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Mulher

Idosos com mais de 70 anos fazem filme pornô para mostrar sexo na terceira idade

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Muitas pessoas ainda acreditam que não é possível manter uma vida sexual ativa na velhice
, mas o casal John Campbell, de 73 anos, e Annie Campbell, de 72 anos, querem provar que isso é um mito e, para mostrar que o sexo na terceira idade é comum, decidiram estrelar um filme pornô.


John Campbell e Annie Campbell quiseram mostrar que o sexo na terceira idade pode fazer parte da vida do casal
Reprodução/Erika Lust

John Campbell e Annie Campbell quiseram mostrar que o sexo na terceira idade pode fazer parte da vida do casal


O casal se conheceu em 2013 em um site de relacionamento. Os dois já tinham passado por longos relacionamentos – Annie era viúva de dois maridos e John já tinha se divorciado duas vezes, sendo que um dos seus relacionamentos durou 27 anos. Quando se encontraram, eles perceberam que ainda queriam viver uma história de amor e que o sexo na terceira idade
era possível e necessário.

Segundo informações do portal britânico Metro
, os idosos deixaram claro no perfil do site de relacionamento o que estavam procuravam e John escreveu, por exemplo, que buscava uma mulher que o apoiasse emocionalmente e entendesse sua “explosão sexual”. Annie achou isso interessante e o casal começou a se envolver. Hoje, eles são inseparáveis e vivem grudados 24 horas por dia.  

Juntos eles descobriram uma nova forma de se relacionar, algo que chamam de “ soul sex
”. Isso significa que durante o sexo não há metas ou expectativas, cada parceiro se concentra apenas em suas próprias experiências de forma calma. O casal diz que isso pode soar estranho no começo, mas o resultado é delicioso.

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John e Annie explicam que o “soul sex” é uma maneira mais lenta de fazer sexo, centrando-se na paz, na conexão verbal e na intimidade em vez de atingir o orgasmo o mais rápido possível. Esse conceito foi o que chamou a atenção da diretora Erika Lust – responsável pelo filme erótico estrelado pelo casal de idosos.

Desmistificando o sexo na terceira idade


John e Annie mostrarem no filme pornô que o sexo na terceira idade pode ser diferente e mais carinhoso
Reprodução/Erika Lust

John e Annie mostrarem no filme pornô que o sexo na terceira idade pode ser diferente e mais carinhoso


Quando eles aceitaram o convite para o filme, sabiam que muita gente ia achar surpreendente ver um casal mais velho profundamente apaixonado fazendo sexo diante das câmeras, mas eles acreditam que as crenças envolvendo a idade e o sexo devem ser vistas de outra forma.

“Descobrimos que em muitas relações sexuais há muito medo presente, como havia em nós mesmos antes de aprendermos uma maneira diferente de fazer sexo, e, onde o medo está presente, o amor não é real, são coisas opostas”, defende o casal.

Eles continuam: “Acreditamos que esse tipo de sexo que fazemos é um ato espiritual, uma tentativa simbólica de se unir à parte Divina e não só uma questão física”.

Apesar de falarem abertamente e honestamente sobre sua vida sexual
, o casal chegou nervoso aos estúdios de Erika para filmar. Annie conta sobre a experiência:

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“John estava tão nervoso que seu pênis decidiu entrar em greve, como se dissesse: ‘Eu não quero estar neste filme’, ​​então ele [o pênis] decidiu encolher e quase desaparecer”.

Isso não foi um problema, na verdade, todos acharam até bom porque os idosos puderam mostrar que uma experiência sexual pode acontecer mesmo sem um pênis ereto. A diretora do filme comenta que presenciou uma cena de sexo longe do que é típico e convencional.

“Eles começaram com algumas belas palavras antes de iniciar seu lento e terno ‘sexo de alma’. Eles passaram muito mais tempo tocando, acariciando, segurando e olhando um para o outro do que os artistas [pornô] normalmente fariam”, descreve Erika.

“Eles também foram muito vocais e mostraram fortes habilidades de comunicação para contar um ao outro o que estavam gostando”, continua.


