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Líder supera a violência sexual e agora empodera outras mulheres

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Com duas faculdades e duas pós-graduações e após superar preconceito, Evanilda integra o Coletivo de Mulheres Essência

Diário de Cuiabá – ALECY ALVES
Arquivo Pessoal

Ações do coletivo, sob o comando de Evanilda, buscam especialmente o empoderamento de outras mulheres

A história de vida e os feitos sociais da economista e historiadora Evanilda Maria Ramos dos Santos, 45, não são apenas dignos de reconhecimento.

Sua trajetória é capaz de causar indignação, horror, encantamento e, principalmente, inspirar.    

Nascida em Barra do Bugres (168 km ao Norte de Cuiabá), mais velha de nove irmãos, Evanilda superou a pobreza, a violência sexual, o preconceito racial e tornou-se uma líder.  

Deixou para trás a menina que, como ela mesma diz, tinha vergonha de ser negra e da própria condição financeira.

Tudo por conta da discriminação sofrida.

Também conseguiu deixar no passado a violência sexual sofrida na infância.

As ações sociais dela e das mulheres com as quais trabalha na entidade “Coletivo Social Essência”, criada em 2019, em Várzea Grande, estão voltadas ao coletivo, especialmente ao empoderamento de outras mulheres.

É com Educação Financeira que Evanilda e as mulheres desse coletivo vêm fazendo a diferença na vida de centenas de outras mulheres.

Arquivo Pessoal

Evanilda 4

Evanilda superou o preconceito e deixou no passado a violência sexual sofrida na infância

Os cursos que oferecem, como Educação Financeira, Organização de Documentos, entre outros, auxiliam mulheres que querem empreender na gestão do próprio negócio ou mesmo na economia familiar.

O “Coletivo Essência” oferece ainda atendimento psicológico às mulheres.

“Percebemos que muitas delas passavam por problemas financeiros e familiares e precisavam de assistência profissional”, explica Evanilda.

Já na parte financeira, a entidade está trabalhando com parceria para garantir suporte na produção e geração de renda.  

Antes de 2019, quando o nome Coletivo Essência ainda não estava formalizado, o grupo já desenvolvia ações para mulheres.

Desde a adolescência, antes dos 15 anos, Evanilda já fazia ações sociais voluntárias na comunidade religiosa São Sebastião, em Várzea Grande, a mesma onde cursou catequese.

Foi voluntária como professora de catequese por quase 20 anos.

Nessa mesma comunidade, uniu-se a um grupo de mulheres e, juntas, criaram um cursinho preparatório para o vestibular.

Além de aluna, Evanilda era secretária e fazia todas as atividades administrativas do cursinho.

As aulas eram ministradas por professores voluntários que elas mobilizaram.

Ela conta que, da primeira turma, 10 alunos foram aprovados na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Arquivo Pessoal

Evanilda 3

Com Educação Financeira, Evanilda e as mulheres do coletivo fazem a diferença na vida de centenas de outras mulheres

Ela foi uma das duas aprovadas para Economia.

Nos anos seguintes, mais 60 estudantes que passaram pelo cursinho ingressaram em universidades públicas.

Depois de concluir Economia, ela fez a faculdade de História.

Prosseguiu estudando, conciliando a formação com trabalho, família e inúmeras atividades sociais, e se pós-graduou em Docência do Ensino Superior e Educação Financeira.

Casada com Nilton César da Silva e mãe de Diego, de 15 anos, juntos, eles ainda conseguem tempo para manter uma horta orgânica no quintal de casa.

Produzem e comercializam folhosas (rúcula, alface, couve…).

Também cultivam plantas medicinais que doam para a comunidade.

Evanilda não poupa elogios às parceiras do Coletivo Essência. “Sozinhas, não somos ninguém e não fazemos nada”, diz.

E completa: “Eles (marido e o filho) são meus grandes parceiros em tudo que faço”.

