conecte-se conosco


Mato Grosso

Extrajudicial: Comarca da Capital realiza correição nos 11 cartórios de Cuiabá

Publicados

em

Dar orientações, verificar se o atendimento ao público é satisfatório, averiguar se o fornecimento de informações do Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (SIRC) está correto, e fiscalizar se a taxa administrativa da tabela de emolumentos fixados em lei é respeitada são algumas das atividades realizadas durante uma correição nas serventias extrajudiciais.
 
Na Comarca de Cuiabá a atividade correcional dos cartórios teve início nesta segunda-feira (18 de julho). Os trabalhos ocorrerem no Primeiro Tabelião de Notas e Oficial do Registro de Títulos e Documentos e do Registro Civil das Pessoas Jurídicas, localizado na Avenida Getúlio Vargas, no Centro da Capital, conforme determinação da Portaria n 11/2022/DF/CA, assinada pelo juiz diretor do Foro, Lídio Modesto da Silva Filho.
 
A tabeliã e registradora, Glória Alice Ferreira Bertoli, responsável pelo Primeiro Ofício destaca que todos os atos e livros do cartório são disponibilizados para a correição. “A gente já deixa o material todo preparado em um balcão para que haja vistoria em todos os livros, pastas, e processo de elaboração dos atos notariais e de registro de títulos, documentos e pessoa jurídica. Depois aguardamos a vinda do juiz corregedor para dar a benção final”, descreve. “A atividade é muito importante para que a sociedade tenha a certeza que nós praticamos um ato oficial, que é fiscalizado pelo Poder Judiciário”, avalia.
 
A atividade correicional também é aprovada pelos usuários(as) do cartório. Como a técnica ambiental, Silvia Fernandes, 48 anos. Ela usa os serviços do extrajudicial praticamente todos os dias. Cerca de 90% da sua demanda é por procuração pública. “Acho esse trabalho muito importante. A fiscalização tem que acontecer em todos os órgãos, independente de onde atua. Isso nos dá segurança de usar o serviço”.
 
O juiz Lídio Modesto explicou que a correição ordinária extrajudicial é uma das responsabilidades da Diretória do Foro e trata-se de uma fiscalização anual nos serviços notariais e de registro. “O objetivo é verificar a regularidade dos serviços e a observância da legislação constitucional e infraconstitucional, bem como das normas estabelecidas pela Corregedoria-Geral da Justiça, garantindo uma prestação de serviços de qualidade e célere”, avalia o magistrado.
 
O juiz lembrou que muito mais do que punitiva, a correição tem caráter orientativo. “Alguns cartórios implementam boas práticas e há uma troca de experiência nesse período, dessa forma vamos conseguindo uma simetria entre as unidades”, analisa. “Em 2021, tivemos a implantação de novos cartórios devido ao Concurso Público de Provas e Títulos para Outorga das Delegações de Notas e de Registro do Foro Extrajudicial do Estado de Mato Grosso, como o cartório do Coxipó do Ouro, o cartório da Guia foi totalmente remodelado com nova modalidade de trabalho e as novidades atenderam aos anseios da sociedade, com isso observamos uma redução do número de reclamações”, aponta.
 
Na terça-feira (19/07), a atividade continua no Segundo Tabelião de Notas e Oficial do Registro de Imóveis da Primeira Circunscrição, que funciona na Avenida Marechal Deodoro, no bairro Santa Helena, em Cuiabá. Ao todo, as correições irão ocorrer nas 11 unidades que compõem o Polo I (Cuiabá, Distrito Coxipó da Ponte, Distrito Nossa Senhora da Guia, Distrito Coxipó do Ouro e Acorizal). O encerramento, previsto para 5 de agosto, inclui a Central de Testamento da Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg).
 
A Portaria n 11/2022/DF/CA ainda nomeia a gestora-geral de Entrância Especial I, Elcy Furquim Rosa, para secretariar os trabalhos, podendo convocar servidor para trabalhar na equipe de apoio, se necessário.
 
