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Mulher perde 40 kg após sofrer com efeito sanfona e ter 45% de gordura corporal

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A empresária Ana Mamakin, de 35 anos, era uma criança magra até os oito, quando começou a comer compulsivamente. Por conta da alimentação errada, a curitibana acumulou  gordura corporal
, principalmente na região do abdômen. Já no início da adolescência tudo mudou. Emagreceu bastante e assim seguiu por alguns anos. Era o início da sua luta com o efeito sanfona.


Ana Mamakin chegou a  95 kg e, por muito tempo, tentou emagrecer com diversas dietas, mas sofreu com o efeito sanfona
Arquivo pessoal

Ana Mamakin chegou a 95 kg e, por muito tempo, tentou emagrecer com diversas dietas, mas sofreu com o efeito sanfona

Foi aos 15 que Ana teve o seu primeiro ganho de peso considerável. Nessa época, ela estava sofrendo com acne e espinhas em todo o rosto. Após passar por exames, foi diagnosticada com ovários policísticos e, por conta disso, precisou fazer tratamento para tratar o distúrbio hormonal. Sua pele melhorou, mas, em contrapartida, seu corpo desandou e passou a sofrer com o efeito sanfona
.

“Ganhei muito peso. Fiquei extremamente inchada e me sentia muito mal. Comecei a fazer as dietas da moda. Emagrecia e engordava o tempo todo. Eu alternava períodos em que ficava praticamente sem comer com momentos de muita compulsão. Consumia sanduíches, salgadinhos, lanches, pizzas e etc”, conta em entrevista ao Delas
.

Em 2001, chegou a pesar 85 kg durante um intercâmbio nos Estados Unidos. Mas, ainda na viagem, conseguiu eliminar 15 kg. Quando retornou ao Brasil, passou a tomar remédios na tentativa de controlar o peso. “Tomei todos os tipos e sofri com o efeito rebote que eles causam. Depois que casei e abri minha própria empresa, o peso disparou e chegou a 95 kg”, diz.

Nos anos seguintes, a empresária sofreu com o sobrepeso. Além disso, conta que não tinha força de vontade e não conseguia  persistir nos exercícios físicos
e nas dietas – fazer uma reeducação alimentar não foi possível nessa época. “Tentei muitas e muitas vezes. Fui à nutricionista, contratei personal, fiz tratamentos estéticos e tomei muitos remédios para emagrecer”, expõe.

Como emagrecer de vez e acabar com o efeito sanfona


A empresária sofreu com o efeito sanfona por muito tempo e, com a ajuda de um balão intragástrico, conseguiu emagrecer
Arquivo pessoal

A empresária sofreu com o efeito sanfona por muito tempo e, com a ajuda de um balão intragástrico, conseguiu emagrecer

Ana chegou ao fundo do poço, como ela mesma descreve, quando precisou comprar uma calça jeans e não encontrou nenhuma peça que lhe servisse. Ela também já estava cansada de se esconder e dos medicamentos para perder peso. Conforme relata, eles já não resolviam mais e só a engordavam. Precisava se livrar do efeito sanfona.

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Decidida a mudar, resolveu procurar algumas opções e, com as buscas, já estava pensando em fazer uma cirurgia bariátrica. No entanto, após passar por uma consulta com um especialista em obesidade para saber quais alternativas seriam viáveis, o profissional lhe recomendou um tratamento de seis meses com um balão intragástrico.

O procedimento aconteceu em 2011 e consiste, conforme explica Eduardo Grecco, gastrocirurgião e endoscopista do Instituto EndoVitta, em colocar um balão de silicone no estômago que é preenchido com água ou ar para ajudar a reduzir o apetite. O paciente precisa seguir uma dieta específica no começo, sendo os primeiros dias com apenas líquidos.

