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Mulher

Modelo plus size sobre tamanho dos seios: “Sofria com a cultura do estupro”

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A brasileira Isabella Trad, de 24 anos, é modelo plus size e adepta do movimento body positive

. Com mais de 130 mil seguidores em seu Instagram, a jovem compartilha diversas imagens em que deixa o corpo à mostra – inclusive cliques nus – e inspira com suas mensagens de autoaceitação e amor próprio.


A modelo plus size Isabella Trad aborda diversas questões corporais em seu Instagram e, agora, falou sobre seus seios
Reprodução/Instagram/todebells

A modelo plus size Isabella Trad aborda diversas questões corporais em seu Instagram e, agora, falou sobre seus seios

Na quinta-feira (28), na rede social, a modelo plus size
falou sobre a relação que desenvolveu com seu corpo ao longo dos anos. “Nunca fui magra e, se fui, não me lembro. Conheço o meu corpo apenas assim, gordo. Às vezes menos, às vezes maior. Fluído. Com 9/10 anos, já sofria com a cultura do estupro ali, me lembrando que era mulher e que tinha meus seios desejados por homens mais velhos”, começa.

Em seguida, conta que a ensinaram a usar sutiã para se esconder e proteger – e que também falaram que ela não seria vítima da flacidez caso se “apertasse” sempre. “Então, dormia e acordava amarrada. Em momentos para esconder a prematuridade do meu corpo. Em outros, para me encaixar no que me diziam ser belo”, continua.

Ainda na publicação, Isabella fala que se deparou com pessoas a chamando de louca por desapegar de algumas coisas que, na cabeça delas, são extremamente necessárias. “Eu não deixei de usar sutiã. Não deixei de me depilar. Eu apenas fiz disso uma escolha e não uma obrigação”, ressalta.

Em algumas horas, a postagem recebeu mais de 29 mil curtidas – e mais de mil comentários. “Na quinta série, eu só usava camisetas enormes, morrendo de vergonha dos meus peitos. Na rua, vários homens mexendo comigo. A gente cresce achando que está completamente errada. Que bom que mudamos”, diz uma seguidora. 

Outras meninas aproveitaram para elogiar e desabafar. “Obrigada! Ler isso é uma coisa absurdamente necessária para qualquer menina jovem e gorda”, ressalta outra. “Parecia uma narrativa da minha adolescência. Obrigada por dividir e ensinar que o amor próprio vem acima de qualquer imposição sempre”, conta mais uma. “Inspiração”, destaca outra.

Outros posts inspiradores da modelo plus size Isabella Trad


Em uma publicação recente, a modelo plus size abordou a questão dos homens que têm fetiche por mulheres gordas
Reprodução/Instagram/todebells

Em uma publicação recente, a modelo plus size abordou a questão dos homens que têm fetiche por mulheres gordas


Isabella costuma falar em seu Instagram sobre temas que envolvem seu corpo. Em um post recente e destacado pelo
Delas

, ela falou sobre o desejo de alguns homens em estar com uma mulher gorda. “Não somos um fetiche. Não estamos aqui para satisfazer as expectativas de alguém que insiste em colocar-nos como um pedaço de carne barata à venda: ‘Gorda, carente, deve compensar na cama’ até o ‘Eu gosto de mulheres gordas, tem onde pegar’”, diz no começo.

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A modelo ainda ressalta que o homem não deve ser reverenciado por amar uma mulher com curvas. “Em que momento ensinaram que é certo ter um relacionamento levando em conta um mero atributo descritivo? – Não é lisonjeiro. Mulher, você não é um produto tabelado: negra, loira, ruiva, alta, magra. Gorda. Você não é um fetiche. Mulher, eu repito aqui: não confunda o que você aceita com aquilo que você merece”, aponta em um dos trechos. 

Vários comentários vieram à tona e, por lá, as seguidoras compartilharam suas histórias. “Falou tudo. Eu sou um ser humano. Tenho cérebro e sou muito mais do que o físico. Já ouvi que deveria emagrecer e, assim, arrumaria namorado. Balela. Se fosse só pelo físico, nenhuma mulher magra estaria sozinha”, diz uma.