Evanilda também faz parte da BPW (Business Professional Women (BPW), Organização Não Governamental, em Várzea Grande.

Fonte: DIÁRIO de CUIABÁ

Barra News – Asua fonte diária de informação – Barra do Bugres – MT  

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Estadual

Todos os municípios de MT estão com risco alto ou muito alto para transmissão da Covid-19

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Por G1 MT

Coronavírus (Covid-19) — Foto: Hellen Souza/Arte-G1

Coronavírus (Covid-19) — Foto: Hellen Souza/Arte-G1

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgou, nesta terça-feira (15), que 27 municípios registram classificação de risco muito alto para o coronavírus.

São eles: Água Boa, Araguainha, Arenápolis, Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Cláudia, Confresa, Guiratinga, Itanhangá, Juína, Lucas do Rio Verde, Luciara, Nova Mutum, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Rondonópolis, Santa Rita do Trivelato, Santo Antônio do Leste, São José do Povo, Sapezal, Sorriso, Tangará da Serra, Torixoréu e Vila Rica.

Outras 114 cidades estão classificadas na categoria alta para a contaminação do coronavírus. Nenhum município foi classificado com risco moderado ou baixo para a Covid-19.

Novo método para classificação

O método para definir a classificação de risco dos municípios foi aprimorado. A mudança foi publicada no Diário Oficial do dia 25 de março de 2021. Desde então, não é levado em consideração apenas o número absoluto dos casos dos últimos quatorzes dias, mas sim a média móvel dos últimos quatorze dias.

Assim, o município não sofrerá uma mudança brusca de um boletim para o outro; a cidade ficará na mesma categoria por pelo menos duas semanas, conforme sua média móvel de casos.

Também foi aperfeiçoado o cálculo dos casos acumulados. Antes eram considerados os casos acumulados a partir do dia 1º de dezembro de 2020. Com a nova metodologia, a análise será realizada sempre com base nos casos acumulados dos últimos 90 dias.

Confira as medidas de acordo com a classificação de risco:

• Nível de Risco ALTO

  • a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO e MODERADO;
  • b) proibição de qualquer atividade de lazer ou evento que cause aglomeração;
  • c) proibição de atendimento presencial em órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos, devendo ser disponibilizado canais de atendimento ao público não presencial;
  • d) adoção de medidas preparatórias para a quarentena obrigatória, iniciando com incentivo à quarentena voluntária e outras medidas julgadas adequadas pela autoridade municipal para evitar a circulação e aglomeração de pessoas.

• Nível de Risco MUITO ALTO

  • a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO, MODERADO e ALTO;
  • b) quarentena coletiva obrigatória no território do Município, por períodos de 10 (dez) dias, prorrogáveis, mediante reavaliação da autoridade competente, podendo, inclusive, haver antecipação de feriados para referido período;
  • c) suspensão de aulas presenciais em creches, escolas e universidades;
  • d) controle do perímetro da área de contenção, por barreiras sanitárias, para triagem da entrada e saída de pessoas, ficando autorizada apenas a circulação de pessoas com o objetivo de acessar e exercer atividades essenciais;
  • e) manutenção do funcionamento apenas dos serviços públicos e atividades essenciais;
  • §1º Atingida determinada classificação de risco, as medidas de restrição correspondentes devem ser aplicadas por, no mínimo, 10 (dez) dias, ainda que, neste período, ocorra o rebaixamento da classificação do Município.
  • §2º Os municípios contíguos devem adotar as medidas restritivas idênticas, correspondentes às aplicáveis aquele que tiver classificação de risco mais grave.
  • §3º Os Municípios poderão adotar medidas mais restritivas do que as contidas neste Decreto, desde que justificadas em dados concretos locais que demonstrem a necessidade de maior rigor para o controle da disseminação do novo coronavírus.
  • Art. 6º O funcionamento de parques públicos estaduais seguirá as restrições estabelecidas pelos Municípios em que se encontrem e, na ausência de normas a este respeito, poderão ser utilizados, desde que observado o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas, ficando vedado o acesso sem o uso de máscara de proteção facial.

