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Indispensável na trama, o vilão conquista o público e não passa despercebido

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Senão pela identificação, o antagonista marca o público com uma onda de sentimentos de repúdio, mas nunca passa despercebido em uma história. Quando se assiste uma novela ou um filme, embora o costume seja torcer para o mocinho, é impossível não sentir o impacto do personagem vilanesco na trama.


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Divulgação

Mateus Solano interpreta o Vilão Félix Khoury na novela “Amor à Vida”, da Globo

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Não é de hoje que as histórias contam com a presença da contradição ao protagonismo exercida pelo vilão
. Longe disso. Desde os tempos mais antigos, as tramas desenvolvidas já traziam essa oposição ao bem personificada.

De acordo com o ator, diretor e professor universitário Luiz Lopreto, a vilania está presente desde os primórdios da arte: “Desde o início do teatro
, na Grécia, você tem a figura do protagonista ou do herói, e a figura do anti-herói. De certa maneira, o anti herói vai surgir desse processo evolutivo depois de muito tempo”, o professor dissertou.

“O antagonista é uma figura muito importante, porque ele é literalmente o contraponto para construção da trama, do conflito. E o teatro é baseado na construção desse conflito. Isso a gente vê lá no início, mas a gente vê também no contemporâneo”, Lopreto completou.


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Fabiana Stig

Professor e diretor Luiz Lopreto

Fernando Palacios, especialista em storytelling, concorda com a visão de Lopreto sobre o papel do antagonista na trama: “O antagonista é alguém que vai se opor aos desejos e objetivos do protagonista. É a personificação dos desafios, representa todo o grau de dificuldade que o protagonista vai encontrar. Então se o antagonista é muito bobinho, a trama tende a ficar bobinha, porque é ele que vai dar o teto dessa história”.

Imerso em características excêntricas que não passam despercebidas, o personagem adepto à vilania atrai o público e representa, na maioria das vezes, o destaque da trama em questão. “Muitas vezes o antagonista conquista o público porque tem uma visão alternativa que não necessariamente é excludente. O protagonista acaba sendo muito bonzinho e o antagonista acaba sendo mais humano, verdadeiro e até vulnerável, ou com mais falhas, o que é mais fácil da gente se identificar. Acaba sendo mais humano”, Fernando Palacios apontou.

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Construindo um vilão


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Reprodução/Facebook

Fernando Palacios, especialista em storytelling

Sobre a figura do antagonista, Fernando apontou: “A primeira característica do antagonista é que ele não necessariamente é vilanesco. Na prática, o personagem vilanesco de uma história pode ser o herói da outra. Ele não é necessariamente mau, porque o papel do antagonista é fazer uma força contrária, o contraponto ao protagonista, que é o herói da história”.

O especialista em Storytelling utilizou as obras de Shakespeare para contextualizar outra faceta do antagonismo: “Romeu e Julieta, que é uma história de Shakespeare. O antagonista é o Paris, que é o pretendente da Julieta. E ele é um cara muito legal, bem educado e cordial. Não há nada de errado com ele. Mas do ponto de vista do Romeu, ele é um concorrente. E como a história é vista pelo ponto de vista do Romeu, então o Paris é o antagonista”, Fernando dissertou.

Lopreto, que conta com diversas peças teatrais em seu portfólio, entre atuação e direção, enfatizou a importância da construção de personagem, tanto para os protagonistas quanto para os vilões: “É preciso analisar, a estrutura da personagem. A construção da personagem é o foco, na verdade, do desenvolvimento de como ela vai existir na trama. No caso do anti herói, é literalmente o contraponto. O espelho de uma ação”.

Sob o olhar de um vilão


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Reprodução/Globo

Félix Khoury, interpretado por Mateus Solano

O ator Mateus Solano
deu vida a um dos maiores vilões da televisão brasileira. Trata-se de Félix Khoury, que em 2013 conquistou todos os holofotes por causa de suas crueldades, na novela “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco.

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Um personagem verdadeiramente complexo, Félix percorreu a trama com inúmeros crimes, como jogar a própria sobrinha em uma caçamba de lixo e abandonar a irmã à beira da morte na rua, ou pagar o próprio motorista para causar um acidente e levar seu rival quase à morte. Apesar de tudo, Félix traça uma longa jornada até conhecer a bondade dentro de si, passando por conflitos internos e por reviravoltas em sua vida.

Questionado sobre a diferença de interpretar antagonistas, em comparação com outros papéis, o ator dissertou: “Durante muito tempo, essa diferença foi gigantesca. Hoje, essa diferença está se estreitando, porque cada vez mais estamos fazendo mais humanos. Mocinhos que erram, e que também cometem suas vilanias”.

Mateus ainda complementou: “Antigamente, o protagonista era inteiramente bonzinho e o antagonista era inteiramente mau. Nos últimos tempos, os personagens foram ganhando mais camadas, mais facetas”.


