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Mulher que teve 96% do corpo queimado estrela campanha publicitária

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Em 2013, Catrin Pugh, uma jovem de 25 anos de Wrexham, no País de Gales, sofreu um acidente de ônibus voltando de uma viagem dos Alpes Franceses que a deixou com 96% do corpo queimado
. Agora, seis anos depois, a jovem foi escolhida pela marca de cosméticos Avon para estrelar sua nova campanha publicitária de batons intitulada “Perfect Nudes”.


Catrin Pugh irá estrelar a campanha publicitária da Avon, que visa trazer modelos com diferenças visuais em suas ações
Reprodução/Avon/DailyMail

Catrin Pugh irá estrelar a campanha publicitária da Avon, que visa trazer modelos com diferenças visuais em suas ações

Catrin, que é embaixadora da Changing Faces
, instituição de caridade do Reino Unido para pessoas que possuem marcas, cicatrizes e outras necessidades, foi escolhida para participar da campanha publicitária
– que será lançada em 15 de março – como parte da decisão da empresa de usar modelos mais diversos em suas campanhas.

De acordo com informações do jornal Daily Mail
, a Avon é a primeira marca de beleza a se inscrever para a Changing Faces
. O objetivo é ter mais pessoas com diferenças visuais para representar suas ações de beleza e moda. O movimento vem depois que marca anunciou a Stand4her
, uma iniciativa global que visa melhorar a vida de 100 milhões de mulheres a cada ano.

A ideia da Stand4her
surgiu após uma pesquisa feita com 14 mil mulheres em todo o mundo. Com os resultados do estudo, a marca descobriu que 40% delas não se enxergam no que vem sendo representado pela mídia, o que a levou a avaliar as pessoas do sexo feminino em suas próprias campanhas. Dados ainda indicam que 80% sentem pressão para ser “perfeitas” e 60% se sentem pressionadas para cumprir determinado padrão de beleza
.

“Estou muito animada por trabalhar neste projeto. Fazer parte de uma campanha de beleza que desafia os estereótipos de beleza tradicionais e o estigma em torno de ‘parecer diferente’ é tão refrescante. Ao apresentá-la, quero enviar a mensagem de que tudo bem ser diferente e que a verdadeira beleza é ter orgulho de ser você mesma”, declara Catrin.

Detalhes da vida de Catrin


Ao participar da campanha publicitária, Catrin espera transmitir que a verdadeira beleza é ter orgulho de você mesma
Reprodução/Instagram/catrinpugh

Ao participar da campanha publicitária, Catrin espera transmitir que a verdadeira beleza é ter orgulho de você mesma

Depois do acidente, Catrin ficou três meses em coma induzido e passou por 200 cirurgias. Após se recuperar, começou a construir sua vida com as cicatrizes
. Apaixonada por maquiagem, a jovem conta que, na época, suas experiências com make a faziam querer se esconder. Ela ressalta que, para pessoas com diferenças visuais, testar produtos em lojas pode ser intimidante, pois a maioria das marcas defende os ideais tradicionais de beleza.

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“Espero que a campanha abra os olhos das pessoas das indústrias da beleza e da moda e da sociedade em geral, para que percebam que devemos defender uma diversidade de modelos, especialmente para os jovens. Espero inspirar outros a abraçar sua aparência, não importa como você se parece”, ressalta. 

Além dela, a ação terá outros nomes que “quebram padrões”. É o caso de Gary Thompson, também conhecido por seu blog “ThePlasticBoy”, e a holandesa Lucia Whitehouse, de 60 anos. Megan Barton Hanson, do seriado de TV “Love Island”, também fará parte.

Campanha publicitária de calçados também terá modelo com cicatrizes


Sophie Lee faz parte de uma campanha publicitária de uma marca de calçados após queimadura e  queloides no rosto
Reprodução/Instagram/sophirelee

Sophie Lee faz parte de uma campanha publicitária de uma marca de calçados após queimadura e queloides no rosto

Outra mulher que vem para o time de modelos
que visam “quebrar padrões” no segmento de beleza é a dançarina Sophie Lee, de 23 anos, de Manchester, na Inglaterra. A jovem trabalhava com pirotecnia – arte de usar fogo para entreter o público – e sofreu graves queimaduras no rosto durante uma apresentação em abril de 2018, o que resultou em cicatrizes.

“Em qualquer coisa que você faz, há sempre um risco, mas você nunca acha que isso vai mudar sua vida”, ressalta, de acordo com o Daily Mail
. “Eu estava confiante de que estava pronta, mas quando soltei o fogo e abri os olhos, havia fogo por toda parte. Deve ter sido de um sopro de vento. Foi um acidente estranho”, explica.

Foi só depois de sair do palco que ela percebeu que o fogo estava se espalhando rapidamente por seu corpo. “Eu corri para o backstage, peguei uma toalha úmida e apaguei as chamas, mas não percebi a extensão das minhas queimaduras”, detalha. “Eu provavelmente estava assim por bons minutos. Fui direto para a UTI”, diz.

