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Facebook lança Ray-Ban Stories, óculos que fazem fotos e vídeos

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Óculos Ray-Ban Stories
Divulgação/Facebook

Óculos Ray-Ban Stories

O Facebook e a Ray-Ban anunciaram, nesta quinta-feira (9), os Ray-Ban Stories, óculos que permitem gravação de vídeos, captura de fotos e ligações. A novidade funciona junto com o aplicativo Facebook View, para o qual é possível enviar as mídias e compartilhá-las nas redes sociais.

Os óculos inteligentes têm duas câmeras de 5 MP que permitem a captura de momentos em perspectiva de primeira pessoa. Elas podem ser ativadas tanto por um botão quanto por comandos de voz à Assistente do Facebook.

“Nossas câmeras de 5 MP são capazes de fornecer experiências de mídia superiores em comparação com muitas câmeras mais poderosas, graças a muito trabalho no processamento. As fotos e os vídeos capturados no Ray-Ban Stories são perfeitamente adequados para compartilhar no seu aplicativo favorito”, diz o Facebook.

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Além disso, a empresa afirma que os óculos conseguem fazer boas gravações mesmo em movimento, graças à estabilização de vídeo e à remoção de ruído do áudio.

Por falar em áudio, também é possível realizar chamadas de voz através dos óculos, que se integram ao celular pelo aplicativo próprio presente tanto no Android quanto no iOS.

Para garantir a privacidade, o Facebook afirma que todos os vídeos e fotos produzidos pelos óculos são criptografados. Além disso, uma luz se acende no momento das gravações, para que outras pessoas ao redor saibam que estão sendo filmadas.

Os Ray-Ban Stories estão disponíveis em 20 armações diferentes e podem ser usado tanto como óculos de Sol quanto de grau. Por enquanto, a novidade está presente nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Irlanda, Itália e Reino Unido por preços a partir de US$ 299 (cerca de R$ 1,6 mil em conversão direta). Ainda não há informações sobre a possível chegada do dispositivo ao Brasil.

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Telegram vira alternativa à dark web para venda de dados roubados

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Telegram é usado por cibercriminosos
Bruno Gall De Blasi

Telegram é usado por cibercriminosos

O Telegram fechou agosto com 500 milhões de usuários ativos. Com tanta gente, não surpreende que haja quem faça uso ilícito do mensageiro. O que preocupa é o fato de as atividades criminosas estarem aumentando por ali: um levantamento aponta que o acesso ao Telegram por cibercriminosos dobrou nos últimos meses, a ponto de a plataforma já ser considerada uma alternativa à dark web.

Na primeira olhada, a comparação é estranha, mas faz sentido se levarmos em conta a dinâmica das principais atividades criminosas. Frequentemente, hackers usam páginas e fóruns na dark web para negociar malwares, ferramentas para ataques cibernéticos e, principalmente, dados roubados em invasões.

Vide o exemplo do REvil. Esse é nome de uma das gangues de ransomware mais perigosas da atualidade. Eles fizeram uma pausa em julho, mas, aparentemente, voltaram à ativa neste mês de setembro. O grupo mantém páginas na dark web para expor amostras de dados sigilosos capturados em ataques e negociar pagamentos de resgate com as vítimas.

Como o Telegram entra nessa história?

Uma investigação realizada pela empresa de inteligência cibernética Cyberint em parceria com o Financial Times indica que existe uma rede crescente de hackers que usam o Telegram para compartilhar dados vazados e executar outras atividades ilegais.

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Os analistas perceberam que essas ações são muito semelhantes às negociações de venda de dados que são feitas via dark web. “Testemunhamos, recentemente, um aumento de mais de 100% no uso do Telegram por cibercriminosos”, relata Tal Samra, analista de ameaças digitais da Cyberint.

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Isso não significa, necessariamente, que o uso da dark web esteja caindo, mas que o Telegram tem se mostrado um meio mais interessante para ações de hackers e afins.

Entre os dados compartilhados no serviço de mensagens, a Cyberint encontrou listas de email e senha, números de cartão de crédito, cópias de passaporte, credenciais para serviço como Netflix, malwares e guias para ataques.

Há algumas razões para a escolha do Telegram para essas atividades. Uma delas é a possibilidade de canais e grupos com um número muito grande de participantes serem criados. Outra é o suporte do mensageiro ao compartilhamento de arquivos volumosos.

Os recursos de criptografia e a probabilidade menor de grupos no Telegram serem monitorados por autoridades em relação a outros serviços também aparecem como atrativos para os hackers.

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De modo geral, o Telegram é mais conveniente de se usar do que a dark web, aponta Samra, que também destaca que o aumento de atividades ilícitas na plataforma coincidiu com as buscas por outros serviços de mensagens depois que, no início do ano, o WhatsApp anunciou mudanças em sua política de privacidade.

Telegram afirma que remove dados compartilhados indevidamente

Ao Financial Times, o Telegram informou que adota uma política de remoção de dados quanto estes são compartilhados em seu serviço sem consentimento dos detentores.

Além disso, a plataforma revelou que a sua “equipe cada vez maior de moderadores profissionais” removeu mais de 10 mil comunidades públicas por violação de termos de uso após receber denúncias de usuários.

Um canal público encontrado pela Cyberint que vendia conjuntos com milhares de dados vazados está entre os que foram fechados pelo Telegram.

Apesar disso, o incremento das atividades criminosas no Telegram pode aumentar a pressão para que o serviço seja mais rigoroso na moderação de conteúdo.

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Chefe do Instagram nega que rede social seja como droga e a compara com carros

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Instagram pode prejudicar adolescentes
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Instagram pode prejudicar adolescentes

Adam Mosseri, chefe do Instagram, negou que as redes sociais possam ser comparadas a drogas, que viciam e causam consequências negativas. O comentário do executivo veio após um relatório obtido pelo jornal The Wall Street Journal revelar que o  Faceboook sabe que o Instagram faz mal para a saúde mental de adolescentes.

Em entrevista ao podcast Recode Media, Mosseri comparou os efeitos das redes sociais aos carros. “Nós sabemos que mais pessoas morrem do que morreriam por causa de acidentes de carro, mas em geral, os carros criam muito mais valor no mundo do que destroem. E eu acho que as mídias sociais são semelhantes”, afirmou.

Na entrevista Mosseri pontuou os efeitos positivos das redes sociais, como o engajamento aos movimentos Black Lives Matter e Me Too e o impulso a pequenos negócios. “Conectar pessoas tem resultados positivos e negativos”, declarou.

O apresentador do podcast, Peter Kafka, perguntou ao chefe do Instagram se as redes sociais deveriam sofrer algum tipo de restrição caso houvesse a chance delas realmente prejudicarem as pessoas, assim como os cigarros.

“Absolutamente não, e eu realmente não concordo com a comparação com drogas ou cigarros, que têm vantagens muito limitadas, se houver. Tudo o que for usado em escala terá resultados positivos e negativos. Carros têm resultados positivos e negativos”, respondeu Mosseri.

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