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Política Nacional

Lava Jato se defende e cobra ação de Dodge após semana de ataques e derrotas

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Integrantes do Ministério Público Federal realizaram ato para defender trabalhos da Operação Lava Jato
Reprodução/Roberson Pozzobon/MPF-PR

Integrantes do Ministério Público Federal realizaram ato para defender trabalhos da Operação Lava Jato

Procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato e integrantes de órgãos representativos do Ministério Público Federal (MPF) realizaram na tarde deste sábado (6) um ato de desagravo para defender o trabalho realizado no âmbito da operação e para rebater ataques sofridos ao longo dessa semana.

Prestes a completar cinco anos, o que ocorrerá nesse domingo (17), a Lava Jato
se viu enfraquecida nos últimos dias. Na quinta-feira (15), a maioria dos ministros do  Supremo Tribunal Federal (STF) contrariou os interesses do MPF
e decidiu que não é apenas da Justiça Federal a competência para julgar crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. O Supremo definiu que esses crimes comuns podem ser analisados pela Justiça Eleitoral, desde que estejam relacionados ao crime de caixa dois.

O coordenador da força-tarefa de Curitiba, procurador Deltan Dallagnol
, lamentou a decisão e cobrou apoio público
para tentar frear o movimento de enfraquecimento do respaldo jurídico às investigações.

“O que essa pressão fez foi nos unir ainda mais à sociedade brasileira, que é nossa grande financiadora. A Lava Jato jamais existiria sem o apoio da sociedade. Os efeitos dessa decisão do STF escapa ao nosso controle. Nós continuaremos a fazer nosso melhor e agora cabe à sociedade brasileira, por meio de seus posicionamentos, do Congresso e do governo federal, decidir que país quer para si”, disse Dallagnol.

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Os procuradores também se uniram para repudiar declarações do ministro Gilmar Mendes
contra Dallagnol durante o julgamento realizado no Supremo. Na ocasião, o magistrado criticou duramente o acordo anunciado entre a força-tarefa e a Petrobras para criar uma fundação com fundo bilionário abastecido pela estatal.

“Isso é método de gângster”, disse Gilmar. O que se pensou com essa fundação do Deltan Dallagnol foi criar um fundo eleitoral. Veja a ousadia desse tipo de gente desqualificada. Quem
encoraja esse tipo de coisa é um covarde. Quem é capaz de encorajar esse tipo de gente, gentalha, despreparada… não tem condições de integrar um órgão como o Ministério Público. São uns cretinos. Esses falsos heróis estão nos cemitérios agora. hoje. Descobre-se exatamente que eles integram máfias, organizações criminosas. Está se vendo que o combate à corrupção é lucrativo”, declarou o ministro.

Várias entidades representativas de servidores do Ministério Público divulgaram notas em repúdio a Gilmar e em defesa a Deltan, que disse que estudará processar pessoalmente o ministro. “O que nos preocupa agora não é ser xingado pelo ministro Gilmar Mendes, mas sim os impactos da decisão do STF nos processos da Lava Jato”, minimizou o procurador.

Lava Jato cobra Raquel Dodge


Procuradora-geral da República, Raquel Dodge foi cobrada pela força-tarefa da Lava Jato
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 14.12.17

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge foi cobrada pela força-tarefa da Lava Jato

Rodrigo Tenório, diretor da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR),  cobrou também que a procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge
, apresente embargos contra a decisão do STF sobre a competência da Justiça Eleitoral. “Cabe somente a ela”, disse Tenório.

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Essa não foi a única vez que Dodge foi chamada à atenção durante o ato de desagravo desta tarde. Os procuradores reclamaram da ação movida pela chefe da PGR
que resultou em decisão do ministro  Alexandre de Moraes que anulou o acordo que criava a fundação
para gerir recursos da Petrobras.

Segundo o presidente da ANPR, procurador José Robalinho Cavalcanti, o órgão tentará interferir para reverter essa decisão, sob o argumento de que a discussão foi “atravessada” para o Supremo sendo que ainda estava sendo debatida na primeira instância, na 13ª Vara Federal de Curitiba. Cavalcanti disse ainda que a ação de Dodge não se deu pelo instrumento jurídico adequado. “Foi feito de maneira equivocada”, afirmou.

