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Liso em uma passada: testamos as escovas alisadoras da Basiqe Beauty

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Famosa por potente escova alisadora, Basiqe Beauty lança novos produtos; veja a a opinião do iG Delas
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Famosa por potente escova alisadora, Basiqe Beauty lança novos produtos; veja a a opinião do iG Delas

Se você é antenada em haircare e está de olho nas tendências de cuidados com os cabelos, com certeza já esbarrou no nome Basiqe Beauty. A marca digital é especializada em produtos finalizadores para os fios, e tem notoriedade principalmente pela escova alisadora que promete deixar o cabelo liso rapidamente – além de conferir aquele efeito conhecido como escova de salão.

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A Basiqe Sleek Gold chamou atenção e se tornou um item de desejo por deixar os fios lisos com apenas uma passada – para ter ideia, ela alisa duas vezes mais do que uma prancha alisadora comum. Além disso, é 50% menos danosa aos fios. O produto promete ainda um resultado altamente durável, uso prático e um liso com muito movimento e suavidade.

O resultado é possível graças às 25 placas de cerâmica que dividem os cabelos mecha a mecha, o que garante o alinhamento dos fios e otimiza o alcance das mechas mais próximas à raiz dos cabelos. A tecnologia confere fios lisos, sedosos, leves e com movimento digno de comercial de shampoo.

Depois de alcançar popularidade com o primeiro produto, a marca lança mais três itens que otimizam os resultados e buscam facilitar a conquista dos cabelos de salão em casa. O iG Delas teve acesso às novidades da Basiqe Beauty, testou e conta se vale a pena investir.

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Aviso

Antes de você saber exatamente os resultados que os produtos tiveram nos meus fios, é importante que você saiba que eu não alisava os cabelos há, pelo menos, cinco anos. Isso quer dizer que, por todo esse tempo, eu não fiz desde uma simples chapinha até uma escova progressiva – muito pelo contrário, passei pela transição capilar e passei boa parte desses anos com o cabelo bem curtinho.

Meus tipos de cacho são 3a e 3b. No momento em que realizei os testes, finalizei os cabelos com protetor térmico e creme de pentear, modelando os cachos para conseguir registrar a diferença entre os fios naturais e o resultado do alisamento com os produtos da Basiqe Beauty.

Basiqe Sleek Plus: a otimização do carro-chefe

A repórter Camila Cetrone testa a escova alisadora Basiqe Sleek Gold
Acervo pessoal

A repórter Camila Cetrone testa a escova alisadora Basiqe Sleek Gold

A marca decidiu incrementar o modelo da primogênita ao lançar a Basiqe Sleek Plus, uma escova alisadora com design praticamente idêntico ao Sleek Gold, mas rotulada como uma “versão mais profissional” e “mais potente”. Basicamente, a mudança de um modelo para outro é o alcance da temperatura, que, aqui, chega aos 220ºC.

Das duas escovas, a Basiqe Sleek Gold foi a que testei primeiro. Como meus fios são bastante enrolados, não coloquei tanta fé no alisamento com uma passada só, mas logo minhas desconfianças caíram por terra. Só com uma escovada, a mecha saiu completamente alisada. Só foi preciso dar uma reforçada na parte de trás para fazer os cachos sumirem de vez.

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As divisórias de cerâmica que fazem a divisão fio a fio permitem o alisamento mais efetivo por colocarem os fios diretamente em contato com o fundo da escova, que fica quente. Essas cerdas conseguem fazer com que até os fios mais próximos do couro cabeludo sejam alocados e saiam bem alisados. Por isso, o alcance da escova é bem maior.

Também não há nenhuma necessidade de ficar puxando os fios, como no caso da escova com secador. O alisamento não tem esforço nenhum: basta encaixar o fio e passar a escova. Essa falta de contato entre a parte quente e o couro cabeludo evita aquelas queimaduras leves – que, pelo menos nos meus dias de alisada, incomodavam demais.

Uma das partes que mais odiava ao fazer chapinha ou escova era passar um tempão na frente do espelho, com dores no braço e completamente suada. Tanto com a Sleek Gold como com a Sleek Plus, todo o meu cabelo estava alisado em 20 minutos, o que me impressionou muito.

Afinal, tem diferença entre a Basiqe Sleek Gold e a Basiqe Sleek Plus? Sim, mas é mínima. Por alcançar uma temperatura maior, a Plus deixa os fios levemente mais lisos. No entanto, o resultado é muito aproximado.