“Caramba, que textão maravilhoso”, escreve uma. “Eu aplaudo essas palavras. Muito tempo fui nesse pensamento de achar que devia aceitar menos que mereço só pelo fato de eu ser gorda e ter medo que não encontrar mais ninguém. Muito bom ver vocês que levantam essa bandeira. Devemos nos aceitar, sim! E quem quiser nos amar que nos aceite como somos!”, fala outra.


A modelo plus size já compartilhou algumas imagens na rede social em que deixa as estrias à mostra e fala sobre o assunto
Reprodução/Instagram/todebells

A modelo plus size já compartilhou algumas imagens na rede social em que deixa as estrias à mostra e fala sobre o assunto

Em outra publicação, Isabella fala sobre as estrias
. “Linhas que contam histórias sobre um corpo que decidiu viver suas próprias histórias. Às vezes mais magro, às vezes mais gordo. Um corpo que lutou contra seu corpo
. Linhas que desapareceram, linhas que surgiram. Que me envergonharam e que hoje me orgulho. Linhas que contam a história de um corpo fluido, um corpo livre, odiado, amado. Que histórias suas linhas contam?”, questiona.

Os comentários falam por si só. “As minhas falam cada mês da gestação da minha filha. Cada linha uma ansiedade uma espera. Minha amada estria gestacional”, expõe uma seguidora. “Fiquei admirada com tuas palavras. Obrigada por elas. Você será uma inspiração pra mim. Preciso me aceitar melhor”, diz outro.


Além de estrias, a modelo plus size também publica mensagens sobre amor próprio:
Reprodução/Instagram/todebells

Além de estrias, a modelo plus size também publica mensagens sobre amor próprio: “Não existe um só caminho”

Questões de amor próprio
também fazem parte da vida da modelo no Instagram. “Quem me vê assim tão pronta (e nua) não imagina as imprevisibilidades que tive que enfrentar para chegar aqui. Todos os dias recebo mensagens a procura de uma poção mágica pro amor próprio. Eu não tenho. Você tem? Não existe um só caminho e cada um tem seu próprio tempo”, reflete. 

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A jovem ainda afirma que as pessoas não precisam sair peladas na rua para se amar. No entanto, se isso for necessário, incentiva a ir e fazer. “A mudança geralmente vem da própria imprevisibilidade de querer se olhar com carinho (fora e dentro) de permitir, questionar e fazer”, desabafa. 

A legenda levou uma das seguidoras a compartilhar detalhes de sua própria história. “Quando era mocinha, com uns 18, 20 anos, era magrinha, mas nunca estava feliz com meu corpo, sempre me achava gorda…Depois dos 40, engordei bastante e me dei conta de como era linda, ou melhor, sou linda…Hoje, tenho 55, sou gorda e me amo como nunca. Sempre é tempo para se amar e ser feliz”, comenta. 

Fotos na praia? Sim!


Ao lado de Jacqueline Jordão, a modelo plus size aparece nua e comenta sobre as restrições vividas no passado
Reprodução/Instagram/todebells

Ao lado de Jacqueline Jordão, a modelo plus size aparece nua e comenta sobre as restrições vividas no passado

Em mais uma publicação, dessa vez ao lado de Jacqueline Jordão, Isabella fala sobre as restrições que enfrentou na vida. “Vivi minha vida sendo proibida de viver e prometi que não seguiria os passos da minha criação. Eu fui criada pra ter vergonha de quem sou, hoje tenho orgulho de quem me tornei e das lutas que travei. Fui proibida de amar, hoje amo”, escreve. 

“Fui proibida de dançar e hoje danço o que quiser. Fui proibida de me pintar e hoje me pinto de todas as cores. Eu que não podia aparecer em fotos, hoje apareço nua. Essa liberdade que conquistei dentro da minha própria prisão, permanece. Não deixarei de viver, trabalhar, amar e, por isso, resisto”, finaliza.

Após a publicação, muitos elogios vieram à tona. “Que foto maravilhosa. Todas vocês me motivam todos os dias”, declara uma das seguidoras. “Que foto linda, que me faz lavar a alma! Tenho algumas sem roupa no meu Instagram e me vi sendo cercada de preconceito por algumas colegas que repudiavam o fato de eu me amar e me aceitar e postar imagens desse tipo”, compartilha outra. “Obrigada por me representar! Lindas”, agradece.


