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NOTA/LEITE: Cepea se reúne com entidades do setor para avaliar avanços metodológicos

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Cepea, 21/02/2019 – A Equipe de Leite do Cepea sediou, em Piracicaba, encontro com os parceiros da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos) no dia 5 de fevereiro de 2019. O objetivo foi avaliar o primeiro ano do “Projeto Piloto” (veja mais abaixo) e também alinhar demandas, debater melhorias e sanar dúvidas quanto à metodologia utilizada.

 

Apesar de se dirigir aos participantes do Projeto Piloto, a reunião foi aberta ao setor e contou com a presença de representantes da OCB, Viva Lácteos, CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Aproleite, Pool Leite, Castrolanda, Colaso, Cativa, DPA, Danone, Cooperativa Agropecuaria Ltda de Uberlândia (Calu), Cooperativa Central Mineira de Laticínios Ltda (Cemil), Cooperativa Mista Agropecuária de Patos de Minas (Coopatos), Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR) – Itambé, Laticínio Saboroso, Laticínios Catupiry, Laticínio Piracanjuba, Laticínio Jussara e Polenghi.

 

AÇÕES DEFINIDAS – Para os participantes, as implementações do Projeto Piloto e da coleta de dados desagregada proporcionaram melhorias na qualidade final dos preços médios calculados pelo Cepea. Além disso, a mudança da metodologia dos preços de leite ao produtor do Cepea, ocorrida em janeiro deste ano, foi possibilitada pelo trabalho prévio desenvolvido neste Projeto.

Veja Também:  Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2019 é estimado em R$ 617 bilhões

 

Além dessas avaliações, foram abordadas também as necessidades de se expandir a amostra, de reforçar a padronização da coleta de dados (atentando, principalmente, ao fato de a pesquisa do Cepea não utilizar preços negociados em contratos) e de promover a transparência nas informações divulgadas e na auditagem dos dados. O Cepea irá, nesse sentido, elaborar um plano de ação que se alinhe com essas demandas. Outro ponto relevante acordado na reunião foi de que as negociações do leite ao produtor devem ter como referência o preço líquido e, portanto, os valores brutos deixarão de ser calculados pelo Cepea a partir de 2020.

 

SOBRE O PROJETO PILOTO – Atualmente, participam do Projeto Piloto 28 empresas/cooperativas associadas à OCB e à Viva Lácteos. Ao longo de 2018, o volume amostrado por essa pesquisa em GO, MG, SP, PR, SC e RS representou, em média, 26% do total inspecionado nesses respectivos estados. O Projeto Piloto se caracteriza pelo envio de informações de preços e de volumes negociados com produtores no mês anterior até o 5º dia útil do mês subsequente. Em contrapartida, o Cepea elabora uma prévia de mercado enviada aos participantes até o 10º dia útil, contendo informações de preços médios por estratos de produção e volumes negociados.

Veja Também:  ETANOL/CEPEA: Volume comercializado na safra 18/19 aumenta 55%, mas preço cai 4%

 

 

 

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Biocombustíveis: otimismo moderado

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A pandemia, iniciada em 2020, reduziu o consumo de combustíveis pelo Brasil e pelo mundo.

Biocombustíveis: otimismo moderado

Segundo a StoneX, mesmo com o cenário atual, ainda há a expectativa de crescimento anual de 4,9%, para um consumo de 20,19 milhões de m³ de biocombustíveis em 2021. Mas, no entanto, esta dinâmica ainda dependerá da evolução da pandemia, bem como da recuperação da economia nacional.

Segundo a Analista de Inteligência de Mercado na StoneX, Marina Malzoni ,no que tange à expansão do setor, o ano passado foi marcado por uma firme recuperação, tendo em vista os preços elevados do açúcar no mercado internacional, o que, em conjunto com o câmbio desvalorizado, favoreceu as exportações da commodity. “Essa dinâmica, aliada às perspectivas de que o consumo de etanol continue avançando nos próximos anos, pode corroborar aumentos de investimento no setor. Vale mencionar o RenovaBio, que estimula a produção e demanda por biocombustível e tem metas anuais de descarbonização até 2030”, explica.

Já Ana Luiza Lodi, também Analista de Inteligência de Mercado na StoneX, aponta que o setor de biodiesel está em expansão e deve continuar crescendo em 2021, principalmente motivada pela mistura obrigatória de 13%, iniciado no mês de março. “A busca por emitir menos carbono é uma pauta que está na agenda mundial. Aqui no Brasil, o RenovaBio é mais uma política que incentiva o setor”, complementa.

Para a consultoria, a retomada do setor é dependente do desempenho do diesel, que é ligado à atividade econômica. “O quanto o setor vai avançar em 2021 está ligado ao desempenho econômico. Se for positivo, tende a crescer mais. De qualquer forma, como a mistura obrigatória do biodiesel no diesel já é uma realidade”, explica Lodi.

