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Excesso de leite, cigarro e estresse podem piorar acne na vida adulta

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Entenda como as espinhas podem se agravar na vida adulta e como realizar os cuidados diários
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Entenda como as espinhas podem se agravar na vida adulta e como realizar os cuidados diários

A acne é uma inflamação da pele comumente associada à adolescência devido às mudanças hormonais que estimulam as glândulas sebáceas. No entanto, esse problema pode se estender até a vida adulta e podem apresentar piora, seja por fatores genéticos ou relacionados aos hormônios. Além disso, alguns hábitos, como consumo excessivo de laticínios e derivados, tabagismo e estresse podem contribuir para o agravamento do quadro.

A dermatologista Fabiana Seidl aponta que o excesso de produção de sebo, aumento da colonização por bactérias, inflamação e excesso de queratina no folículo são algumas razões que propiciam a situação. “A acne no paciente adulto pode ser decorrente de uma acne persistente da adolescência, de um quadro que começou na fase adulta ou de uma recorrência – ou seja, uma melhora na adolescência que piorou posteriormente”, aponta a médica.

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A acne precisa ser tratada até mesmo em graus mais leves. No entanto, o Grau 3 é considerado o mais grave e requer tratamento com uso de medicação oral na maioria das vezes. “No Grau 3, já observamos espinhas mais profundas, dolorosas e bem inflamadas. É uma situação que já requer uma atenção maior”, pontua Seidl. Cravos e vermelhidão também são comuns nesses casos.

O que causa piora da acne na vida adulta?

Há uma série de fatores que podem contribuir para a piora da acne, sendo que algumas delas estão relacionadas também a hábitos do cotidiano. O consumo excessivo de leite e de alimentos com laticínios aumenta os níveis de IGF 1 (proteína produzida no cérebro em resposta ao hormônio de crescimento) no organismo, o que pode intensificar a produção de sebo. O mesmo ocorre em quem segue dietas com alto índice glicêmico.

A nicotina também causa esse estímulo às glândulas sebáceas, podendo obstruir o orifício folicular devido à queratinização folicular. Por isso, o tabagismo também incentiva o aparecimento de acnes depois da vida adulta.

Erros na rotina de skincare podem deixar a pele oleosa . O uso inadequado de cosméticos pode obstruir os poros. Como consequência, a acne pode ser piorada por conta do acúmulo de sebo e do aparecimento de lesões inflamatórias. Esse fenômeno é conhecido como acne cosmética.

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Alterações hormonais podem aumentar a secreção das glândulas sebáceas e piorar a acne, principalmente nos casos de aumento de hormônios andrógenos circulantes (como a testosterona, por exemplo). Essa alteração pode aparecer, por exemplo, ao levar um estilo de vida mais estressante. Logo, o estresse pode agravar a situação.

É comum ainda uma intensificação de espinhas durante o período pré-menstrual. “Neste momento, o orifício pilossebáceo reduz por conta das alterações hormonais. Isso faz com que o sebo fique acumulado no local, predispondo ao aparecimento de espinhas”, explica Seidl.

Os traumas repetitivos na pele são grandes vilões. Eles podem ser causados, por exemplo, ao tentar retirar um cravo ou espremer uma espinha. “Isso pode ‘romper’ o cravo e gerar o aparecimento da lesão inflamatória”, pontua a médica.

Também é comum o surgimento de acne no caso de pessoas que estão realizando tratamento com medicações que podem causar erupção acneiforme – caracterizada pelo surgimento de muitas lesões vermelhas com secreção no centro, com um aspecto similar ao de uma espinha. Corticóides, anticoncepcionais a base apenas de progesterona, lítio, anticonvulsivantes e isoniazida são alguns exemplos de remédios que podem provocar essa reação adversa.

Tratamentos para acne na vida adulta

O ideal é que o tratamento de acne seja realizado, primeiramente, com tratamento tópico ou oral. A dermatologista Ana Paula Fucci afirma que, geralmente, os medicamentos usados são derivados de vitamina A ou antibióticos.

A dermatologista Luciana de Abreu aponta ainda que opções encontradas na farmácia podem complementar o tratamento. “Opções na forma de drug delivery associado a tecnologias ou os peelings podem auxiliar. Entre eles estão vitamina C, ácido azelaico, ácido retinoico, ácido glicólico, ácido salicílico, hidroquinona, ácido kójico, entre outros”.

