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Agronegócio

Milho: Chicago inicia a terça-feira com estabilidade após leve avanço na colheita

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Milho: Chicago inicia a terça-feira com estabilidade após leve avanço na colheitaA terça-feira (10) começa com estabilidade para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações máximas de 0,25 pontos por volta das 08h50 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,65 com estabilidade, o março/20 valia US$ 3,76 com alta de 0,25 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 3,81 com ganho de 0,25 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 3,86 com estabilidade.

Na segunda-feira (09), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou novos relatórios sobre estoques e colheita americana. De acordo com o dados reportados, 92% do milho americano foi colhido até o domingo (08), contra a média dos últimos cinco anos de 100%.

Entre os estados, Dakota do Norte está mais atrasada com apenas 43% do milho colhido. Wisconsin estava apenas 74% completo em comparação com uma média de 95% em cinco anos. Outros estados incluem Illinois com 96% versus uma média de 100% em cinco anos, e Iowa com 95% quando a colheita normalmente seria concluída.

Agora, o USDA deve divulgar seu último boletim mensal de oferta e demanda de 2019 nesta terça-feira (10). O mercado espera a média das projeções em 47,73 milhões de toneladas. No reporte do último mês, os estoques finais do cereal foram estimados em 48,54 milhões de toneladas.

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Relembre como fechou o mercado na última segunda-feira:

Com as expectativas para o USDA, cotações do milho fecham a sessão desta 4ª feira com leves baixas em Chicago

As cotações do milho continuam subindo no mercado interno

As referências para o milho encerraram a sessão desta segunda-feira (09) com desvalorizações na Bolsa de Chicago (CBOT). Os principais vencimentos do cereal finalizaram o dia com um recuo de 0,75 a 1,00 ponto. O contrato Dezembro/19 terminou cotado a US$ 3,65 por bushel, enquanto, o Março/20 encerrou a US$ 3,75 por bushel.

De acordo com as informações da Reuters Internacional, os mercados de grãos dos Estados Unidos também aguardam mais informações sobre o relatório de oferta e demanda global que será divulgado pelo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) nesta terça-feira.

Ainda segundo as informações do site internacional Barchart, as exportações de milho para a semana encerrada em 12/05 foram de apenas 481.097 milhões de toneladas. “O relatório indicou que os embarques acumulados aumentaram para 6.532 MMT, em comparação com os 15.118 MMT no mesmo ponto do ano passado”, informou a Barchart.

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Mercado Interno

O mercado interno brasileiro registrou poucas movimentações nas principais praças pesquisadas pelo o Notícias Agrícolas. A região de Castro/PR, a saca do cereal registrou valorização de 2,44% e terminou o dia cotado a R$ 42,00. Já os preços do milho em São Gabriel do Oeste/MS finalizaram o dia a R$ 40,00 por saca com uma valorização de 2,56%.

No município de Brasília, o milho terminou o dia precificado ao redor de R$ 42,00 a saca com uma alta de 2,44%. Em Campinas/SP, a saca disponível do milho gira ao redor de R$ 48,27 e com uma queda de 1,00%.

As cotações do milho continuam subindo no mercado interno, mas a intensidade desse movimento está distinta entre as praças acompanhadas pelo o Cepea. “As reações mais expressivas são verificadas em regiões em que, até então, compradores estavam conseguindo “segurar” os preços. Por outro lado, em algumas praças, foram verificadas ligeiras quedas nos valores nestes últimos dias”, afirmou o Cepea.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Pesquisa mostra como as indústrias de ovos, frangos e suínos sofrem os efeitos da pandemia

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Pesquisa mostra como as indústrias de ovos, frangos e suínos sofrem os efeitos da pandemiaEsses foram alguns dos impactos observados da pandemia de Covid-19 nas cadeias produtivas de frango de corte, de ovos e de suínos. Resultaram de um estudo realizado pela Embrapa Suínos e Aves junto ao setor produtivo.

