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Mulher larga trabalho tradicional para se tornar atriz pornô plus size

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Depois de passar anos entediada, trabalhando em um escritório convencional e dedicando a vida ao cuidado dos filhos, uma norte-americana decidiu abandonar seu estilo de vida antigo e monótono e partir para uma mudança radical. Ela deixou seu emprego tradicional para investir em outra carreira que transformaria sua vida para sempre: a de atriz pornô plus size.

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Atriz pornô plus size deixou o emprego convencional e agora fatura uma fortuna gravando conteúdo adulto
Reprodução/Instagram @asstyndangermartyn

Atriz pornô plus size deixou o emprego convencional e agora fatura uma fortuna gravando conteúdo adulto

Além do crescimento pessoal, apesar de inusitada e até arriscada, a transição fez com que ela passasse a faturar uma fortuna. Desde que iniciou no ramo do entretenimento adulto como atriz pornô
plus size, ela passou a arrecadar o equivalente a R$ 3,8 mil por cena que filma.

Com medidas totalmente fora do padrão estético social imposto, Asstyn, como é conhecida, tem 44 anos, dois filhos, e agora se identifica como uma “ BBW
” – sigla em inglês usada para se referir a mulheres grandes e bonitas.

Natural da Pensilvânia, nos Estados Unidos, ela diz que sua vida melhorou drasticamente desde que se tornou artista de conteúdo adulto. Para ela, a transformação vai muito além do sucesso financeiro.

Asstyn diz que espera que compartilhar sua história encoraje outras mulheres gordas a pensarem em ingressar na indústria do entretenimento e a se verem como mulheres interessantes e sensuais.

A coragem que teve em mudar de vida também é outra inspiração para quem não se sente feliz com o que tem no momento, mas tem medo de arriscar.

Antes de estrelar no segmento erótico, ela conta que costumava ficar muito entediada com seu emprego tradicional, onde trabalhava por 8 horas, 5 dias por semana e tinha um salário pouco atrativo.

“No meu antigo emprego, eu ficava atrás de uma mesa o dia todo, ouvindo pessoas reclamando, ganhando cerca de 30 mil libras por ano [aproximadamente R$ 150 mil]”, diz ela ao Daily Star
.

Hoje, se Asstyn gravar apenas uma única cena por mês, durante oito meses, ela consegue ganhar o mesmo que recebia durante um ano quando tinha um trabalho sem graça e cansativo.

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Ideia de se tornar atriz pornô plus size


Apesar de não ter sido incentivada no início, Asstyn fala que hoje recebe apoio de fãs para continuar como atriz pornô
Reprodução/Instagram @asstyndangermartyn

Apesar de não ter sido incentivada no início, Asstyn fala que hoje recebe apoio de fãs para continuar como atriz pornô

Asstyn conta que tudo começou quando ela conheceu um homem em um site de namoro. Ele trabalhava no setor adulto e recomendou que ela procurasse saber mais sobre a indústria de filmes eróticos. O rapaz comentou que ela poderia encontrar trabalho como uma estrela pornô plus size
.

Foi então que ela começou a pesquisar sobre o mundo da pornografia
e ficou surpresa com a forma como esse meio pode ser empoderador para mulheres com diversos tipos de corpos. “Eu não sabia que havia esse tipo de ‘setor’ na indústria erótica, e nunca tinha ouvido falar sobre ‘BBW’ antes, mas eu realmente gostei de todo o aspecto de positividade corporal envolvido no conceito”, afirma.

No início, ela conta que sofreu muito preconceito quando falava que iria começar a atuar em outra área. “Eu não recebi muitos comentários positivos, o que realmente impactou em mim”, desabafa.

Asstyn também tinha medo de como seria trabalhar em um meio que ela julgava ser machista e opressor para a mulher. “Eu tinha uma ideia muito distorcida em minha mente sobre o que era a indústria do entretenimento adulto focado em mulheres gordas. Estava preocupada se essas mulheres maiores seriam ridicularizadas.”

Mas assim que passou a envolver no assunto e viu as fotos e vídeos, resolveu arriscar. “Estava claro que elas estavam sendo verdadeiramente apreciados”, comenta.

“Feminista sex-positiva”


A carreira de atriz pornô fez com que a norte-americana incentivasse a aceitação do corpo para outras mulheres
Reprodução/Instagram @asstyndangermartyn

A carreira de atriz pornô fez com que a norte-americana incentivasse a aceitação do corpo para outras mulheres

Depois de pesquisar e se aprofundar no tema, em 2017, Asstyn decidiu que faria sua primeira incursão no setor da pornografia. Ela começou compartilhando suas próprias fotos no Twitter, o que logo atraiu a atenção de empresas de entretenimento adultos por conta de seu perfil diferente do padrão.