Confira abaixo o calendário de correição do Polo I
 
18.07 – Primeiro Tabelião de Notas e Oficial do Registro de Títulos e Documentos e do Registro Civil das Pessoas Jurídicas
19.07 – Segundo Tabelião de Notas e Oficial do Registro de Imóveis da Primeira Circunscrição
21.07 – Terceiro Tabelião de Notas e Oficial do Registro de Pessoas Naturais
25.07 – Quarto Tabelião de Notas e Oficial do Registro de Protestos e Títulos
26.07 – Quinto Tabelião de Notas e Oficial do Registro de Imóveis da Segunda Circunscrição
28.07 – Sexto Tabelião de Notas e Oficial do Registro de Imóveis da Terceira Circunscrição
29.07 – Sétimo Tabelião de Notas e Oficial do Registro de Imóveis da Quarta Circunscrição
29.07 – Cartório e Registro Civil das Pessoas Naturais, Paz e Notas do Distrito de Coxipó da Ponte
01.08 – Cartório e Registro Civil das Pessoas Naturais, Paz e Notas de Acorizal
02.08 – Cartório e Registro Civil das Pessoas Naturais, Paz e Notas
04.08 – Cartório e Registro Civil das Pessoas Naturais, Paz e Notas
05.08 – Central de Testamento
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Imagem 1 – Foto colorida horizontal mostra pessoas sendo atendidas pelos funcionários do cartório. Imagem 2 – Foto colorida horizontal da tabeliã e registradora. Ela tem cabelos curtos, usa óculos e está com roupa azul. Imagem 3 – Foto colorida vertical da placa do cartório com o texto: 1º Serviço Notarial e Registral de Cuiabá.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

Veja Também:  Municípios de MT terão dívidas suspensas com o Estado por 90 dias

Comentários Facebook
Propaganda

Mato Grosso

Justiça participa de Plano Municipal de Convivência Familiar e inauguração de Casa Lar em Itiquira

Publicados

em

Por

O Poder Judiciário de Mato Grosso participou do lançamento do Plano Municipal de Efetivação do Direito à Convivência Familiar e Comunitária do Município de Itiquira (357 km ao sul de Cuiabá). A iniciativa tem o objetivo de promover, proteger e defender o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária refletindo o compromisso de oferecer prioridade a essa temática, com a perspectiva de garantir a proteção integral. Além disso, o Poder Judiciário participou da inauguração da nova sede da Casa Lar dos Idosos do município.
 
Segundo a juíza substituta da Vara Única, Fernanda Mayumi Kobayashi, no encontro, que marcou o lançamento do Plano, foi realizado um treinamento sobre Formação Vivencial para Acolhimento em Rede voltado a todos os servidores que atuam na Rede de Proteção às crianças e aos adolescentes.
 
“Itiquira possui uma Casa de Acolhimento e queremos diminuir o número de crianças e adolescentes e o tempo de estadia deles. Uma das estratégias para que isso aconteça é a implementação do Programa Família Acolhedora no município. O evento foi uma oportunidade de apresentar o programa, que é um serviço de acolhimento temporário em residências de famílias cadastradas com o intuito de oferecer as essas crianças e adolescentes a oportunidade de um convívio familiar. Foi um bom primeiro encontro e é um programa de muito potencial”, destacou a juíza.
 
A magistrada participou da inauguração da nova sede da Instituição de Longa Permanência para Idosos o Lar Nossa Senhora Aparecida, que agora está localizado no Bairro Altino Ribeiro. Um espaço amplo, mais moderno, com acessibilidade que garantirá mais qualidade de vida aos idosos institucionalizados do município.
 
“A nova sede, que foi fruto de um Termo de Acordo de Ajustamento entre a Prefeitura e o Ministério Público, é um local mais adequado para receber esses idosos, com acessibilidade, banheiros adaptados e um espaço mais arejado. Realmente é um grande avanço. A nova sede ainda dá a possibilidade de receber novos idosos, atualmente oito moram nesse local, mas é importante ressaltar que não é qualquer idoso que pode ficar lá, existem critérios”, apontou.
 
