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Saúde

Fiocruz prevê entrega de 6 milhões de doses com IFA nacional este ano

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Até o fim deste ano, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) prevê entregar ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) 6 milhões de doses da vacina contra covid-19 produzida com ingrediente farmacêutico ativo (IFA) nacional. A projeção foi apresentada nesta sexta-feira (10), na Jornada Nacional de Imunizações, pelo gerente do projeto de implementação da vacina covid-19 no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), Fábio Henrique Gonçalez.

Segundo Gonçalez, Bio-Manguinhos iniciou ontem (9) o congelamento do primeiro lote de IFA produzido na etapa de pré-validação dos processos produtivos. Esse lote ainda será submetido a testes de controle de qualidade, enquanto o segundo lote de pré-validação e o primeiro de validação estão em produção. “Hoje, todos os nossos resultados são discutidos com parceiros da AstraZeneca e analisados em conjunto, e, até o momento, nossos processos vêm se demonstrando compatíveis com os processos executados pelo parceiro”, afirmou Gonçalez

Conforme linha do tempo apresentada por Gonçalez, o primeiro lote de pré-validação do IFA começou a ser produzido em julho, e o segundo,em agosto. Ainda no mês passado, começou a produção do primeiro lote de validação. O segundo e o terceiro lotes desse tipo começam a ser produzidos neste mês.

O cronograma prevê uma nova submissão de documentação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início de novembro, para que Bio-Manguinhos conste no registro da vacina como local de produção do IFA, que hoje é importado da China. “A expectativa é que, no final de novembro, já tenhamos lotes de produto final aprovados e produzidos com IFA nacional prontos para ser fornecidos ao PNI, assim que tivermos o deferimento do registro pela Anvisa, ou mesmo a possibilidade de fornecimento para uso emergencial.”

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De acordo com o gerente de Bio-Manguinhos, a fundação deve produzir 14 milhões de doses de vacinas com IFA nacional até o fim do ano, porém, somente as 6 milhões previstas para entrega devem ter os processos de controle de qualidade concluídos ainda neste ano. Para o ano que vem, a capacidade prevista é de 180 milhões de doses.

A previsão de doses produzidas com IFA nacional tem sido ajustada pela Fiocruz conforme avança o processo de transferência de tecnologia e o conhecimento de Bio-Manguinhos sobre o processo produtivo. Ainda no fim de 2020, a projeção chegou a ser de 110 milhões de doses produzidas no segundo semestre de 2021 com IFA nacional. Ao receber os bancos de células e vírus que deram início à produção do IFA, em junho deste ano, a fundação informou uma previsão menor, de 50 milhões de doses. A redução foi compensada por uma encomenda adicional de IFA importado à AstraZeneca.

A Fiocruz iniciou o processo de transferência de tecnologia enquanto ainda produzia as primeiras doses da vacina com IFA importado, com a chegada dos primeiros lotes trazidos da China em fevereiro. Desde então, 17 lotes de IFA desembarcaram no Brasil e 97 milhões de doses fabricadas a partir deles foram liberadas para o PNI.

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Para produzir o IFA e a vacina no Brasil, foi necessário adequar uma área de 3,7 mil metros quadrados em Bio-Manguinhos, inclusive com a aquisição de equipamentos e contratação de mão de obra especializada. Gonçalez lembrou que a grande demanda global por materiais e insumos foi outra dificuldade do processo. “Ainda enxergamos uma competição mundial por materiais e equipamentos. Na prática, temos tempos de entrega muito grandes pelos fornecedores, várias filas de produção dos insumos e materiais, e isso faz com que não recebamos todo o material de uma vez e tenhamos que fazer um acompanhamento muito de perto para termos todos os materiais necessários para prosseguir com o lote.”

O contrato que oficializou a transferência de tecnologia foi assinado em junho, mas a troca de informações para viabilizar a produção teve início já no contrato de encomenda tecnológica, assinado em setembro do ano passado.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Fórum discute falhas na assistência à saúde e segurança do paciente

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Especialistas de todo o mundo se reúnem virtualmente a partir de hoje (17) no 2ª Fórum Internacional para Segurança do Paciente, com o objetivo de debater as falhas na assistência à saúde e infecções adquiridas em hospitais que respondem pela morte de milhões de pessoas anualmente no mundo. Médicos, enfermeiros, farmacêuticos, sociedades e empresas se reúnem para buscar melhorias no cuidado e mudanças para o setor.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quatro a cada dez pacientes sofrem algum dano durante os cuidados primários e ambulatoriais e 134 milhões de eventos adversos ocorrem, anualmente, nos hospitais de países de baixa e média renda, acarretando até 2,6 milhões de mortes. Ainda segundo a OMS, cerca de US$ 42 milhões são gastos ao ano em decorrência de erros de medicação. Hoje (17), é comemorado o Dia Mundial da Segurança do Paciente, dedicado este ano a cuidados maternos e neonatais seguros.