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No total, Sophie passou um mês no hospital e, durante esse tempo, estava muito traumatizada para se olhar no espelho. “Eu estava tão perturbada e achei que seria o fim da minha carreira e de tudo que eu fiz e queria alcançar. De repente, tudo desmoronou. Os médicos disseram que eu tinha muita sorte em estar viva”, relata.

A jovem decidiu prevenir-se de passar por outros traumas e recusou a oferta de passar por um enxerto de pele. Na época, ela conta que estava tão inchada que não conseguia enxergar e nem respirar direito. “Inicialmente, os profissionais queriam fazer enxertos, mas como isso causaria outra lesão, não quis passar por isso novamente. Então, optei por um creme forte que ajudou a minha pele a se curar”, afirma.

Depois, a área queimada transformou-se em um queloide, uma cicatriz saliente e, muitas vezes, acompanhada de dor e coceira. Quase um ano após o acidente, Sophie, que tem 40 mil seguidores no Instagram, após rejeitar várias propostas de modelagem, resolveu aceitar uma proposta e irá aparecer na campanha de uma marca de calçados chamada EGO, que quer incentivar o apoio entre as pessoas e, ainda, eliminar o ódio.

“Quero usar minhas plataformas nas mídias sociais para inspirar jovens a não se sentirem para baixo. Acredito firmemente que a beleza é superficial e espero que esta ação com modelos impulsione um movimento positivo entre eles”, detalha. 

Sophie diz que, desde que sofreu as queimaduras e ficou com as cicatrizes, recebe muitos comentários negativos. Alguns dizem algo como “se você brinca com fogo, o que você espera?” ou “você merece se queimar”. “Eu ignoro. Haters querem que eu mande ódio de volta, mas eu não sou assim. Eles tentam me abater sobre coisas que deveriam ser uma insegurança minha, mas, na verdade, não são”, expõe.

Por fim, a modelo conta que, antes de posar para as fotos, sentiu-se nervosa. “Dormi apenas três horas. Isso me deixou muito ansiosa. Eu estava nervosa, pois era a primeira vez em que me mostrava de todos os ângulos. Mas, depois de ver as imagens, me senti fortalecida e livre
. A campanha publicitária
traz uma ótima mensagem e estou orgulhosa e honrada em fazer parte disso”, relata.

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Mato Grosso

Feminicídios aumentam 68% nos primeiros seis meses de 2020 em MT

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Foram registrados 32 casos do crime até junho; somado aos homicídios dolosos foram 46 mortes envolvendo mulheres

Julia Oviedo | Sesp-MT – Combate à violência contra a mulher – Foto por: Sesp-MT

Combate à violência contra a mulher

O número de feminicídios ocorridos nos seis primeiros meses de 2020 em Mato Grosso aumentou 68% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano 32 mulheres foram vítimas de feminicídio, enquanto que em 2019 houve 19 vítimas. Os dados são da Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

No entanto, estes são dados preliminares já que durante a investigação dos crimes pode haver mudanças na autoria e motivação, podendo ser classificados como homicídios dolosos. Inclusive, o número de homicídios dolosos contra mulheres entre 18 e 59 anos apresentou redução significativa de 46%.

Neste ano, 14 casos de homicídios dolosos foram registrados, enquanto que no ano passado este número chegou a 26 crimes. No total de mortes envolvendo vítimas femininas somando todas as motivações, 46 crimes foram registrados este ano, enquanto que 45 ocorreram no mesmo período do ano passado, ou seja: um crescimento de 2%.

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Já o número de homicídios dolosos tentados diminuiu 23%, sendo registrados 108 tentativas de homicídio contra 140 no mesmo período do ano passado.

Outros crimes

A maior parte dos outros crimes contra a mulher apresentou redução nos índices. O crime que mais apresentou registros foi o de ameaça (8.644 registros), que teve redução de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Já lesão corporal somou 4.506 denúncias, totalizando redução de 11% em relação a 2019.

Na sequência estão injúria (2.436 casos e redução de 17%), difamação (1.242 casos e redução de 29%), calúnia (750 casos e redução de 20%), perturbação de tranquilidade (417 casos e redução de 29%) e violação de domicílio (420 casos e redução de 7%).

Seguindo a mesma tendência, o número de estupros diminuiu 5%. No primeiro semestre de 2019 ocorreram 188 estupros, já neste ano foram 179. Já o estupro de vulnerável apresentou aumento de 30%, passando de 20 casos no ano passado para 26 ocorrências neste ano.

Denúncias

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Para registrar qualquer denúncia basta ligar para o 190, 197, 180 e 181. Vale lembrar que todas as denúncias são sigilosas.
Além disso, as denúncias também podem ser registradas presencialmente nas delegacias (PJC-MT) de Mato Grosso. Em Cuiabá, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher funciona na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul.

Já em Várzea Grande, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso funciona na Rua Almirante Barroso, 298, Centro Sul (próximo do Terminal André Maggi).

