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Agronegócio

FMC promove Dia de Campo em Barra do Bugres

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Galeria de Fotos e vídeo no final da matéria

Barra News / FMC

No último sábado, a FMC que atende aos mercados globais de agricultura, industrial e de consumo com soluções e aplicações inovadoras e produtos de qualidade, realizou na Fazenda Bom Pastor um dia de Campo, voltado para a Cana de Açúcar e o tema foi Nematoides: prevenção, manejo e controle.

Vários agricultores de Barra do Bugres e região, participaram do evento, que contou com a presença de representantes da FMC incluindo Engenheiro Agrônomo e técnico responsável na área de cana de açúcar em nossa região.

Duas áreas plantadas, onde foram aplicados os produtos da empresa foram visitadas e os agricultores, puderam acompanhar enloco os resultados apresentados nas lavouras.

Dante Petroni, um dos proprietários da fazenda, falou da importância da realização do evento, ressaltando o nível tecnológico presente na agricultura nos dia de hoje.

Já o representante da FMC regional Cana de Açúcar Engenheiro Agrônomo Donato Lot, reforçou a importância do investimento em produtos de qualidade, para um resultado surpreendente no campo.

O evento encerrou com um delicioso almoço, em um conceituado restaurante de Barra do Bugres, onde todos, puderam trocar ideia e tirar dúvidas com os palestrantes.

Nematoides: prevenção, manejo e controle

Os nematoides são animais que podem viver em diferentes habitats e, algumas espécies, podem gerar danos às plantas cultivadas, chamados de nematoides parasitos. Esses organismos podem atacar o sistema radicular, bulbos e tubérculos de culturas como, cana-de-açúcar, café, soja, laranja, milho, batata, hortaliças, entre outras.

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Para identificar as áreas que apresentam problemas com nematoides, é necessário que o produtor realize uma amostragem com raízes vivas, para que possam sobreviver e se multiplicar. Dessa maneira, a época chuvosa (primavera/verão) é a mais adequada para amostrar uma área e diagnosticar os problemas, pois é quando as populações de nematoide estão em seu ápice.

Nas culturas anuais, a coleta das amostras deve ser realizada de preferência na época de florescimento da cultura, quando as raízes estão bem desenvolvidas e os nematoides podem ser encontrados em níveis elevados.

Apesar de serem feitas no período chuvoso, deve-se evitar faze-lo em solo encharcado, pois as raízes podem apodrecer muito rápido.  Outro ponto que merece destaque é que a amostra deve ser realizada em vários locais, já que a variabilidade espacial das populações é alta. É recomendado que o amostrador colete as raízes e o solo ao redor das plantas e envie para análise em laboratório.

Em relação ao manejo das áreas infestadas, os métodos mais utilizados no Brasil são integrados e incluem o uso de variedades resistentes, rotação de culturas, adição de matéria orgânica e uso nematicidas químicos e biológicos.  A aplicação de nematicidas químicos vem ocorrendo com frequência nas últimas décadas e apresentado resultados satisfatórios.

Esses produtos geralmente mantem as populações desses parasitos mais baixos nas raízes das plantas tratadas por períodos que variam entre dois a seis meses, dependendo da dose e da época em que são empregados.

As soluções biológicas a base de diversos microorganismos, como fungos e bactérias, também tem sido utilizadas e apresentado ótimos resultados.  Para auxiliar os produtores, levando capacitação e informação técnica sobre a prevenção e o controle efetivo dos nematoides, a FMC Agricultural Solutions está promovendo um projeto nacional, denominado Comando Nematoide.

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Em parceria com a DMLab, empresa referência em análises nematológicas, a companhia montou um laboratório móvel com as tecnologias necessárias para levar as melhores práticas e ferramentas para o manejo efetivo da praga.

O Comando Nematoide está passando pelos principais polos agrícolas produtores de soja, milho, cana-de-açúcar, algodão, feijão e café.

Serão percorridos 10 estados e mais de 100 cidades em aproximadamente um ano. Em cada parada, estão sendo disponibilizados material técnico com cartilha sobre a praga e seu manejo, artigos e vídeos informativos.

A equipe FMC está entusiasmada em levar conhecimento a todas as regiões do país sobre um assunto considerado um grande problema em diversas propriedades. Além de oferecer assistência para identificar os problemas com nematoides, estão sendo oferecidas tecnologias eficientes para alavancar a produtividade e rentabilidade das plantações.