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Abreu aponta ainda que alguns procedimentos feitos em clínicas dermatológicas podem ser usados. O procedimento de luz intensa pulsada é um dos mais eficazes como tratamento complementar, já que reduz as lesões inflamatórias e pode diminuir o índice de bactérias.

O laser fracionado não ablativo pode deixar o tratamento ainda mais potente, “inclusive aos quadros resistentes ao tratamento com a isotretinoína”, aponta Seidl. O microagulhamento, por fim, pode auxiliar no tratamento de cicatrizes.

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No entanto, Seidl aponta que esses dois tratamentos não são indicados para o tratamento de espinhas. “O microagulhamento e os lasers são usados, principalmente, quando as manchas de acne têm aspecto avermelhado e arroxeado”, acrescenta Abreu.

Como cuidar da pele acneica no dia a dia

Fucci indica que é possível  cuidar da pele com acne seguindo alguns passos básicos.  Entre os cuidados para tratar da pele oleosa , é preciso que ela seja higienizada duas vezes ao dia. É importante que a higienização não passe de, no máximo, três vezes. “A frequência maior pode causar um efeito rebote e fazer a pele aumentar a produção de sebo de forma compensatória”, explica.

Devem ser usados sabonetes específicos para peles oleosas, que podem ser líquidos ou em barras. “Alguns contém ácido glicólico ou salicílico, que potencializam a renovação cutânea”, diz Fucci. “Em alguns casos pode ser necessário o uso de loções anti oleosidade para ajudar no controle”.

O uso de hidrantes também são importantes para controlar a oleosidade. Os produtos secativos pode auxiliar na redução do excesso de oleosidade e combater a bactéria que causa a doença. “Mas não há uma substância única, de uso externo, secativa, que produza resultados satisfatórios”, alerta.

O filtro solar é fundamental para auxiliar no tratamento cotidiano da pele, e pode ser aplicado em gel, loção sem óleo ou sérum. Limpeza de pele também pode ser considerada, mas deve ser realizada por um profissional próprio e, preferencialmente, indicado por um médico. “Em alguns casos, a limpeza de pele pode piorar o quadro”, diz Fucci.

Todo tratamento ou rotina de skincare devem ser pensados com orientação e supervisão médica, já que os produtos e substâncias variam de acordo com o grau e gravidade da acne. “Casos mais graves podem necessitar de associação com medicamentos de uso oral”, afirma.

Seidl acrescenta que não se deve mexer por conta própria na lesão inflamada. “Espremer a espinha pode levar a um quadro de celulite na face e necessitar de internação para antibioticoterapia venosa”, aponta a médica. A dermatologista reforça que um médico seja sempre procurado e que não sejam realizadas “receitas caseiras” indicadas na internet ou por fontes duvidosas, tampouco usar ácidos por conta própria. “Essas medidas podem piorar o quadro e gerar cicatrizes permanentes”.

Fonte: IG Mulher

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Rômulo Arantes Neto posa com apenas uma toalha preta

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Mario Testino  fez o ensaio com Rômulo Arantes Neto
Reprodução/Instagram

Mario Testino fez o ensaio com Rômulo Arantes Neto

Conhecido por sua ousadia, o fotógrafo peruano Mario Testino, já fotografou inúmeras celebridades, como a Madonna e a Lady Di. Entre os seus ensaios mais famosos com artistas brasileiros, fotos posadas nuas com apenas algumas toalhas têm se tornado as favoritas do fotógrafo, já tendo posado para ele nomes como Bruna Marquezine e Cauã Reymond. 

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Recentemente, o mais novo famoso que adentrou à seleta lista de modelos do fotógrafo foi o ator Rômulo Arantes Neto, que teve a sua foto divulgada no domingo (07), aparecendo apenas de óculos escuros e com uma pequena toalha preta cobrindo as partes íntimas. 

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“BLACK TOWEL, ROMULO ARANTES, 2022”, escreveu Mario Testino  na legenda da publicação. 

Além de Rômulo, a topmodel Isabeli Fontana também posou para Testino, em uma foto ousada a beira da piscina com uma toalha preta no ombro que corre por seu corpo.


Fonte: IG Mulher

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Agosto lilás: Violência patrimonial restringe independência feminina

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No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias
Foto: Unsplash

No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias

Em celebração aos 16 anos da Lei Maria da Penha, o mês de agosto é conhecido como o mês da luta contra a violência doméstica. A lei, que foi criada em 7 de agosto de 2006, estabelece 46 artigos que buscam proteger a integridade física e psicológica da mulher. 

