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Política Nacional

Gerente da Vale nega ter pressionado empresa de auditoria por laudo atestando segurança de barragem

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O gerente de Geotecnia Corporativa da mineradora Vale, Alexandre Campanha, negou ter feito qualquer tipo de pressão sobre a Tüv Süd para que a empresa de engenharia fornecesse laudo atestando a estabilidade da barragem em Brumadinho. O técnico foi ouvido nesta quarta-feira (3) pela Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a catástrofe ocorrida em janeiro deste ano, em Minas Gerais. Além de soterrar centenas de pessoas, o rompimento da barragem de rejeitos tóxicos destruiu o Rio Paraopeba, afluente do Rio São Francisco. Os últimos números apontam para 217 pessoas mortas e 87 desaparecidas em meio à lama.

Alexandre Campanha chegou a ser preso temporariamente, depois de ter sido acusado de coação pelo auditor da Tüv Süd, Makoto Namba. O auditor também foi convocado na condição de testemunha pela CPI, mas exerceu o direito de ficar calado, garantido por um habeas corpus obtido no Supremo Tribunal Federal (STF).

— Nunca fiz nenhuma pressão ao senhor Makoto e nunca me reuni com algum funcionário da Tüv Süd de forma isolada. Em 30 janeiro, durante depoimento à força-tarefa da polícia e do Ministério Público mineiros, ele não citou nenhuma pressão. Posteriormente, em 1º fevereiro, ele disse ter se sentido pressionado por uma pergunta que lhe tinha feito. Já num outro depoimento, em 25 de fevereiro, ele afirmou que entendeu a minha pergunta como sendo uma pressão, embora tivesse assinado o laudo com base em critérios técnicos — explicou.

Alexandre Campanha disse que havia apenas perguntado a Makoto, durante uma reunião, se a Tüv Süd já tinha um posicionamento sobre uma declaração da condição de estabilidade exigido por uma portaria do antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

— A Portaria 70389/17 do DNPM é muito clara, especificando a obrigatoriedade de o auditor assinar, juntamente com um técnico da empresa, a declaração atestando ou não a estabilidade, e esse documento tem que ser apresentado ao DNPM. O motivo de minha pergunta foi porque o prazo legal estava se encerrando — afirmou.

Responsabilidade

Indagado pelo relator Carlos Viana (PSD-MG) e pelo vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sobre a presença do refeitório e de outras instalações bem abaixo da barragem, o técnico da Vale respondeu que toda intervenção ou obra no complexo precisa ser autorizada pela área técnico-operacional da mina.

— Essa ocorrência em Brumadinho me causou profunda tristeza e sentimento de vazio muito grande porque pessoas morreram e famílias estão sofrendo; eu perdi colegas de trabalho. Sobre o restaurante e unidades administrativas que ficavam abaixo, quem tinha que tomar a decisão sobre retirar ou não era o gerente operacional da mina, que infelizmente veio a falecer no acidente. Acima dele, fica o gerente executivo e, depois o diretor de operação — explicou.

Silêncio

Além de Makoto Namba, outro auditor da Tüv Süd Brasil que prestaria depoimento, André Yassuda, também preferiu ficar em silêncio e foi dispensado pela presidente da CPI, senadora Rose de Freitas (Pode-ES).

Já a engenheira da Tractebel Engineering, Ana Lúcia Moreira Yoda, aceitou falar. A Tractebel realizava as auditorias na barragem até ser substituída, no segundo semestre de 2018, pela Tüv Süd, segundo ela, por divergências com a Vale em relação a parâmetros e critérios de análise.

A engenheira disse também que até o momento em que a Tractebel prestava serviço para a Vale, não havia indicio de instabilidade, nem qualquer elemento que pudesse indicar um risco iminente. Além disso, acrescentou, os piezômetros (equipamentos usados para medira a pressão dos fluidos) mantinham-se nas leituras históricas.

