar muito para serem reconhecidos internacionalmente. 

‘’Quando íamos para a Itália, não sabíamos como chegar nos lugares e era tudo muito caro. A gente não tinha patrocinador, ninguém conhecia o esporte. Para o mundo, os atletas brasileiros não eram nada’’, diz.

Samantha ajudou a popularizar o beach tennis no Brasil
Foto: Divulgação/V2mm

Samantha ajudou a popularizar o beach tennis no Brasil

Desde o início dos campeonatos, o beach tennis se tornou um dos esportes mais populares do Brasil. Com as vitórias de diversos brasileiros, como Rafaella Miller, Vinicius Font e André Baran, o esporte se expandiu por todas as regiões do país  ‘’Hoje em dia, você tem muito mais patrocinadores, aonde você vai, os atletas brasileiros são reconhecidos’’.

BASA

Além de se aventurar nas quadras de areia, Barijan também é empresária. Como profissional de educação física, a atleta sonhava em desenvolver seu próprio negócio quando criou a BASA, seu centro de treinamento de beach tennis.

A escola, localizada em todos os estados do sudeste, foi inaugurada na metade de 2021. Samantha também desenvolveu a própria metodologia de ensino: ‘’Eu gosto de ser atleta, mas eu também gosto muito da parte administrativa e de gestão. Então eu vi no tênis um na modalidade que eu sou apaixonada e que eu poderia ensinar com propriedade’’.


Futuro

Para o futuro, Samantha quer retornar ao topo do ranking mundial e continuar competindo. Além disso, ela espera se dedicar ainda mais à BASA. ‘’Nesse mês, tenho um torneio em Palmas e outro em Recife. Nesse meio tempo, eu aproveito para dar uma olhada no que está acontecendo na escola’’.

‘’Também vou para fora do Brasil. Farei alguns torneios com a minha dupla, Raquel Iotte, e completarei alguns desafios aí no beach tennis. Tenho muito guardado para o futuro’’, finaliza.

Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
Propaganda

Mulher

Rômulo Arantes Neto posa com apenas uma toalha preta

Publicados

em

Mario Testino  fez o ensaio com Rômulo Arantes Neto
Reprodução/Instagram

Mario Testino fez o ensaio com Rômulo Arantes Neto

Conhecido por sua ousadia, o fotógrafo peruano Mario Testino, já fotografou inúmeras celebridades, como a Madonna e a Lady Di. Entre os seus ensaios mais famosos com artistas brasileiros, fotos posadas nuas com apenas algumas toalhas têm se tornado as favoritas do fotógrafo, já tendo posado para ele nomes como Bruna Marquezine e Cauã Reymond. 

Entre no canal do iG Delas no Telegram e fique por dentro de todas as notícias sobre beleza, moda, comportamento, sexo e muito mais!

Recentemente, o mais novo famoso que adentrou à seleta lista de modelos do fotógrafo foi o ator Rômulo Arantes Neto, que teve a sua foto divulgada no domingo (07), aparecendo apenas de óculos escuros e com uma pequena toalha preta cobrindo as partes íntimas. 

Veja Também:  Oscar 2022: como cada signo se veste para o Tapete Vermelho

Siga também o perfil geral do Portal iG no Telegram!

“BLACK TOWEL, ROMULO ARANTES, 2022”, escreveu Mario Testino  na legenda da publicação. 

Além de Rômulo, a topmodel Isabeli Fontana também posou para Testino, em uma foto ousada a beira da piscina com uma toalha preta no ombro que corre por seu corpo.


Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
Continue lendo

Mulher

Agosto lilás: Violência patrimonial restringe independência feminina

Publicados

em

Por

No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias
Foto: Unsplash

No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias

Em celebração aos 16 anos da Lei Maria da Penha, o mês de agosto é conhecido como o mês da luta contra a violência doméstica. A lei, que foi criada em 7 de agosto de 2006, estabelece 46 artigos que buscam proteger a integridade física e psicológica da mulher. 

Entre as formas de violência doméstica descritas na legislação federal, uma das menos conhecidas e debatidas pelos brasileiros é a violência patrimonial.

O artigo 7 da Lei Maria da Penha define a violência patrimonial como “qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades”.

