conecte-se conosco


Mulher

Nem jovem nem velha: a meia-idade é a hora da nossa virada

Publicados

em

Optar por práticas saudáveis pode ser uma das chaves para a velhice sonhada
FreePik

Optar por práticas saudáveis pode ser uma das chaves para a velhice sonhada

Eu quero ter uma vida longa, mas acima de tudo, quero ter uma velhice saudável. Quero envelhecer fazendo coisas que gosto, encontrando com mais frequência meus amigos e amigas e em condição física de brincar com meus netos – dependendo aqui das escolhas da minha filha, que só tem 18 anos.

A meia-idade, esse período meio incerto no qual nem somos consideradas jovens nem velhas, é o momento de mudar o rumo da prosa e garantir que o roteiro que desejamos para nós na velhice dos sonhos aconteça na vida real.

Em países em desenvolvimento, caso do Brasil, considera-se meia-idade o período de vida que compreende a faixa etária de 45 a 60 anos, segundo dados de nascimentos e mortes tabulados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na prática, a meia-idade nas mulheres compreende os dois, três anos que antecedem a suspensão completa da menstruação e segue até os 60 anos, mais ou menos, quando a partir de então somos consideradas idosas – mas sem nenhuma obrigação de vestir a antiquada carapuça.

“A meia-idade é um resumo daquilo que a gente já viveu com tempo para dar uma virada”, afirma a clínica geral e geriatra Lilian Schafirovits Morillo, coordenadora do Ambulatório Interdisciplinar de Atendimento a Pacientes com Demência Grave e do Ambulatório para Cuidadores do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM/USP).

Veja Também:  Brunna Gonçalves coleciona perucas que custam até R$ 26 mil

MUDANÇA DE HÁBITOS

A virada, segundo a geriatra, acontece à medida que a pessoa se permite trocar hábitos ruins por práticas saudáveis. Nesta fase, diz ela com minha total concordância, nós estamos mais seguras, mais parecidas com o que somos. “Na meia-idade, a mulher já abandonou um monte de querer cumprir e preencher a expectativa do outro. Está mais interessada em se conhecer”, afirma.

Nesse momento, a mudança de hábitos tem sua grande chance. “O que você precisa para melhorar seus hábitos é só coisa legal: andar na praia ou na rua onde mora, comer melhor, ter mais amor, fazer coisas que goste, exercitar a mente. O que a gente pode fazer para envelhecer bem é só coisa boa”, afirma Lilian Morillo que, como eu e como você, é uma mulher em pleníssima meia-idade.

Práticas saudáveis, atesta a médica, diminuem a chance de ter, por exemplo, Alzheimer. Estudos recentes sobre os fatores de risco da doença fortalecem essa recomendação. “As pesquisas mostram que se controlo diabetes, colesterol, trato hipertensão, se faço atividade física regular, cesso de fumar, tenho hábito de ingestão alcoólica leve, no máximo moderada, tenho atividade mental, engajamento na vida, propósitos, coisas que eu realmente goste de fazer, relacionamentos afetivos significativos, diminuímos muito a possibilidade de Alzheimer”, explica Lilian Morillo.

Veja Também:  Ano Novo Astrológico: saiba o que esperar para o seu signo

Ouvir a médica, que acompanha a minha saúde há mais de dez anos, reforça o que já sei e ouvi de muitos outros médicos. Acredito que cada uma de nós tem um ponto frágil nesta lista de práticas saudáveis. Não só na prevenção contra uma doença tão devastadora como o Alzheimer, mas também na vida que desejamos ter daqui para frente.

“Não é o seu hábito, não é o seu estilo até agora, mas dá uma chance para você aprender coisas novas, fazer coisas novas que podem não ser legais agora, mas muito úteis para você envelhecer bem”, disse Lilian Morillo em um vídeo que gravei com ela há exatos cinco anos.

Na época eu tinha 52 anos de idade, ainda menstruava e vivia uma crise existencial potencializada por deixar de trabalhar após mais de 30 anos com o que sempre amei fazer. Um vazio enorme nos meus dias, na minha vida. Por isso, não consegui processar como devia as palavras ditas pela médica naquela conversa e em tantas outras. Hoje, conformada com a mudança profissional e empenhada em diferentes atividades, preciso agora encarar de frente e romper os meus bloqueios. Quem sabe assim, consigo ter a velhice que sonho.

Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
Propaganda

Mulher

Rômulo Arantes Neto posa com apenas uma toalha preta

Publicados

em

Mario Testino  fez o ensaio com Rômulo Arantes Neto
Reprodução/Instagram

Mario Testino fez o ensaio com Rômulo Arantes Neto

Conhecido por sua ousadia, o fotógrafo peruano Mario Testino, já fotografou inúmeras celebridades, como a Madonna e a Lady Di. Entre os seus ensaios mais famosos com artistas brasileiros, fotos posadas nuas com apenas algumas toalhas têm se tornado as favoritas do fotógrafo, já tendo posado para ele nomes como Bruna Marquezine e Cauã Reymond. 

Entre no canal do iG Delas no Telegram e fique por dentro de todas as notícias sobre beleza, moda, comportamento, sexo e muito mais!

Recentemente, o mais novo famoso que adentrou à seleta lista de modelos do fotógrafo foi o ator Rômulo Arantes Neto, que teve a sua foto divulgada no domingo (07), aparecendo apenas de óculos escuros e com uma pequena toalha preta cobrindo as partes íntimas. 

