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Mulher

Jornalista que comia seis pães por dia consegue perder peso e elimina 40 kg

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Durante a infância e a adolescência, a jornalista Elane Schoenfeld, de 44 anos, comia corretamente e fazia refeições saudáveis
. Seus pais sempre a incentivaram a consumir carnes, legumes, verduras e frutas. Na época, ela raramente consumia lanches, biscoitos, refrigerantes e produtos industrializados e, por conta disso, perder peso não era uma de suas preocupações.


A jornalista Elane Schoenfeld chegou aos 106 kg e, em pouco mais de um ano, conseguiu perder peso e alcançar os 66 kg
Arquivo pessoal

A jornalista Elane Schoenfeld chegou aos 106 kg e, em pouco mais de um ano, conseguiu perder peso e alcançar os 66 kg

Ao chegar à fase adulta, no entanto, sua alimentação sofreu mudanças, principalmente após o casamento. A hora de perder peso
se aproximava. “Por incrível que pareça, não engordei por comer doces e massas. O que me fez engordar foi o pão. Algo que eu comia desenfreadamente. Me considerava até uma especialista em pães. Tinha dia que eu chegava a comer seis”, conta.

Por conta da conexão com o alimento, Elane achava que jamais conseguiria abandoná-lo e excluí-lo do seu dia a dia. Entretanto, em janeiro de 2018, teve um alerta de que precisava mudar esse pensamento. Isso porque ela já estava com 106 kg, peso que não foi alcançado nem durante suas duas gestações.

Quem a ajudou a ver a realidade e a necessidade de eliminar uma certa quantidade de quilos foi seu filho caçula. “Uma criança de sete anos ficava me chamando atenção de como eu estava sem disposição e sem fôlego. Ele me jogava na cara mesmo e toda hora me perguntava quando eu iria emagrecer”, detalha.

Desde 2016, Elane já estava atrás disso, mas todas as tentativas não tiveram sucesso. “Cheguei a ir em uma nutricionista, assim como outras vezes, mas nunca seguia aquela rotina que os especialistas passavam, pois achava chato comer de três em três horas. Muitas vezes, me perguntava por que tinha que comer em determinado horário se não estava com fome. Então, mais uma vez, deixei a dieta de lado”, expõe.

Nesse período, ela já sabia que precisava emagrecer
de forma saudável e prazerosa. Apesar de estar em uma rotina de exercícios físicos, a jornalista não via resultados por conta da alimentação, que ainda não estava adequada. “Não fechava a boca. Não comia corretamente. E nunca quis tomar remédio, pois sei que o emagrecimento é temporário e depois volta tudo em dobro”, afirma.

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Em janeiro de 2017, Elane precisou passar por uma cirurgia e a médica responsável a proibiu de fazer atividade física por seis meses. “Aí foi o terror. Sem treinar, meu peso foi lá em cima. Foi quando cheguei aos 106 kg”, relata. E assim se manteve durante um ano, época em que decidiu que era hora de mudar.

Mudanças que a fizeram perder peso


Com as mudanças em sua rotina, a jornalista Elane conseguiu perder peso e, diante disso, ter um vida mais saudável
Reprodução/Instagram/myestilodevidalowcarb

Com as mudanças em sua rotina, a jornalista Elane conseguiu perder peso e, diante disso, ter um vida mais saudável

No começo de 2018, uma conhecida lhe falou sobre a  dieta low carb
– que reduz o consumo de carboidrato, como é o caso do pão – e disse que havia uma turma de amigas no WhatsApp que também a praticavam. “Entrei no grupo e aprendei o que era, o que comer e o que não e, principalmente, que não tinha a obrigação de comer a cada três horas. Isso era bom demais”, esclarece.

Além das informações adquiridas por lá, Elane também passou a acompanhar um canal de um médico no Youtube e, assim, foi aprendendo cada vez mais sobre o assunto. “Fui fazendo minha alimentação e seguindo o que eu aprendia. Não passei fome, pois tem tanta coisa gostosa para comer. Além disso, também faço o jejum intermitente
”, relata.

A meta inicial era chegar aos 70 kg. Em pouco mais de um ano, conseguiu emagrecer 40 kg. Atualmente, ela está com 66 kg. “Fiz exames há pouco tempo. Fazia anos que nada entrava na normalidade. Colesterol, glicemia e triglicérides estavam sempre altos. Agora, já estão normalizados. A low carb
me devolveu uma vida saudável”, diz.

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A jornalista também continua forte sua rotina de atividades físicas, de segunda a sábado, alternando entre cardio, musculação e corrida. “Faço tudo isso acompanhado por um profissional que monta todo meu treino mês a mês. Hoje, os resultados da academia estão aparecendo, inclusive com o ganho de massa magra”, conta.

