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Mulheres são discriminadas no mercado de trabalho pela aparência

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Além de machistas, a discriminação por aparência intensifica desigualdades raciais.
Redação EdiCase

Além de machistas, a discriminação por aparência intensifica desigualdades raciais.

Ter um bom currículo e ótimas qualificações nem sempre é o suficiente para conquistar uma vaga de emprego em determinadas empresas, especialmente para as mulheres. Fatores como a aparência se tornam determinantes em processos seletivos, seja por não serem consideradas de “boa aparência”, ou por até mesmo serem vistas como bonitas demais. Relatos de mulheres que acabaram por serem desqualificadas em processos seletivos, unicamente pela aparência, permeiam a internet. 

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“Fiz o processo seletivo na escola, passei em todas as etapas, na entrevista com RH, muitos elogios sobre minha aparência, etc. Resultado no final ‘Myrna você é muito bonita e jovem, os alunos do ensino médio vão cair matando em cima de você, não que isso seja problema, desculpa, mas você não foi selecionada’”, escreve uma internauta. 

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“Tô tão revoltada, você passar em todas as etapas de uma empresa, ouvir que você tem qualificação para exercer a função para, no final, depois de horas de processo seletivo, ouvir que você não tem o perfil pedido pela empresa por causa da sua aparência”, desabafa outra mulher. 

Além dos processos seletivos que discriminam as mulheres com base em características físicas, quando elas finalmente conseguem passar em certas vagas, algumas exigências surgem, como sempre estar maquiadas e até mesmo alisar os cabelos, são apresentadas para se manter naquele ofício.

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Segundo o advogado mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná, Rubens Bordinhão de Camargo Neto, a Constituição veta qualquer tipo de prática discriminatória, em anúncios de vaga de emprego ou durante o exercício do trabalho.

“Portanto, a empresa não pode anunciar vagas, por exemplo, para empregados de determinada idade, cor de pele, gênero ou religião, porque esta conduta configura discriminação. Contudo, o que é possível sim que o empregador demande de seus funcionários que se apresentem ao trabalho com cuidados básicos de boa-aparência e higiene, desde que essas exigências não extrapolem o limite do razoável”, afirma o profissional. 

As práticas de discriminação se acentuam quando se trata de mulheres negras, de acordo com dados divulgados pela pesquisa feita pelo movimento Potências Negras: 63% das mulheres pretas entrevistas já se sentiram discriminadas durante processos seletivos. 

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Como a analista de desenvolvimento Márcia Silva, de 39 anos. Ela passou por um processo seletivo de dois dias para uma vaga administrativa, avançando por todas as fases exigidas. Entretanto, durante a entrevista final, ela foi avisada de que só poderia trabalhar na empresa se alisasse os cabelos. 

“Fui selecionada para a entrevista, ficando apenas eu e outra menina, quando  eles nos chamaram para conversar, o responsável veio e disse que já  poderíamos ir trabalhar no dia seguinte. Porém, ele afirmou que  ‘o ideal é que vocês, para um visual melhor, de repente alisem o cabelo’.  Eu  olhei para a outra  menina,  olhei para ele e me hora eu levantei e fui embora, me senti indignada com o comportamento dele. É um absurdo você passar por dois dias de processo seletivo para no final das contas, você só vai poder ficar ali se tivesse o padrão estipulado pela empresa, como se o meu cabelo estivesse sujo ou desleixado”, relembra Márcia. 

Rubens Bordinhão explica que, conforme a lei, atos como esse configuram crime de racismo e que os empregadores não podem exigir atitudes que interfiram na vida privada dos funcionários. 

“Em regra, não pode o empregador exigir o alisamento de cabelo ou utilização de maquiagem para o desempenho do trabalho, porque se trata de uma exigência que invade as escolhas pessoais e a vida íntima do trabalhador. A discriminação em razão de raça é crime, independentemente de ocorrer ou não no ambiente de trabalho, e aquele que o pratica está sujeito a pena de prisão e multa”, fala o advogado. 

Fonte: IG Mulher

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Rômulo Arantes Neto posa com apenas uma toalha preta

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Mario Testino  fez o ensaio com Rômulo Arantes Neto
Reprodução/Instagram

Mario Testino fez o ensaio com Rômulo Arantes Neto

Conhecido por sua ousadia, o fotógrafo peruano Mario Testino, já fotografou inúmeras celebridades, como a Madonna e a Lady Di. Entre os seus ensaios mais famosos com artistas brasileiros, fotos posadas nuas com apenas algumas toalhas têm se tornado as favoritas do fotógrafo, já tendo posado para ele nomes como Bruna Marquezine e Cauã Reymond. 

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Recentemente, o mais novo famoso que adentrou à seleta lista de modelos do fotógrafo foi o ator Rômulo Arantes Neto, que teve a sua foto divulgada no domingo (07), aparecendo apenas de óculos escuros e com uma pequena toalha preta cobrindo as partes íntimas. 

