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Influência de fatores emocionais gerados pela pandemia sobre a comercialização pecuária

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Mais do que efeitos econômicos diretos, a pandemia tem gerado uma série de consequências emocionais para a população global

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Influência de fatores emocionais gerados pela pandemia sobre a comercialização pecuária

Além do pânico ligado ao medo de adoecer, também a depressão, ansiedade, insegurança, tensão, preocupação, o stress, o tédio pelo isolamento social, a raiva, a desesperança e medos diversificados. Enfim, uma gama de problemas – em menor ou maior nível – acomete pessoas de culturas e classes sociais distintas.

Estudos como os da área de neurociências – que avaliam a conexão entre emoções, pensamentos e sentimentos e os comportamentos adotados pelo ser humano, seja de forma voluntária ou involuntária – abrem espaço para reflexões sobre como os impactos emocionais trazidos por um cenário de pandemia podem ser percebidos na comercialização de um determinado produto.

Quando ponderamos que quem está à frente dos negócios também é um ser humano, uma pessoa que, como todas as outras, tem suas decisões em alguma medida influenciadas diretamente por emoções e sentimentos, temos que a força psicológica do momento de crise pandêmica pode mostrar-se tão relevante como outros quesitos técnicos para a definição de um determinado mercado.

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A conversa de membros do Cepea com pecuaristas de bovinos no período de intensificação da pandemia de covid-19 no Brasil aponta percepções bem distintas entre agentes que tomam decisões sobre a comercialização de animais para reposição e para abate.

Parte das respostas obtidas mostra que pecuaristas estiveram, de fato, sensíveis ao cenário sanitário global, o que resultou em certo recuo na compra e venda de animais. Nesses casos, também foram citados como agravantes do receio de compradores e vendedores os problemas operacionais, como a questão logística prejudicada e o cancelamento dos leilões presenciais.

Agentes com idade mais avançada, considerados como pertencentes ao grupo de risco, estiveram mais cautelosos e relativamente recuados para a realização de negócios, dentre outros fatores, pelo receio do contágio no momento de contato humano – durante o embarque dos animais nas fazendas ou em visita a outros agentes.

O medo de que houvesse diminuição da demanda por carne em função da queda na renda da população brasileira, por sua vez, levou certos pecuaristas a negociar seus animais de maneira mais ativa, promovendo aumentos pontuais da oferta e pressionando os valores de alguns lotes. O receio de que o fornecimento de insumos para produção animal fosse prejudicado também foi citado por pecuaristas. Nesse caso, alguns agentes relataram insegurança no planejamento de compra e venda.

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Opiniões individuais inversas também foram coletadas. Alguns agentes relataram não perceber impacto algum das questões emocionais negativas, direta ou indiretamente associadas à questão pandêmica, sobre a comercialização de animais.

Tem-se que o atual período de baixa oferta (decorrente do aumento do abate de fêmeas e da menor oferta de bezerros) e de demanda internacional por carne aquecida, sobretudo da China, não somente tem amenizado qualquer impacto emocional negativo, como também tem sido responsável por gerar certa euforia à ponta produtora vendedora, diante do aumento de preços registrado no segundo semestre de 2020.

Shirley Martins Menezes – Mestra e Pesquisadora do Cepea

Fonte: CEPEA

 

 

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Sem tratamento antifúngico adequado, pecuarista pode perder até um terço da silagem

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Especialista da Trouw Nutrition alerta para a ação dos micro organismos que afetam a qualidade nutricional da silagem, com impacto direto no desenvolvimento dos bovinos.

 

A alimentação representa entre 60% e 70% do custo de produção dos bovinos. Sendo assim, é preciso ter atenção especial a uma série de fatores, incluindo a proteção da silagem utilizada para compor a dieta. “Está aí um item importante da composição nutricional. A silagem tem qualidade nutricional e bom custo-benefício. Porém, é preciso cuidado com o seu manejo. Por exemplo: quando parte da silagem estocada perde qualidade, normalmente os produtores descartam esse percentual, que pode chegar a um terço da capacidade total. Ou seja, a cada três carretas de silagem, uma acaba não sendo utilizada. São investimentos jogados fora”, alerta Bruna Demétrio, gerente nacional de vendas da linha de Feed Additives da Trouw Nutrition.

A perda de qualidade da silagem deve-se à ação dos micro organismos que se alimentam da matriz nutricional dos grãos, na qual estão concentrados os nutrientes. “As perdas das silagens começam quando a parte superficial estocada passa a apresentar coloração escura. Isso é comum em praticamente todas as fazendas.  As condições de umidade, calor e pH tornam o ambiente adequado à proliferação do mofo, principalmente pela ação dos fungos dos gêneros Penicillium e Fusarium, que se adaptam a esse ambiente e são, na maioria das vezes, as principais causas das perdas”, explica Bruna.