Quatro meses depois, Ana já havia eliminado 29 kg. Em um ano, o total de peso perdido chegou a 40 kg. “Precisei me conscientizar que a reeducação alimentar era minha única opção. Segui à risca as recomendações médicas. Comia apenas o que tinha no cardápio sugerido pela nutricionista. Às vezes que tentei furar, passei muito mal do estômago”, relata.

Durante o tratamento com o balão, Ana não fez atividades físicas – e emagreceu apenas com as mudanças que foram feitas na fase da reeducação alimentar
. No entanto, essa não é uma prática recomenda pela empresária. Isso porque, se tivesse praticado exercícios, a flacidez da pele poderia ter sido evitada.

Após a perda de peso, é necessário mantê-la para evitar o efeito sanfona. Para isso, a empresária faz acompanhamento com nutricionista e médico do esporte. “Sigo o cardápio proposto e pratico muito esporte. Vou à academia seis vezes na semana e faço pole fitness de duas a quatro vezes na semana. O espelho é meu guia. Só me peso nas consultas”, ressalta.

Antes de colocar o balão, Ana fez uma avaliação física que detectou que ela estava com 45% de gordura corporal
. “Logos após o procedimento, meu peso caiu drasticamente. Cheguei a pesar 55 kg, mas meu percentual de gordura ainda era alto: 30%. Agora, após quase três anos de musculação e dieta, peso 62 kg e apenas 16% disso é gordura”, aponta.

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Depois de ter passado por diferentes estilos de alimentação, como low carb, dieta paleolítica e dieta intuitiva, hoje já não deixa de consumir o que tem vontade. “Posso me permitir comer alimentos que não fazem parte da minha dieta. Mesmo tendo intolerância à lactose e ao glúten, como chocolate, pizza e batata frita. Mas tem dia certo. Faço uma refeição livre por semana”, explica.

Paixão por atividades físicas e os resultados conquistados


Após vencer o efeito sanfona e conquistar o corpo desejado, Ana passou a amar os exercícios físicos, assim como seu marido
Arquivo pessoal

Após vencer o efeito sanfona e conquistar o corpo desejado, Ana passou a amar os exercícios físicos, assim como seu marido

Em seu perfil do Instagram, a empresária compartilha detalhes de sua história e diversas imagens em que aparece na academia e se exercitando.

O amor pelos exercícios físicos, no entanto, aconteceu anos após estar magra e se livrar do excesso de gordura corporal. O que contribuiu para isso foi seu marido ter enfrentado uma depressão profunda e, por conta disso, quase morrer.

O médico disse que a única coisa que poderia salvá-lo desse quadro depressivo era fazer atividades físicas, uma vez que os medicamentos tarja preta já não faziam mais efeito.

“Eu resolvi acompanhá-lo e tivemos outra reviravolta. Hoje, ele já não toma mais nenhum remédio. Foi incrível o que essa mudança de hábitos fez por nós. Somos mais dispostos, alegres e parecemos até mais jovens”, conta.

Ana ainda conta que muita gente lhe pergunta se ela fez cirurgia plástica após emagrecer, eliminar gordura corporal e, finalmente, se livrar do efeito sanfona. “Ainda não fiz nenhuma intervenção. Tenho flacidez, afinal, foram 40 kg eliminados. Mas a musculação aliada à dieta e tratamentos estéticos já estão me trazendo resultados incríveis”, garante.

Em uma publicação feita na rede social, ela comenta sobre os benefícios que sente em ter disciplina, dedicação e cuidados com a alimentação, aprendidos na reeducação alimentar. A prática de exercícios também mudou sua vida. “Mudar pode ser assustador, mas não podemos permitir que o medo nos impeça de progredir”, ressalta.

Por fim, após vencer o efeito sanfona
, Ana afirma que bateu suas  metas de emagrecimento
e estabelece seu novo objetivo: ser a melhor versão de si mesma e evoluir sempre com disciplina, constância e paciência. “Grandes mudanças não acontecem da noite para o dia, mas, definitivamente, só ocorrem com garra, persistência e dedicação”, aponta.