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“BLACK TOWEL, ROMULO ARANTES, 2022”, escreveu Mario Testino  na legenda da publicação. 

Além de Rômulo, a topmodel Isabeli Fontana também posou para Testino, em uma foto ousada a beira da piscina com uma toalha preta no ombro que corre por seu corpo.


Fonte: IG Mulher

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Agosto lilás: Violência patrimonial restringe independência feminina

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No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias
Foto: Unsplash

No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias

Em celebração aos 16 anos da Lei Maria da Penha, o mês de agosto é conhecido como o mês da luta contra a violência doméstica. A lei, que foi criada em 7 de agosto de 2006, estabelece 46 artigos que buscam proteger a integridade física e psicológica da mulher. 

Entre as formas de violência doméstica descritas na legislação federal, uma das menos conhecidas e debatidas pelos brasileiros é a violência patrimonial.

O artigo 7 da Lei Maria da Penha define a violência patrimonial como “qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades”.

Na maioria dos casos, as vítimas são mulheres que não têm fonte fixa de renda e dependem de parceiros para sobreviver. “Diversos motivos podem prender uma mulher nessa armadilha, como a dependência financeira e o medo de prejudicar os filhos. Porém, a questão emocional tende a pesar mais’’, afirma Lana Castelões, advogada de família da Albuquerque Advogados.

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De acordo com a especialista, esse tipo de violência ainda é pouco denunciada no país. “A violência patrimonial é comum, porém subnotificada, tendo em vista que, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem a possibilidade de registrar a ocorrência’’.

Para a advogada, as vítimas não têm conhecimento das medidas legais que podem guiar a situação. Desde 2015, a falta de pagamento de pensão também se enquadra na lei. “Muitas pessoas não sabem que esse crime se encaixa quando um responsável legal, que tem recursos financeiros, deixar de pagar pensão alimentícia para a mulher’’.

Desigualdade

A desigualdade de gênero é um fator predominante nesse crime. As demandas de casa e o cuidado com os filhos geralmente restringem as mulheres na posição de ‘dona de casa’. Sem a chance de trabalharem ou conquistarem a independência financeira, essas vítimas passam a depender financeiramente e emocionalmente dos parceiros.

A pesquisadora Clara Fagundes reflete que, nos últimos anos, as mulheres ganharam mais espaço no mercado, mas ainda não existe liberdade para o gênero. ‘’Mulheres ainda são impedidas de buscar a independência financeira, seja por regras religiosas ou políticas que prejudicam a ascensão materna no mercado, seja por relações familiares abusivas ou crenças machistas’’.

A profissional afirma que a falta de representatividade, a dissociação do feminino à ideia de liderança, a priorização do amor romântico, a sobrecarga feminina com os trabalhos domésticos e a ideia sexista de que existem trabalhos de homem e de mulher são os principais fatores que afastam as mulheres dessa liberdade.

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores
Foto: Fundação CEPERJ

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores

“A cultura patriarcal também impacta as mulheres de forma individual. A falta de confiança é um obstáculo para muitas na busca pela sua independência. Esse fenômeno pode ser chamado de “síndrome da impostora” e leva mulheres a questionarem sua capacidade todos os dias, em casa ou no trabalho’’.

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Para Fagundes, a falta de oportunidades no mercado pressiona mulheres a continuarem em relações abusivas e degradantes. “Mulheres com poder de decisão sobre a própria vida costumam ser também independentes financeiramente’’, declara.


Por mais que não existam dados nacionais sobre a violência patrimonial, o Dossiê da Mulher, produzido no Rio de Janeiro, conseguiu datificar as problemáticas em torno desse crime. De acordo com a análise, que é realizada anualmente no estado carioca, 79,3% dos casos dessa violência foram praticados dentro de casa.

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres
Foto: André Leonardo

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres

Entre os tipos de crime, 50,4% foram de dano, 41,8% foram violação de domicílio e 8,8% foram de roubo de documentos.

Uma das mulheres que tiveram de lidar com a violência patrimonial foi a vendedora C.I*. O crime aconteceu sem que ela percebesse: ‘’Eu tinha um relacionamento há 6 anos e era casada há 3 anos. Um dia, eu saí para trabalhar e, quando retornei, ele tinha vendido todas as minhas coisas’’, diz. “Ele sumiu com tudo, só estavam minhas roupas por lá’’.

O parceiro, na época, chegou a deixar os filhos de C.I* passarem fome. Depois dessa situação, ela percebeu que precisava terminar a relação. ‘’Foi aí que eu dei um basta em tudo’’.

Para a matriarca, é necessário muita força e coragem para conseguir ser independente. ‘’Seja forte e corajosa para dar um basta. Pode parecer o fim, pode parecer que nada mais tem faz sentido e que a dor nunca vai passar. Com o tempo, eu juro que a dor vai embora’’, finaliza.

Fonte: IG Mulher

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