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Agronegócio

Mercado de etanol mostra estabilidade em janeiro

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Mercado de etanol mostra estabilidade em janeiroNos primeiros quinze dias de 2020, a venda de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somou 1,25 bilhão de litros. Desse valor, 1,23 bilhão de litros foram destinados ao mercado interno e apenas 22,13 milhões de litros para exportação.

Do total comercializado no mercado doméstico, 354,36 milhões de litros referem-se ao etanol anidro e 877,73 milhões de litros ao etanol hidratado. Para ambos, o volume vendido é praticamente o mesmo registrado na primeira quinzena de janeiro de 2019 (354,36 milhões de litros de anidro e 869,93 milhões de litros de hidratado).

No acumulado desde abril até 16 de janeiro, as vendas internas de hidratado já alcançaram um aumento de 12,09%, atingindo 18,53 bilhões de litros versus 16,53 bilhões de litros registrados no mesmo período do ciclo anterior.

Moagem e produção

A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades no Centro-Sul somou 127,60 mil toneladas na primeira metade de janeiro. No acumulado da safra 2019/2020, a moagem alcançou 578,72 milhões de toneladas, alta de 2,78% quando comparado ao mesmo período do ciclo passado (563,07 milhões de toneladas).

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Levantamento atualizado junto às empresas indicam que nesta entressafra estão em operação na região Centro-Sul: 3 unidades processadoras de cana e outras 10 unidades com milho, sendo 3 dedicadas exclusivamente a essa matéria-prima.

De acordo com o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, “no período de entressafra deverá prevalecer a oferta de etanol a partir do milho, dado que o início da colheita de cana-de-açúcar na região Centro-Sul deverá acontecer a partir da primeira quinzena de março. A expectativa é de que em março de 2020, a quantidade de unidades em operação seja similar àquela registrada no mesmo mês de 2019. Para a primeira quinzena de abril, a previsão é de um número de usinas em safra superior ao do último ano”, concluiu.

Em função da baixa moagem, as produções de açúcar e etanol na primeira metade de janeiro foram ínfimas. A produção de açúcar nesse período totalizou 4,27 mil toneladas e a fabricação de etanol 95,73 milhões de litros.

Do total de etanol produzido, 87,44 milhões de litros foram de etanol fabricado a partir de milho. No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola, a fabricação de etanol de milho alcançou 1,14 bilhão de litros, com crescimento de 102,96% em relação ao volume registrado no mesmo período da safra 2018/2019.

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No agregado desde o início da safra até 16 de janeiro de 2020, a produção de açúcar atingiu 26,48 milhões de toneladas versus 26,35 milhões de toneladas no mesmo período da última safra.

No caso do etanol, a produção acumulada alcançou 32,20 bilhões de litros, dos quais 9,87 bilhões foram de anidro e 22,33 bilhões de hidratado. Este último representa um crescimento de 6,01% quando comparado ao volume acumulado na safra 2018/2019 (30,21 bilhões de litros).

Fonte: UNICA

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Agronegócio

Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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