Participaram do evento no Salão Paroquial da Igreja Matriz de Itiquira aproximadamente 100 pessoas entre servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social, Conselho Tutelar, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Conselho Municipal da Assistência Social, Educação, Saúde, Ministério Público, Poder Judiciário e famílias pretendentes. Durante o evento também foi apresentado aos presentes os serviços do Programa Família Acolhedora.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Imagem 1: Foto horizontal colorida todos os participantes estão perfilados, com pessoas ajoelhadas ou em pé. Ao fundo uma tela de retroprojetor, caixas de som e uma cruz. Imagem 2: Foto horizontal colorida do pátio da nova sede da Casa dos Idosos, que possui um pergolado e bancos de madeira.
 
Larissa Klein/ Foto: Assessoria da Prefeitura de Itiquira
Assessoria de Imprensa CGJ 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

Veja Também:  Desenvolve MT participa do 7º Fórum de Desenvolvimento Sustentável da ABDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Mato Grosso

Execução provisória na condenação do tribunal do júri é tema controvertido em encontro jurídico

Publicados

em

Por

O tema ‘Execução provisória da pena nas condenações do Tribunal do Júri’ causou diversidade de pensamentos entre os juristas que discutiram o assunto durante o encontro Pacote Anticrime: Avanços ou Retrocessos, realizado nos dias 4 e 5 de agosto, na comarca de Chapada dos Guimarães. A mesa foi composta pelo desembargador Gilberto Giraldelli (presidente), o advogado Ulisses Rabaneda (painelista) e o defensor público Fernando Soubhia (debatedor) que acreditam ser uma involução a reforma trazida pelo pacote anticrime. Diferentemente, o promotor de justiça Antônio Sérgio Piedade classifica como progresso.
 
Durante a apresentação do tema, Rabaneda explicou que a Previsão de uma execução antecipada de uma condenação no tribunal do júri viola a cláusula constitucional da presunção de inocência. Ressaltou ainda que “o Supremo Tribunal Federal já debateu esse tema nas ações declaratórias 43 e 44 e entendeu que a pena só pode ser executada após transitado em julgado a sentença condenatória. Isso não significa que o réu não pode ser preso no curso do processo. Ele pode. Desde que haja os requisitos da prisão preventiva.”
 
Ainda segundo o painelista, mandar ao cárcere alguém que ainda não tem uma sentença definitiva é um retrocesso. “A lei prevê, mas hoje, nesse encontro, a maioria dos componentes do painel sufragou que ela é inconstitucional. Houve por parte do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) uma ação direta de inconstitucionalidade que pende de julgamento. Cabe agora ao Supremo Tribunal Federal dizer se ela é constitucional ou não. Em meu entendimento nesse ponto, ela é um retrocesso.”
 
Desembargador Gilberto Giraldelli apontou os palestrantes como renomados e capacitados para discutir o assunto e explicou que, “por maioria, foi entendido que é inconstitucional exatamente porque no entender dos debatedores, ela feriria o princípio maior da presunção de não culpabilidade de todo e qualquer cidadão.” Ainda segundo o magistrado, em Mato Grosso, o Tribunal de Justiça está aguardando uma decisão mais definitiva sobre o tema por meio do STF. “A última palavra em constitucionalidade é do Supremo Tribunal Federal. Enquanto isso, estamos julgando de acordo com normas infraconstitucionais, no caso, a do Superior Tribunal de Justiça que vem também sufragando esse posicionamento de que a prisão decorrente da condenação do tribunal do júri por si só não é suficiente para dar início ao cumprimento da pena.”
 