O casal acredita que o sexo na terceira idade vai além de um prazer físico, é uma forma de ligar a alma
Reprodução/Erika Lust

O casal acredita que o sexo na terceira idade vai além de um prazer físico, é uma forma de ligar a alma


Ela acrescenta: “Acima de tudo, eles pareciam estar se divertindo, riam muito e sorriam constantemente um para o outro. Foi um dia muito bonito, gratificante e emocional para todos os envolvidos”.

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Para os casais que querem seguir os passos de Annie e John, a dica que eles dão é falar e se comunicar, pois veem isso como algo fundamental.

O casal também indica passar mais tempo nu para “se acostumar com a maravilhosa experiência de sentir os corpos um do outro e a deliciosa sensação de receber um toque suave”.

Eles ainda recomendam massagens e deixam um conselho para o sexo na terceira idade
: “Divirtam-se praticando”.

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Mato Grosso

Feminicídios aumentam 68% nos primeiros seis meses de 2020 em MT

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Foram registrados 32 casos do crime até junho; somado aos homicídios dolosos foram 46 mortes envolvendo mulheres

Julia Oviedo | Sesp-MT – Combate à violência contra a mulher – Foto por: Sesp-MT

Combate à violência contra a mulher

O número de feminicídios ocorridos nos seis primeiros meses de 2020 em Mato Grosso aumentou 68% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano 32 mulheres foram vítimas de feminicídio, enquanto que em 2019 houve 19 vítimas. Os dados são da Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

No entanto, estes são dados preliminares já que durante a investigação dos crimes pode haver mudanças na autoria e motivação, podendo ser classificados como homicídios dolosos. Inclusive, o número de homicídios dolosos contra mulheres entre 18 e 59 anos apresentou redução significativa de 46%.

Neste ano, 14 casos de homicídios dolosos foram registrados, enquanto que no ano passado este número chegou a 26 crimes. No total de mortes envolvendo vítimas femininas somando todas as motivações, 46 crimes foram registrados este ano, enquanto que 45 ocorreram no mesmo período do ano passado, ou seja: um crescimento de 2%.

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Já o número de homicídios dolosos tentados diminuiu 23%, sendo registrados 108 tentativas de homicídio contra 140 no mesmo período do ano passado.

Outros crimes

A maior parte dos outros crimes contra a mulher apresentou redução nos índices. O crime que mais apresentou registros foi o de ameaça (8.644 registros), que teve redução de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Já lesão corporal somou 4.506 denúncias, totalizando redução de 11% em relação a 2019.

Na sequência estão injúria (2.436 casos e redução de 17%), difamação (1.242 casos e redução de 29%), calúnia (750 casos e redução de 20%), perturbação de tranquilidade (417 casos e redução de 29%) e violação de domicílio (420 casos e redução de 7%).

Seguindo a mesma tendência, o número de estupros diminuiu 5%. No primeiro semestre de 2019 ocorreram 188 estupros, já neste ano foram 179. Já o estupro de vulnerável apresentou aumento de 30%, passando de 20 casos no ano passado para 26 ocorrências neste ano.

Denúncias

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Para registrar qualquer denúncia basta ligar para o 190, 197, 180 e 181. Vale lembrar que todas as denúncias são sigilosas.
Além disso, as denúncias também podem ser registradas presencialmente nas delegacias (PJC-MT) de Mato Grosso. Em Cuiabá, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher funciona na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul.

Já em Várzea Grande, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso funciona na Rua Almirante Barroso, 298, Centro Sul (próximo do Terminal André Maggi).

 

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Mulher

Os desafios da mulher no ambiente corporativo

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Apesar do dia 8 de março ser lembrado como o Dia Internacional da Mulher, há pouco para se comemorar. Por exemplo, mesmo no século 21 e diante da Economia 4.0, o machismo ainda é forte no ambiente corporativo, tornando o mundo dos negócios ainda um desafio para as mulheres que buscam seu lugar ao sol.

Muitas pesquisas mostram as dificuldades do sexo feminino em diferentes frentes do mercado de trabalho. Estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que as mulheres estão no topo da taxa de desemprego. Além disso, trabalham mais horas que os homens e somente 48% delas possuem trabalhos formais. Os homens são 72%.

Segundo o estudo realizado pelo Instituto Ethos, a quantidade de mulheres ocupando a presidência de alguma companhia ainda é baixo, somente 7%. Já a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aponta que apenas 11% das empresas com capital aberto inscritas possuem mulheres em cargos do conselho de administração. 