A modelo plus size e a amiga Raissa Galvão posam na praia e, na legenda, Isabella fala sobre a confiança no biquíni
Reprodução/Instagram/todebells

A modelo plus size e a amiga Raissa Galvão posam na praia e, na legenda, Isabella fala sobre a confiança no biquíni

A jovem também já abordou a  relação do seu corpo com ir à praia
com alguns cliques ao lado de Raissa Galvão. Isso porque, antigamente, ela só usava camiseta e shorts. “Sempre senti que meu corpo não pertencia à praia, então o escondia. Hoje, graças ao deus do amor próprio, desfilo com as amigas lindamente”, detalha. 

“Se eu dissesse pra isabella de 2010 que estaria usando um biquíni, ela riria da minha cara. Tem antes e depois melhor?”, questiona. A modelo plus size
ainda recomenda colocar o umbigo para fora. Afinal, ele não merece viver escondido, né? E uma das seguidoras concorda: “Verdade. A gente deixa de aproveitar por não estar em forma e os verões vão se passando. Eu vou comprar um [biquíni] vermelho”, avisa. 

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Mato Grosso

Feminicídios aumentam 68% nos primeiros seis meses de 2020 em MT

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Foram registrados 32 casos do crime até junho; somado aos homicídios dolosos foram 46 mortes envolvendo mulheres

Julia Oviedo | Sesp-MT – Combate à violência contra a mulher – Foto por: Sesp-MT

Combate à violência contra a mulher

O número de feminicídios ocorridos nos seis primeiros meses de 2020 em Mato Grosso aumentou 68% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano 32 mulheres foram vítimas de feminicídio, enquanto que em 2019 houve 19 vítimas. Os dados são da Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

No entanto, estes são dados preliminares já que durante a investigação dos crimes pode haver mudanças na autoria e motivação, podendo ser classificados como homicídios dolosos. Inclusive, o número de homicídios dolosos contra mulheres entre 18 e 59 anos apresentou redução significativa de 46%.

Neste ano, 14 casos de homicídios dolosos foram registrados, enquanto que no ano passado este número chegou a 26 crimes. No total de mortes envolvendo vítimas femininas somando todas as motivações, 46 crimes foram registrados este ano, enquanto que 45 ocorreram no mesmo período do ano passado, ou seja: um crescimento de 2%.

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Já o número de homicídios dolosos tentados diminuiu 23%, sendo registrados 108 tentativas de homicídio contra 140 no mesmo período do ano passado.

Outros crimes

A maior parte dos outros crimes contra a mulher apresentou redução nos índices. O crime que mais apresentou registros foi o de ameaça (8.644 registros), que teve redução de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Já lesão corporal somou 4.506 denúncias, totalizando redução de 11% em relação a 2019.

Na sequência estão injúria (2.436 casos e redução de 17%), difamação (1.242 casos e redução de 29%), calúnia (750 casos e redução de 20%), perturbação de tranquilidade (417 casos e redução de 29%) e violação de domicílio (420 casos e redução de 7%).

Seguindo a mesma tendência, o número de estupros diminuiu 5%. No primeiro semestre de 2019 ocorreram 188 estupros, já neste ano foram 179. Já o estupro de vulnerável apresentou aumento de 30%, passando de 20 casos no ano passado para 26 ocorrências neste ano.

Denúncias

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Para registrar qualquer denúncia basta ligar para o 190, 197, 180 e 181. Vale lembrar que todas as denúncias são sigilosas.
Além disso, as denúncias também podem ser registradas presencialmente nas delegacias (PJC-MT) de Mato Grosso. Em Cuiabá, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher funciona na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul.

Já em Várzea Grande, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso funciona na Rua Almirante Barroso, 298, Centro Sul (próximo do Terminal André Maggi).

 

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Mulher

Os desafios da mulher no ambiente corporativo

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Apesar do dia 8 de março ser lembrado como o Dia Internacional da Mulher, há pouco para se comemorar. Por exemplo, mesmo no século 21 e diante da Economia 4.0, o machismo ainda é forte no ambiente corporativo, tornando o mundo dos negócios ainda um desafio para as mulheres que buscam seu lugar ao sol.

Muitas pesquisas mostram as dificuldades do sexo feminino em diferentes frentes do mercado de trabalho. Estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que as mulheres estão no topo da taxa de desemprego. Além disso, trabalham mais horas que os homens e somente 48% delas possuem trabalhos formais. Os homens são 72%.