Sobre a FMC

Há mais de um século, a FMC Corporation atende aos mercados globais de agricultura, industrial e de consumo com soluções e aplicações inovadoras e produtos de qualidade. Em 1o de novembro de 2017, a FMC adquiriu uma parcela significativa do setor de Proteção de Culturas da DuPont.

A FMC emprega mais de 7.000 pessoas em todo o mundo e opera seus negócios em dois segmentos: FMC Agricultural Solutions e FMC Lithium. Para obter mais informações, visite www.FMC.com e www.fmc.com.br

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Agronegócio

Sicredi disponibiliza R$ 6,9 bilhões para pré-custeio da próxima safra

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Crédito tem a finalidade de ajudar o produtor rural a planejar melhor e com mais tranquilidade a aquisição de insumos

Com foco em dar suporte ao agronegócio – setor que fechou 2020 com saldo positivo de 9% no PIB agropecuário mesmo em um período atípico, de pandemia – o Sicredi vai destinar R$ 6,9 bilhões em créditos para pré-custeio do Plano Safra 2021/2022 para os associados das cooperativas integradas ao sistema em todo o país. O valor está disponível para associados do campo que pretendem antecipar a compra de insumos para suas lavouras, garantindo maior rentabilidade dos negócios.

Vale lembrar que o Sicredi é uma das instituições financeiras com maior representatividade no agronegócio, e foi a 2ª instituição financeira que mais liberou crédito rural no Plano Safra 2019/2020, com mais de R$ 20 bilhões concedidos. A instituição atende desde grandes produtores a médios e pequenos, especialmente aqueles ligados à agricultura familiar.

Do total disponível no Sicredi para todo o país, as cooperativas nas regiões Centro-Oeste e Norte (que abrangem os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre e Amazonas) vão disponibilizar R$ 1,731 bilhão, valor 21% maior que o planejado para a safra 2020/2021 (R$ 1,432 bilhão). Os recursos são destinados a pequenos, médios e grandes produtores e a estimativa é realizar cerca de 22 mil operações na região.

Além dos recursos controlados (oficiais), as cooperativas do Sicredi disponibilizam outras fontes para pré-custeio como Moeda Estrangeira, Cédula de Produto Rural (CPR), e Recursos Próprios da Cooperativa. Na última temporada, essas fontes alternativas, somadas aos recursos controlados, resultaram na concessão de R$ 3,225 bilhões, cifra 125% maior que o planejado inicialmente. Para a safra 2021/2022, o Sicredi prevê liberar o mesmo valor do último ciclo em fontes alternativas, cerca de R$ 1,284 bilhão.

O presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof, afirma que todo ano a instituição financeira cooperativa, que é uma das principais apoiadoras do agronegócio brasileiro, busca antecipar a oferta do pré-custeio, para que os produtores rurais possam planejar melhor a aquisição dos insumos e negociar com seus fornecedores. “É mais um esforço nosso em prol dos produtores, para atendê-los no momento que eles mais precisam, que é no planejamento da safra, para que façam bons negócios”.

O diretor-executivo de Crédito do Banco Cooperativo Sicredi, Gustavo Freitas, acrescenta que o papel do Sicredi, enquanto instituição que tem um laço muito forte com o campo, é apoiar os produtores rurais. “E disponibilizar recursos para o chamado pré-custeio é uma forma bastante relevante de fazer isso”.

Desempenho do Plano Safra 2020/2021

Até dezembro de 2020, o Sicredi disponibilizou para o Plano Safra 2020/2021 R$ 15,3 bilhões em crédito rural em todo o país, totalizando 136.488 operações. O valor representa aumento de 23% em relação ao ano-safra anterior. Do montante, R$ 9,9 bilhões (65%) foram destinados ao custeio, R$ 4,6 bilhões (30%) para investimentos (incluindo investimento com recursos de BNDES) e  R$ 758,6 milhões para comercialização e industrialização.

Já por programa, a instituição financeira cooperativa destinou R$ 3,9 bilhões via Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), R$ 3,1 bilhões via Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e R$ 8,3 bilhões para produtores de maior porte ou programas de investimento (como Agricultura de Baixo Carbono, Inovagro, Moderagro, entre outros).