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“Eu estava um pouco nervosa com tudo isso no começo, mas também senti que tinha vivido minha vida por outras pessoas por tanto tempo que era hora de eu viver para mim mesma”, admite.

Ela ainda ressalta que teve que superar muito medo sobre a percepção de outras pessoas em relação a ela e sua nova profissão, tendo em vista que além de estar exibindo seu corpo, também lidava com o fato de ser uma mulher envolvida com pornografia, o que faz com que muitas pessoas a julguem de maneira errada.

“Eu estava presa no passado pela preocupação sobre o que as outras pessoas diriam – mas agora considero minha própria felicidade acima do que outras pessoas pensam a meu respeito”, fala.

Desde que abandonou sua vida antiga, Asstyn montou seu próprio site e começou a passar o tempo na frente da câmera. A estrela pornô espera espalhar uma mensagem de “positividade sexual”, tornando seus vídeos o mais realista possível.

“Eu me considero uma feminista sex-positiva”, dispara. “Eu não concordo com a vergonha e o estigma em torno da sexualidade feminina em nossa cultura e odeio esse padrão. É por isso que faço o melhor que posso para não fingir orgasmos. Eu quero dar foco ao prazer das mulheres, assim como acontece com os homens.”

Apesar de receber alguns comentários de haters, seu trabalho é, na maioria das vezes, recebido com apoio por homens e mulheres. Ela acredita que seu passo na indústria de entretenimento adulto foi positivo, e avisa a quem critica sua carreira que não planeja desistir tão cedo.

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“Está sendo uma aventura e eu quero continuar”, declara a atriz pornô
. “Eu adoraria ver mais tipos de corpos aceitos em todos os sentidos”, e acrescenta afirmando que “no resto da sociedade, não é frequente você ver uma mulher gorda exibindo seu corpo” e que quer mudar isso através do seu trabalho.

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Mato Grosso

Feminicídios aumentam 68% nos primeiros seis meses de 2020 em MT

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Foram registrados 32 casos do crime até junho; somado aos homicídios dolosos foram 46 mortes envolvendo mulheres

Julia Oviedo | Sesp-MT – Combate à violência contra a mulher – Foto por: Sesp-MT

Combate à violência contra a mulher

O número de feminicídios ocorridos nos seis primeiros meses de 2020 em Mato Grosso aumentou 68% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano 32 mulheres foram vítimas de feminicídio, enquanto que em 2019 houve 19 vítimas. Os dados são da Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

No entanto, estes são dados preliminares já que durante a investigação dos crimes pode haver mudanças na autoria e motivação, podendo ser classificados como homicídios dolosos. Inclusive, o número de homicídios dolosos contra mulheres entre 18 e 59 anos apresentou redução significativa de 46%.

Neste ano, 14 casos de homicídios dolosos foram registrados, enquanto que no ano passado este número chegou a 26 crimes. No total de mortes envolvendo vítimas femininas somando todas as motivações, 46 crimes foram registrados este ano, enquanto que 45 ocorreram no mesmo período do ano passado, ou seja: um crescimento de 2%.

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Já o número de homicídios dolosos tentados diminuiu 23%, sendo registrados 108 tentativas de homicídio contra 140 no mesmo período do ano passado.

Outros crimes

A maior parte dos outros crimes contra a mulher apresentou redução nos índices. O crime que mais apresentou registros foi o de ameaça (8.644 registros), que teve redução de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Já lesão corporal somou 4.506 denúncias, totalizando redução de 11% em relação a 2019.

Na sequência estão injúria (2.436 casos e redução de 17%), difamação (1.242 casos e redução de 29%), calúnia (750 casos e redução de 20%), perturbação de tranquilidade (417 casos e redução de 29%) e violação de domicílio (420 casos e redução de 7%).

Seguindo a mesma tendência, o número de estupros diminuiu 5%. No primeiro semestre de 2019 ocorreram 188 estupros, já neste ano foram 179. Já o estupro de vulnerável apresentou aumento de 30%, passando de 20 casos no ano passado para 26 ocorrências neste ano.

Denúncias

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Para registrar qualquer denúncia basta ligar para o 190, 197, 180 e 181. Vale lembrar que todas as denúncias são sigilosas.
Além disso, as denúncias também podem ser registradas presencialmente nas delegacias (PJC-MT) de Mato Grosso. Em Cuiabá, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher funciona na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul.

Já em Várzea Grande, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso funciona na Rua Almirante Barroso, 298, Centro Sul (próximo do Terminal André Maggi).

 

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Mulher

Os desafios da mulher no ambiente corporativo

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Apesar do dia 8 de março ser lembrado como o Dia Internacional da Mulher, há pouco para se comemorar. Por exemplo, mesmo no século 21 e diante da Economia 4.0, o machismo ainda é forte no ambiente corporativo, tornando o mundo dos negócios ainda um desafio para as mulheres que buscam seu lugar ao sol.