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Um dos principais efeitos registrados foi a queda da demanda no mercado interno, sobretudo pela redução da renda do consumidor e pelo fechamento de restaurantes, escolas, bares e atividades de turismo. O dinamismo do consumo ficou praticamente restrito aos supermercados, de acordo com o pesquisador Franco Muller Martins, um dos autores do estudo. “Até o final do primeiro quadrimestre, a produção não parou em momento algum, ou seja, não sofreu rupturas como outros setores. Mesmo com o aumento das exportações verificados até o momento, o país terá que buscar exportar ainda maiores excedentes de produção”, revela o cientista.

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De acordo como pesquisador Dirceu Talamini, outro autor do estudo, os custos de produção já vinham em patamares elevados no início de 2020, especialmente pela desvalorização do câmbio, mas tendem a se equilibrar abaixo dos valores do primeiro quadrimestre. O destaque, segundo ele, é para o preço do milho, um dos principais insumos dessas cadeias produtivas, que perdeu competitividade na produção de etanol em função do preço do petróleo.

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“O cenário de curto e médio prazo ainda é de muita incerteza, especialmente no que diz respeito à demanda e avanço da doença. O otimismo da cadeia produtiva de proteína animal está a longo prazo, vislumbrando um esforço maior para aumentar as exportações e adequar o consumo interno, bem como evitar rupturas na logística de suprimento, abate e distribuição”, detalha o pesquisador Marcelo Miele, também autor do trabalho.

O estudo foi realizado de 20 a 30 de abril, por meio de entrevistas estruturadas junto a atores-chaves das cadeias produtivas de frango de corte, de ovos e de suínos. Foram ouvidos líderes e membros de associações de produtores e de associações da agroindústria de todas as regiões do País. O estudo teve como foco a busca de informações qualitativas e prospectivas para subsidiar a gestão estratégica da Embrapa e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Link para a nota técnica

Fonte: Embrapa Suínos e Aves TABELA
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Agronegócio

Covid-19 e o mercado de insumos agrícolas

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Covid-19 e o mercado de insumos agrícolasAs medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos para conter o avanço do vírus trouxeram consequências distintas para o setor produtivo no Brasil.

No caso do agronegócio, o cancelamento de diversos eventos (casamentos, congressos, festas entre outros) impactou em cheio o segmento de flores. As vendas se reduziram drasticamente, levando para o lixo boa parte da produção nos primeiros dias de quarentena. Agricultores familiares, por sua vez, que têm a renda dependente das vendas para escolas e feiras livres, tiveram dificuldades em escoar a produção. O maior receio era o desabastecimento de alimentos nas gôndolas dos supermercados, mas grande parte das redes tem contrato com distribuidores atacadistas e negociação direta com produtores e associações, reduzindo a chance de falta de alimentos.

Na área de insumos agrícolas, o segmento também enfrenta os efeitos da pandemia de covid-19, deixando muitos agentes do setor repletos de incertezas. Alguns países estão com as atividades portuárias interrompidas. A Índia, por exemplo, grande consumidora de fertilizantes, passa por “lockdown”, congestionando as operações dos portos. Já os Estados Unidos carregam os insumos para a próxima temporada normalmente. Quanto à China, grande exportadora de matérias-primas, por sua vez, a situação foi normalizada já em março/20 e, com isso, houve um desequilíbrio entre oferta e demanda mundial.

No caso dos fertilizantes, o preço internacional do fosfatado iniciou 2020 em alta. Nos primeiros quatro meses deste ano, a valorização acumulada do MAP foi de 15,7% no porto de São Petersburgo (Rússia), com média de US$ 295,2/tonelada nesse período. Porém, frente à média do primeiro quadrimestre de 2019, o recuo é de 21,6%. Ressalta-se que, em dezembro de 2019, a média do MAP havia sido a mais baixa desde o mesmo mês de 2003. Logo, a alta acumulada nos quatro primeiros meses deste ano não foi suficiente para superar o preço médio do fosfatado no porto para o mesmo período de 2019. A valorização do MAP do quadrimestre de 2020, por sua vez, se deve à redução de oferta porque muitas fábricas operaram com margem negativas.

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No caso da ureia, o preço médio acumulou alta de 3% nos quatro primeiros meses de 2020 no porto de Yuznhy (Ucrânia). O preço médio desse nitrogenado negociado no porto de Yuznhy havia registrado, em dezembro de 2019, o menor patamar desde agosto de 2017. A ureia chegou a se valorizar nos primeiros meses de 2020, mas a alta foi interrompida após as fortes quedas do barril do petróleo e de seus derivados. O preço médio foi de US$ 215,5/t no primeiro quadrimestre deste ano, 7% abaixo do mesmo período de 2019.

