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Hospital Regional de Barra do Bugres pode fechar as portas

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Sem receber do Estado, Hospital pode encerrar atividades

A Folha do Médio Norte

Responsável por atender pacientes de onze Municípios de toda região médio-norte, os atendimentos realizados pelo Hospital Regional de Barra do Bugres podem estar com os dias contados. Isso porque, além da falta de repasses para pagamento de funcionários, a unidade hospitalar também sofre com a falta de verba para pagamento de fornecedores.

De acordo com o presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde, Rafael Machado, suprimentos hospitalares básicos para a continuidade dos atendimentos estão em falta no Hospital Regional.

“Os fornecedores começaram a negar a entrega de materiais, pois estão há muito tempo sem receber. Se continuar assim, a gente só deve permanecer aberto por mais trinta dias”, relatou Machado, destacando que a possibilidade do hospital fechar as portar não se trata de um protesto pela inadimplência do Estado, mas sim pela falta de condições básicas para a continuidade dos atendimentos.

“Sem materiais, os profissionais não conseguem trabalhar”. A falta de repasse, que já foi noticiada no início desse ano pelo Jornal Diário da Serra, acabou ficando ainda mais antiga. Médicos estão sem receber desde outubro e os demais funcionários desde dezembro. “Quando o governador Mauro assumiu, estávamos com quatro meses de atraso referente ao antigo governo. Compreendemos que na troca de governo existe uma burocracia, então ficamos janeiro sem receber. Recebemos em fevereiro, ou seja, os médicos receberam nesse mês o pagamento de outubro e os funcionários o de dezembro”, explicou Rafael, deixando claro que o possível fechamento do hospital não se trata de radicalismo ou questões políticas. “Não existe ameaça de greve nem nada do tipo, a questão é que os fornecedores não conseguem mais entregar, (…) então estamos correndo o risco de fechar as portas”, explicou.

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Falta desde alimentação a medicamentos no hospital

“Está faltando tudo. A gente está devendo para os fornecedores e nenhum quer entregar enquanto não receber. Faltam desde alimentação, medicamento e materiais de limpeza”. Esse é o relato do secretário executivo do Consórcio Intermunicipal de Saúde, Edson André Moura, que demonstra preocupação com a falta de repasses do Governo do Estado.

“(…) O essencial para manutenção e continuação dos atendimentos, estamos em falta. O valor da dívida com os fornecedores é em torno de R$350.000. Tememos que o hospital feche as portas antes mesmo dos 30 dias”, informou o secretário executivo, ao relatar que a possibilidade da unidade hospitalar encerrar as atividades não é somente devido a falta de materiais.

“É um conjunto, não é só o atraso com os fornecedores, mas também com o pagamento dos profissionais. Pode acontecer de conseguirmos os materiais, mas a mão de obra paralisar”, alertou o responsável.

 

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Dos antepassados aos dias atuais: Livro contará história de Vera Capilé 

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Em seus encontros com Vera Capilé, o historiador Luiz Gustavo Lima tem aplicado a metodologia da Tecnologia Social da Memória para realizar pesquisa

Vera Capilé contou saga da família Capilé – Foto de Fred Gustavos

Com base nas diretrizes da Tecnologia Social da Memória, metodologia de pesquisa e registro utilizada pelo Museu da Pessoa (SP), o historiador Luiz Gustavo Lima realiza imersão pelas memórias da artista Vera Capilé. O resultado poderá ser conferido em breve, em livro proposto em projeto documental que a homenageia e que foi selecionado no edital Mestres da Cultura.

Luiz Gustavo tem se encontrado regularmente com Vera e também, participou como ouvinte das gravações do documentário. Este, dirigido por Juliana Capilé. Um terceiro produto é uma coletânea com clássicos da carreira de Vera.

“Nesse processo, começamos pelos antepassados dela. Nossa sorte foi que o pai de Vera, seo Sinjão Capilé, e o irmão Júlio, escreveram um livro que conta a saga da família, desde a saída dos Capilé, do interior de São Paulo até chegar em Dourados, Mato Grosso do Sul, quando com Mato Grosso, formava um único Estado. Isso foi lá pelo final do século 19”.

