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Milho abre a semana com leves quedas em Chicago

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Milho abre a semana com leves quedas em ChicagoA segunda-feira começa com leves quedas para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam perdas entre 0,75 e 1,00 ponto por volta das 09h10 (horário de Brasília).

O vencimento março/20 era cotado à US$ 3,80 com baixa de 1,00 ponto, o maio/20 valia US$ 1,85 com desvalorização de 1,00 ponto, o julho/20 era negociado por US$ 3,90 com queda de 0,75 pontos e o setembro/20 tinha valor de US$ 3,86 com perda de 1 ponto.

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os grãos foram mais baixos nas negociações do dia para a noite devido às preocupações contínuas sobre a disseminação do coronavírus.

Agora, a China tem mais de 17.200 casos confirmados da doença e 361 mortes. Onze casos já foram confirmados nos Estados Unidos e todos os vôos da China estão sendo encaminhados para um dos 11 aeroportos nos EUA, onde os passageiros são rastreados antes de serem autorizados a entrar.

“Os mercados globais foram atingidos, pois os mercados de ações e commodities caíram desde o início do surto. Uma das maiores preocupações é como a propagação da doença afetará a demanda por itens agrícolas”, aponta o analista de mercado Tony Dreibus.

Relembre como fechou o mercado na última sexta-feira:

Milho encerra a sexta-feira com leves ganhos em Chicago, mas cai na semana e no mês

Mercado interno vive momento de baixa com o início da colheita da safra verão

A sexta-feira (31) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro levemente maiores na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram acréscimos entre 0,50 e 1,75 pontos ao longo do dia.

O vencimento março/20 foi cotado à US$ 3,81 com valorização de 1,75 pontos, o maio/20 valeu US$ 3,86 com alta de 1,75 pontos, o julho/20 foi negociado por US$ 3,91 com ganho de 1,50 pontos e o setembro/20 teve valor de US$ 3,87 com elevação de 0,50 pontos.

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Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 0,53% para o março/20, de 0,52% para o maio/20 e de 0,51% para o julho/20, além de estabilidade para o setembro/20.

Com relação ao fechamento da última sexta-feira (24), os futuros do milho acumularam perdas de 1,55% para o março/20, de 1,53% para o maio/20, de 1,51% para julho/20 e de 2,03% para o setembro/20, na comparação dos últimos sete dias.

Já na comparação do mês, as cotações do milho em Chicago contabilizaram quedas de 1,55% para o março/20, de 2,03% para o maio/20, de 2,49% para julho/20 e de 3,49% para o setembro/20, na comparação dos últimos trinta dias.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho subiram mais nas compras técnicas, enquanto o trigo e a soja diminuíram com a disseminação do coronavírus, colocando os investidores em risco antes do fim de semana.

“A principal preocupação do mercado é que o medo do vírus arraste a economia global para mais perto de uma recessão, com algumas economias importantes provavelmente entrando em recessão. A China está basicamente encerrando sua economia para obter o controle do vírus”, disse Arlan Suderman, economista-chefe de commodities do INTL FCStone, em nota de pesquisa aos clientes.

O que reforçou as bases para o cereal, de acordo com a publicação, foram os novos sinais de boa demanda de exportação americana. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) disse nesta sexta-feira que exportadores privados relataram a venda de 134.000 toneladas de milho para entrega na Coréia do Sul na campanha de 2019/20.

Mercado Interno

No mercado físico brasileiro, a sexta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram registradas valorizações em Tangará da Serra/MT (1,27% e preço de R$ 40,00), Campo Novo do Parecis/MT (1,30% e preço de R$ 39,00) e São Gabriel do Oeste/MS (4,88% e preço de R$ 43,00).

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Já as valorizações foram percebidas nas praças de Luís Eduardo Magalhães/BA (1,03% e preço de R$ 47,00), Oeste da Bahia (1,57% e preço de R$ 47,00), Campinas/SP (1,84% e preço de R$ 52,21), Assis/SP (2,22% e preço de R$ 44,00), Dourados/MS (2,22% e preço de R$ 44,00) e Ubiratã/PR (2,44% e preço de R$ 40,00).

Em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta sexta-feira, o pesquisador do Cepea, André Sanches, apontou que o início dos trabalhos de colheita da safra de verão, em especial no Rio Grande do Sul e no Paraná, começam a impactar nos preços do cereal, que já registraram leves quedas nos últimos dias.