Dallagnol, por sua vez, voltou a defender o acordo que previa a criação de uma fundação de interesse social com recursos de R$ 2,5 bilhões. 

“Sem o acordo, os recursos voltam para os Estados Unidos. Em média, apenas 3% dos recursos
voltam ao país de origem em acordos assim. A Lava Jato
conseguiu autorização para que 80% dos valores da indenização ficassem no Brasil. As autoridades americanas exigem que o dinheiro seja pago pela empresa a outros órgãos públicos a título de um acordo com os órgãos oficiais brasileiros. Com a suspensão do acordo, existe o risco de que esse dinheiro volte aos
Estados Unidos. Nós empreenderemos todos os esforços possíveis para garantir que esse dinheiro permaneça no Brasil”, declarou.

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Mato Grosso

Eleitor de Mato Grosso terá que escolher 01 entre 11 candidatos a senador; veja lista completa

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Candidatos tenente-coronel Rúbia Fernanda (Patriota); deputado José Medeiros (Podemos); ex-deputado Nilson Leitão; e o advogado Euclides Ribeiro

A eleição suplementar ao Senado em Mato Grosso, que irá ocorrer no dia 15 de novembro, terá onze candidatos.

As siglas tiveram até às 23h59 de quarta-feira (16) para registrar as atas das convenções partidárias que oficializaram as candidaturas, conforme a legislação eleitoral.

Postulam como cabeça de chapa a tenente-coronel Rubia Fernanda (Patriota), José Medeiros (Podemos), Euclides Ribeiro (Avante), Nilson Leitão (PSDB), Reinaldo Morais (PSC), Valdir Barranco (PT), Elizeu Nascimento (DC), Procurador Mauro (Psol), Feliciano Azuaga (Novo), Carlos Fávaro (PSB) e Pedro Taques (SD).

Veja detalhes das composições:

Candidatos Elizeu Nascimento (DC), o empresário Reinaldo Morais (PSC), deputado Valdir Barranco (PT) e o procurador Mauro (Psol)

Única mulher a concorrer a vaga, a tenente-coronel Rubia Fernanda, também é a única a ter o apoio público do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Sua chapa é composta pelo ex-deputado federal Victório Galli (Patriota), como o primeiro suplente e o tenente-coronel da Polícia Militar, Luciano Esteves Corrêia (Patriota), na segunda suplência.

“Esta vaga é de uma mulher e ninguém está mais preparada para o cargo que a coronel Fernanda”, afirmou o presidente durante lançamento da candidatura da coronel.

Um dos apoiadores de Bolsonaro que também vislumbram a vaga é o deputado federal, José Medeiros, que também registrou sua candidatura.

“Tenho orgulho de ser vice-líder do governo Bolsonaro e de ter lutado para que o Brasil virasse a página do período do PT no poder”, disse ele durante lançamento de sua candidatura.

Candidatos Carlos Fávaro (PSD), Feliciano Azuaga (Novo) e Pedro Taques (SD).

Com chapa pura, ocupa a primeira suplência o vice-prefeito de Cuiabá, Niuan Ribeiro e na segunda suplência a coronel da reserva da Polícia Militar, Zózima Dias dos Santos.

Um dos fatos novos deste pleito é o advogado Euclides Ribeiro. O pré-candidato afirma que irá atuar como defensor de empreendedores e trabalhadores no Senado Federal.

“A defesa incansável do trabalho e da produção, do direito de construir o próprio futuro com a força e o suor de seu próprio trabalho. O direito de produzir e gerar riqueza e crescimento, para si mesmo, para as nossas famílias, para o nosso estado e para o nosso país”, disse Euclides.

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Como primeiro suplente está o ex-prefeito de Dom Aquino, Josair Lopes (PSB) e ainda não há definição sobre a segunda suplência. Conforme a nova legislação eleitoral, as siglas têm até o dia 26 de setembro para homologar a composição das chapas.

O ex-deputado federal Nilson Leitão também oficializou sua candidatura em uma convenção realizada em Sinop (a 420km de Cuiabá). Na primeira suplência, o tucano contará com o ex-governador Júlio Campos (DEM), enquanto a segunda vaga ficará com o ex-vereador de Rondonópolis, José Márcio Guedes (PL).

