conecte-se conosco


Nacional

Nasa pagará R$ 73 mil a voluntários que ficarem deitados por dois meses

Publicados

em


undefined
Divulgação/DLR

Nasa e ESA buscam 12 homens e 12 mulheres para estudo sobre os efeitos da ausência da gravidade no corpo humano

Com a chegada do outono e suas temperaturas mais amenas, muitos brasileiros estão encontrando dificuldades para sair da cama pela manhã e encarar mais um dia de trabalho. Mas e se esse desejo de permanecer deitado fosse justamente parte do seu trabalho? É mais ou menos isso que a Nasa e a ESA, a agência espacial europeia, estão propondo para um estudo que será desenvolvido na Alemanha.

Leia também: Nasa cancela saída espacial só com mulheres por falta de traje

A Nasa
e a ESA buscam 24 voluntários (12 homens e 12 mulheres) para passarem 60 dias deitados, sem se levantar para nada. Nesse estudo, que será realizado no Centro Aeroespacial Alemão (DLR), na cidade de Colônia, as ‘cobaias’ deverão, por exemplo, tomar banho, comer, ‘ir ao banheiro’ e desempenharem atividades de lazer sem sair da cama. 

A pesquisa terá duração total de 89 dias, sendo os primeiros 15 para adaptação; depois mais 60 dias no leito e depois mais 14 dias de recuperação. Apesar de buscarem ” voluntários
“, as agências pagarão muito bem àqueles que participarem do estudo: 16.500 euros, o equivalente a pouco mais de R$ 73 mil na cotação atual.

Veja Também:  Chegada do outono traz perspectivas de menos chuvas e temperaturas mais amenas

O objetivo do estudo é permitir que os cientistas entendam melhor as mudanças que ocorrem no corpo humano devido à ausência da gravidade – como ocorre com os astronautas
. A eliminação da gravidade no espaço leva a uma série de alterações fisiológicas, como o enfraquecimento dos músculos e ossos e o deslocamento dos fluidos corporais em direção à cabeça, afetando o sistema cardiovascular e causando alterações nos olhos. 

Leia também: Astrônomos inventam nova maneira de observar planetas

Durante a pesquisa, batizada de Estudo de Descanso de Leito de Gravidade Artificial (Agbresa), os voluntários ficarão em um leito inclinado 6º para trás e terão a postura constantemente monitorada por câmeras. Não serão cedidos travesseiros aos participantes do experimento.

Cada uma das ‘cobaias’ será submetida a uma bateria de testes de função cardiovascular, equilíbrio, força muscular e testes cognitivos, incluindo exames como biópsias musculares, microdiálise e eletromiograma, assim como exames de sangue regulares. A dieta durante o estudo é padronizada, ou seja, a composição das refeições é adaptada às necessidades do sujeito em termos de nutrientes.

Veja Também:  Número de mortos por ciclone pode chegar a mil em Moçambique, Malaui e Zimbábue

E, afinal, como eu me candidato? Os requisitos para participar do estudo são: ter entre 24 e 55 anos de idade e não ser fumante. Se você se enquadrar nesse grupo, pode enviar um e-mail para  [email protected]
e solicitar mais informações.

Leia também: O nascimento de estrelas no Universo

A primeira etapa do Agbresa será realizada entre o fim de março e o fim de junho deste ano. Já a segunda ocorrerá entre os meses de setembro e dezembro de 2019. O pagamento dos 16.500 euros será realizado pela Nasa
e ESA em seis parcelas. As duas primeiras serão de 6.750 euros cada e serão pagas ainda durante o estudo. As demais, de 750 euros cada, serão transferidas durante exames de acompanhamento a serem realizados até 2021.

Comentários Facebook
Propaganda

Geral

Adiamento do calendário eleitoral é apoiado pela maioria dos senadores

Publicados

em

A maioria dos senadores apoia o adiamento do calendário da eleições municipais de 2020 em razão da imprevisibilidade sobre o fim da pandemia da covid-19 no Brasil ou a descoberta de uma vacina efetiva contra o coronavírus. As perspectivas e as eventuais medidas legislativas para o pleito deste ano foram debatidas na sessão remota temática desta quarta-feira (17).

O principal desafio é assegurar a saúde da população e, ao mesmo tempo, viabilizar a realização dos dois turnos eleitorais em tempo hábil para a prestação de contas e posse dos eleitos em janeiro de 2021.

Vários senadores defendem seguir as orientações dos cientistas, especialistas na área, que recomendaram o adiamento das eleições em reunião com os líderes do Congresso nesta semana, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

— A epidemiologia é que vai nortear nossos passos. Como que nós vamos abrir a porta para um eventual efeito rebote dessa contaminação do coronavírus numa eleição que se avizinha? Porque a gente não tem claro o que vai acontecer em outubro, em novembro, em dezembro, ou seja lá quando — disse o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que é médico.

Nova data

A definição de uma nova data para as eleições é motivo de impasse. A maior parte dos senadores é contrária à prorrogação de mandatos. Os dias 15 e 29 de novembro foram apontados pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) como um prazo razoável para garantir mais segurança em relação ao perigo de contaminação pela doença. Ele também sugeriu que a votação ocorra em horários específicos de acordo com faixas etárias e grupos de risco.

A mesma ideia foi apoiada por outros senadores, acrescentando a possibilidade de realização das eleições por dois ou três dias seguidos para diminuir a aglomeração.

