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Economia

Mourão descarta incentivos para impedir fechamento de fábrica da Ford

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Toda vez que vai haver aumento do desemprego, isso preocupa o governo”, disse Mourão sobre o fim da fábrica da Ford

O vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), afirmou que o governo não deve conceder incentivos para impedir o fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, no interior de São Paulo. O general, porém, garantiu que o governo está estudando a situação para tentar manter os empregos dos quase 3 mil funcionários que trabalham na unidade.

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“Está fora de questão [conceder incentivos à Ford
]. [Mas] Toda vez que vai haver aumento do desemprego, isso preocupa o governo. Estamos estudando esse assunto porque é uma empresa privada e, neste caso, é questão de desoneração e tributos. Então, temos que dar uma estudada nisso”, disse o vice-presidente.

Na manhã desta sexta-feira (1º), o general receceu Wagner Firmino de Santanda e Paulo Aparecido Silva Cayres, presidente e vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC; Sérgio Aparecido Nobre, secretário-geral da CUT (Central Única dos Trabalhadores); e Adalto Oliveira, diretor da Ford. Os cinco discutiram possíveis alternativas para a situação da fábrica da montadora.

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Providências do governo



Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Até o final deste ano os empregos [na fábrica da Ford] estão assegurados”, anunciou o governador João Doria (PSDB)

Após o anúncio do fechamento da unidade da Ford em São Bernardo do Campo, o governador de São Paulo, João Doria
(PSDB), se reuniu no último dia 21 com o CEO da Ford América do Sul, Lyle Watters. Após o encontro, Doria confirmou que o governo vai buscar um comprador para a fábrica e tentar manter os empregos.

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“Foi uma reunião longa e dura”, disse Doria à imprensa. “[Decidimos] que governo de São Paulo vai buscar comprador para essa fábrica da Ford para a preservação dos empregos, ainda que com uma nova marca assumindo o parque industrial”, acrescentou.

Segundo Doria, não há preocupação imediata dos funcionários da montadora porque o fechamento da fábrica acontecerá de forma gradual, ao longo de 2019. “[A operação] Vai continuar normalmente. Até o final deste ano os empregos
estão assegurados, mas vamos, de forma célere, buscar um potencial comprador para essas instalações”,  disse o governador.

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O tucano ainda garantiu que a fábrica de Taubaté, onde há 1,6 mil trabalhadores, e as sedes de Tatuí e Barueri, com 270 e 170 funcionários, respectivamente, não serão afetadas. O centro administrativo da montadora em São Bernardo do Campo também será mantido, segundo anunciado pela Ford e confirmado por Doria.

A decisão da Ford


A Ford vai encerrar as atividades em São Bernardo do Campo e deixará o mercado de caminhões na América do Sul
Divulgação

A Ford vai encerrar as atividades em São Bernardo do Campo e deixará o mercado de caminhões na América do Sul

A Ford anunciou, no último dia 19, que vai encerrar as atividades na fábrica de São Bernardo do Campo e que deixará o mercado de caminhões na América do Sul. No Brasil, deixará de comercializar as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta, assim que terminarem os estoques. A planta de São Bernardo será desativada ao longo de 2019.

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Além da fábrica no interior paulista, a Ford
tem outras duas em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), e um campo de provas em Tatuí (SP). Em São Bernardo do Campo há 2,8 mil empregados, segundo o sindicato da categoria. “Sabemos que essa decisão terá um impacto significativo sobre os nossos funcionários e, por isso, trabalharemos com todos os nossos parceiros nos próximos passos”, disse Lyle Watters.

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Economia

Desemprego chega a 9,4% em abril, diz Ipea

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A taxa de desemprego no Brasil chegou a 9,4% em abril deste ano, o menor patamar desde outubro de 2015, de acordo com estudo divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na comparação com o mesmo mês de 2021, a taxa registrou queda de 4,9 pontos percentuais. Ao todo, o país tinha 11 milhões de desempregados em abril.

Segundo o Ipea, na outra ponta, a população ocupada em abril chegou a 97,8 milhões de trabalhadores, o maior patamar desde 2012. Em relação ao mesmo período do ano passado, a população ocupada aumentou 10,8% e, na comparação com março último, houve alta de 2,1%. De acordo com o Ipea, a análise dos dados mostra que a expansão da ocupação tem ocorrido de forma generalizada, envolvendo todas as regiões, todos os segmentos etários e educacionais e atingindo todos os setores da economia.