 

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Mulher

Os desafios da mulher no ambiente corporativo

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Apesar do dia 8 de março ser lembrado como o Dia Internacional da Mulher, há pouco para se comemorar. Por exemplo, mesmo no século 21 e diante da Economia 4.0, o machismo ainda é forte no ambiente corporativo, tornando o mundo dos negócios ainda um desafio para as mulheres que buscam seu lugar ao sol.

Muitas pesquisas mostram as dificuldades do sexo feminino em diferentes frentes do mercado de trabalho. Estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que as mulheres estão no topo da taxa de desemprego. Além disso, trabalham mais horas que os homens e somente 48% delas possuem trabalhos formais. Os homens são 72%.

Segundo o estudo realizado pelo Instituto Ethos, a quantidade de mulheres ocupando a presidência de alguma companhia ainda é baixo, somente 7%. Já a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aponta que apenas 11% das empresas com capital aberto inscritas possuem mulheres em cargos do conselho de administração. 

Esses dados são reflexo da realidade que muitas mulheres enfrentam. Mas para brilhar no ambiente corporativo, é preciso não desanimar. Foi o que fez a Danielle Cohen, Engenheira de Produção, desenvolvedora e Head de tecnologia e cofundadora da startup Pingui. 

Para ela, ainda é difícil algumas pessoas a encararem com profissionalismo como mulher e líder técnica. Danielle conta que, na maioria das vezes, quando vai em alguma reunião, sempre é vista como alguém que atua no setor comercial, comunicação ou no RH. “Tudo, menos da parte técnica”.

– Por exemplo, num hackathon que participei, sendo uma das 50 escolhidas, ouvi comentários do tipo: ‘mas, você? Sério mesmo?’. Não só fui escolhida, como também fui a ganhadora da competição – relembra.

Cohen disse que já passou por momentos, em reuniões de negócios, que quando estão falando de tecnologia, nem é olhada. Às vezes, nem ouvida. “Começo a ganhar mais notoriedade quando falo sobre programação, discuto uma parte mais técnica”. 

Para superar o machismo, Danielle conta que gosta sempre de se olhar como igual a todo mundo. Diz que não fica se rebaixando ou achando que os outros são melhores. Em caso de reuniões com pessoas mais velhas, ela tenta falar bastante da parte técnica e mostrar que conhece bem o assunto. “Assim vou ganhando autoridade”. 

Segundo a profissional, é importante que as mulheres se ajudem, por isso, Danielle tenta fazer a parte dela. Como organizadora do GBG (Google Business Group) junto de outras duas mulheres, ela comenta que tem conseguido levar a tecnologia e a inovação para o universo feminino. “Já houve casos de pessoas me agradecerem pela ajuda e dizer que foi essencial na carreira. Isso é muito gratificante”.  

– As mulheres não devem ter vergonha de mostrar o que sabem fazer, muito menos se diminuir. Em relação ao machismo, a melhor coisa é não levar em consideração frases preconceituosas ou olhares de inferioridade. Sempre mostrem que vocês sabem e conseguem fazer tudo tão bem quanto qualquer um. Aliás, hoje em dia, há muitas coisas que são exclusivas para mulheres. Então, podemos aproveitar essas oportunidades para melhorarmos cada vez mais – ressalta. 

Outra pessoa que enfrentou situações difíceis, mas que não se deixou desanimar foi a administradora Amanda Eloi. Para ela, uma das maiores dificuldades não foi realizar o trabalho em si, mas lidar com pessoas preconceituosas e arrogantes.

Atualmente, Amanda é coordenadora adjunta da comissão Especial de Empreendedorismo do Conselho Regional de Administração (CRA-RJ), consultora de Projetos da WAAH!, Fundadora e Coordenadora do Ciclo Empreendedor Universitário.

Para Eloi, o preconceito existente em alguns homens são fruto da falta de compreensão de que capacidade não depende de gênero e/ou classe social. Para a profissional, essa forma de pensar vem do fato da sociedade ainda ter uma visão limitada do quanto a mulher pode ser bem-sucedida no mundo dos negócios. “Isso impede que muitas alcancem determinados cargos dentro de suas empresas, por não terem a oportunidade de desenvolver determinadas habilidades”.

Ela conta que, apesar dos problemas, foi vencendo esses obstáculos a partir das experiências que adquiriu no trabalho. “Depois de ganhar autoconfiança, também busquei orientações de amigos e profissionais do mercado para lidar com determinadas situações”.

Para Amanda, a melhor maneira de lidar com o machismo foi acreditar no próprio potencial, continuar desenvolvendo projetos e ajudar pessoas a evoluir profissionalmente. “Dessa forma, fico focada no reflexo do meu trabalho, que envolve alavancar negócios e impactar mais vidas”. 

– Por isso, sempre digo para que as mulheres confiem no seu potencial, busquem mais conhecimento e estejam ao lado de pessoas brilhantes, que, além de acreditar em você, possam valorizá-las como Mulher e Ser Humano – conclui.

Joyce Nogueira
Assessora de Imprensa

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