Camila Cetrone
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Resultado da escova alisadora da Basiqe Sleek Plus

Depois de tanto tempo sem ver meus cabelos lisos, fiquei impressionada com a facilidade e com o aspecto final dos fios. O produto me proporcionou o movimento de milhões. O liso que fica não é aquele pesado, sem vida e totalmente chapado; muito pelo contrário! Senti muita maciez e gostei da forma como as pontas ficaram naturalmente viradas para dentro (algo que busquei com a forma como modelei o produto).

A durabilidade também é impressionante: facilmente, passei até quatro dias com o cabelo praticamente igual. Precisei passar um óleo de pontas para domá-las pela manhã, mas foi só isso.

Clipe finalizador de pontas

Entre as novidades da Basiqe está o clipe finalizador de pontas. Exclusivo da marca, o produto é removível e promete facilitar o uso das escovas alisadoras. Ao ser acoplado na base da escova, acabam ganhando um funcionamento similar ao de uma prancha convencional. O clipe finalizador também ajuda a comprometer menos os fios.

Com o clipe finalizador, notei que, de fato, os cabelos ficam mais lisos – nesse caso, pendem para o aspecto mais esticados e retos. Também notei que as pontas ficam mais unificadas. O aspecto espetado fica neutralizado.

No entanto, é possível chegar a um resultado muito parecido sem a necessidade de usar os clipes finalizadores, apenas modelando os fios com a escova. A unidade do clipe finalizador de pontas custa R$ 119,90 no site oficial da marca, um investimento que pode compensar para quem quer ter cuidado redobrado, mas que acrescenta muito pouco no look final.

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Basiqe Duo: prancha modeladora com tecnologia de resfriamento

Basiqe Duo
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Cachos feitos pela prancha modeladora Basiqe Duo

Para coroar os lançamentos da Basiqe Beauty está a prancha modeladora Basiqe Duo, que conta com tecnologia de resfriamento Airflow. Funciona assim: a parte externa da prancha conta com 160 jatos de ar frio acionados, que são acionados quando o produto alcança uma temperatura alta.

Ao mesmo tempo, ela alisa ou faz cachos, resfria os fios e fixa a finalização por mais tempo. Além de selar as cutículas dos fios, essa tecnologia torna o uso muito menos danoso aos fios. A temperatura da Basiqe Duo vai de 140ºC a 220ºC – no entanto, a pintura lilás da parte externa não se mostrou muito resistente ao calor. Com apenas um uso, essa lateral deu uma leve descascada.

Fiquei animada para testar, já que, no dia a dia, uso meu cabelo cacheado. Para testar, dividi o cabelo e segui as instruções da própria marca. Prendi uma mecha generosa dos fios na parte de cima, torci a prancha e deslizei levemente até o fim da mecha, parando um pouco em alguns pontos para reforçar o cacho.

Os vídeos promocionais da marca mostram um cacho perfeito instantaneamente; mas precisei refazer o processo em algumas mechas para conseguir uma definição maior. Mesmo assim, depois de um pouco de insistência, os cachos apareceram.

A leveza na hora de manusear e fazer os cachos me agradou bastante, sinto que tornou o processo mais rápido e fácil. Além disso, o método de deslizar o fio até o final evitou que ele ficasse marcado. Assim como no caso das escovas alisadoras, o movimento, o brilho e a maciez dos fios foram mantidos. O cabelo ficou levinho e sem frizz.

No site da Basiqe Beauty, há relatos de outras pessoas que afirmam que os cachos duraram por até dois dias. Não foi o meu caso. No dia seguinte, só as pontas estavam levemente enroladas. Em defesa da marca, a culpa pode ter sido minha: não apliquei spray fixador antes de começar o processo. Dessa forma, pode ser que os cachos realmente apresentem uma durabilidade maior.

Vale a pena comprar?

Além do efeito dos finalizadores em si, o design fino e leve permite que ele seja transportado facilmente; ou seja, os produtos são ótimos para viagens. Além disso, as tomadas são bivolt. São detalhes que parecem bem simples, mas que, no dia a dia, se mostram bastante importantes.