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Mato Grosso

Feminicídios aumentam 68% nos primeiros seis meses de 2020 em MT

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Foram registrados 32 casos do crime até junho; somado aos homicídios dolosos foram 46 mortes envolvendo mulheres

Julia Oviedo | Sesp-MT – Combate à violência contra a mulher – Foto por: Sesp-MT

Combate à violência contra a mulher

O número de feminicídios ocorridos nos seis primeiros meses de 2020 em Mato Grosso aumentou 68% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano 32 mulheres foram vítimas de feminicídio, enquanto que em 2019 houve 19 vítimas. Os dados são da Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

No entanto, estes são dados preliminares já que durante a investigação dos crimes pode haver mudanças na autoria e motivação, podendo ser classificados como homicídios dolosos. Inclusive, o número de homicídios dolosos contra mulheres entre 18 e 59 anos apresentou redução significativa de 46%.

Neste ano, 14 casos de homicídios dolosos foram registrados, enquanto que no ano passado este número chegou a 26 crimes. No total de mortes envolvendo vítimas femininas somando todas as motivações, 46 crimes foram registrados este ano, enquanto que 45 ocorreram no mesmo período do ano passado, ou seja: um crescimento de 2%.

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Já o número de homicídios dolosos tentados diminuiu 23%, sendo registrados 108 tentativas de homicídio contra 140 no mesmo período do ano passado.

Outros crimes

A maior parte dos outros crimes contra a mulher apresentou redução nos índices. O crime que mais apresentou registros foi o de ameaça (8.644 registros), que teve redução de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Já lesão corporal somou 4.506 denúncias, totalizando redução de 11% em relação a 2019.

Na sequência estão injúria (2.436 casos e redução de 17%), difamação (1.242 casos e redução de 29%), calúnia (750 casos e redução de 20%), perturbação de tranquilidade (417 casos e redução de 29%) e violação de domicílio (420 casos e redução de 7%).

Seguindo a mesma tendência, o número de estupros diminuiu 5%. No primeiro semestre de 2019 ocorreram 188 estupros, já neste ano foram 179. Já o estupro de vulnerável apresentou aumento de 30%, passando de 20 casos no ano passado para 26 ocorrências neste ano.

Denúncias

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Para registrar qualquer denúncia basta ligar para o 190, 197, 180 e 181. Vale lembrar que todas as denúncias são sigilosas.
Além disso, as denúncias também podem ser registradas presencialmente nas delegacias (PJC-MT) de Mato Grosso. Em Cuiabá, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher funciona na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul.

Já em Várzea Grande, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso funciona na Rua Almirante Barroso, 298, Centro Sul (próximo do Terminal André Maggi).

 

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Mulher

Os desafios da mulher no ambiente corporativo

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Apesar do dia 8 de março ser lembrado como o Dia Internacional da Mulher, há pouco para se comemorar. Por exemplo, mesmo no século 21 e diante da Economia 4.0, o machismo ainda é forte no ambiente corporativo, tornando o mundo dos negócios ainda um desafio para as mulheres que buscam seu lugar ao sol.

Muitas pesquisas mostram as dificuldades do sexo feminino em diferentes frentes do mercado de trabalho. Estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que as mulheres estão no topo da taxa de desemprego. Além disso, trabalham mais horas que os homens e somente 48% delas possuem trabalhos formais. Os homens são 72%.

Segundo o estudo realizado pelo Instituto Ethos, a quantidade de mulheres ocupando a presidência de alguma companhia ainda é baixo, somente 7%. Já a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aponta que apenas 11% das empresas com capital aberto inscritas possuem mulheres em cargos do conselho de administração. 

Esses dados são reflexo da realidade que muitas mulheres enfrentam. Mas para brilhar no ambiente corporativo, é preciso não desanimar. Foi o que fez a Danielle Cohen, Engenheira de Produção, desenvolvedora e Head de tecnologia e cofundadora da startup Pingui. 