A expectativa é finalizar o Plano Safra 2020/2021 com R$ 22,9 bilhões disponibilizados em crédito rural, alta de 12% em relação ao ciclo anterior, em mais de 221 mil operações, sendo R$ 17,5 bilhões para operações de custeio, comercialização e industrialização e R$ 5,4 bilhões para operações de investimento que viabilizam o financiamento de benfeitorias, máquinas e equipamentos e novas tecnologias permitindo aos produtores aumentar sua produtividade e reduzir custos de produção.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 23 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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O Sicredi Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará, Acre e Amazonas, tem mais de 500 mil associados, com 201 agências em 152 municípios.

Fonte: Keila Volkmer de Oliveira 

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Agronegócio

Lei que regula recuperação judicial do produtor entra em vigor neste mês

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De acordo com especialista, a partir de 24 de janeiro os agricultores poderão acessar este expediente conforme legislação

Lei que regula recuperação judicial do produtor entra em vigor neste mês

Foto: Soja. Crédito; Fagner Almeida

Prevista para entrar em vigor no dia 24 de janeiro, a Lei nº 14.112/2020, a qual alterou a Lei nº 11.101/2005, regula a recuperação judicial e a falência das empresas. Dentre outras modificações, esta nova lei estabeleceu as condições para o produtor rural pessoa física acessar o instituto da recuperação judicial.

A possibilidade da recuperação judicial do produtor rural pessoa física vem sendo discutida há alguns anos no Poder Judiciário. Em novembro de 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o produtor tem direito de postular o acesso à recuperação. Para tanto, deve estar previamente inscrito, antes da data do protocolo do pedido em juízo, no Registro Público de Empresas Mercantis da sua respectiva sede, bem como comprovar o exercício da atividade rural há mais de dois anos.

Conforme o advogado Frederico Buss, da HBS Advogados, de acordo com esta posição do STJ, reiterada em outro julgamento no ano de 2020, no caso da recuperação judicial, a diferença entre as demais empresas e os produtores rurais reside no fato de que estes não necessitam estar inscritos no Registro Público de Empresas Mercantis há mais de dois anos antes do protocolo do pedido de recuperação. “No caso do produtor rural, basta a inscrição em momento anterior ao protocolo do pedido de recuperação”, destaca.

O especialista salienta que o tratamento diferenciado ao produtor rural tem razão de ser. “O Código Civil Brasileiro concede trato distinto ao empresário rural, isto é, permite que o mesmo exerça a sua atividade na forma civil, de pessoa física, ou empresarial, ou seja, empresário individual ou sociedade empresária, neste caso com a devida inscrição no Registro Público das Empresas Mercantis. Por esta razão, a imensa maioria do produtores rurais exerce a atividade como pessoa física”, reforça.

A recente Lei nº 14.112/2020, em linhas gerais, reflete a posição adotada no STJ. A comprovação do exercício da atividade rural por período superior a dois anos poderá ser efetuada com base no Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), ou por meio de obrigação legal de registros contábeis que venha a substituir o LCDPR, e pela Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) e balanço patrimonial, todos entregues tempestivamente. “Somente as dívidas que decorram exclusivamente da atividade rural e estejam discriminadas nos documentos acima, ainda que não vencidas, poderão ser incluídas na recuperação judicial”. ressalta.

Porém, de acordo com Buss, estão excluídas da recuperação as dívidas de crédito rural com recursos controlados que tenham sido objeto de renegociação entre o devedor e a instituição financeira antes do pedido de recuperação judicial. Também não se enquadram as dívidas, e respectivas garantias, contraídas nos três últimos anos anteriores ao pedido de recuperação judicial com a finalidade de aquisição de imóvel rural. “Produtores rurais com dívidas totais de até R$ 4,8 milhões poderão apresentar plano especial de recuperação judicial”, explica. 

Enfim, segundo o advogado, a recente Lei que entrará em vigor nos próximos dias estende aos produtores rurais o acesso ao instituto da recuperação judicial. “Todavia, fundamental ressalvar, não se trata da salvação da lavoura para o produtor rural com graves dificuldades financeiras. Pelo contrário, esta alternativa precisa ser analisada com muita prudência e responsabilidade, mediante acurada análise jurídica e econômica do caso concreto, sob pena de inclusive contribuir para a falência e a extinção da atividade do produtor rural”, complementa.

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