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Mato Grosso

Paciente com risco de morte aguarda por cirurgia de amputação de antebraço há mais de seis meses mesmo com liminar deferida pela Justiça

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Hipertensa, diabética e com doença coronária, Márcia Elen da Silva, 38 anos, moradora do Distrito de Progresso, em Tangara da Serra (242 km de Cuiabá), aguarda por uma cirurgia de amputação do antebraço esquerdo para remover um tumor raro há mais de seis meses, mesmo com liminar concedida pela Justiça

Alexandre Guimarães | Assessoria de Imprensa/DPMT

Foto por: Arte: Bruno Cidade/DPMT

Márcia Elen da Silva, 38 anos, hipertensa, diabética e portadora de tumor, aguarda por uma cirurgia ortopédica de amputação do antebraço esquerdo, em caráter de urgência, mesmo com liminar deferida no dia 21 de agosto de 2020 pelo Juízo da Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, que concentra os casos de saúde de todo o estado.

A moradora do Distrito de Progresso, 14 km de Tangará da Serra, fez um procedimento cirúrgico no dia 9 de fevereiro para remover tumores no antebraço, e depois ficou internada até o dia 14, em recuperação, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito.

“Nessa última cirurgia eu passei muito mal. Tive uma parada respiratória. Ainda estou com a cirurgia aberta. Os médicos disseram para a minha mãe que tinham medo do tumor subir e afetar o braço e o restante do corpo. Deveriam ser retirados três tumores, mas o médico conseguiu retirar só dois. Ficamos assustados. Tem hora que me apavoro muito”, relatou Márcia por telefone.

Devido ao agravamento da pandemia de Covid-19, por ter hipertensão e diabetes, além de tomar medicamentos fortes para controlar a dor, Márcia recebeu alta. “Agora estou em casa. Tem muito caso de Covid no hospital. A minha imunidade está muito baixa e, mesmo me cuidando, os próprios médicos têm medo de que eu pegue a doença”, afirmou.

Márcia já realizou dez procedimentos cirúrgicos desde que descobriu a complicação, há mais de um ano. “Vai retirando e amenizando a dor, mas é um tumor raro, que volta a crescer. Nem sei mais como estou me sentindo. Falaram para mim da amputação na quarta cirurgia. Eu vivo tomando morfina e antibiótico”, narrou.

Angustiada pela espera de mais de seis meses pela cirurgia e vivendo à base de remédios para dor, Márcia mandou um recado aos gestores públicos. “Eu queria que eles pensassem só um pouquinho no que estou passando. Queria que olhassem com carinho. Estou sofrendo com isso há um ano e quatro meses. Ano passado, fiquei mais tempo no hospital do que em casa. Isso não é vida”, desabafou.

Diante desse relato, a defensora pública Janaina Yumi Osaki, que atua no caso, questiona: “A quem a Vara Especializada em Saúde de Várzea Grande atende, já que há quase 4 meses não é feita a análise de nenhuma das informações e pedidos feitos pela Defensoria Pública? Enquanto não se responde a essa pergunta, uma cidadã padece e sofre pela falta do Estado.”

Entenda o caso – Procurada no dia 19 de agosto do ano passado por Márcia, que atualmente está desempregada, a 5ª Defensoria Pública de Tangará da Serra ingressou com uma ação na Justiça, no dia seguinte, solicitando a amputação do antebraço esquerdo da paciente em razão de ser portadora de tumor.

A liminar foi prontamente deferida pela Justiça (dia 21). Porém, devido ao descumprimento da decisão judicial pelo Governo do Estado e pelo Município de Tangará da Serra, a DPMT solicitou, no dia 31, o bloqueio de verbas públicas do Estado para realizar a cirurgia em um hospital particular.

Diante da falta de resposta por parte da Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, o pedido de bloqueio foi reiterado no dia 11 de setembro. Em sequência, no dia 23 de novembro, o juiz competente emitiu um despacho, afirmando que, “em diligências administrativas empreendidas por este Juízo, sobreveio a notícia de que a paciente já foi submetida ao tratamento médico necessário”.

No entanto, Márcia ainda não havia sido submetida à cirurgia – conforme informado pela Defensoria Pública ao juiz no dia 4 de dezembro do ano passado. No dia 19 de janeiro, já em 2021, a DPMT voltou a notificar o Juízo sobre a não realização do procedimento.

Frente à inércia da Justiça, a Defensoria Pública reiterou no dia 8 de março, pela segunda vez, o pedido de bloqueio de verbas públicas para a realização de cirurgia, que até o momento não foi realizada – o último despacho proferido pelo juiz no caso ocorreu no dia 23 de novembro de 2020.

