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Noiva esconde câncer de mama dos convidados para evitar clima de “funeral”

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Charlotte Drake, de 34 anos, que vive em Oxfordshire, na Inglaterra, foi diagnosticada com câncer de mama depois de sentir um nódulo em um de seus seios enquanto estava deitada na cama. A doença foi descoberta uma semana antes da noiva subir ao altar ao lado de Luke Drake, de 32 anos, em maio de 2014.

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A noiva Charlotte foi diagnosticada com câncer de mama uma semana antes do casamento e pensou em desistir da união
Reprodução/Instagram/luke_a_drake

A noiva Charlotte foi diagnosticada com câncer de mama uma semana antes do casamento e pensou em desistir da união

A noiva
conta que, momentos antes de ir ao hospital pegar seus exames, estava preocupada com qual vestido iria usar na lua de mel. “Uma hora depois, me disseram que eu tinha câncer nos seios. Colocou tudo em perspectiva e eu não podia acreditar que estava me preocupando com uma roupa”, diz, de acordo com o Daily Mail
.

Naquela hora, Charlotte estava convencida de que sua vida havia acabado e chegou a dizer ao marido que eles não deveriam se casar. “Pensei que tinha arruinado a vida dele e não queria ser sua esposa e morrer. Senti como se estivesse acabando com o dia da nossa união, mas ele foi incrível e disse que iríamos em frente sem que nada importasse”, expõe.

O casal, então, resolveu seguir com a seguir em frente com a cerimônia e manter em segredo dos convidados o câncer de mama da mulher, que havia se manifestado de forma agressiva. Conforme relata, seu desejo era que o momento “fosse uma ocasião feliz, sem que as pessoas sentissem pena” – ou seja, era para ser um “um casamento
e não um funeral.”

“Eu planejava meu casamento desde que eu era uma garotinha. Eu estava tão animada para o dia chegar, para que eu pudesse finalmente vestir meu vestido e trocar votos com o Luke. Mas, agora, minha vida estava em jogo. Lembro-me de pensar: pelo menos se eu morrer, todo mundo vai me ver na festa com o melhor visual que eu já usei”, conta.

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A mãe de Charlotte, Elizabeth Johnson, de 66 anos, o pai, a irmã e as madrinhas eram as únicas pessoas conscientes de seu diagnóstico. “A manhã do dia do grande dia foi difícil. Foi o dia que eu estava sonhando há anos e eu tinha câncer. Mas consegui me livrar da tristeza e disse a mim mesma que aquele dia não era só meu, mas para Luke e minha família também”, diz.

A noiva conta que ficou orgulhosa de como seus pais e o marido se mantiveram durante a cerimônia. “Tenho certeza que eles queriam ir para um canto e chorar. Em vez disso, eles estavam sorridentes e asseguraram que o dia fosse exatamente como planejei desde que era uma menina”, ressalta.

Noiva começou o tratamento três dias depois do casamento


Pouco tempo após a cerimônia, a noiva começou seu tratamento, que incluiu quimioterapia, para combater o câncer
Reprodução/Instagram/charlotte_johnodrake

Pouco tempo após a cerimônia, a noiva começou seu tratamento, que incluiu quimioterapia, para combater o câncer

O casal adiou a lua de mel para que Charlotte pudesse iniciar o tratamento contra a doença que começou três dias após dizerem sim um ao outro. A primeira cirurgia foi feita. Uma semana depois, fez outro procedimento cirúrgico e, em seguida, começou a quimioterapia e a radioterapia.

“Quando passei a perder cabelo, comprei um barbeador elétrico e disse ao meu parceiro que ele teria que raspar a minha cabeça. Nos divertimos com isso. Primeiro, ele cortou bem curtinho e depois fez um moicano antes de tirar tudo. Após isso, passei a usar um chapéu a maior parte do tempo”, detalha a noiva.

A noiva passou por nove meses de quimioterapia, dois de radioterapia e um ano de medicamento próprio para tratar o câncer de mama
. A mulher temia que todos esses processos afetassem suas chances de se tornar mãe. Para realizar esse desejo, o casal passou pela fertilização in vitro e, logo na primeira tentativa, teve sucesso.

“Eu estava em um almoço de trabalho quando soube do resultado positivo. Estava me sentindo sobrecarregada e desesperada para contar a novidade ao Luke, mas ele estava viajando no exterior a trabalho. Evitei falar com ele nos dias seguintes, então não precisei contar por telefone”, lembra.

