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Exportação de açúcar refinado no último mês de agosto foi 155,6% maior que agosto de 2019

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Já as exportações de açúcar bruto o aumento, em comparação com agosto do ano passado foi de 114,7%. Indonésia e China são os maiores compradores

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Exportação de açúcar refinado no último mês de agosto foi 155,6% maior que agosto de 2019

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) publicou as exportações do agronegócio do mês de Agosto/20. O conjunto do agronegócio exportou USD 8,9 bilhões no mês, 7,8% acima do mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano somou USD 69,6 bilhões, 8,3% frente ao mesmo período do ano anterior.

Em relação aos preços em USD, o mês foi estável apenas para carne suína in natura (0,4%) e soja em grãos (0,5%) em relação a ago/19. Os maiores ajustes negativos foram a celulose (-28,1%) Fumo (-27,5%), suco de laranja FCOJ (-23,2%) e o etanol (-20,7%) frente ao mesmo período do ano anterior. Vale ressaltar que no mesmo período, o Real frente ao Dólar se desvalorizou 45,3%.

Em relação aos volumes exportados, os destaques foram novamente para os adoçantes: açúcar refinado (155,6%), açúcar bruto (114,7%) e também o algodão (125,4%) quando comparados a Ago/19. Os volumes do açúcar bruto e os do algodão têm sido catapultados em função da demanda asiática para formação dos estoques, sendo os principais responsáveis a Indonésia e a China

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Em relação às proteínas animais, o câmbio desvalorizado e redução da produção na china explica o crescimento de 79% no volume embarcado de suínos. Do mesmo modo, a carne bovina aumentou o volume em 20,8% em relação à ago/19. Contudo, os preços em USD não conseguiram manter o mesmo ritmo, ficando em 4% abaixo do mesmo mês do ano anterior.

Para o setor de aves, enquanto os preços em USD recuaram 19%, o volume de carne de frango in natura embarcado foi de 348 mil toneladas, aumento de 2,1% frente a ago/19. Em relação ao café verde, foram 3,2 milhões de sacas embarcadas para o mercado externo, aumento de 1,3% frente ao mesmo mês do ano passado.

No tocante aos preços, o grão perdeu 2,1% em relação a ago/19. Ainda com volumes robustos e com bons preços em Reais, o complexo soja se destaca com o volume exportado de 6,23 milhões de toneladas, 24,6% superior ao embarcado em Ago/19. Já em relação aos preços em USD, estes permaneceram estáveis frente ao mesmo período do ano anterior. Os embarques do milho somaram 6,48 milhões de toneladas em agosto, volume 11,4% inferior ao mesmo mês no ano anterior. Em relação aos preços, estes apresentaram uma redução de 4,1% quando comparado com o mesmo período do ano passado. Já os preços do algodão não acompanharam o aumento robusto do volume, sendo cotado 16,2% abaixo de ago/19.

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Para finalizar, o excesso de oferta do etanol causado pelo COVID-19 tem sido enxugado pelas compras holandesas e sul-coreanas, de modo que os volumes exportados foram 9,3% acima em relação a ago/19, enquanto os preços foram 19,1% abaixo, no mesmo período comparado.

Fonte: Itaú BBA

 

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Agronegócio

Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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