Já as vendas de etanol pelas usinas na região Centro-Sul têm avançado no período recente, superando o observado no ano passado desde meados de janeiro. “Embora o consumo de diesel esteja mais correlacionado com o crescimento econômico, a demanda por combustíveis do Ciclo Otto também tende a ser explicada pelo PIB. As perspectivas para 2021 ainda irão depender da retomada econômica e da campanha de vacinação, a qual deverá vir mais consistente no segundo semestre. Caso a economia consiga de fato se reestabelecer, trabalhamos com a possibilidade de que as vendas de etanol hidratado ao mercado doméstico possam crescer 4,9% em 2021 — a depender da evolução da pandemia??´, elucida Malzoni .

Passado recente

O consumo de etanol hidratado foi prejudicado pela pandemia, já que a demanda doméstica apresentou uma retração anual de 14,6%, totalizando 19,26 milhões de m³ em 2020. Para Malzoni , após a firme queda observada em março e abril — momento em que as medidas de isolamento social se intensificaram — a procura pelo biocombustível voltou a se recuperar nos meses seguintes — reduzindo a diferença com o volume de vendas observado ao final de 2019.

Lodi pontua que o setor de biodiesel foi inicialmente afetado, mas apresentou recuperação, destacando que o consumo é pela mistura no diesel e a matriz de transporte de cargas é muito dependente do transporte rodoviário. A produção de biodiesel alcançou 6,43 bilhões de litros em 2020.

Em meio ao firme recuo na demanda por etanol, o preço do biocombustível nas usinas sofreu firme desvalorização em 2020, chegando a alcançar a mínima de R$ 1,66/L na primeira semana de abril em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, por exemplo. “Consequentemente, as usinas optaram por maximizar a produção de açúcar na safra 2020/21, em vista da maior remuneração do açúcar frente ao etanol. Com isso, a menor destilação do álcool corroborou a valorização da cotação Posto-Veículo-Usina do hidratado nos meses seguintes — a qual foi intensificada no início de 2021 em meio aos reajustes da Petrobras no preço da Gasolina A”.

Diante disso, é importante ponderar que o recuo das vendas de etanol também se deve à paridade de preço entre o biocombustível e a gasolina, que alcançou 70,5% na média de 2020, apresentando alta anual de 1,6 ponto percentual. Este indicador permaneceu acima da equivalência energética de 70% em boa parte do ano, favorecendo, portanto, o consumo de gasolina.

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Agronegócio

Clima e atraso no plantio do milho safrinha confirmam impacto na produção nacional

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A produção nacional tende a ser menor que o esperado anteriormente, levando estoques finais a testarem volume abaixo de 10 mi ton

Clima e atraso no plantio do milho safrinha confirmam impacto na produção nacional

Apesar do plantio da segunda safra de milho 2020/21 estar em processo de finalização no Brasil, os atrasos motivados pelo ciclo mais tardio da soja e também pelo excesso de chuvas em fevereiro e março já trazem impactos nas perspectivas de rendimento em estados como Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Em sua revisão de abril, a consultoria StoneX trouxe corte de 4,5% na produção da safrinha em relação ao número divulgado em março, ficando em 77,65 milhões de toneladas. Mesmo com a queda, o resultado ainda configuraria recorde. 

“O corte da estimativa do Mato Grosso ficou perto de 3 milhões de toneladas. Mesmo com essas revisões, a safra de inverno ainda não está definida, com o clima em abril, e mesmo em maio, sendo determinante”, pondera a especialista de inteligência de mercado, Ana Luiza Lodi.

Balanceando as perdas esperadas para a segunda safra do cereal, o grupo trouxe um ajuste positivo para a produção da primeira safra de milho 2020/21, que passou para 25,63 milhões de toneladas, aumento de 230 mil toneladas frente a março. “Estados que plantam mais tarde e onde a safra ainda está finalizando o desenvolvimento, como Maranhão e Piauí, foram beneficiados por condições climáticas favoráveis”, ressaltou, em relatório.

A produção do verão tende a ser menor que a do ciclo passado, com quedas anuais em importantes produtores do milho verão, com Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Goiás. Destaca-se que a estimativa de produção total do milho, considerando também a safrinha e a terceira safra da Conab (de 1,78 milhão de toneladas), recuou para 105,06 milhões de toneladas.

Os estoques finais podem voltar a ficar abaixo de 10 milhões de toneladas, situação que reforça o cenário de preços fortalecidos do cereal. “Assim como para a soja, a demanda ainda pode variar até o final do ciclo, mas as perspectivas são de crescimento importante no consumo doméstico, estimado em 72 milhões de toneladas”, resume a especialista Ana Luiza.

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