Apesar de a empresa auditada poder dispensar os trabalhos da auditora, Ana Lúcia Yoda afirmou que tal situação nunca a fez sentir-se pressionada a assinar declarações.

Para o senador Jaques Wagner (PT-BA), a independência do trabalho das auditorias poderia ser garantida com a contratação de seguros.

— O melhor do mundo era obrigarmos as mineradoras a fazerem seguro. Porque a fiscalização seria de outro nível, um embate de capital contra capital. O proprietário da barragem e a seguradora — opinou.

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Mato Grosso

Eleitor de Mato Grosso terá que escolher 01 entre 11 candidatos a senador; veja lista completa

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Candidatos tenente-coronel Rúbia Fernanda (Patriota); deputado José Medeiros (Podemos); ex-deputado Nilson Leitão; e o advogado Euclides Ribeiro

A eleição suplementar ao Senado em Mato Grosso, que irá ocorrer no dia 15 de novembro, terá onze candidatos.

As siglas tiveram até às 23h59 de quarta-feira (16) para registrar as atas das convenções partidárias que oficializaram as candidaturas, conforme a legislação eleitoral.

Postulam como cabeça de chapa a tenente-coronel Rubia Fernanda (Patriota), José Medeiros (Podemos), Euclides Ribeiro (Avante), Nilson Leitão (PSDB), Reinaldo Morais (PSC), Valdir Barranco (PT), Elizeu Nascimento (DC), Procurador Mauro (Psol), Feliciano Azuaga (Novo), Carlos Fávaro (PSB) e Pedro Taques (SD).

Veja detalhes das composições:

Candidatos Elizeu Nascimento (DC), o empresário Reinaldo Morais (PSC), deputado Valdir Barranco (PT) e o procurador Mauro (Psol)

Única mulher a concorrer a vaga, a tenente-coronel Rubia Fernanda, também é a única a ter o apoio público do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Sua chapa é composta pelo ex-deputado federal Victório Galli (Patriota), como o primeiro suplente e o tenente-coronel da Polícia Militar, Luciano Esteves Corrêia (Patriota), na segunda suplência.

“Esta vaga é de uma mulher e ninguém está mais preparada para o cargo que a coronel Fernanda”, afirmou o presidente durante lançamento da candidatura da coronel.

Um dos apoiadores de Bolsonaro que também vislumbram a vaga é o deputado federal, José Medeiros, que também registrou sua candidatura.

“Tenho orgulho de ser vice-líder do governo Bolsonaro e de ter lutado para que o Brasil virasse a página do período do PT no poder”, disse ele durante lançamento de sua candidatura.

Candidatos Carlos Fávaro (PSD), Feliciano Azuaga (Novo) e Pedro Taques (SD).

Com chapa pura, ocupa a primeira suplência o vice-prefeito de Cuiabá, Niuan Ribeiro e na segunda suplência a coronel da reserva da Polícia Militar, Zózima Dias dos Santos.

Um dos fatos novos deste pleito é o advogado Euclides Ribeiro. O pré-candidato afirma que irá atuar como defensor de empreendedores e trabalhadores no Senado Federal.

“A defesa incansável do trabalho e da produção, do direito de construir o próprio futuro com a força e o suor de seu próprio trabalho. O direito de produzir e gerar riqueza e crescimento, para si mesmo, para as nossas famílias, para o nosso estado e para o nosso país”, disse Euclides.

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Como primeiro suplente está o ex-prefeito de Dom Aquino, Josair Lopes (PSB) e ainda não há definição sobre a segunda suplência. Conforme a nova legislação eleitoral, as siglas têm até o dia 26 de setembro para homologar a composição das chapas.

O ex-deputado federal Nilson Leitão também oficializou sua candidatura em uma convenção realizada em Sinop (a 420km de Cuiabá). Na primeira suplência, o tucano contará com o ex-governador Júlio Campos (DEM), enquanto a segunda vaga ficará com o ex-vereador de Rondonópolis, José Márcio Guedes (PL).

Caso eleito, Leitão afirmou que “buscará unir o Estado e atender a população de norte a sul”.