O Ipea ressalta a recuperação nos setores que tiveram quedas mais intensas no auge da pandemia, devido às medidas de afastamento social. No primeiro trimestre deste ano, 6 dos 13 setores pesquisados apresentaram crescimento da ocupação superior a 10%, com destaque para os segmentos de alojamento e alimentação, com aumento de 32,5% na taxa de ocupação; serviços pessoais, com alta de 19,5%; e serviços domésticos, com crescimento de 19,4%.

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Os dados mostram, no entanto, que ainda há uma série de desafios a serem superados no mercado de trabalho brasileiro. Mesmo diante de uma recuperação mais forte do emprego formal, a maior parte das novas vagas está sendo gerada nos segmentos informais da economia. No último trimestre móvel, encerrado em abril de 2022, enquanto o montante de trabalhadores com carteira assinada avançou 11,6%, na comparação com 2021, o contingente de ocupados sem carteira cresceu 20,8%.

Desalento em queda

O país ainda tem aproximadamente 4,2 milhões de pessoas desalentadas. O desalento refere-se àquelas pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuram emprego por achar que não vão encontrar. O contingente registrado em abril é, no entanto, o menor já apontado desde setembro de 2017. A proporção de desalentados em relação à população fora da força de trabalho recuou de 5,1% para 3,7%, entre abril de 2021 e abril de 2022.

Já os trabalhadores que se declararam subocupados em abril eram 6,4 milhões, ou seja, 6,5% do total da ocupação. Os trabalhadores subocupados são aqueles que trabalham menos do que 40 horas semanais tendo disponibilidade e desejando trabalhar mais. Esses dados representam queda de 1,7 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2021.

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O Ipea calculou as taxas com base na série trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para serem comparados, os dados foram dessazonalizados.

Edição: Nádia Franco

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Economia

Preço da cesta básica paulistana aumenta 1,36%, diz Procon-SP

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O preço médio da cesta básica na capital paulista superou o valor do salário mínimo no mês de maio, segundo levantamento feito pelo Núcleo de Inteligência e Pesquisas do Procon-SP, em convênio com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A cesta chegou a R$ 1.226,12, em 31 de maio, aumento de 1,36% em relação a 29 de abril (R$ 1.209,71). O valor do salário mínimo é R$ 1.212.

Os grupos alimentação e limpeza tiveram alta de 1,7% e 0,36%, respectivamente. Já higiene pessoal teve queda de 1,83%. Dos 39 produtos pesquisados, na variação mensal, 27 registraram alta, nove diminuíram de preço e três permaneceram estáveis.

Os produtos que mais subiram, segundo o levantamento, foram cebola (31,7%), desodorante spray (6,8%), salsicha avulsa (6,33%), queijo muçarela fatiado (5,55%) e farinha de mandioca torrada (4,91%).

Já as maiores quedas foram papel higiênico fino branco (8,85%), biscoito recheado (5,91%), absorvente aderente (4,27%), sabão em barra (1,65%) e frango resfriado inteiro (1,6%).

De acordo com o Procon-SP, os motivos que justificam as oscilações nos preços dos produtos da cesta básica são diversos e incluem problemas climáticos, questões sazonais, excesso ou escassez de oferta ou demanda pelos produtos, preços das commodities, variações cambiais, formação de estoques e desonerações de tributos.

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A alta no preço tanto da salsicha como do queijo muçarela, por exemplo, tiveram influência do aumento nas exportações de seus insumos – carne suína e leite. A alta das carnes de primeira e de segunda, que são itens relevantes na alimentação no país e registraram aumento de 0,74% e 1,29% no mês, respectivamente, também foi relacionado às exportações pela entidade.

O aquecimento da demanda internacional pela carne bovina brasileira acarretou a diminuição na oferta interna e o aumento das cotações no varejo, conforme divulgou o Procon-SP.

Na variação anual, a pesquisa apontou ainda que o aumento no preço da cesta na cidade foi de 18,07%, ante maio de 2021, quando o valor era de R$ 1.038,45. No período, os três produtos que tiveram maior alta foram café em pó, com aumento de 95,6%; batata, 70,04%, e biscoito água e sal, 48,84%.

Edição: Kelly Oliveira

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