Charlotte deu à luz após complicações na gravidez


Por conta do tratamento, a noiva passou pela fertilização in vitro e conseguiu ter um filho logo na primeira tentativa
Reprodução/Instagram/charlotte_johnodrake

Por conta do tratamento, a noiva passou pela fertilização in vitro e conseguiu ter um filho logo na primeira tentativa

Assim que o marido voltou, Charlotte fez uma surpresa. Ela lhe entregou uma caixa com dois pares de botas, sendo um rosa e outro azul. Não foi possível esconder a felicidade ao saber que eles iriam ter um bebê
. Com 30 semanas de gravidez, ela sofreu uma hemorragia e foi mantida no hospital durante quase dois meses para ser monitorada de perto.

Com 36 semanas, a mulher deu à luz seu filho por meio de uma cesariana. “Quando olhei para Henry e depois para Luke, parecia que tudo o que havíamos passado valeu a pena. Há tantos milagres que aconteceram e nosso pequeno é o maior deles”, explica. No mês passado, o bebê foi batizado na mesma igreja em que se casaram.

Depois de tudo que passou,  Charlotte faz check-ups e exames regulares e está incentivando todos a verificar seus seios regularmente.  “Minha mãe sempre me ensinou a ter consciência dos seios e a verificá-los, embora não tenhamos histórico familiar de câncer de mama. Estou convencido de que ela salvou minha vida”, afirma.

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Por fim, a noiva
traz conselhos. “Se você encontrar um caroço, aja rapidamente. Quando eu encontrei o meu, meu médico pensou que era um cisto, mas eu pedi para um especialista verificar mais. Meu câncer era agressivo e, se eu não tivesse pressionado, me disseram que eu poderia ter morrido em dois anos”, alerta.

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Mato Grosso

Feminicídios aumentam 68% nos primeiros seis meses de 2020 em MT

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Foram registrados 32 casos do crime até junho; somado aos homicídios dolosos foram 46 mortes envolvendo mulheres

Julia Oviedo | Sesp-MT – Combate à violência contra a mulher – Foto por: Sesp-MT

Combate à violência contra a mulher

O número de feminicídios ocorridos nos seis primeiros meses de 2020 em Mato Grosso aumentou 68% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano 32 mulheres foram vítimas de feminicídio, enquanto que em 2019 houve 19 vítimas. Os dados são da Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

No entanto, estes são dados preliminares já que durante a investigação dos crimes pode haver mudanças na autoria e motivação, podendo ser classificados como homicídios dolosos. Inclusive, o número de homicídios dolosos contra mulheres entre 18 e 59 anos apresentou redução significativa de 46%.

Neste ano, 14 casos de homicídios dolosos foram registrados, enquanto que no ano passado este número chegou a 26 crimes. No total de mortes envolvendo vítimas femininas somando todas as motivações, 46 crimes foram registrados este ano, enquanto que 45 ocorreram no mesmo período do ano passado, ou seja: um crescimento de 2%.

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Já o número de homicídios dolosos tentados diminuiu 23%, sendo registrados 108 tentativas de homicídio contra 140 no mesmo período do ano passado.

Outros crimes

A maior parte dos outros crimes contra a mulher apresentou redução nos índices. O crime que mais apresentou registros foi o de ameaça (8.644 registros), que teve redução de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Já lesão corporal somou 4.506 denúncias, totalizando redução de 11% em relação a 2019.

Na sequência estão injúria (2.436 casos e redução de 17%), difamação (1.242 casos e redução de 29%), calúnia (750 casos e redução de 20%), perturbação de tranquilidade (417 casos e redução de 29%) e violação de domicílio (420 casos e redução de 7%).

Seguindo a mesma tendência, o número de estupros diminuiu 5%. No primeiro semestre de 2019 ocorreram 188 estupros, já neste ano foram 179. Já o estupro de vulnerável apresentou aumento de 30%, passando de 20 casos no ano passado para 26 ocorrências neste ano.

Denúncias

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Para registrar qualquer denúncia basta ligar para o 190, 197, 180 e 181. Vale lembrar que todas as denúncias são sigilosas.
Além disso, as denúncias também podem ser registradas presencialmente nas delegacias (PJC-MT) de Mato Grosso. Em Cuiabá, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher funciona na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul.

Já em Várzea Grande, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso funciona na Rua Almirante Barroso, 298, Centro Sul (próximo do Terminal André Maggi).

 

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Mulher

Os desafios da mulher no ambiente corporativo

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Apesar do dia 8 de março ser lembrado como o Dia Internacional da Mulher, há pouco para se comemorar. Por exemplo, mesmo no século 21 e diante da Economia 4.0, o machismo ainda é forte no ambiente corporativo, tornando o mundo dos negócios ainda um desafio para as mulheres que buscam seu lugar ao sol.