Muitas pesquisas mostram as dificuldades do sexo feminino em diferentes frentes do mercado de trabalho. Estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que as mulheres estão no topo da taxa de desemprego. Além disso, trabalham mais horas que os homens e somente 48% delas possuem trabalhos formais. Os homens são 72%.

Segundo o estudo realizado pelo Instituto Ethos, a quantidade de mulheres ocupando a presidência de alguma companhia ainda é baixo, somente 7%. Já a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aponta que apenas 11% das empresas com capital aberto inscritas possuem mulheres em cargos do conselho de administração. 

Esses dados são reflexo da realidade que muitas mulheres enfrentam. Mas para brilhar no ambiente corporativo, é preciso não desanimar. Foi o que fez a Danielle Cohen, Engenheira de Produção, desenvolvedora e Head de tecnologia e cofundadora da startup Pingui. 

Para ela, ainda é difícil algumas pessoas a encararem com profissionalismo como mulher e líder técnica. Danielle conta que, na maioria das vezes, quando vai em alguma reunião, sempre é vista como alguém que atua no setor comercial, comunicação ou no RH. “Tudo, menos da parte técnica”.

– Por exemplo, num hackathon que participei, sendo uma das 50 escolhidas, ouvi comentários do tipo: ‘mas, você? Sério mesmo?’. Não só fui escolhida, como também fui a ganhadora da competição – relembra.

Cohen disse que já passou por momentos, em reuniões de negócios, que quando estão falando de tecnologia, nem é olhada. Às vezes, nem ouvida. “Começo a ganhar mais notoriedade quando falo sobre programação, discuto uma parte mais técnica”. 

Para superar o machismo, Danielle conta que gosta sempre de se olhar como igual a todo mundo. Diz que não fica se rebaixando ou achando que os outros são melhores. Em caso de reuniões com pessoas mais velhas, ela tenta falar bastante da parte técnica e mostrar que conhece bem o assunto. “Assim vou ganhando autoridade”. 

Segundo a profissional, é importante que as mulheres se ajudem, por isso, Danielle tenta fazer a parte dela. Como organizadora do GBG (Google Business Group) junto de outras duas mulheres, ela comenta que tem conseguido levar a tecnologia e a inovação para o universo feminino. “Já houve casos de pessoas me agradecerem pela ajuda e dizer que foi essencial na carreira. Isso é muito gratificante”.  

– As mulheres não devem ter vergonha de mostrar o que sabem fazer, muito menos se diminuir. Em relação ao machismo, a melhor coisa é não levar em consideração frases preconceituosas ou olhares de inferioridade. Sempre mostrem que vocês sabem e conseguem fazer tudo tão bem quanto qualquer um. Aliás, hoje em dia, há muitas coisas que são exclusivas para mulheres. Então, podemos aproveitar essas oportunidades para melhorarmos cada vez mais – ressalta. 

Outra pessoa que enfrentou situações difíceis, mas que não se deixou desanimar foi a administradora Amanda Eloi. Para ela, uma das maiores dificuldades não foi realizar o trabalho em si, mas lidar com pessoas preconceituosas e arrogantes.

Atualmente, Amanda é coordenadora adjunta da comissão Especial de Empreendedorismo do Conselho Regional de Administração (CRA-RJ), consultora de Projetos da WAAH!, Fundadora e Coordenadora do Ciclo Empreendedor Universitário.

Para Eloi, o preconceito existente em alguns homens são fruto da falta de compreensão de que capacidade não depende de gênero e/ou classe social. Para a profissional, essa forma de pensar vem do fato da sociedade ainda ter uma visão limitada do quanto a mulher pode ser bem-sucedida no mundo dos negócios. “Isso impede que muitas alcancem determinados cargos dentro de suas empresas, por não terem a oportunidade de desenvolver determinadas habilidades”.

Ela conta que, apesar dos problemas, foi vencendo esses obstáculos a partir das experiências que adquiriu no trabalho. “Depois de ganhar autoconfiança, também busquei orientações de amigos e profissionais do mercado para lidar com determinadas situações”.

Para Amanda, a melhor maneira de lidar com o machismo foi acreditar no próprio potencial, continuar desenvolvendo projetos e ajudar pessoas a evoluir profissionalmente. “Dessa forma, fico focada no reflexo do meu trabalho, que envolve alavancar negócios e impactar mais vidas”. 

– Por isso, sempre digo para que as mulheres confiem no seu potencial, busquem mais conhecimento e estejam ao lado de pessoas brilhantes, que, além de acreditar em você, possam valorizá-las como Mulher e Ser Humano – conclui.

Joyce Nogueira
Assessora de Imprensa

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