O voto facultativo para eleitores do grupo de risco foi defendido pelos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Marcelo Castro (MDP -PI), ambos médicos. Para Otto, o ideal é esperar as convenções partidárias, para depois decidir sobre as mudanças no calendário eleitoral. Já a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16/2020, de Marcelo Castro, dá ao TSE o poder de definir a nova data das eleições e fazer a adequação da legislação infraconstitucional.

Veja Também:  Mega-Sena, concurso 2.146: ninguém acerta as seis dezenas e prêmio vai a R$ 125 milhões

Também há preocupação com as saúde dos candidatos, já que boa parte tem mais de 60 anos, como destacou o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), que é a favor da suspensão das eleições.

— O que tenho ouvido de prefeitos não é o desejo de prorrogar para novembro; é de suspender a eleição. A Confederação Nacional dos Municípios, na verdade, está pedindo a suspensão das eleições, a exemplo do que ocorreu em outros seis países da América Latina — disse.

Outra questão levantada por diversos senadores foi o menor contato com o eleitor este ano, nos moldes das campanhas tradicionais, o chamado “corpo a corpo”, impedido pela pandemia. Problema agravado pela falta de acesso à internet por parte dos candidatos e do eleitorado em algumas regiões do país.

— Como o candidato vai à rua, visitar o eleitor, pegar na mão, fazer reuniões? — questionou Rose de Freitas (Podemos- ES).

O senador Cid Gomes (PDT-CE) sugeriu um aumento no tempo da propaganda eleitoral no rádio e na televisão para compensar a redução da campanha nas ruas.

Eleições gerais

Alguns senadores sugeriram aproveitar o momento de incerteza para prorrogar os atuais mandatos municipais e realizar eleições gerais em 2022. Entre eles, o senador Major Olimpio (PSL-SP), que propõe o direcionamento dos recursos do Fundo Eleitoral deste ano para o combate ao coronavírus.

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) também considera precipitado decidir o adiamento das eleições agora sem um indicativo mais forte sobre a evolução da pandemia.

— Eu sou vice-presidente da Associação Nacional dos Municípios. Ouvindo os prefeitos, ouvindo os vereadores, a angústia é total. Por quê? Nós não temos hoje data para a desincompatibilização, nós não temos hoje as convenções, as datas em que serão realizadas. Ou seja, a incerteza leva a um momento também de total descompromisso com muitos, porque, também, o que será? Quem serão os concorrentes? Como se dará essa eleição? — indagou Wellington, que propõe a coincidência de mandato em 2022.

Veja Também:  Venezuela enfrenta 20 horas de apagão e Maduro acusa EUA de “guerra elétrica”

O senador Zequinha Marinho (PSC-PA), outro defensor da unificação das eleições em 2022, comentou que para definir uma nova data das eleições este ano “tem que combinar com o vírus” primeiro.

PEC

O senador Weverton (PDT-MA) será o relator da PEC sobre a alteração do calendário eleitoral. A ideia inicial é de uma proposta de adiamento das eleições entre um mês e meio (45 dias) a dois meses (60 dias).

Para construir um texto de consenso, Weverton deve partir da PEC 18/2020, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), à qual serão apensadas as PECs 16/2020, do senador Marcelo Castro (MDB-PI), e 22/2020, do senador José Maranhão (MDB-PB).

Propostas dos senadores Soraya Thronicke (PSL-MS), Jaques Wagner (PT-BA) e Rose de Freitas estão em fase de coleta de assinaturas e também deverão ser apensadas.

O relator ainda deve ouvir associações de prefeitos e vereadores, além de lideranças políticas e representantes dos tribunais eleitorais nos estados.

— Será uma tarefa árdua. Como até a semana que vem já queremos apresentar o relatório, eu passarei o final de semana conversando. Sem dúvida nenhuma, [as sugestões] são enriquecedoras, porque vão ajudar ainda mais a clarear esse nosso relatório. Não vamos discutir ou tentar fazer uma reforma eleitoral, senão, retira o consenso. Lembremos que PEC, além de um número qualificado, majoritário, que precisa para ser aprovado em dois turnos aqui no Senado, ainda precisa ter o consenso ou a unidade construída para aprovar também nos dois turnos lá na Câmara dos Deputados — ressaltou Weverton.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Barra News – A sua fonte diária de informação – Barra do Bugres MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

Sancionada lei que proíbe corte de serviços públicos no fim de semana

Publicados

em

O presidente Jair Bolsonaro sancionou lei que proíbe a suspensão da prestação de serviços públicos, como água e energia elétrica, na sexta-feira, sábado, domingo, feriado ou no dia anterior a feriado, por inadimplência do usuário (Lei 14.015, de 2020). O texto foi publicado nesta terça-feira (16), no Diário Oficial da União.

A lei determina que o consumidor seja comunicado previamente sobre o desligamento em virtude de inadimplemento e o dia a partir do qual será realizada a interrupção do serviço. Caso o usuário não receba a notificação prévia, não será cobrada taxa de religação, e a concessionária responsável pelo fornecimento será multada.

Originária do Projeto de Lei 669/2019, do senador Weverton (PDT-MA), modificado na Câmara dos Deputados, a lei sancionada se aplica aos serviços públicos prestados pelas administrações diretas e indiretas da União, estados, Distrito Federal e municípios.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Barra News – A sua fonte diária de informação – Barra do Bugres MT

Comentários Facebook
Veja Também:  Presidente da Argélia renuncia após pressão popular e dos militares
Continue lendo

QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO

"2021" QUAIS SÃO AS SUAS EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO QUE SE INICIA

Barra do Bugres e Região

Mato Grosso

Agronegócio

Mais Lidas da Semana