Os compradores preferem aguardar para fecharem novos negócios, uma vez que quando o volume colhido de milho chegar ao mercado os preços devem registrar novas baixas e manter esta tendência no curto prazo.

Diante disso, a recomendação de Sanches é para que os produtores fiquem atentos ao mercado e busquem travar vendas futuras neste momento, já que a bolsa brasileira, apesar de registrar perdas nos últimos pregões, ainda remunera bem o cereal.

Já no médio e longo prazo a tendência é de que as cotações retomem patamares sustentados, já que a demanda interna e as perspectivas de exportação seguem sendo altas. O pesquisador ainda destaca que as condições climáticas para a segunda safra de milho no Brasil ainda não estão definidas e podem interferir diretamente nas movimentações de preços.

Data de Publicação: 03/02/2020 às 10:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Sicredi disponibiliza R$ 6,9 bilhões para pré-custeio da próxima safra

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Crédito tem a finalidade de ajudar o produtor rural a planejar melhor e com mais tranquilidade a aquisição de insumos

Com foco em dar suporte ao agronegócio – setor que fechou 2020 com saldo positivo de 9% no PIB agropecuário mesmo em um período atípico, de pandemia – o Sicredi vai destinar R$ 6,9 bilhões em créditos para pré-custeio do Plano Safra 2021/2022 para os associados das cooperativas integradas ao sistema em todo o país. O valor está disponível para associados do campo que pretendem antecipar a compra de insumos para suas lavouras, garantindo maior rentabilidade dos negócios.

Vale lembrar que o Sicredi é uma das instituições financeiras com maior representatividade no agronegócio, e foi a 2ª instituição financeira que mais liberou crédito rural no Plano Safra 2019/2020, com mais de R$ 20 bilhões concedidos. A instituição atende desde grandes produtores a médios e pequenos, especialmente aqueles ligados à agricultura familiar.

Do total disponível no Sicredi para todo o país, as cooperativas nas regiões Centro-Oeste e Norte (que abrangem os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre e Amazonas) vão disponibilizar R$ 1,731 bilhão, valor 21% maior que o planejado para a safra 2020/2021 (R$ 1,432 bilhão). Os recursos são destinados a pequenos, médios e grandes produtores e a estimativa é realizar cerca de 22 mil operações na região.

Além dos recursos controlados (oficiais), as cooperativas do Sicredi disponibilizam outras fontes para pré-custeio como Moeda Estrangeira, Cédula de Produto Rural (CPR), e Recursos Próprios da Cooperativa. Na última temporada, essas fontes alternativas, somadas aos recursos controlados, resultaram na concessão de R$ 3,225 bilhões, cifra 125% maior que o planejado inicialmente. Para a safra 2021/2022, o Sicredi prevê liberar o mesmo valor do último ciclo em fontes alternativas, cerca de R$ 1,284 bilhão.

O presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof, afirma que todo ano a instituição financeira cooperativa, que é uma das principais apoiadoras do agronegócio brasileiro, busca antecipar a oferta do pré-custeio, para que os produtores rurais possam planejar melhor a aquisição dos insumos e negociar com seus fornecedores. “É mais um esforço nosso em prol dos produtores, para atendê-los no momento que eles mais precisam, que é no planejamento da safra, para que façam bons negócios”.

O diretor-executivo de Crédito do Banco Cooperativo Sicredi, Gustavo Freitas, acrescenta que o papel do Sicredi, enquanto instituição que tem um laço muito forte com o campo, é apoiar os produtores rurais. “E disponibilizar recursos para o chamado pré-custeio é uma forma bastante relevante de fazer isso”.

Desempenho do Plano Safra 2020/2021

Até dezembro de 2020, o Sicredi disponibilizou para o Plano Safra 2020/2021 R$ 15,3 bilhões em crédito rural em todo o país, totalizando 136.488 operações. O valor representa aumento de 23% em relação ao ano-safra anterior. Do montante, R$ 9,9 bilhões (65%) foram destinados ao custeio, R$ 4,6 bilhões (30%) para investimentos (incluindo investimento com recursos de BNDES) e  R$ 758,6 milhões para comercialização e industrialização.

Já por programa, a instituição financeira cooperativa destinou R$ 3,9 bilhões via Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), R$ 3,1 bilhões via Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e R$ 8,3 bilhões para produtores de maior porte ou programas de investimento (como Agricultura de Baixo Carbono, Inovagro, Moderagro, entre outros).