Caso eleito, Leitão afirmou que “buscará unir o Estado e atender a população de norte a sul”.

“O nosso time quer representar a esperança, expectativa, mas acima de tudo aquilo que pode ser viável para o desenvolvimento de Mato Grosso e para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

O empresário Reinaldo Morais também se lançou na disputa com o pecuarista Gilberto Cattani (PRTB) como primeiro suplente e Nelis Farias, de Rondonópolis, como segundo suplente.

“Nós queremos fazer um embate real contra a corrupção, criar políticas públicas para geração de emprego e renda”, afirmou.

O deputado estadual Valdir Barranco também irá concorrer a uma vaga ao Senado. Com ele está a ex-reitora Maria Lucia Cavalli Neder (PCdoB) como primeira suplente e a ex-vereadora, professora universitária aposentada Enelinda Scala (PT).

Segundo Barranco, ele é o único representante da esquerda em num cenário com muitos nomes ligados à direita. Ele prometeu lutar por reforma tributária “para que os ricos paguem mais que os pobres”

“Não dá pra gente conceber a tributação sobre eles [agricultores] que os isenta através da Lei Kandir, principalmente os maiores. Nós queremos trabalhar para criarmos aqui oportunidades para os pequenos, para a agricultura familiar”, afirmou o petista.

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O também deputado estadual Elizeu Nascimento terá o professor universitário Naime Márcio Martins Moraes (PSL), pai do deputado estadual Ulysses Moraes (PSL), na primeira suplência, e tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Paulo Selvae (PSL).

Elizeu garante que será um representante das minorias e que é uma alternativa aos eleitores que não querem mais “eleger candidatos milionários”.

”A população mato-grossense está cansada de votar nos mesmos políticos e não ver seus votos transformados em melhorias para suas vidas”, disse.

Pelo Psol irá concorrer o procurador da Fazenda Nacional Mauro César Lara de Barros, o Procurador Mauro. Com chapa pura, ele terá como primeira suplente Gonçalina Pereira de Souza Melo, a Gonça de Melo, e como segundo suplente o enfermeiro Vanderley Guia.

Mauro afirmou que a população vive um momento de “precarização de direitos” e citou algumas mudanças feitas pelo presidente Jair Bolsonaro.

“A minha prioridade será representar os interesses do povo. Vivemos um tempo de precarização de direitos, com reforma trabalhista, reforma previdenciária, reforma administrativa”, disse.

O economista Feliciano Azuaga também é um dos postulantes ao Senado. Em sua chapa está como primeiro suplente Sérgio Antunes e, como segunda suplente, Vanessa Tomizawa.

O senador interino Carlos Fávaro (PSD) também entrará na disputa. A chapa terá como primeira suplente a empresária, Margareth Buzzeti (PP) e como segundo o ex-deputado José Lacerda (MDB).

Por fim, também disputa o ex-governador Pedro Taques, derrotado nas urnas em 2018. Ele ainda não definiu quem serão os nomes às suplências.

Fonte: Mídia News

 

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Mato Grosso

Bolsonaro visita MT nesta sexta-feira

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Presidente irá até Sinop e Sorriso

Muvuca Popular

Opresidente Jair Bolsonaro (sem partido) vem a Mato Grosso, nesta sexta-feira (18), juntamente com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, e da ministra da Agricultura, Pecuária e Abasteciento, Tereza Cristina, para participar da inauguração da usina de etanol de milho instalada em Sinop (480 km de Cuiabá).

Bolsonaro também deve passar por Sorriso (a 397 km da Capital), onde irá participar da assinatura de uma ordem de serviço para recapeamento de uma pista do aeroporto do Município, entrega de título de propriedades rurais a pequenos agricultores de Nova Ubiratã (a 300 km de Cuiabá) e lançamento do plantio da safra 2020/2021.

A visita do presidente deve ser acompanhada pelo governador Mauro Mendes (DEM), pela candidata ao Senado, tenente-coronel Rúbia Fernanda (Patriota) e outras autoridades.

Fonte: Muvuca Popular

 

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