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Agronegócio

O Boletim do Leite de julho já está disponível!

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Cepea, 20/07/2022 – Nesta edição, confira:

Preços ao produtor podem subir mais de 15% em julho 
O preço do leite captado em maio/22 e pago aos produtores em junho/22 registrou aumento de 4,6% frente ao mês anterior (a quinta alta consecutiva), chegando a R$ 2,6801/litro na “Média Brasil” líquida do Cepea. Desde janeiro deste ano, o leite no campo acumula valorização real de 19,8% (valores deflacionados pelo IPCA de junho/22). As pesquisas ainda em andamento do Cepea apontam forte elevação dos preços em julho (referente à captação de junho): estima-se que a “Média Brasil” líquida possa subir mais de 15%, ultrapassando o patamar de R$ 3,00/litro.

Preços dos derivados disparam em junho
Os preços do leite longa vida (UHT), do queijo muçarela e do leite em pó (400g) no estado de São Paulo encerraram o mês de junho com médias de R$ 5,22/litro, de R$ 36,55/kg e de R$ 30,55/kg, respectivas altas reais de 17,7%, de 17,2% e de 6,7% em relação ao mês anterior, conforme pesquisa realizada pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). Em relação ao mesmo período do ano passado, as valorizações foram de 31,94% para o UHT, de 14,95% para a muçarela e de 10,53% para o leite em pó (400g), em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de junho/22). 

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Importações de lácteos sobem 30% em junho
As importações de lácteos subiram 30,2% entre maio e junho, totalizando 85,26 milhões de litros em equivalente leite, segundo a Secex. Com isso, o volume internalizado de lácteos já supera em 17,28% o registrado em junho/21. Ainda assim, comparando-se a quantidade total adquirida nesse primeiro semestre (365,4 milhões de litros em equivalente leite) com o mesmo período do ano passado, observa-se queda de 34,41%.

COE da pecuária leiteira volta a subir; alta no 1º semestre é de 4,35%

Depois da leve queda em maio, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira apresentou ligeira alta de 0,10% em junho, considerando-se a “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). No acumulado de 2022 (de janeiro a junho), a elevação do COE é de 4,35% – vale lembrar que, no mesmo período do ano passado, o COE havia aumentado 11,49%.

Fonte: CEPEA

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Agronegócio

Preços do açúcar caem no início de agosto

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Os preços do açúcar no mercado spot paulista começaram o mês de agosto com baixa. Com a safra 2022/2023 em andamento, algumas usinas do estado de São Paulo negociaram o cristal tipo Icumsa 180 a valores menores, devido à maior disponibilidade de oferta a pronta entrega.

Já para o tipo Icumsa 150 a oferta se manteve restrita e os preços seguiram firmes.

Dos dias 1º a 05 de agosto, a média do produto foi de R$ 129,75/saca de 50 kg, com queda de 0,78% em relação à da semana anterior. Apesar desse recuo, o mercado doméstico manteve vantagem sobre as exportações.

Fonte: AgroPlus

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Agronegócio

IPCA registra deflação de 0,68% em julho

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerando a inflação oficial do país, registrou queda de 0,68% em julho, após subir 0,67% em junho. Conforme os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) essa foi a primeira deflação mensal desde maio de 2020, com a menor taxa registrada desde o início da série histórica, em janeiro de 1980. 

O resultado levou o índice acumulado nos últimos 12 meses  a uma taxa de 10,07%, contra os 11,89% registrados no mês anterior, mas ainda superando com folga o teto da meta oficial para a inflação deste ano (-3,5%), com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. As projeções eram de recuo de 0,65% no IPCA de julho.

A deflação em julho do IPCA teve como base, principalmente, o recuo dos preços dos combustíveis e energia. As variações negativas destes itens refletem a queda nos preços praticados nas refinarias da Petrobras e também a redução das alíquotas de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os setores de combustíveis, gás, energia, comunicações e transporte coletivo, aplicada a partir da lei sancionada no final de junho. 

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Com isso, os preços da gasolina caíram 15,48% e os do etanol recuaram 11,38%. Já o custo da energia residencial teve queda de 5,78% e o valor de gás de botijão recuou 0,36%. 

Além disso, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, dois apresentaram deflação em julho, sendo eles o de Transporte e Habitação, com recuos nos preços  de 4,51% e 1,05%, respectivamente. Enquanto isso, outros sete grupos tiveram alta de preços, tendo a Alimentação e Bebidas registrado o maior aumento do mês, fechando em 1,30%, frente aos 0,80% em junho. A maior pressão veio do leite longa vida, que subiu 25,46%, e pelos derivados do leite como queijo, manteiga e leite condensado, que sofreram alta de 5,28%, 5,75% e 6,66%, respectivamente. 

Essa alta do produto teve forte influência do período de entressafra, que se estende mais ou menos de março até setembro/outubro, onde as pastagens estão mais secas, reduzindo a oferta de leite no mercado, além do fato dos custos de produção estarem elevados. 

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A alta do leite contribuiu especialmente para o resultado da alimentação no domicílio, que acelerou de 0,63% em junho para 1,47% em julho. 

Fonte: AgroPlus

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