Em sua rotina, deixou de consumir itens industrializados, açúcar, frutas ricas em frutose, refrigerantes e farinhas brancas. No começo, fazia pão com farinha de amêndoas, mas já o deixou de lado. Ela relata que, se consome esses alimentos, seu organismo os rejeita e, como consequência, fica com forte dor de cabeça, diarreia e vômito. Por conta disso, prefere mantê-los longe.

Emagrecimento trouxe resultados positivos na vida pessoal e profissional


Após perder peso e eliminar 40 kg, Elane conta que está inspirando outras pessoas que também precisam emagrecer
Reprodução/Instagram/myestilodevidalowcarb

Após perder peso e eliminar 40 kg, Elane conta que está inspirando outras pessoas que também precisam emagrecer

Elane explica que todas essas mudanças foram positivas e a transformaram em outra pessoa em todos os sentidos. “Ganhei qualidade de vida e tenho fôlego para correr todos os dias. Enfim, nasci novamente. Rejuvenesci totalmente. Em junho [de 2019], farei 45 anos e me sinto como se tivesse 30. Fisicamente e esteticamente”, garante.

Depois de cumprir sua primeira meta, o objetivo, agora, é alcançar os 62 kg na balança. “Ainda quero emagrecer uns 4 kg para ficar um pouco mais leve para as corridas que tenho que fazer este ano, pois, desde o ano passado, faço provas de rua e quero fechar o ano correndo a São Silvestre. É um sonho que tenho desde criança”, fundamenta.

A jornalista ainda criou um Instagram para compartilhar detalhes da sua rotina – e inspirar outras pessoas com a sua história. “Sei que tenho influenciado muita gente a mudar de vida e isso me deixa muito feliz. Cada um que chega e me chama por mensagem privada falando que mudou ao  me ver como inspiração
é mais uma vitória para mim”, ressalta.

Por fim, Elane conta que low carb deixou de ser apenas uma dieta e se tornou um estilo de vida – fator que a ajudou a perder peso
. “Me apaixonei tanto por comer corretamente e se alimentar de forma saudável que, depois de 24 anos trabalhando como jornalista, prestei vestibular e vou começar a cursar Nutrição”, comemora.

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Mato Grosso

Feminicídios aumentam 68% nos primeiros seis meses de 2020 em MT

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Foram registrados 32 casos do crime até junho; somado aos homicídios dolosos foram 46 mortes envolvendo mulheres

Julia Oviedo | Sesp-MT – Combate à violência contra a mulher – Foto por: Sesp-MT

Combate à violência contra a mulher

O número de feminicídios ocorridos nos seis primeiros meses de 2020 em Mato Grosso aumentou 68% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano 32 mulheres foram vítimas de feminicídio, enquanto que em 2019 houve 19 vítimas. Os dados são da Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

No entanto, estes são dados preliminares já que durante a investigação dos crimes pode haver mudanças na autoria e motivação, podendo ser classificados como homicídios dolosos. Inclusive, o número de homicídios dolosos contra mulheres entre 18 e 59 anos apresentou redução significativa de 46%.

Neste ano, 14 casos de homicídios dolosos foram registrados, enquanto que no ano passado este número chegou a 26 crimes. No total de mortes envolvendo vítimas femininas somando todas as motivações, 46 crimes foram registrados este ano, enquanto que 45 ocorreram no mesmo período do ano passado, ou seja: um crescimento de 2%.

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Já o número de homicídios dolosos tentados diminuiu 23%, sendo registrados 108 tentativas de homicídio contra 140 no mesmo período do ano passado.

Outros crimes

A maior parte dos outros crimes contra a mulher apresentou redução nos índices. O crime que mais apresentou registros foi o de ameaça (8.644 registros), que teve redução de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Já lesão corporal somou 4.506 denúncias, totalizando redução de 11% em relação a 2019.

Na sequência estão injúria (2.436 casos e redução de 17%), difamação (1.242 casos e redução de 29%), calúnia (750 casos e redução de 20%), perturbação de tranquilidade (417 casos e redução de 29%) e violação de domicílio (420 casos e redução de 7%).

Seguindo a mesma tendência, o número de estupros diminuiu 5%. No primeiro semestre de 2019 ocorreram 188 estupros, já neste ano foram 179. Já o estupro de vulnerável apresentou aumento de 30%, passando de 20 casos no ano passado para 26 ocorrências neste ano.

Denúncias

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Para registrar qualquer denúncia basta ligar para o 190, 197, 180 e 181. Vale lembrar que todas as denúncias são sigilosas.
Além disso, as denúncias também podem ser registradas presencialmente nas delegacias (PJC-MT) de Mato Grosso. Em Cuiabá, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher funciona na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul.

Já em Várzea Grande, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso funciona na Rua Almirante Barroso, 298, Centro Sul (próximo do Terminal André Maggi).