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Divulgação/Globo

Mateus Solano também dá vida ao Rubião, vilão de “Liberdade Liberdade”

Solano trouxe à tona sua relação com o personagem de “Amor à Vida”: “Não dá para justificar o Félix, mas dá para explicá-lo. Nenhuma das malévolas dele é passível de perdão”, apontou o ator. “Eu não tenho nenhuma conexão com o Félix. Não é isso o que aproxima o ator do personagem, mas sim o trabalho de entender um personagem e de se colocar na pele”, acrescentou.

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Anos depois de interpretar o Félix, Solano encarou outro  vilão
 da televisão, na novela “Liberdade Liberdade”, exibida em 2016. Na ocasião, o personagem interpretado por Solano se chamava Rubião. Sobre dar vida a esse outro antagonista, Mateus Solano declarou: “Foi um desafio, porque ele tinha poucos lados, era um verdadeiro antagonista. Foi um dos personagens que eu mais gostei. Consegui fazer um personagem com poucos gestos, mais contido. Aprendi muito”.

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Morre Jay Pickett no set do seu novo filme

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Jay Pickett
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Jay Pickett

Morreu Jay Pickett, 60, na sexta-feira (30) – a confirmação do falecimento só aconteceu hoje (1). Conhecido por seu trabalho em “General Hospital”, “Days of our lives” e “Busca Alucinante”, o ator estava filmando seu novo projeto “Treasure Valley” quando morreu repentinamente, antes de gravar uma cena. Ele deixa a mulher Elena Marie Bates e três filhos.

A equipe de filmagem divulgou hoje uma nota falando sobre o ocorrido:

“Muitos de vocês já ouviram falar sobre a tragédia que aconteceu há dois dias. Jay Pickett, o nosso principal homem, escritor, produtor e criador deste filme faleceu de repente enquanto estávamos no local a preparar-nos para filmar uma cena. Não há explicação oficial para a causa da sua morte mas parece ter sido um ataque cardíaco. Todos os presentes tentaram o máximo possível para mantê-lo vivo. Nossos corações estão partidos e nós choramos pela família dele que está tão devastada com essa tragédia chocante.

Como muitos de nós sabemos, o Jay era um homem incrível. Ele era gentil, doce e generoso. Foi um dos melhores atores com quem já trabalhei e foi uma honra colaborar com ele. Todos os que o conheceram, mesmo para o breve momento, puderam sentir o seu calor, o seu espírito maravilhoso. É difícil encontrar as palavras agora para dizer mais. Os seus amigos mais próximos disseram que ele estava muito feliz a fazer o Treasure Valley e a minha esperança é que ele realmente estivesse.

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Ele estava fazendo o que amava: atuar, montar a cavalo, fazer filmes. E ele foi magnífico.

– Travis Mills”


Fonte: IG GENTE

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Filha de Mário Monjardim conta que AVC deixou dublador quatro anos acamado

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Leyla Monjardim homenageia o pai dublador e fala sobre a morte
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Leyla Monjardim homenageia o pai dublador e fala sobre a morte

Leyla Monjardim, filha do dublador Mário Monjardim, que faleceu no último dia 30, aos 86 anos, em decorrência de um AVC sofrido há alguns anos , usou o Instagram para lamentar a morte do pai. Ela também contou que o AVC sofrido pelo pai, que dava voz ao personagem Salsicha do desenho ‘Scooby Doo’, o deixou quatro anos acamado.

“Meu Paizinho partiu, já está fazendo os anjos sorrirem, já está com os familiares e amigos em outro plano. Esta imagem ficará registrada para sempre, foi um dos momentos mais felizes da minha vida e o último encontro que tivemos antes dele sofrer o AVC que o deteve em uma cama por quase 4 anos e meio e o impedia de ser quem ele sempre foi”, conta Leyla, que em seguida descreveu as principais qualidades do pai famoso.

“Marido apaixonado, pai sempre presente, o amigo de todas as horas, o profissional exemplar, a voz das vozes! Enquanto conseguiu, continuou fazendo piada, nem que fosse com gestos ou colocando a língua para fora comprimindo os lábios e soprando, sabe como é? Como eu vou conseguir dormir sem ficar apreensiva de que você vai me chamar a qualquer momento pra pedir alguma coisa?”, diz.

Ela revelou ainda que o agravamento do quadro de saúde de Monjardim se deu por conta da preocupação dele com a saúde de sua mulher. “Ele era tão apaixonado por minha mãe, que desde que ela teve um AVC, no ano passado, ele começou a definhar. Cada vez que ela era hospitalizada, ele piorava, quando ela recebia alta, mesmo ainda estando no hospital, ele melhorava… Desta vez, ela foi hospitalizada no sábado passado e ele piorou drasticamente, falecendo enquanto dormia… Agradeço ao universo por ter tido a honra de cuidar dele, de ter sido mãe do meu pai, ser filha deste ser maravilhoso que me deixou a força dos sonhos, do amor e da alegria como legado! Um ser apaixonado, amoroso, honesto, de caráter irrefutável”, afirmou.


Fonte: IG GENTE

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