Entre as formas de violência doméstica descritas na legislação federal, uma das menos conhecidas e debatidas pelos brasileiros é a violência patrimonial.

O artigo 7 da Lei Maria da Penha define a violência patrimonial como “qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades”.

Na maioria dos casos, as vítimas são mulheres que não têm fonte fixa de renda e dependem de parceiros para sobreviver. “Diversos motivos podem prender uma mulher nessa armadilha, como a dependência financeira e o medo de prejudicar os filhos. Porém, a questão emocional tende a pesar mais’’, afirma Lana Castelões, advogada de família da Albuquerque Advogados.

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De acordo com a especialista, esse tipo de violência ainda é pouco denunciada no país. “A violência patrimonial é comum, porém subnotificada, tendo em vista que, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem a possibilidade de registrar a ocorrência’’.

Para a advogada, as vítimas não têm conhecimento das medidas legais que podem guiar a situação. Desde 2015, a falta de pagamento de pensão também se enquadra na lei. “Muitas pessoas não sabem que esse crime se encaixa quando um responsável legal, que tem recursos financeiros, deixar de pagar pensão alimentícia para a mulher’’.

Desigualdade

A desigualdade de gênero é um fator predominante nesse crime. As demandas de casa e o cuidado com os filhos geralmente restringem as mulheres na posição de ‘dona de casa’. Sem a chance de trabalharem ou conquistarem a independência financeira, essas vítimas passam a depender financeiramente e emocionalmente dos parceiros.

A pesquisadora Clara Fagundes reflete que, nos últimos anos, as mulheres ganharam mais espaço no mercado, mas ainda não existe liberdade para o gênero. ‘’Mulheres ainda são impedidas de buscar a independência financeira, seja por regras religiosas ou políticas que prejudicam a ascensão materna no mercado, seja por relações familiares abusivas ou crenças machistas’’.

A profissional afirma que a falta de representatividade, a dissociação do feminino à ideia de liderança, a priorização do amor romântico, a sobrecarga feminina com os trabalhos domésticos e a ideia sexista de que existem trabalhos de homem e de mulher são os principais fatores que afastam as mulheres dessa liberdade.

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores
Foto: Fundação CEPERJ

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores

“A cultura patriarcal também impacta as mulheres de forma individual. A falta de confiança é um obstáculo para muitas na busca pela sua independência. Esse fenômeno pode ser chamado de “síndrome da impostora” e leva mulheres a questionarem sua capacidade todos os dias, em casa ou no trabalho’’.

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Para Fagundes, a falta de oportunidades no mercado pressiona mulheres a continuarem em relações abusivas e degradantes. “Mulheres com poder de decisão sobre a própria vida costumam ser também independentes financeiramente’’, declara.


Por mais que não existam dados nacionais sobre a violência patrimonial, o Dossiê da Mulher, produzido no Rio de Janeiro, conseguiu datificar as problemáticas em torno desse crime. De acordo com a análise, que é realizada anualmente no estado carioca, 79,3% dos casos dessa violência foram praticados dentro de casa.

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres
Foto: André Leonardo

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres

Entre os tipos de crime, 50,4% foram de dano, 41,8% foram violação de domicílio e 8,8% foram de roubo de documentos.

Uma das mulheres que tiveram de lidar com a violência patrimonial foi a vendedora C.I*. O crime aconteceu sem que ela percebesse: ‘’Eu tinha um relacionamento há 6 anos e era casada há 3 anos. Um dia, eu saí para trabalhar e, quando retornei, ele tinha vendido todas as minhas coisas’’, diz. “Ele sumiu com tudo, só estavam minhas roupas por lá’’.

O parceiro, na época, chegou a deixar os filhos de C.I* passarem fome. Depois dessa situação, ela percebeu que precisava terminar a relação. ‘’Foi aí que eu dei um basta em tudo’’.

Para a matriarca, é necessário muita força e coragem para conseguir ser independente. ‘’Seja forte e corajosa para dar um basta. Pode parecer o fim, pode parecer que nada mais tem faz sentido e que a dor nunca vai passar. Com o tempo, eu juro que a dor vai embora’’, finaliza.

Fonte: IG Mulher

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