Laudo médico – De acordo com a equipe médica de Tangará da Serra, a paciente precisa de uma cirurgia ortopédica de amputação do antebraço esquerdo, em caráter de urgência. Ela é portadora de tumor em partes moles do antebraço esquerdo, com extenso processo inflamatório crônico.

Márcia também tem uma serie de comorbidades, tais como hipertensão arterial sistêmica, diabetes, doença das artérias coronárias, além de apresentar dor intensa e incapacitante no antebraço esquerdo.

A paciente já realizou vários procedimentos de retirada de tumores anteriormente, sempre com reincidência, sendo que a última cirurgia evoluiu com necessidade de intubação e encaminhamento para UTI no dia 9 de fevereiro, no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito, em Tangará da Serra – a paciente recebeu alta no dia 27.

O médico ortopedista e traumatologista que assina o relatório explicou que o pedido de amputação do antebraço esquerdo de Márcia foi protocolado no dia 13 de agosto, via Central de Regulação Municipal, a qual informou que o procedimento não é pactuado pelo Município.

Fonte: Assessoria

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Mato Grosso

Mato Grosso apresenta reduções de homicídios dolosos, feminicídios, roubos e furtos

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Apesar do aumento de ocorrências envolvendo drogas, o Estado aumentou a apreensão em 63%, somando mais de 8 toneladas até o momento

Julia Oviedo | Sesp-MT

Na avaliação do secretário Alexandre Bustamente, isso se deve principalmente à integração entre forças de segurança estaduais e federais, além dos investimentos – Foto por: PMMT,

O estado de Mato Grosso apresentou redução nos principais índices de criminalidade nos primeiros cinco meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2020. Os casos de homicídios dolosos reduziram 7%, com 316 ocorrências, perante 339 no ano passado. Já o número de feminicídios reduziu 30%, passando de 27 casos no anterior para 19 neste ano.

Os dados são da Superintendência do Observatório de Segurança Pública, vinculada à Adjunta de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). Ainda em relação a crimes contra a vida, o roubo seguido de morte teve aumento de 14%, com 14 casos no ano passado e 16 neste ano.

Outros índices que também reduziram foram: roubos (-28%), furtos (-10%), roubo de veículos (-41%) e furto de veículos (-26%). Para o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, a redução dos principais índices acaba refletindo em uma maior sensação de segurança.

“São números que quando apresentam redução, você consegue perceber um grande aumento da sensação de segurança por parte da população, principalmente relacionado a roubos e furtos, que causam um incômodo muito grande para o cidadão”, disse Bustamante.

Tráfico de drogas

As ocorrências de tráfico e uso de drogas tiveram um aumento de 38% em relação a 2020. Em contrapartida, o número de apreensões de drogas em todo o estado aumentou 63%, passando de 5 toneladas em 2020 para mais de 8 toneladas de entorpecentes apreendidos este ano.

Na avaliação do secretário, isso se deve principalmente à integração entre forças de segurança estaduais e federais, além dos grandes investimentos, que chegaram a mais de R$ 200 milhões.

“Nós temos a integração e o uso da inteligência como fator forte no estado. E os investimentos que o governo tem feito, com por exemplo um maior número de viaturas, investimentos em radiocomunicação digital, policiais em mais cantos do estado em circulação, possibilitando uma diminuição dos índices criminais”, finalizou Bustamante.

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Mato Grosso

Quarta-feira (16): Mato Grosso registra 434.016 casos e 11.549 óbitos por Covid-19

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Há 445 internações em UTIs públicas e 367 em enfermarias públicas; taxa de ocupação está em 83% para UTIs e 42% em enfermaria

Rose Velasco | SES-MT

Um total de 350.769 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) – Foto por: Tchélo Figueiredo

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quarta-feira (16.06), 434.016 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 11.549 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Foram notificadas 2.096 novas confirmações de casos de coronavírus no Estado. Dos 434.016 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 12.863 estão em isolamento domiciliar e 407.880 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 445 internações em UTIs públicas e 367 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 83,65% para UTIs adulto e em 42% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (90.308), Rondonópolis (31.549), Várzea Grande (29.427), Sinop (21.092), Sorriso (15.018), Tangará da Serra (14.872), Lucas do Rio Verde (13.308), Primavera do Leste (11.054), Cáceres (9.359) e Alta Floresta (8.279).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

O documento ainda aponta que um total de 350.769 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 682 amostras em análise laboratorial.

Cenário nacional

Na terça-feira (15.06), o Governo Federal confirmou o total de 17.533.221 casos da Covid-19 no Brasil e 490.696 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 17.452.612 casos da Covid-19 no Brasil e 488.228 óbitos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados desta quarta-feira (16.06).

Recomendações

Já existem vacinas para prevenir a infecção pelo novo coronavírus, mas ainda é importante adotar algumas medidas de distanciamento e biossegurança.

Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca da Covid-19. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo vírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

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