Esses dados são reflexo da realidade que muitas mulheres enfrentam. Mas para brilhar no ambiente corporativo, é preciso não desanimar. Foi o que fez a Danielle Cohen, Engenheira de Produção, desenvolvedora e Head de tecnologia e cofundadora da startup Pingui. 

Para ela, ainda é difícil algumas pessoas a encararem com profissionalismo como mulher e líder técnica. Danielle conta que, na maioria das vezes, quando vai em alguma reunião, sempre é vista como alguém que atua no setor comercial, comunicação ou no RH. “Tudo, menos da parte técnica”.

– Por exemplo, num hackathon que participei, sendo uma das 50 escolhidas, ouvi comentários do tipo: ‘mas, você? Sério mesmo?’. Não só fui escolhida, como também fui a ganhadora da competição – relembra.

Cohen disse que já passou por momentos, em reuniões de negócios, que quando estão falando de tecnologia, nem é olhada. Às vezes, nem ouvida. “Começo a ganhar mais notoriedade quando falo sobre programação, discuto uma parte mais técnica”. 

Para superar o machismo, Danielle conta que gosta sempre de se olhar como igual a todo mundo. Diz que não fica se rebaixando ou achando que os outros são melhores. Em caso de reuniões com pessoas mais velhas, ela tenta falar bastante da parte técnica e mostrar que conhece bem o assunto. “Assim vou ganhando autoridade”. 

Segundo a profissional, é importante que as mulheres se ajudem, por isso, Danielle tenta fazer a parte dela. Como organizadora do GBG (Google Business Group) junto de outras duas mulheres, ela comenta que tem conseguido levar a tecnologia e a inovação para o universo feminino. “Já houve casos de pessoas me agradecerem pela ajuda e dizer que foi essencial na carreira. Isso é muito gratificante”.  

– As mulheres não devem ter vergonha de mostrar o que sabem fazer, muito menos se diminuir. Em relação ao machismo, a melhor coisa é não levar em consideração frases preconceituosas ou olhares de inferioridade. Sempre mostrem que vocês sabem e conseguem fazer tudo tão bem quanto qualquer um. Aliás, hoje em dia, há muitas coisas que são exclusivas para mulheres. Então, podemos aproveitar essas oportunidades para melhorarmos cada vez mais – ressalta. 

Outra pessoa que enfrentou situações difíceis, mas que não se deixou desanimar foi a administradora Amanda Eloi. Para ela, uma das maiores dificuldades não foi realizar o trabalho em si, mas lidar com pessoas preconceituosas e arrogantes.

Atualmente, Amanda é coordenadora adjunta da comissão Especial de Empreendedorismo do Conselho Regional de Administração (CRA-RJ), consultora de Projetos da WAAH!, Fundadora e Coordenadora do Ciclo Empreendedor Universitário.

Para Eloi, o preconceito existente em alguns homens são fruto da falta de compreensão de que capacidade não depende de gênero e/ou classe social. Para a profissional, essa forma de pensar vem do fato da sociedade ainda ter uma visão limitada do quanto a mulher pode ser bem-sucedida no mundo dos negócios. “Isso impede que muitas alcancem determinados cargos dentro de suas empresas, por não terem a oportunidade de desenvolver determinadas habilidades”.

Ela conta que, apesar dos problemas, foi vencendo esses obstáculos a partir das experiências que adquiriu no trabalho. “Depois de ganhar autoconfiança, também busquei orientações de amigos e profissionais do mercado para lidar com determinadas situações”.

Para Amanda, a melhor maneira de lidar com o machismo foi acreditar no próprio potencial, continuar desenvolvendo projetos e ajudar pessoas a evoluir profissionalmente. “Dessa forma, fico focada no reflexo do meu trabalho, que envolve alavancar negócios e impactar mais vidas”. 

– Por isso, sempre digo para que as mulheres confiem no seu potencial, busquem mais conhecimento e estejam ao lado de pessoas brilhantes, que, além de acreditar em você, possam valorizá-las como Mulher e Ser Humano – conclui.

Joyce Nogueira
Assessora de Imprensa

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