Para ela, ainda é difícil algumas pessoas a encararem com profissionalismo como mulher e líder técnica. Danielle conta que, na maioria das vezes, quando vai em alguma reunião, sempre é vista como alguém que atua no setor comercial, comunicação ou no RH. “Tudo, menos da parte técnica”.

– Por exemplo, num hackathon que participei, sendo uma das 50 escolhidas, ouvi comentários do tipo: ‘mas, você? Sério mesmo?’. Não só fui escolhida, como também fui a ganhadora da competição – relembra.

Cohen disse que já passou por momentos, em reuniões de negócios, que quando estão falando de tecnologia, nem é olhada. Às vezes, nem ouvida. “Começo a ganhar mais notoriedade quando falo sobre programação, discuto uma parte mais técnica”. 

Para superar o machismo, Danielle conta que gosta sempre de se olhar como igual a todo mundo. Diz que não fica se rebaixando ou achando que os outros são melhores. Em caso de reuniões com pessoas mais velhas, ela tenta falar bastante da parte técnica e mostrar que conhece bem o assunto. “Assim vou ganhando autoridade”. 

Segundo a profissional, é importante que as mulheres se ajudem, por isso, Danielle tenta fazer a parte dela. Como organizadora do GBG (Google Business Group) junto de outras duas mulheres, ela comenta que tem conseguido levar a tecnologia e a inovação para o universo feminino. “Já houve casos de pessoas me agradecerem pela ajuda e dizer que foi essencial na carreira. Isso é muito gratificante”.  

– As mulheres não devem ter vergonha de mostrar o que sabem fazer, muito menos se diminuir. Em relação ao machismo, a melhor coisa é não levar em consideração frases preconceituosas ou olhares de inferioridade. Sempre mostrem que vocês sabem e conseguem fazer tudo tão bem quanto qualquer um. Aliás, hoje em dia, há muitas coisas que são exclusivas para mulheres. Então, podemos aproveitar essas oportunidades para melhorarmos cada vez mais – ressalta. 

Outra pessoa que enfrentou situações difíceis, mas que não se deixou desanimar foi a administradora Amanda Eloi. Para ela, uma das maiores dificuldades não foi realizar o trabalho em si, mas lidar com pessoas preconceituosas e arrogantes.

Atualmente, Amanda é coordenadora adjunta da comissão Especial de Empreendedorismo do Conselho Regional de Administração (CRA-RJ), consultora de Projetos da WAAH!, Fundadora e Coordenadora do Ciclo Empreendedor Universitário.

Para Eloi, o preconceito existente em alguns homens são fruto da falta de compreensão de que capacidade não depende de gênero e/ou classe social. Para a profissional, essa forma de pensar vem do fato da sociedade ainda ter uma visão limitada do quanto a mulher pode ser bem-sucedida no mundo dos negócios. “Isso impede que muitas alcancem determinados cargos dentro de suas empresas, por não terem a oportunidade de desenvolver determinadas habilidades”.

Ela conta que, apesar dos problemas, foi vencendo esses obstáculos a partir das experiências que adquiriu no trabalho. “Depois de ganhar autoconfiança, também busquei orientações de amigos e profissionais do mercado para lidar com determinadas situações”.

Para Amanda, a melhor maneira de lidar com o machismo foi acreditar no próprio potencial, continuar desenvolvendo projetos e ajudar pessoas a evoluir profissionalmente. “Dessa forma, fico focada no reflexo do meu trabalho, que envolve alavancar negócios e impactar mais vidas”. 

– Por isso, sempre digo para que as mulheres confiem no seu potencial, busquem mais conhecimento e estejam ao lado de pessoas brilhantes, que, além de acreditar em você, possam valorizá-las como Mulher e Ser Humano – conclui.

Joyce Nogueira
Assessora de Imprensa

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