conecte-se conosco


Política Nacional

Líder do governo diz que articulação por reforma da Previdência se intensificou no Carnaval

Publicados

em

Najara Araújo/Câmara dos Deputados
Líder do governo no Congresso, dep. Joice Hasselmann (PSL-SP), concede entrevista
Joice Hasselmann: o relator da PEC deverá ser alinhado com a pauta econômica e resistir às pressões de segmentos afetados

A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), disse que a base governista se reuniu no Carnaval para definir os relatores da reforma da Previdência (PEC 6/19) e a instalação das comissões temáticas.

Há cinco deputados na disputa pela relatoria da proposta na comissão especial e quatro para defender a admissibilidade da PEC perante a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Os diálogos se intensificaram após críticas sobre a articulação política da gestão Bolsonaro. Na semana passada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, chegou a declarar que os governistas não teriam número sequer para aprovar a admissibilidade da PEC na CCJ. Para Joice Hasselman, no entanto, tudo não passou de um “bate-cabeça” comum em início de governo.

“Na semana que vem, faremos uma nova rodada de conversas com os coordenadores das bancadas temáticas e com os líderes dos partidos – e boas novas virão. Teremos um momento mais auspicioso nas relações entre o Congresso e o Palácio do Planalto. Às vezes, a gente tem um bate-cabeça no início da relação, e isso é normal”, disse a deputada.

Veja Também:  Lula pede autorização à Justiça para comparecer ao velório do neto

Calendário
Hasselman não soube precisar quando será instalada a Comissão de Constituição e Justiça, primeira etapa a ser vencida na tramitação da PEC. Ela disse que o calendário de votação em Plenário pode variar em duas semanas, mas não vai comprometer a pretensão de votar a proposta na Câmara no primeiro semestre.

“O importante é a gente costurar para que o texto chegue no Plenário com uma base consolidada. Se vai ser em maio ou em junho, não faz diferença, o importante é a gente aprovar o texto”, disse a líder.

Bolsonaro
A líder governista afirmou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, deve se envolver na defesa da reforma da Previdência após definida a articulação política. Segundo Hasselman, o presidente terá o papel de defender as mudanças nas redes sociais: é o “garoto-propaganda ideal da nova Previdência”.

“As lives [transmissões ao vivo nas redes sociais] devem começar a serem retomadas semanalmente, [Bolsonaro] vai voltar a ter esse olho no olho com o eleitor, afinal ele tem um canhão nas mãos quando o assunto é rede social, então o presidente certamente vai ter um peso importante na aprovação da nova Previdência”, declarou.

Veja Também:  Mourão nega antagonismo com Bolsonaro: ‘Eu sou complementar ao presidente’

Relatores
Joice Hasselman informou que o relator escolhido para a PEC da Reforma da Previdência deve ter os seguintes requisitos: alinhamento com a pauta econômica do governo, como o presidente da Casa, Rodrigo Maia; e “musculatura” para resistir às pressões de segmentos afetados.

Ela negou que haja disposição do governo em flexibilizar o texto enviado pelo Poder Executivo. “Não vamos desviar o foco da economia de R$ 1 trilhão. As mudanças serão feitas fazendo conta, com a calculadora na mão. Não dá para flexibilizar muitos pontos ou não teremos a nova Previdência, mas o ‘Frankenstein’ da Previdência”, afirmou.

Comentários Facebook
Propaganda

Política Nacional

Ministro usará viagem ao Japão para estreitar laços entre dois países

Publicados

em


O ministro da Cidadania, João Roma, aproveitará sua presença em Tóquio para estreitar diálogos entre os governos brasileiro e japonês. Roma viajou à capital japonesa para representar o governo brasileiro na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, ocorrida na manhã de hoje (23), no horário de Brasília, noite de ontem (22) no fuso japonês. Antes mesmo da solenidade, Roma se encontrou com o ministro da Educação do Japão.

“Temos uma programação intensa aqui no Japão, tanto no quesito esportivo quanto no institucional. Ontem mesmo estivemos com o ministro da Educação do Japão buscando fortalecer laços entre os dois países, que têm mais de 100 anos de tradição de interlocução diplomática”, disse Roma em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

O ministro disse que quer utilizar a Olimpíada para fortalecer os laços entre Brasil e Japão para que “possamos contribuir no desenvolvimento um do outro”. Além de encontros com o governo local, Roma também terá compromissos com grupos de investidores japoneses.

Veja Também:  Em debate na CAS, menina ativista apela a ministro por remédio para doença rara

A pasta da Cidadania, além de cuidar de políticas de assistência social, também é responsável pelos programas de incentivo ao esporte. No grupo de 302 esportistas da delegação brasileira que está no Japão, 242 (80%) recebem o Bolsa Atleta. “O Bolsa Atleta atingiu número recorde, com mais de 7 mil beneficiados”, disse, destacando o desempenho dos atletas olímpicos. “O Brasil tem, cada vez mais, ocupado protagonismo maior nessa importante etapa de expressão do esporte mundial”.