Veja Também:  Por que o sexo pode causar morte súbita em homens e mulheres jovens

Siga também o perfil geral do Portal iG no Telegram!

“BLACK TOWEL, ROMULO ARANTES, 2022”, escreveu Mario Testino  na legenda da publicação. 

Além de Rômulo, a topmodel Isabeli Fontana também posou para Testino, em uma foto ousada a beira da piscina com uma toalha preta no ombro que corre por seu corpo.


Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
Continue lendo

Mulher

Agosto lilás: Violência patrimonial restringe independência feminina

Publicados

em

Por

No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias
Foto: Unsplash

No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias

Em celebração aos 16 anos da Lei Maria da Penha, o mês de agosto é conhecido como o mês da luta contra a violência doméstica. A lei, que foi criada em 7 de agosto de 2006, estabelece 46 artigos que buscam proteger a integridade física e psicológica da mulher. 

Entre as formas de violência doméstica descritas na legislação federal, uma das menos conhecidas e debatidas pelos brasileiros é a violência patrimonial.

O artigo 7 da Lei Maria da Penha define a violência patrimonial como “qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades”.

Na maioria dos casos, as vítimas são mulheres que não têm fonte fixa de renda e dependem de parceiros para sobreviver. “Diversos motivos podem prender uma mulher nessa armadilha, como a dependência financeira e o medo de prejudicar os filhos. Porém, a questão emocional tende a pesar mais’’, afirma Lana Castelões, advogada de família da Albuquerque Advogados.

Entre no canal do iG Delas  no Telegram e fique por dentro de todas as notícias sobre beleza, moda, comportamento, sexo e muito mais!

De acordo com a especialista, esse tipo de violência ainda é pouco denunciada no país. “A violência patrimonial é comum, porém subnotificada, tendo em vista que, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem a possibilidade de registrar a ocorrência’’.

Para a advogada, as vítimas não têm conhecimento das medidas legais que podem guiar a situação. Desde 2015, a falta de pagamento de pensão também se enquadra na lei. “Muitas pessoas não sabem que esse crime se encaixa quando um responsável legal, que tem recursos financeiros, deixar de pagar pensão alimentícia para a mulher’’.

Desigualdade

A desigualdade de gênero é um fator predominante nesse crime. As demandas de casa e o cuidado com os filhos geralmente restringem as mulheres na posição de ‘dona de casa’. Sem a chance de trabalharem ou conquistarem a independência financeira, essas vítimas passam a depender financeiramente e emocionalmente dos parceiros.

A pesquisadora Clara Fagundes reflete que, nos últimos anos, as mulheres ganharam mais espaço no mercado, mas ainda não existe liberdade para o gênero. ‘’Mulheres ainda são impedidas de buscar a independência financeira, seja por regras religiosas ou políticas que prejudicam a ascensão materna no mercado, seja por relações familiares abusivas ou crenças machistas’’.

A profissional afirma que a falta de representatividade, a dissociação do feminino à ideia de liderança, a priorização do amor romântico, a sobrecarga feminina com os trabalhos domésticos e a ideia sexista de que existem trabalhos de homem e de mulher são os principais fatores que afastam as mulheres dessa liberdade.

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores
Foto: Fundação CEPERJ

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores

“A cultura patriarcal também impacta as mulheres de forma individual. A falta de confiança é um obstáculo para muitas na busca pela sua independência. Esse fenômeno pode ser chamado de “síndrome da impostora” e leva mulheres a questionarem sua capacidade todos os dias, em casa ou no trabalho’’.

Veja Também:  Horóscopo do dia: previsões para 08 de fevereiro de 2022

Para Fagundes, a falta de oportunidades no mercado pressiona mulheres a continuarem em relações abusivas e degradantes. “Mulheres com poder de decisão sobre a própria vida costumam ser também independentes financeiramente’’, declara.


Por mais que não existam dados nacionais sobre a violência patrimonial, o Dossiê da Mulher, produzido no Rio de Janeiro, conseguiu datificar as problemáticas em torno desse crime. De acordo com a análise, que é realizada anualmente no estado carioca, 79,3% dos casos dessa violência foram praticados dentro de casa.

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres
Foto: André Leonardo

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres

Entre os tipos de crime, 50,4% foram de dano, 41,8% foram violação de domicílio e 8,8% foram de roubo de documentos.

Uma das mulheres que tiveram de lidar com a violência patrimonial foi a vendedora C.I*. O crime aconteceu sem que ela percebesse: ‘’Eu tinha um relacionamento há 6 anos e era casada há 3 anos. Um dia, eu saí para trabalhar e, quando retornei, ele tinha vendido todas as minhas coisas’’, diz. “Ele sumiu com tudo, só estavam minhas roupas por lá’’.

O parceiro, na época, chegou a deixar os filhos de C.I* passarem fome. Depois dessa situação, ela percebeu que precisava terminar a relação. ‘’Foi aí que eu dei um basta em tudo’’.

Para a matriarca, é necessário muita força e coragem para conseguir ser independente. ‘’Seja forte e corajosa para dar um basta. Pode parecer o fim, pode parecer que nada mais tem faz sentido e que a dor nunca vai passar. Com o tempo, eu juro que a dor vai embora’’, finaliza.

Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
Continue lendo

QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO

EM SEU PONTO DE VISTA A GESTÃO AZENILDA PEREIRA SERÁ?

Barra do Bugres e Região

Mato Grosso

Agronegócio

Mais Lidas da Semana