Segundo o estudo realizado pelo Instituto Ethos, a quantidade de mulheres ocupando a presidência de alguma companhia ainda é baixo, somente 7%. Já a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aponta que apenas 11% das empresas com capital aberto inscritas possuem mulheres em cargos do conselho de administração. 

Esses dados são reflexo da realidade que muitas mulheres enfrentam. Mas para brilhar no ambiente corporativo, é preciso não desanimar. Foi o que fez a Danielle Cohen, Engenheira de Produção, desenvolvedora e Head de tecnologia e cofundadora da startup Pingui. 

Para ela, ainda é difícil algumas pessoas a encararem com profissionalismo como mulher e líder técnica. Danielle conta que, na maioria das vezes, quando vai em alguma reunião, sempre é vista como alguém que atua no setor comercial, comunicação ou no RH. “Tudo, menos da parte técnica”.

– Por exemplo, num hackathon que participei, sendo uma das 50 escolhidas, ouvi comentários do tipo: ‘mas, você? Sério mesmo?’. Não só fui escolhida, como também fui a ganhadora da competição – relembra.

Cohen disse que já passou por momentos, em reuniões de negócios, que quando estão falando de tecnologia, nem é olhada. Às vezes, nem ouvida. “Começo a ganhar mais notoriedade quando falo sobre programação, discuto uma parte mais técnica”. 

Para superar o machismo, Danielle conta que gosta sempre de se olhar como igual a todo mundo. Diz que não fica se rebaixando ou achando que os outros são melhores. Em caso de reuniões com pessoas mais velhas, ela tenta falar bastante da parte técnica e mostrar que conhece bem o assunto. “Assim vou ganhando autoridade”. 

Segundo a profissional, é importante que as mulheres se ajudem, por isso, Danielle tenta fazer a parte dela. Como organizadora do GBG (Google Business Group) junto de outras duas mulheres, ela comenta que tem conseguido levar a tecnologia e a inovação para o universo feminino. “Já houve casos de pessoas me agradecerem pela ajuda e dizer que foi essencial na carreira. Isso é muito gratificante”.  

– As mulheres não devem ter vergonha de mostrar o que sabem fazer, muito menos se diminuir. Em relação ao machismo, a melhor coisa é não levar em consideração frases preconceituosas ou olhares de inferioridade. Sempre mostrem que vocês sabem e conseguem fazer tudo tão bem quanto qualquer um. Aliás, hoje em dia, há muitas coisas que são exclusivas para mulheres. Então, podemos aproveitar essas oportunidades para melhorarmos cada vez mais – ressalta. 

Outra pessoa que enfrentou situações difíceis, mas que não se deixou desanimar foi a administradora Amanda Eloi. Para ela, uma das maiores dificuldades não foi realizar o trabalho em si, mas lidar com pessoas preconceituosas e arrogantes.

Atualmente, Amanda é coordenadora adjunta da comissão Especial de Empreendedorismo do Conselho Regional de Administração (CRA-RJ), consultora de Projetos da WAAH!, Fundadora e Coordenadora do Ciclo Empreendedor Universitário.

Para Eloi, o preconceito existente em alguns homens são fruto da falta de compreensão de que capacidade não depende de gênero e/ou classe social. Para a profissional, essa forma de pensar vem do fato da sociedade ainda ter uma visão limitada do quanto a mulher pode ser bem-sucedida no mundo dos negócios. “Isso impede que muitas alcancem determinados cargos dentro de suas empresas, por não terem a oportunidade de desenvolver determinadas habilidades”.

Ela conta que, apesar dos problemas, foi vencendo esses obstáculos a partir das experiências que adquiriu no trabalho. “Depois de ganhar autoconfiança, também busquei orientações de amigos e profissionais do mercado para lidar com determinadas situações”.

Para Amanda, a melhor maneira de lidar com o machismo foi acreditar no próprio potencial, continuar desenvolvendo projetos e ajudar pessoas a evoluir profissionalmente. “Dessa forma, fico focada no reflexo do meu trabalho, que envolve alavancar negócios e impactar mais vidas”. 

– Por isso, sempre digo para que as mulheres confiem no seu potencial, busquem mais conhecimento e estejam ao lado de pessoas brilhantes, que, além de acreditar em você, possam valorizá-las como Mulher e Ser Humano – conclui.

Joyce Nogueira
Assessora de Imprensa

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