 

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Mulher

Os desafios da mulher no ambiente corporativo

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Apesar do dia 8 de março ser lembrado como o Dia Internacional da Mulher, há pouco para se comemorar. Por exemplo, mesmo no século 21 e diante da Economia 4.0, o machismo ainda é forte no ambiente corporativo, tornando o mundo dos negócios ainda um desafio para as mulheres que buscam seu lugar ao sol.

Muitas pesquisas mostram as dificuldades do sexo feminino em diferentes frentes do mercado de trabalho. Estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que as mulheres estão no topo da taxa de desemprego. Além disso, trabalham mais horas que os homens e somente 48% delas possuem trabalhos formais. Os homens são 72%.

Segundo o estudo realizado pelo Instituto Ethos, a quantidade de mulheres ocupando a presidência de alguma companhia ainda é baixo, somente 7%. Já a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aponta que apenas 11% das empresas com capital aberto inscritas possuem mulheres em cargos do conselho de administração. 

Esses dados são reflexo da realidade que muitas mulheres enfrentam. Mas para brilhar no ambiente corporativo, é preciso não desanimar. Foi o que fez a Danielle Cohen, Engenheira de Produção, desenvolvedora e Head de tecnologia e cofundadora da startup Pingui. 

Para ela, ainda é difícil algumas pessoas a encararem com profissionalismo como mulher e líder técnica. Danielle conta que, na maioria das vezes, quando vai em alguma reunião, sempre é vista como alguém que atua no setor comercial, comunicação ou no RH. “Tudo, menos da parte técnica”.

– Por exemplo, num hackathon que participei, sendo uma das 50 escolhidas, ouvi comentários do tipo: ‘mas, você? Sério mesmo?’. Não só fui escolhida, como também fui a ganhadora da competição – relembra.

Cohen disse que já passou por momentos, em reuniões de negócios, que quando estão falando de tecnologia, nem é olhada. Às vezes, nem ouvida. “Começo a ganhar mais notoriedade quando falo sobre programação, discuto uma parte mais técnica”. 

Para superar o machismo, Danielle conta que gosta sempre de se olhar como igual a todo mundo. Diz que não fica se rebaixando ou achando que os outros são melhores. Em caso de reuniões com pessoas mais velhas, ela tenta falar bastante da parte técnica e mostrar que conhece bem o assunto. “Assim vou ganhando autoridade”. 

Segundo a profissional, é importante que as mulheres se ajudem, por isso, Danielle tenta fazer a parte dela. Como organizadora do GBG (Google Business Group) junto de outras duas mulheres, ela comenta que tem conseguido levar a tecnologia e a inovação para o universo feminino. “Já houve casos de pessoas me agradecerem pela ajuda e dizer que foi essencial na carreira. Isso é muito gratificante”.  

– As mulheres não devem ter vergonha de mostrar o que sabem fazer, muito menos se diminuir. Em relação ao machismo, a melhor coisa é não levar em consideração frases preconceituosas ou olhares de inferioridade. Sempre mostrem que vocês sabem e conseguem fazer tudo tão bem quanto qualquer um. Aliás, hoje em dia, há muitas coisas que são exclusivas para mulheres. Então, podemos aproveitar essas oportunidades para melhorarmos cada vez mais – ressalta. 

Outra pessoa que enfrentou situações difíceis, mas que não se deixou desanimar foi a administradora Amanda Eloi. Para ela, uma das maiores dificuldades não foi realizar o trabalho em si, mas lidar com pessoas preconceituosas e arrogantes.

Atualmente, Amanda é coordenadora adjunta da comissão Especial de Empreendedorismo do Conselho Regional de Administração (CRA-RJ), consultora de Projetos da WAAH!, Fundadora e Coordenadora do Ciclo Empreendedor Universitário.

Para Eloi, o preconceito existente em alguns homens são fruto da falta de compreensão de que capacidade não depende de gênero e/ou classe social. Para a profissional, essa forma de pensar vem do fato da sociedade ainda ter uma visão limitada do quanto a mulher pode ser bem-sucedida no mundo dos negócios. “Isso impede que muitas alcancem determinados cargos dentro de suas empresas, por não terem a oportunidade de desenvolver determinadas habilidades”.

Ela conta que, apesar dos problemas, foi vencendo esses obstáculos a partir das experiências que adquiriu no trabalho. “Depois de ganhar autoconfiança, também busquei orientações de amigos e profissionais do mercado para lidar com determinadas situações”.

Para Amanda, a melhor maneira de lidar com o machismo foi acreditar no próprio potencial, continuar desenvolvendo projetos e ajudar pessoas a evoluir profissionalmente. “Dessa forma, fico focada no reflexo do meu trabalho, que envolve alavancar negócios e impactar mais vidas”. 

– Por isso, sempre digo para que as mulheres confiem no seu potencial, busquem mais conhecimento e estejam ao lado de pessoas brilhantes, que, além de acreditar em você, possam valorizá-las como Mulher e Ser Humano – conclui.

Joyce Nogueira
Assessora de Imprensa

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