“O nosso time quer representar a esperança, expectativa, mas acima de tudo aquilo que pode ser viável para o desenvolvimento de Mato Grosso e para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

O empresário Reinaldo Morais também se lançou na disputa com o pecuarista Gilberto Cattani (PRTB) como primeiro suplente e Nelis Farias, de Rondonópolis, como segundo suplente.

“Nós queremos fazer um embate real contra a corrupção, criar políticas públicas para geração de emprego e renda”, afirmou.

O deputado estadual Valdir Barranco também irá concorrer a uma vaga ao Senado. Com ele está a ex-reitora Maria Lucia Cavalli Neder (PCdoB) como primeira suplente e a ex-vereadora, professora universitária aposentada Enelinda Scala (PT).

Segundo Barranco, ele é o único representante da esquerda em num cenário com muitos nomes ligados à direita. Ele prometeu lutar por reforma tributária “para que os ricos paguem mais que os pobres”

“Não dá pra gente conceber a tributação sobre eles [agricultores] que os isenta através da Lei Kandir, principalmente os maiores. Nós queremos trabalhar para criarmos aqui oportunidades para os pequenos, para a agricultura familiar”, afirmou o petista.

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O também deputado estadual Elizeu Nascimento terá o professor universitário Naime Márcio Martins Moraes (PSL), pai do deputado estadual Ulysses Moraes (PSL), na primeira suplência, e tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Paulo Selvae (PSL).

Elizeu garante que será um representante das minorias e que é uma alternativa aos eleitores que não querem mais “eleger candidatos milionários”.

”A população mato-grossense está cansada de votar nos mesmos políticos e não ver seus votos transformados em melhorias para suas vidas”, disse.

Pelo Psol irá concorrer o procurador da Fazenda Nacional Mauro César Lara de Barros, o Procurador Mauro. Com chapa pura, ele terá como primeira suplente Gonçalina Pereira de Souza Melo, a Gonça de Melo, e como segundo suplente o enfermeiro Vanderley Guia.

Mauro afirmou que a população vive um momento de “precarização de direitos” e citou algumas mudanças feitas pelo presidente Jair Bolsonaro.

“A minha prioridade será representar os interesses do povo. Vivemos um tempo de precarização de direitos, com reforma trabalhista, reforma previdenciária, reforma administrativa”, disse.

O economista Feliciano Azuaga também é um dos postulantes ao Senado. Em sua chapa está como primeiro suplente Sérgio Antunes e, como segunda suplente, Vanessa Tomizawa.

O senador interino Carlos Fávaro (PSD) também entrará na disputa. A chapa terá como primeira suplente a empresária, Margareth Buzzeti (PP) e como segundo o ex-deputado José Lacerda (MDB).

Por fim, também disputa o ex-governador Pedro Taques, derrotado nas urnas em 2018. Ele ainda não definiu quem serão os nomes às suplências.

Fonte: Mídia News

 

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Mato Grosso

Bolsonaro visita MT nesta sexta-feira

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Presidente irá até Sinop e Sorriso

Muvuca Popular

Opresidente Jair Bolsonaro (sem partido) vem a Mato Grosso, nesta sexta-feira (18), juntamente com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, e da ministra da Agricultura, Pecuária e Abasteciento, Tereza Cristina, para participar da inauguração da usina de etanol de milho instalada em Sinop (480 km de Cuiabá).

Bolsonaro também deve passar por Sorriso (a 397 km da Capital), onde irá participar da assinatura de uma ordem de serviço para recapeamento de uma pista do aeroporto do Município, entrega de título de propriedades rurais a pequenos agricultores de Nova Ubiratã (a 300 km de Cuiabá) e lançamento do plantio da safra 2020/2021.

A visita do presidente deve ser acompanhada pelo governador Mauro Mendes (DEM), pela candidata ao Senado, tenente-coronel Rúbia Fernanda (Patriota) e outras autoridades.

Fonte: Muvuca Popular

 

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