A Basiqe Sleek Gold custa R$ 239,90, enquanto a Basiqe Sleek Plus sai por R$ 379,90. A facilidade oferecida pelas escovas alisadoras fazem a Sleek Gold valer a pena. No entanto, por oferecer apenas uma funcionalidade a mais e praticamente o mesmo resultado, o preço mais alto da Sleek Plus não se mostra tão em conta. Só vale a pena caso seu cabelo precise de temperaturas mais altas para ficar liso.

Já a Basiqe Duo, pelo apelo de multifuncionalidade e a tecnologia Airflow, é o produto mais caro: custa R$ 399,90. É um preço que pode assustar à primeira vista, já que a média de preços para uma boa prancha alisadora é de em torno de R$ 150. No entanto, pode ser um preço que valha a pena a longo prazo, já que pode auxiliar na manutenção da saúde dos fios. É um investimento a longo prazo.

Fonte: IG Mulher

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Alta no engajamento na paternidade não anula incidência de pai ausente

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Homens precisam se sentir menos responsáveis em prover materialmente e mais implicados no cuidado direto, diz antropóloga
Tatiana Syrikova/Pexels

Homens precisam se sentir menos responsáveis em prover materialmente e mais implicados no cuidado direto, diz antropóloga

A discussão sobre paternidade ativa, por vezes chamada de “nova paternidade”, tem se tornado mais presente para homens que buscam se responsabilizar pelos cuidados com os filhos de forma equilibrada com suas parceiras. Da mesma forma, alguns pais também se mostram interessados em cumprir o papel de interromper o ciclo de comportamentos sociais prejudiciais por meio da educação.

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Ao mesmo tempo que a “nova tendência” de paternidade exercida, principalmente, pelas gerações mais recentes causa ânimo, há na contramão a manutenção do mesmo sistema que contribui para a sobrecarga de tarefas para as mulheres, da perpetuação da figura do pai ausente, da violência doméstica e do abandono paternal – cujo alto índice bateu recordes em 2022.

Só no primeiro semestre deste ano, mais de 86 mil bebês brasileiros foram registrados sem o nome do pai , o maior número desde 2018. No entanto, deve-se levar em consideração as famílias nucleares em que o pai existe, mas não contribui com os cuidados básicos da criança ou do lar. Essa contradição faz parte da dinâmica do machismo estrutural na sociedade.

Marcia Thereza Couto, antropóloga e professora do departamento de medicina preventiva da Universidade de São Paulo (USP), estuda masculinidades há 20 anos. Ela aponta que, de fato, os homens passaram a buscar se envolver mais nas tarefas familiares e domésticas para se mostrarem presentes na vida dos filhos. No entanto, o perfil desses pais é muito específico e corresponde aos desejos de uma pequena parcela no Brasil.

“Essas micro mudanças estão acontecendo, principalmente, em homens de classes sociais média e alta e com escolaridade mais alta. Precisamos comemorar e estimular os avanços, mas não devemos nos deixar levar por uma ideia particular que representa o todo. A sociedade precisa de muita mudança”, afirma a antropóloga.

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Pais ausentes

Couto aponta que existe uma ausência no exercício de paternidade e de abordar o tema no processo de crescimento dos homens. Se para as mulheres esse é um papel obrigatório e de extensa preparação, para os homens é uma opção, algo facultativo.

“Não existe um diálogo sobre esse assunto em casa, na escola, no lazer ou na sociedade que traga ao homem essa dimensão e responsabilização de ser pai. Isso é ainda mais forte em lares em que se cresce sem um pai”, pontua a antropóloga.

Além de o homem ser socialmente “liberado” da paternidade e não saber lidar com ela, a antropóloga salienta que não há dificuldades na estrutura política, social e até judiciária para que essa participação plena aconteça. Isso porque os pais são condicionados apenas ao trabalho: “Nossa legislação impede o vínculo inicial de estabelecimento de reconhecer que ele não precisa só prover, mas que também deve dar o banho, cuidar da alimentação e do sono; ou seja, dos cuidados básicos mais atribuídos às mulheres”.

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Para exemplificar, ela cita os cinco dias corridos de licença paternidade que são garantidos por lei, um período muito curto para participar do início da vida da criança. Dados da Catho, plataforma que conecta empresas e candidatos, apenas pouco mais de 5% das empresas oferecem aos funcionários mais tempo de licença paternidade. Além disso, 68% dos pais no Brasil não fizeram uso da licença paternidade , segundo dados da consultoria Filhos no Currículo.