A expectativa é finalizar o Plano Safra 2020/2021 com R$ 22,9 bilhões disponibilizados em crédito rural, alta de 12% em relação ao ciclo anterior, em mais de 221 mil operações, sendo R$ 17,5 bilhões para operações de custeio, comercialização e industrialização e R$ 5,4 bilhões para operações de investimento que viabilizam o financiamento de benfeitorias, máquinas e equipamentos e novas tecnologias permitindo aos produtores aumentar sua produtividade e reduzir custos de produção.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 23 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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O Sicredi Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará, Acre e Amazonas, tem mais de 500 mil associados, com 201 agências em 152 municípios.

Fonte: Keila Volkmer de Oliveira 

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Lei que regula recuperação judicial do produtor entra em vigor neste mês

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De acordo com especialista, a partir de 24 de janeiro os agricultores poderão acessar este expediente conforme legislação

Lei que regula recuperação judicial do produtor entra em vigor neste mês

Foto: Soja. Crédito; Fagner Almeida

Prevista para entrar em vigor no dia 24 de janeiro, a Lei nº 14.112/2020, a qual alterou a Lei nº 11.101/2005, regula a recuperação judicial e a falência das empresas. Dentre outras modificações, esta nova lei estabeleceu as condições para o produtor rural pessoa física acessar o instituto da recuperação judicial.

A possibilidade da recuperação judicial do produtor rural pessoa física vem sendo discutida há alguns anos no Poder Judiciário. Em novembro de 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o produtor tem direito de postular o acesso à recuperação. Para tanto, deve estar previamente inscrito, antes da data do protocolo do pedido em juízo, no Registro Público de Empresas Mercantis da sua respectiva sede, bem como comprovar o exercício da atividade rural há mais de dois anos.

Conforme o advogado Frederico Buss, da HBS Advogados, de acordo com esta posição do STJ, reiterada em outro julgamento no ano de 2020, no caso da recuperação judicial, a diferença entre as demais empresas e os produtores rurais reside no fato de que estes não necessitam estar inscritos no Registro Público de Empresas Mercantis há mais de dois anos antes do protocolo do pedido de recuperação. “No caso do produtor rural, basta a inscrição em momento anterior ao protocolo do pedido de recuperação”, destaca.

O especialista salienta que o tratamento diferenciado ao produtor rural tem razão de ser. “O Código Civil Brasileiro concede trato distinto ao empresário rural, isto é, permite que o mesmo exerça a sua atividade na forma civil, de pessoa física, ou empresarial, ou seja, empresário individual ou sociedade empresária, neste caso com a devida inscrição no Registro Público das Empresas Mercantis. Por esta razão, a imensa maioria do produtores rurais exerce a atividade como pessoa física”, reforça.

A recente Lei nº 14.112/2020, em linhas gerais, reflete a posição adotada no STJ. A comprovação do exercício da atividade rural por período superior a dois anos poderá ser efetuada com base no Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), ou por meio de obrigação legal de registros contábeis que venha a substituir o LCDPR, e pela Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) e balanço patrimonial, todos entregues tempestivamente. “Somente as dívidas que decorram exclusivamente da atividade rural e estejam discriminadas nos documentos acima, ainda que não vencidas, poderão ser incluídas na recuperação judicial”. ressalta.

Porém, de acordo com Buss, estão excluídas da recuperação as dívidas de crédito rural com recursos controlados que tenham sido objeto de renegociação entre o devedor e a instituição financeira antes do pedido de recuperação judicial. Também não se enquadram as dívidas, e respectivas garantias, contraídas nos três últimos anos anteriores ao pedido de recuperação judicial com a finalidade de aquisição de imóvel rural. “Produtores rurais com dívidas totais de até R$ 4,8 milhões poderão apresentar plano especial de recuperação judicial”, explica. 

Enfim, segundo o advogado, a recente Lei que entrará em vigor nos próximos dias estende aos produtores rurais o acesso ao instituto da recuperação judicial. “Todavia, fundamental ressalvar, não se trata da salvação da lavoura para o produtor rural com graves dificuldades financeiras. Pelo contrário, esta alternativa precisa ser analisada com muita prudência e responsabilidade, mediante acurada análise jurídica e econômica do caso concreto, sob pena de inclusive contribuir para a falência e a extinção da atividade do produtor rural”, complementa.

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