Fonte: G1 / MT

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Avanços no Tratamento contra a Aids no Brasil

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Na 25ª edição da Parada LGBTQIA+ de São Paulo, neste domingo 6 de junho, a Agência Aids promove o Camarote Virtual Solidário articulando debates com médicos e ativistas, além do grande objetivo de arrecadar cestas básicas para pessoas com HIV e AIDS em situação de vulnerabilidade.

Três médicos referência em Aids, Dr. Fábio Mesquita, médico epidemiologista que faz parte da OMS, e os infectologistas Dr. Vinicius Borges (Dr. Maravilha) e a Dra. Zarifa Khoury, comentaram os avanços no tratamento contra a Aids no Brasil e no mundo.

“Amanhã (7), começa uma agenda global na ONU para retomar a questão da Aids e isso é muito importante. O Brasil foi o primeiro país, de média e baixa renda, a oferecer os medicamentos antirretrovirais cumprindo a Constituição, uma grande conquista na implementação de políticas públicas, desde 1995 em nível nacional”, contou Dr Fábio Mesquita que traçou uma retrospectiva histórica da construção da política de Aids no Brasil.

A adesão ao tratamento, nos anos 1980, foi difícil. “Havia resistência aos medicamentos e seus efeitos colaterais. Testemunhamos muitos suicídios, era terrível”, lembra Dra Zarifa Khoury.

Passados 40 anos, os avanços foram muitos: do tratamento com 16 medicamentos, hoje é prescrito com dois comprimidos. “Às vivências do passado nos ensinaram muito, mas ainda há problemas sociais graves para as pessoas com HIV e Aids. Quando criei o Dr. Maravilha nas redes sociais foi para ajudar a enfrentar o preconceito e a autoestima da população LGBT que vive com HIV. Quero olhar pessoas e não o vírus”, explicou Dr Vinicius Borges.

A pergunta hoje é “Tenho HIV e agora?” É a realização de sonhos porque é possível viver com medicamentos e ter qualidade de vida.

“O desafio é vencer o estigma. Desde do início, os gays sofriam discriminação porque Aids era considerada “peste gay” é ainda hoje muitas pessoas não seguem o tratamento por medo da opinião da sociedade”, diz Dra Zarifa.

Dr Fábio Mesquita ressaltou que a questão deve ser esclarecer as informações erradas sobre a Aids, melhorar a informação para que as pessoas sofram menos, como faz a Agência Aids e o Dr Maravilha. “Fora do Brasil, o preconceito em países pobres ainda é muito grande. A imprensa trabalha para mudar esse conceito. Foram testadas vacinas, sem grande retorno, mas a ciência requer investimento. Veja a capacidade de recursos para a Covid, pois atinge todas as classes sociais e raças. Por isso, houve grande mobilização da ciência para chegar à vacina. É possível diminuir a transmissão e a mortalidade (700 mil óbitos em 2020). Com a Covid-19, houve impacto no tratamento e no cumprimento da mandala de prevenção”, explica o epidemiologista.

Dr Maravilha resume: “É preciso combater o negacionismo em todas às áreas, valorizar a ciência, democratizar o tratamento”.

A doação de cestas básicas para pessoas com HIV e AIDS em situação de vulnerabilidade vai até 25 de junho: https://linktr.ee/agenciaaids.

O Camarote Virtual Solidário é um evento social, organizado pela Agência de Notícias da Aids e tem o apoio do SESC, do Senac, das farmacêuticas GSK ViiV Healthcare, Jansen e Gilead, da DKT do Brasil, de Mulheres no E-Commerce e da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Contamos também com a parceria do site Catraca Livre que vai transmitir o evento conosco.

 

Vera Moreira/ Assessora de Imprensa do Camarote Virtual Solidário

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