A especialista da Trouw Nutrition informa que são mais de 80 espécies de fungos em silagens de milho e gramíneas, o que torna a aplicação de antifúngicos a solução preventiva fundamental contra a contaminação – inclusive porque esse problema também prejudica o desempenho dos animais, podendo levar a quadros graves de contaminação por toxinas.

“A utilização de antifúngicos é apenas parte da estratégia. Os cuidados começam desde o momento em que o pecuarista define a dimensão do silo. Em seguida, vem a escolha da lona para cobrir e proteger a área das condições climáticas. O antifúngico pode ser aplicado em todas as camadas durante a ensilagem e, principalmente, na camada superior do silo, na qual as perdas costumam ser maiores. O antifúngico precisa de contato com toda a superfície da silagem para agir de forma eficaz”, destaca Bruna Demétrio.

A Trouw Nutrition oferece Fylax® Forte HC, potente antifúngico, que atua não apenas no controle do mofo, mas também possui ação na vida útil das silagens de planta inteira e grão úmido. “Esta solução age diretamente no fungo, causando sua morte e impedindo sua proliferação, garantindo o eficiente processo de silagem”, destaca a gerente nacional de vendas da linha de Feed Additives da Trouw Nutrition.

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Empaer lança novo aplicativo em maio para facilitar contato de agricultores e técnicos

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O objetivo é levar tecnologia ao campo e tornar o contato com o técnico da Empaer mais fácil e rápido

Rosana Persona | Empaer | MT

Esse novo aplicativo estará interligado com o Sagae – Foto por: Divulgação | Empaer

Com objetivo de levar tecnologia ao campo e tornar o contato com técnicos da Empaer mais fácil e rápido, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) lançará uma plataforma digital para atender agricultores familiares. O aplicativo está sendo desenvolvido em parceria com a Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI) e te previsão de lançamento para a segunda quinzena do mês de maio. 

O técnico em Administração Sistêmica da Empaer, Eder Antônio da Silva, comenta que o aplicativo será inserido na plataforma de Governo MT Cidadão e vai atender o público rural e também urbano. A ferramenta vai facilitar a rotina dos agricultores e simplificar a vida no campo por meio de uma interação de fácil manuseio.

“O produtor vai interagir com uma equipe composta por técnicos, pesquisadores e profissionais de várias áreas aptos a prestarem informações e atendimento”, explica.

De acordo com Eder,  por meio do aplicativo o produtor poderá acessar as informações da sua propriedade e dúvidas sobre assuntos diversos, como crédito rural e administração da propriedade, obter informações técnicas sobre culturas e criações e solicitar visitas para atendimento in loco na propriedade rural. Além dos produtores, os moradores urbanos, feirantes, diretores de escolas, ou qualquer outra pessoa que tenha alguma dúvida relacionada ao trabalho rural também poderá entrar em contato para obter orientação. Tudo isso diretamente pelo celular.

O novo aplicativo estará interligado com o Sistema de Acompanhamento e Gerenciamento das Atividades da Empaer, o Sagae. A plataforma está sendo utilizada para coletar as informações dos serviços prestados ao público alvo, além de avaliar o ganho social dos produtores rurais e o trabalho executado pelos técnicos da Empaer.  O cadastramento dos produtores começou em 2019 e já foram cadastrados, pelo Sistema Sagae, mais de 50 mil agricultores familiares de 2.270 comunidades rurais em 123 municípios.

“O produtor  cadastrado no Sagae, quando solicitar um atendimento pelo aplicativo, o técnico da Empaer já contará com os dados relacionados à sua propriedade, produção, localização, área total e outros. Esses dados vão auxiliar a equipe a prestar um atendimento de qualidade de forma remota e caso o produtor solicite, de forma presencial. O agricultor contará com um  novo canal para troca de informações com a Empaer”, enfatiza Eder.

A nova ferramenta está sendo desenvolvida pelo setor de Tecnologia da Informação com a colaboração da equipe de Comunicação da Empaer, de técnicos da área de Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural), Pesquisa e Fomento, com recursos do Programa REED+For Early Movers (REM). A publicitária da Empaer, Lara Jordani, responsável pela parte visual e fluxo de informações do aplicativo, comenta que a ferramenta tem como objetivo atender o agricultor e a sociedade em geral de forma mais prática, célere e econômica.

Conforme Lara, além desse atendimento direto ao produtor e a sociedade em geral, o aplicativo também permitirá uma comunicação mais eficiente entre os próprios técnicos de diferentes localidades no Estado, considerando a especialidade de cada um e atendendo, assim, a uma demanda específica que já existia dentro da empresa.

 

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