Quanto ao cloreto de potássio, houve queda acumulada de preço de 10,2% no porto de Vancouver (Canadá) de janeiro a abril de 2020, a US$ 229,8/t (frente ao primeiro quadrimestre de 2019, a baixa foi de 24%). O preço médio de abril de 2020 é o menor desde julho de 2007.

No Brasil, os preços médios da ureia e do MAP subiram, enquanto os do cloreto de potássio se mantiveram praticamente estáveis nos primeiros quatro meses de 2020. Segundo levantamento do Cepea, os valores da ureia acumularam altas de 23% no Centro-Oeste e 17% no Sul, no primeiro quadrimestre de 2020. No Centro-Oeste, o preço médio da ureia foi de R$ 1.786,8/t no primeiro quadrimestre de 2020, com leve retração de 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No Sul, o nitrogenado teve média de R$ 1.702,6/t, retração de 4%.

O valor médio do MAP avançou 27% no Centro-Oeste e 24% no Sul, de janeiro a abril de 2020, com os preços médios desse período a R$ 2.015,7/t na primeira região (14% mais barato frente ao mesmo período de 2019) e a R$ 1.991,9 na segunda (13% inferior). Quanto ao cloreto de potássio (KCl), a elevação foi de 1,6% no Centro-Oeste, mas houve recuo de 1,1% no Sul. O preço médio da tonelada do KCl foi de R$ 1.745,6 no Centro-Oeste e de R$ 1.708,9 no Sul de janeiro a abril de 2020, sendo, respectivamente, 12% e 14% menores que os do mesmo período do ano anterior.

A desvalorização acumulada do Real frente ao dólar foi de 27% no primeiro quadrimestre. Em abril, a média da moeda norte-americana foi de R$ 5,33, a maior, em termos reais, desde setembro de 2005. O enfraquecimento da moeda nacional neutralizou, em parte, a transmissão das quedas internacionais dos preços dos fertilizantes para os valores domésticos. O frete rodoviário para o transporte de fertilizantes entre Paranaguá (PR) e Sorriso (MT) foi de R$ 250,6/t no primeiro quadrimestre de 2020, aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado.

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No setor de defensivos agrícolas, os preços subiram no Centro-Oeste. O herbicida glifosato 720, o fungicida Protioconazol + Trifloxistrobina e os inseticidas metomil e Lambda cialotrina + tiametoxan se valorizaram 8,9%, 19%, 19,3% e 3,1%, respectivamente, no primeiro quadrimestre de 2020. Por outro lado, os valores dos mesmos produtos no Sul recuaram 5,5% para glifosato 720, 1,7% para o fungicida Protioconazol + Trifloxistrobina, 5,1% para o inseticida metomil e 3,7% para o Lambda cialotrina + tiametoxan.

Os comportamentos distintos nas variações dos preços dos defensivos agrícolas são justificados pela forma de negociação entre agentes nas duas principais regiões produtoras de grãos. No Centro-Oeste, predominam duas modalidades de comercialização de insumos: a venda direta entre a multinacional e o produtor e a negociação entre as revendas e o produtor. No Sul, a modalidade mais comum é entre as cooperativas e o produtor.

Soja e milho respondem por boa parte da produção agrícola do País e, assim, as precificações dos insumos agrícolas são balizadas pela rentabilidade dessas atividades. Portanto, produtores ficam atentos ao desempenho econômico do Brasil, pois acabam comprando insumos agrícolas sob influência do setor de grãos e precisam vender no mercado interno. O baixo crescimento econômico que se arrasta desde os últimos anos retraiu o consumo doméstico e a renda. No momento em que a economia começava a engrenar, a pandemia interrompeu a retomada de crescimento. O receio é que a roda da produção acabe rompendo por falta de receita, visto que a venda de uma safra financia a próxima temporada.

Mauro Osaki – Pesquisador da área de Custos Agrícolas do Cepea

Fonte: CEPEA

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