“Não temos políticas públicas ou privadas de aliança de trabalho que incentivem o exercício dessa paternidade, pelo menos nesses cinco dias. Me pergunto qual associação de RH de empresa sabe que um colaborador homem não tirou a licença”, indaga a antropóloga, emendando que essa é uma das razões pelas quais o homem passa a engajar mais na criação dos filhos a partir dos dois anos.

Em lares onde o homem é o único provedor material, há menos tempo de engajamento nos cuidados básicos do filho. “Esse contato é restringido por jornadas de trabalho extensas, cumpridas em situações degradantes. Por isso, esse homem vai realmente acreditar que a sua função de pai está em garantir a materialidade àquela criança, excluindo-o do cuidado e de outras atividades”.

Sobrecarga em mulheres

Sociedade naturaliza cuidados principais para as mães e função de provedor para os pais, o que amplifica as desigualdades de gênero
Pexels/nappy

Sociedade naturaliza cuidados principais para as mães e função de provedor para os pais, o que amplifica as desigualdades de gênero

Por outro lado, a estrutura patriarcal reforça para as mulheres, ao longo de toda a vida, que elas serão as principais responsáveis pelos cuidados básicos e pelo engajamento emocional dos filhos. Para o homem, é empurrada a responsabilidade financeira.

Adriana Drulla, mestre em psicologia positiva e especialista em parentalidade consciente, aponta que esse arranjo social causa desgaste físico e emocional intenso. Drulla alerta que essa sobrecarga resulta em altos índices de Síndrome de Burnout Materno. “Essa mulher assume muitos papéis e muitas obrigações e isso, obviamente, acaba prejudicando a saúde mental e a capacidade dela de cuidar de si mesma ou mesmo de outro ser humano, como o próprio filho”, salienta a especialista.

Por serem impostas desde a infância para o papel dos cuidados, essas mulheres sentem que não são permitidas a errar ou pedir ajuda, por exemplo. Isso resulta na sensação de “não dar conta”. Segundo o Instituto On The Go, só no Brasil, 51% das mães afirmam sentir culpa na maternidade por não conseguirem atingir a perfeição esperada delas.

“Se pensa que a mulher é naturalmente mãe ou que é uma tarefa intuitiva. Essa crença é uma das razões pelas quais as mulheres sofrem tanto, por exemplo, de depressão pós-parto. Elas se sentem inadequadas por acreditarem que precisam nascer sabendo, o que é uma grande ilusão”, afirma.

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Uma nova paternidade

A pesquisa “Retrato da Paternidade no Brasil”, divulgada no último mês pela Grimpa e feita sob encomenda do Grupo Boticário, mede o impacto que os pais têm na educação infantil. Os dados priorizam pais de 25 a 55 anos com filhos de 5 a 15 anos, de classes sociais ABC.

O levantamento aponta que 90% deste grupo sentem a necessidade de ter cuidados diários quanto à educação e que devem ser compartilhados igualmente entre os responsáveis. Além disso, 56% deles querem ser um exemplo positivo para os filhos. Esse desejo impactou, por exemplo, no desejo de perpetuar a equidade de gênero e o respeito às diversidade.

Como exemplo, houve uma redução de 50% no uso da frase “seja homem” e de 36% quando se trata dos dizeres “menino não chora” – o que pode encorajar a liberdade dos filhos de expressarem os próprios sentimentos. Por fim, 69% relatam que explicam aos filhos que as diferenças sociais entre homens e mulheres existem e que é necessário minimizá-las.

“Nessa medida, há uma preocupação e um cuidado com as próprias atitudes, pois os pais se auto percebem como inspiração e influência no comportamento dos filhos, bem como na formação dos seus valores”, afirma Marisa Camargo, diretora de pesquisa da Grimpa. “O ganho disso é incomensurável. Há menos exigência de comportamentos dentro de padrões e a valorização de cada ser humano como indivíduo, com a possibilidade de expressar integralmente suas potencialidades independentemente de gênero, raça, sexualidade etc.”, acrescenta.

Camargo salienta que criar espaços de discursos e de atitudes que buscam impedir a perpetuação de conceitos antigos, bem como a abertura de espaço para que os filhos questionem e falem o que pensam, são atitudes que podem fazer a diferença e impactar na diminuição da desigualdade de gênero, por exemplo.