Fernando Soubhia, que representava a defensoria pública, também enfatizou que a prisão, quase que imediata, após a condenação pelo tribunal do júri se configura um retrocesso no panorama normativo. “Ela não se justifica em termos práticos. Em minha opinião, não reduz a violência, no máximo ela comunica à sociedade que as pessoas saíram presas do tribunal do júri. Apenas aumenta o número de presos. Mais do que isso, normativamente ela não se justifica. Dentro de nossa estrutura normativa, o nosso Código Penal tem previsão para que aquela pessoa que representa um risco à sociedade seja mantida presa. Isso é uma cautelaridade. Então, qualquer prisão que anteceda o trânsito em julgado e não tenha um fundamento cautelar é arbitrária e inserir essa possibilidade no código é um grande retrocesso em minha opinião.”
 
Do outro lado, o promotor Antônio Sérgio Piedade aponta a execução provisória da pena nas condenações do tribunal do júri como um avanço. Ele salienta que o tribunal do júri é soberano então, se a pessoa é absolvida, é solta imediatamente. Por outro lado, a pessoa condenada, é presa imediatamente. “O grande problema é que temos uma recorribilidade limitada na apelação do tribunal do júri. Um juízo monocrático, o tribunal pode em sua integralidade alterar um conteúdo decisório. No júri, não. Caso a decisão seja contrária, mas manifestamente não contrária à prova dos autos, aí sim o tribunal pode anular. Percebemos que estatisticamente o número de anulação pelo artigo 593 é ínfimo. Até porque temos uma filtragem dos procedimentos do júri. Havendo uma pronúncia e nenhuma prova posterior à pronúncia de forma a ilidir essa vertente probatória no sentido daquilo catalogado pelo Ministério Público: denúncia recebida, pronúncia, muitas vezes a pronúncia mantida em sede de recurso em sentido estrito. Há uma plausibilidade.”
 
Ainda segundo ele, o “grande problema” é que o sistema precisa de efetividade. “Viola o sentimento de justiça você ver o réu condenado em crime de homicídio, um crime grave, um crime de sangue, sair pela mesma porta dos familiares da vítima. Isso gera uma indignação. Então, temos um processo com uma filtragem muito grande. Em sendo condenado o réu, o júri é soberano e ele vai ser preso. Evidentemente que há um poder de cautela por parte do juiz e em uma decisão excepcional pode-se conceder uma liminar ou ordem de habeas corpus de modo que o indivíduo aguarde em liberdade. Esse é o ponto. É dotar o sistema de efetividade e garantir equilíbrio e proteção de modo que a gente não tenha uma proteção insuficiente. O Brasil vem sendo condenado reiteradamente na Corte Interamericana de Direitos Humanos não pelo excesso, mas por não punir, pela insuficiência de proteção.”
 
Por fim, ele ressaltou que a matéria vem sendo debatida no Supremo Tribunal Federal, no tema 1068. O ministro Roberto Barroso e o ministro Dias Toffoli já se posicionaram acerca da possibilidade da execução imediata no tribunal de júri. O voto do ministro Gilmar Mendes ao contrário e o ministro Ricardo Levandowski está com vista do processo.
 
Leia matérias correlatas:
 
 
 
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Fotografia horizontal colorida. Mesa de palestrantes contém quatro homens. Ao fundo, banner do evento pacote anticrime avanços ou retrocessos. Imagem 2: Palestrante Ulisses Rabaneda veste terno cinza e camisa branca. Ele olha para o lado e aponta para cima com a mão direita. Imagem 3: Desembargador Gilberto Giraldelli veste terno cinza e camisa clara, segura microfone e com a mão está sobre a mesa. Imagem 4: Fernando Soubhia, usa terno escuro e camisa branca. Segura microfone com a mão esquerda enquanto fala. Imagem 5: Fotografia horizontal colorida. Homem veste terno escuro e camisa clara, segura microfone e com a mão direita aponta para a frente.
 
Keila Maressa/ Fotos: Bruno Lopes
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

Veja Também:  Sesp deflagra 19 operações em 62 municípios e prende 209 suspeitos

Comentários Facebook
Continue lendo

QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO

EM SEU PONTO DE VISTA A GESTÃO AZENILDA PEREIRA SERÁ?

Barra do Bugres e Região

Mato Grosso

Agronegócio

Mais Lidas da Semana