No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP), ocorrem mais de 220 mil óbitos ao ano em razão dessas falhas na assistência à saúde e infecções, resultando em despesas hospitalares em torno de R$ 10,9 bilhões, valor equiparável ao de países como Estados Unidos, que possuem população 55% maior do que a brasileira.

Pesquisa efetuada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) apurou que somente no ano de 2017, os gastos hospitalares com desperdícios de exames e procedimentos desnecessários somaram R$ 27 bilhões.

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Para a fundadora do IBSP, Karina Pires, enfermeira especializada em Terapia Intensiva e Qualidade e Segurança do Paciente pela Universidade Nova de Lisboa, esses recursos poderiam ser investidos em prevenção.

Gestão de risco

A médica Rosana de Deus Decotelli, gerente médica da Aspen Pharma e membro da comissão científica do fórum, destacou a importância do atendimento multidisciplinar na assistência ao paciente. “O cuidado do paciente depende de médicos, enfermeiros, farmacêuticos. Todos os profissionais de saúde precisam estar atentos às barreiras de segurança, para que o paciente tenha a melhor qualidade assistencial”, disse à Agência Brasil.

Rosana entende que a principal mudança deve estar em usar a tecnologia e a inovação a favor dos profissionais da saúde e dos pacientes. “A tecnologia e a inovação têm que ser usadas para diminuir as falhas humanas. Se conseguirmos implementar barreiras de segurança e atenção para que essas falhas sejam minimizadas, fazendo uma boa gestão de risco, a gente pode diminuir esses eventos adversos”.

A médica elencou, entre os motivos de falhas por parte dos profissionais de saúde, fatores humanos, como a Síndrome de Burnout, que define problemas de exaustão, e cansaço; falta de conhecimento; e, ainda, falhas na transição do cuidado.

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“Por isso, a gente está unindo todos os profissionais que estão envolvidos no cuidado do paciente para discutir em conjunto, para abordar não só o cuidado de um paciente, mas também essas transições dos cuidados, minimizando as falhas e criando, por exemplo, sistemas de educação continuada, de gestão de risco”.

Desafios

Participam do fórum, entre outros especialistas, o anestesista Stefan Schraag (Reino Unido), os intensivistas John Kress (Estados Unidos), Jean Louis Vincent (Bélgica), Jean Daniel Chiche (Suíça) e Pedro Póvoa (Portugal). Entre os temas abordados hoje (17) no evento estão a anestesia, procedimento que impacta diretamente na segurança do paciente, e a terapia intensiva, que foi uma das especialidades mais afetadas durante a pandemia de covid-19.

Para o IBSP, os principais desafios que serão enfrentados ao longo dos próximos dez anos pelas instituições e profissionais de saúde que buscam ofertar uma assistência de qualidade e segura envolvem a promoção da cultura de segurança; monitoramento e implementação de melhorias; envolvimento do paciente; resistência antimicrobiana e gestão medicamentosa; e força de trabalho da saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima uma carência de cerca de 18 milhões de profissionais de saúde até 2030. 

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

São Paulo retoma vacinação com AstraZeneca apenas para segunda dose

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A prefeitura de São Paulo retomou hoje (17) a vacinação com AstraZeneca/Oxford. Foram recebidas ontem mais de 204 mil doses que estão sendo destinadas para completar o esquema vacinal de quem tomou a primeira dose deste fabricante. 

Nos locais em que houver falta da AstraZeneca, poderá ser feita a troca pelo imunizante da Pfizer/BioNTech. Até a última quarta-feira (15), foram aplicadas 134.790 vacinas da Pfizer em substituição à segunda dose. A intercambialidade está em vigor no estado desde 10 de setembro.

A Secretaria Municipal da Saúde orienta que a população consulte a plataforma De Olho na Fila para acompanhar a disponibilidade dos imunizantes para a segunda dose. O site também informa as condições da fila em cada posto.

Reforço em idosos

Na capital paulista, idosos com mais de 85 anos de idade estão recebendo a dose adicional apenas com o imunizante da Pfizer. Podem receber esse reforço os que tomaram a primeira dose há mais de seis meses. 

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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