Na maioria dos casos, as vítimas são mulheres que não têm fonte fixa de renda e dependem de parceiros para sobreviver. “Diversos motivos podem prender uma mulher nessa armadilha, como a dependência financeira e o medo de prejudicar os filhos. Porém, a questão emocional tende a pesar mais’’, afirma Lana Castelões, advogada de família da Albuquerque Advogados.

Entre no canal do iG Delas  no Telegram e fique por dentro de todas as notícias sobre beleza, moda, comportamento, sexo e muito mais!

De acordo com a especialista, esse tipo de violência ainda é pouco denunciada no país. “A violência patrimonial é comum, porém subnotificada, tendo em vista que, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem a possibilidade de registrar a ocorrência’’.

Para a advogada, as vítimas não têm conhecimento das medidas legais que podem guiar a situação. Desde 2015, a falta de pagamento de pensão também se enquadra na lei. “Muitas pessoas não sabem que esse crime se encaixa quando um responsável legal, que tem recursos financeiros, deixar de pagar pensão alimentícia para a mulher’’.

Desigualdade

A desigualdade de gênero é um fator predominante nesse crime. As demandas de casa e o cuidado com os filhos geralmente restringem as mulheres na posição de ‘dona de casa’. Sem a chance de trabalharem ou conquistarem a independência financeira, essas vítimas passam a depender financeiramente e emocionalmente dos parceiros.

A pesquisadora Clara Fagundes reflete que, nos últimos anos, as mulheres ganharam mais espaço no mercado, mas ainda não existe liberdade para o gênero. ‘’Mulheres ainda são impedidas de buscar a independência financeira, seja por regras religiosas ou políticas que prejudicam a ascensão materna no mercado, seja por relações familiares abusivas ou crenças machistas’’.

A profissional afirma que a falta de representatividade, a dissociação do feminino à ideia de liderança, a priorização do amor romântico, a sobrecarga feminina com os trabalhos domésticos e a ideia sexista de que existem trabalhos de homem e de mulher são os principais fatores que afastam as mulheres dessa liberdade.

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores
Foto: Fundação CEPERJ

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores

“A cultura patriarcal também impacta as mulheres de forma individual. A falta de confiança é um obstáculo para muitas na busca pela sua independência. Esse fenômeno pode ser chamado de “síndrome da impostora” e leva mulheres a questionarem sua capacidade todos os dias, em casa ou no trabalho’’.

Veja Também:  Mega-Sena acumulou! Simpatias para fazer antes de jogar

Para Fagundes, a falta de oportunidades no mercado pressiona mulheres a continuarem em relações abusivas e degradantes. “Mulheres com poder de decisão sobre a própria vida costumam ser também independentes financeiramente’’, declara.


Por mais que não existam dados nacionais sobre a violência patrimonial, o Dossiê da Mulher, produzido no Rio de Janeiro, conseguiu datificar as problemáticas em torno desse crime. De acordo com a análise, que é realizada anualmente no estado carioca, 79,3% dos casos dessa violência foram praticados dentro de casa.

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres
Foto: André Leonardo

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres

Entre os tipos de crime, 50,4% foram de dano, 41,8% foram violação de domicílio e 8,8% foram de roubo de documentos.

Uma das mulheres que tiveram de lidar com a violência patrimonial foi a vendedora C.I*. O crime aconteceu sem que ela percebesse: ‘’Eu tinha um relacionamento há 6 anos e era casada há 3 anos. Um dia, eu saí para trabalhar e, quando retornei, ele tinha vendido todas as minhas coisas’’, diz. “Ele sumiu com tudo, só estavam minhas roupas por lá’’.

O parceiro, na época, chegou a deixar os filhos de C.I* passarem fome. Depois dessa situação, ela percebeu que precisava terminar a relação. ‘’Foi aí que eu dei um basta em tudo’’.

Para a matriarca, é necessário muita força e coragem para conseguir ser independente. ‘’Seja forte e corajosa para dar um basta. Pode parecer o fim, pode parecer que nada mais tem faz sentido e que a dor nunca vai passar. Com o tempo, eu juro que a dor vai embora’’, finaliza.

Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
Continue lendo

QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO

EM SEU PONTO DE VISTA A GESTÃO AZENILDA PEREIRA SERÁ?

Barra do Bugres e Região

Mato Grosso

Agronegócio

Mais Lidas da Semana