Então, o registro ancestral é bem fiel. “Sinjão, por exemplo, nasceu na década de 1920 já em Dourados. Então, ela tem esse conhecimento dos primórdios da família, desde Mato Grosso do Sul até a transição para Cuiabá quando bem cedo, ela já começa seu precoce envolvimento com as artes, sempre com o canto, com o teatro”, conta Luiz Gustavo.

O livro segue contando a história de Vera até os dias atuais. As conversas que levavam em média duas horas, foram se desdobrando ao longo de quatro encontros.

Segundo o historiador, dentre os pontos mais marcantes dos relatos de Vera, está a presença muito marcante do pai em sua vida. “Ela esteve sempre muito conectada a ele. Uma figura muito expressiva, um grande orador, político e ainda, um homem das artes, seresteiro, gostava de cantar e tocar violão. Então, há essa facilidade na comunicação, uma das grandes heranças dele para Vera”.

A sensibilidade artística de Vera é tão presente em sua vida que alcança até mesmo a carreira que construiu na Psicologia. “Vera é especializada em psicogerontologia, ciência que se dedica aos cuidados dos idosos e ela se orgulha muito disso e faz com arte”. 

Luiz Gustavo conta que ao ouvir Vera, se emocionava constantemente. “Vê-la construindo a narrativa foi emocionante. Ela carrega uma força descomunal. Tem uma dinâmica da pessoa que entende o valor de sua história. Ao falar e ao seu ouvir, ela vai de certa forma se empoderando ainda mais”.

Para arrematar a coleta de dados, o historiador considera que acompanhar as gravações do documentário foi fundamental. “Ouvi depoimentos de amigos muito próximos, como Ivens Scaff, Jaime Okamura, Vitória Basaia, Glória Albues, Lúcia Palma e o companheiro Waldir Bertúlio, além de amigas de infância e as irmãs que convivem muito perto dela. Os relatos acrescentaram dados complementares”.

O projeto proposto pela produtora cultural Tatiana Horevicht, foi contemplado pelo edital Mestres da Cultura, idealizado pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), em parceria com o Governo Federal via Secretaria Nacional de Cultura do Ministério do Turismo.

Fonte: Lidiane Barros

 

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Vereador Subtenente Marivaldo visita Aldeia Umutina

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O vereador e vice-presidente da casa Marivaldo Marcos de Magalhães, o Subtenente Marivaldo “MDB” esteve em vista na Aldeia Umutina na última terça-feira (26) atendendo ao convite do também parlamentar Lennon Corezomaé “PODEMOS”.

O vereador pode acompanhar os problemas enfrentados pelos Umutinas já na chegada ao atravessar a “balsa” que liga as margens do Rio Paraguai, sua caminhonete teve muita dificuldade para subir e descer da mesma, conforme vídeos abaixo: 

Já na sede o mesmo participou da reunião, onde disse já conhecer parte dos problemas dos índios, aja vista sua trajetória na Policia Militar Ambiental, deu sugestões e se colou a inteira disposição dos indígenas para ajuda-los a cobrar a demanda de soluções discutidas na pauta.

Depois de uma pequena chuva, a travessia de volta pela balsa, ficou ainda mais complicada, ficamos impedidos de retornar por uma questão de segurança, o barranco do rio irregular, molhado e escorregadio deixou o lugar ainda mais perigoso. Foram necessários rodar 107 km atravessando por dentro do território indígena, acompanhando os problemas de transportes, como falta de escoamento de água das estradas, parte muito lisa que necessitam de casacalhamento entre outros até chega a Barra do Bugres, passando pelo município de Denise.    

O parlamentar ficou muito feliz com o tratamento recebido na aldeia, “Me senti em casa, fui muito bem tratado pelos nossos irmãos” pretendo voltar muitas outras vezes e acompanhar de perto toda problemática enfrentada por eles, em busca de solução. Não só o meu gabinete, mas creio que a grande maiorias dos vereadores abraçaram esta causa, frisou ele.

Marivaldo, juntamente com outros vereadores, já estiveram na Secretaria de Saúde, Viação e Obras Públicas, acompanhou os Umutinas em reunião na sede da Prefeitura e Aldeia.

Veja vídeos:

Confira mais fotos:

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