Edição: Fábio Massalli

Comentários Facebook
Continue lendo

Política Nacional

Ministro da Economia volta a defender reforma tributária ampla

Publicados

em


O ministro da Economia Paulo Guedes voltou a defender uma reforma tributária ampla. Durante debate sobre a reforma do Imposto de Renda (IR), realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ministro disse que a proposta atualmente em discussão no Congresso Nacional é o “primeiro capítulo”. Guedes ressaltou que, embora a versão inicial apresentada pelo governo para a reforma tenha sido “mais conservadora”, o momento agora é de arriscar para o “outro lado”.

Segundo o ministro, a proposta inicial do governo sempre foi de uma reforma ampla que mexesse, inclusive, com os encargos trabalhistas, mas o debate “foi interditado”. O ministro disse ainda que a reforma tributária terá como vetores tributar lucros e dividendos e reduzir a tributação sobre as empresas, que ele classificou como “máquinas de investimentos e de geração de emprego e renda”.

“Quem vamos tributar e onde vamos tributar para poder desonerar a Previdência?” questionou Guedes. “Então, uma reforma tem que ser feita aos poucos até para as pessoas refletirem. Então vamos fazer primeiro uma reforma para imposto de valor adicionado, vamos acabar com 100 regimes [de tributação] diferentes, com o IVA [Imposto de Valor Agregado]. Está no Congresso, é a CBS [Contribuição sobre Bens e Serviços]”, acrescentou.

O ministro disse ainda que as reformas caminham em um ritmo “satisfatório” e que o parlamento tem um viés reformista e que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), também “está comprometido com a implementação das reformas”.

Veja Também:  Em debate na CAS, menina ativista apela a ministro por remédio para doença rara

Na semana passada, o relator da proposta, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), apresentou um relatório preliminar. A aprovação do texto deverá gerar uma perda líquida de arrecadação de cerca de R$ 27 bilhões em 2022 e de R$ 30 bilhões em 2023.

O relatório também manteve a previsão de tributação dos dividendos a 20% na fonte. Por outro lado, reduziu de 15% para 2,5% a alíquota base do Imposto de Renda da Pessoas Jurídicas (IRPJ), a partir de 2023.

“O segundo capítulo é sobre a renda. Vamos fazer a reforma de todos os tempos? Não, uma longa caminhada começa com um passo. Vamos tributar sobre lucros e dividendos e vamos desonerar as empresas, a máquina de acumulação de capital, inovação e tecnologia que cria empregos”, disse. Se o dinheiro ficar dentro da empresa paga só 20% de imposto, mas se quiser tirar o lucro todo aí paga 36%, mas aí a decisão é sua: se quiser tirar paga no acumulado 36% se não quiser tirar, paga 20%”, exemplificou Guedes.

Encargos

Na visão do ministro, os encargos trabalhistas representam “uma arma de destruição em massa dos empregos”, por onerar as empresas e que o governo vai “encarar” o debate. 

“Você cria um emprego e para criar um emprego de R$ 1.100, custa R$ 2000. Não a toa que cada trabalhador para ser empregado você tem que jogar outro no mar”, disse.

Veja Também:  CCJ debate reforma da Previdência com ministro da Economia nesta tarde

Ao abordar a antiga intenção da equipe econômica de recriar um imposto sobre transações financeiras, Guedes disse ainda que “a hipocrisia de se esconder atrás do pobre é uma prática no Brasil”.

Segundo ele, a cobrança não seria regressiva e teria um menor impacto para as pessoas mais pobres. O ministro citou como exemplo a cobrança de uma alíquota de 0,1% sobre as transações, o que resultaria em R$ 1 de cobrança de carga tributária e uma movimentação de R$ 1 mil e que o valor seria maior para quem ganha mais.

Guedes disse ainda que a reforma deve ajudar a diminuir as disputas judiciais e as isenções fiscais aplicadas a diferentes setores. Segundo o ministro, o sistema tributário brasileiro é um “manicômio”, que privilegia quem tem mais dinheiro e maior poder de pressão sobre o governo.

“Estamos de acordo com a reforma ampla, mas tínhamos que realmente acabar com esse manicômio tributário que temos e todo esse contencioso de um lado e as isenções de outro lado. Quem tem poder político, vem a Brasília e consegue a desoneração: R$ 300 bi anuais e quem tem o poder econômico vai para o contencioso: prefiro pagar R$ 100 milhões para um escritório de advocacia do que pagar R$ 1 bilhão para a Receita Federal e fica 10, 15 anos empurrando essa disputa”, afirmou.

Edição: Aline Leal

Comentários Facebook
Continue lendo

QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO

"2021" QUAIS SÃO AS SUAS EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO QUE SE INICIA

Barra do Bugres e Região

Mato Grosso

Agronegócio

Mais Lidas da Semana