Muitas pesquisas mostram as dificuldades do sexo feminino em diferentes frentes do mercado de trabalho. Estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que as mulheres estão no topo da taxa de desemprego. Além disso, trabalham mais horas que os homens e somente 48% delas possuem trabalhos formais. Os homens são 72%.

Segundo o estudo realizado pelo Instituto Ethos, a quantidade de mulheres ocupando a presidência de alguma companhia ainda é baixo, somente 7%. Já a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aponta que apenas 11% das empresas com capital aberto inscritas possuem mulheres em cargos do conselho de administração. 

Esses dados são reflexo da realidade que muitas mulheres enfrentam. Mas para brilhar no ambiente corporativo, é preciso não desanimar. Foi o que fez a Danielle Cohen, Engenheira de Produção, desenvolvedora e Head de tecnologia e cofundadora da startup Pingui. 

Para ela, ainda é difícil algumas pessoas a encararem com profissionalismo como mulher e líder técnica. Danielle conta que, na maioria das vezes, quando vai em alguma reunião, sempre é vista como alguém que atua no setor comercial, comunicação ou no RH. “Tudo, menos da parte técnica”.

– Por exemplo, num hackathon que participei, sendo uma das 50 escolhidas, ouvi comentários do tipo: ‘mas, você? Sério mesmo?’. Não só fui escolhida, como também fui a ganhadora da competição – relembra.

Cohen disse que já passou por momentos, em reuniões de negócios, que quando estão falando de tecnologia, nem é olhada. Às vezes, nem ouvida. “Começo a ganhar mais notoriedade quando falo sobre programação, discuto uma parte mais técnica”. 

Para superar o machismo, Danielle conta que gosta sempre de se olhar como igual a todo mundo. Diz que não fica se rebaixando ou achando que os outros são melhores. Em caso de reuniões com pessoas mais velhas, ela tenta falar bastante da parte técnica e mostrar que conhece bem o assunto. “Assim vou ganhando autoridade”. 

Segundo a profissional, é importante que as mulheres se ajudem, por isso, Danielle tenta fazer a parte dela. Como organizadora do GBG (Google Business Group) junto de outras duas mulheres, ela comenta que tem conseguido levar a tecnologia e a inovação para o universo feminino. “Já houve casos de pessoas me agradecerem pela ajuda e dizer que foi essencial na carreira. Isso é muito gratificante”.  

– As mulheres não devem ter vergonha de mostrar o que sabem fazer, muito menos se diminuir. Em relação ao machismo, a melhor coisa é não levar em consideração frases preconceituosas ou olhares de inferioridade. Sempre mostrem que vocês sabem e conseguem fazer tudo tão bem quanto qualquer um. Aliás, hoje em dia, há muitas coisas que são exclusivas para mulheres. Então, podemos aproveitar essas oportunidades para melhorarmos cada vez mais – ressalta. 

Outra pessoa que enfrentou situações difíceis, mas que não se deixou desanimar foi a administradora Amanda Eloi. Para ela, uma das maiores dificuldades não foi realizar o trabalho em si, mas lidar com pessoas preconceituosas e arrogantes.

Atualmente, Amanda é coordenadora adjunta da comissão Especial de Empreendedorismo do Conselho Regional de Administração (CRA-RJ), consultora de Projetos da WAAH!, Fundadora e Coordenadora do Ciclo Empreendedor Universitário.

Para Eloi, o preconceito existente em alguns homens são fruto da falta de compreensão de que capacidade não depende de gênero e/ou classe social. Para a profissional, essa forma de pensar vem do fato da sociedade ainda ter uma visão limitada do quanto a mulher pode ser bem-sucedida no mundo dos negócios. “Isso impede que muitas alcancem determinados cargos dentro de suas empresas, por não terem a oportunidade de desenvolver determinadas habilidades”.

Ela conta que, apesar dos problemas, foi vencendo esses obstáculos a partir das experiências que adquiriu no trabalho. “Depois de ganhar autoconfiança, também busquei orientações de amigos e profissionais do mercado para lidar com determinadas situações”.

Para Amanda, a melhor maneira de lidar com o machismo foi acreditar no próprio potencial, continuar desenvolvendo projetos e ajudar pessoas a evoluir profissionalmente. “Dessa forma, fico focada no reflexo do meu trabalho, que envolve alavancar negócios e impactar mais vidas”. 

– Por isso, sempre digo para que as mulheres confiem no seu potencial, busquem mais conhecimento e estejam ao lado de pessoas brilhantes, que, além de acreditar em você, possam valorizá-las como Mulher e Ser Humano – conclui.

Joyce Nogueira
Assessora de Imprensa

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