“As mudanças implicam em um esforço conjunto, em que os pais podem assumir um papel de agente transformadores. Ter uma postura criteriosa e questionadora sobre as próprias ações é fundamental para minimizar as diferenças que ainda perduram. Essa transformação está em expansão, mas há muito a ser conquistado”, salienta.

Do ponto de vista das relações cotidianas, Camargo aponta que os pais devem sair da posição de coadjuvante para serem protagonistas. “Compartilhar experiências, pensamentos, emoções e sua subjetividade são mudanças de atitude, uma transformação de postura, em que todos saem ganhando.”.

No entanto, Couto afirma que também é preciso que haja mudanças não apenas subjetivas, mas estruturais, como as mudanças de políticas de instituições públicas e privadas e da forma como se enxerga a paternidade – principalmente, deixando de acreditar que prover financeiramente é o sinal prioritário da participação.

“A estrutura patriarcal ainda precisa ser muito debatida para que esses homens possam se sentir menos culpados a prover materialmente e mais implicados no cuidado direto – algo que eles precisam aprender com as mulheres”, finaliza a antropóloga.

Fonte: IG Mulher

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Ane Macedo: pais são essenciais no desenvolvimento dos filhos

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Pais são essenciais para o crescimento e desenvolvimento de seus filhos
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Pais são essenciais para o crescimento e desenvolvimento de seus filhos

O Dia dos Pais é um dos momentos de mais movimentação nas lojas. Contudo, o principal do dia é a comemoração da relação entre pais e seus filhos. Essa relação tem muita importância na vida de qualquer um, segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cerca de 56,9 mil crianças nasceram neste ano sem que tivessem o nome de um pai registrado em suas certidões de nascimento, o número é um recorde histórico.

O número assusta, não apenas pelo número de mães que vão criar seus filhos sozinhas, mas também pelo efeito que a ausência de uma figura paterna terá nessas crianças, uma vez que a presença de um pai é importante para o emocional e psicológico do ser humano.

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A relação com a mãe, para muitos especialistas, é considerada essencial para o desenvolvimento de uma criança. No entanto, as relações paternas também são um elemento importante na criação de uma criança. A relação com o pai tem diversos benefícios sociais. A presença paterna atuante influencia a vida do filho. Estudiosos do assunto reforçam a necessidade do envolvimento do pai, pois construir e alimentar um bom relacionamento entre pai e filho faz muito bem para a criança e também para o adulto.

Os deveres de ser pai

O dever de um pai é estar presente na vida do filho, criar uma relação de confiança e disponibilidade, estando lá para ajudar, sempre que possível. A criança pode ser impactada tanto positivamente quanto negativamente de acordo com a relação que tem com os pais. Quanto mais próxima e baseada na confiança e respeito for essa relação é melhor. Dessa forma a criança aprende mais rápido a ter autoconfiança, respeito por si e pelos outros, e entende melhor seu papel na sociedade.

Para a criança, o pai deve ser visto como um lugar seguro para desabafar, conversar ou pedir ajuda sem ser julgado. Conversar, fazer elogios, refletir sobre os erros, partilhar interesses comuns, transmitir conhecimentos, são algumas atitudes que devem estar presente na relação pai e filho. É importante entendermos que, depois do nascimento, a criança precisa dos pais para ter apoio emocional e psicológico, o que perdurará por toda a sua vida.

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Benefícios da paternidade 

Alguns pais têm dificuldade em se relacionar com seus filhos, muitas vezes sentem que os filhos estão distantes e acabam perdendo parte do crescimento do filho, porém é importante buscar estar presente. É importante o pai amar seu filho e deixá-lo saber disso em qualquer situação. Aceitar as particularidades de cada um e conversar bastante. Desenvolver uma rotina e compartilhar hobby também é uma excelente opção para criar uma conexão ainda mais forte.

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Logo, a relação com o pai tem muita importância no crescimento de uma criança, ensinando e dando exemplo para o filho, além de criar memórias que duram para o resto da vida. Um bom relacionamento entre pais e filhos, portanto, é fundamental para a criança crescer com segurança, confiança e autonomia. Dessa maneira, ela aprende a ter respeito ao próximo e a identificar o que realmente importa. Além disso, a relação familiar vai influenciar diretamente os valores das próximas gerações.

Fonte: IG Mulher

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