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Paralisação do Estadual pode atrapalhar condicionamento dos atletas, diz preparador 

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Além de técnica, um jogador profissional deve essencialmente estar com um condicionamento físico em sua melhor condição. Com a paralisação do campeonato mato-grossense, os clubes suspenderam seus treinamentos e liberaram os jogadores, todos ficarão um período, ainda indeterminado, sem praticar as atividade e essa tem sido a preocupação de muitos dirigentes e técnicos. O certame foi suspenso há uma semana. Conforme o preparador físico Rafael Bispo, que atua há 14 anos na área, conta com experiência internacional em times do Irã e Tailândia, e hoje está no Nova Mutum Esporte Clube, uma parada superior há 15 dias pode causar sérios danos no desempenho dos atletas.

“Esse período já causa um decréscimo de rendimento grande, já atrapalha. Além disso, temos os fatores que vão estar influenciando, como a individualidade biológica de cada um”. “Hoje faz uma semana que estamos paralisados, e um dos princípios do treinamento desportivo é exatamente a individualidade biológica, algo natural, o corpo de um não é igual de outro. Por exemplo, cada um vai se desenvolver de uma maneira com o treinamento, e com o destreino é a mesma coisa, cada um vai reagir de uma forma”. “Já o período necessário para recuperação, depende muito do tempo de destreino, e também o prazo que teríamos para trabalhar”, analisou, ao Só Notícias.

“No período de 15 dias o atleta perderia de tudo, parte aeróbica e a anaeróbica que está intimamente ligada à força. Para você fazer um atleta ficar mais forte precisaria de 5 ou 8 semanas, no entanto, é possível ter esse ganho se você adaptar seu trabalho em curto prazo. Mas você não pode esquecer que também precisa do condicionamento aeróbico para se manter no jogo, acompanhar a partida, então o maior cuidado no retorno tem que ser com esse ponto, porque é um pouco mais complicado para você ganhar em pouco tempo. Um tem que estar alinhado ao outro”, expôs Rafael.

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Segundo o profissional, se o campeonato ficasse até 10 dias suspensos, os danos não seriam perceptíveis. “Não vai destreinar totalmente ou significativamente se o nível do jogador estiver bom. Suponhamos que tivesse um jogo hoje ou no próximo final de semana, eu garantiria que nossa equipe, por exemplo, em campo não teria um decréscimo significativo na condição física”, ressaltou.

Ainda sobre a individualidade de cada atleta, o preparador frisou que “em alguns momentos fazemos o controle de carga. Por exemplo, um atleta trabalhou muito nos últimos 15 dias, está fadigado, com uma carga grande, então naquela semana ele vai trabalhar menos para evitar uma possível lesão. Há atletas que quando treinam pouco ou lesionam, e ficam quatro ou cinco dias sem trabalhar, e em seguida vão para o jogo no final de semana, acabam relatando que já não se sentem bem fisicamente. Agora têm outros que ficam nesse regime e vão para a partida como se tivessem treinado no dia anterior”, destacou.

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Já sobre as estratégias de recuperação, o profissional destacou que “depende muito do perfil do grupo, métodos de trabalho dos treinadores, então tudo isso influência no tempo de trabalho físico e os métodos que o preparado vai adotar”. “Mas uma das maneiras seria não trabalhar com volumes de treinamentos muito altos. O futebol moderno tem uma intensidade alta, então você teria que buscar um equilíbrio, trabalhar com uma boa intensidade, mas por um tempo menor, caso contrário os atletas não aguentariam. O segredo não é trabalhar uma sessão de treinos, mas sim uma semana, não adianta dar uma atividade que hoje o jogador suporte fazer, mas em dois dias esteja se arrastando”, explicou.

“Então os treinos seriam um pouco mais curtos e faríamos o possível para sempre manter a intensidade alta, até para queimar um pouco de etapas, porque não teríamos 30 ou 40 dias trabalhar, creio que se retornasse o período seria curto para nós e para os oponentes. Aliar a intensidade alta com o volume de trabalho de razoável para baixo é uma das saídas”, completou.

Só Notícias/Luan Cordeiro (foto: assessoria/arquivo)

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Primeiro atleta no país com covid-19 se recupera e volta aos treinos

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Primeiro atleta em solo brasileiro contaminado pelo novo coronavírus (covid-19), o pivô Maique, do Paulistano, está recuperado e foi liberado pelos médicos a voltar aos treinamentos que vinha realizando em casa, durante a paralisação do Novo Basquete Brasil (NBB). O principal campeonato nacional foi interrompido em função do combate à pandemia de covid-19. Ainda não há previsão de retorno dele às quadras – a competição continua suspensa e será retomada diretamente no mata-mata.

“Isso (volta aos treinos) me deixou feliz, estava com saudades. Tenho com uma rotina de dois períodos por dia. Tive até que mudar a cama de lugar (risos)”, conta o jogador de 26 anos, que foi diagnosticado com a covid-19 no último dia 19. “Tive um pouco de dor de cabeça, bastante dor no corpo, resfriado, dor de garganta e comecei a tossir. Cheguei a passar uma noite inteira sem dormir, senti um calafrio muito grande no corpo”, relata.

Apesar de recuperado, Maique segue isolado até dentro de casa. “Está sendo difícil ficar sozinho no quarto, mas minha mãe está comigo, em um cômodo separado. Ela tem sido minha base e me ajudado muito”, destaca o atleta. “Quando contei (sobre a contaminação), ela e meus amigos ficaram preocupados. Mas, os médicos me passaram confiança. Fiquei firme, com fé em Deus, e isso me manteve positivo”, relembra.

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Com a experiência de quem sentiu na pele o novo coronavírus, Maique pede que as pessoas olhem, principalmente, pelos idosos em meio à pandemia. “Eles estão na área de risco. Queria que todos se cuidassem, tomassem cuidado e seguissem os médicos. Fiquem em casa e façam a higienização correta”, conclui.

O último jogo de Maique foi no último dia 9, na derrota do Paulistano para a Unifacisa, em Campina Grande (PB), por 101 a 90, partida válida pela 19ª semana do NBB. Na ocasião, o pivô atuou por cerca de 15 minutos e, nos quatro períodos da partida, anotou seis pontos, cinco rebotes e duas assistências. Os dois clubes orientaram atletas, comissão técnica e funcionários a seguir a quarentena após a revelação do caso de coronavírus.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Fonte: EBC Esportes

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Primordial agora é a saúde e o futebol temos que aguardar para depois, diz técnico do Sinop

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“A suspensão é prejudicial, principalmente financeiramente já que hoje o Sinop não nada em dinheiro, e está muito defasado financeiramente. Nós tivemos que arcar com todas as despesas de transferência e tudo para terminar o campeonato, aí agora passagens, foi muito ruim”, acrescentou.

Birigui ainda salientou que agora é momento de aguardar e colocar a situação “nas mãos de Deus. “Se Ele permitir e revigorar a saúde brasileira e acabar com essa pandemia, aí sim podemos pensar na retomada do Campeonato”, emendou.

“Agora da maneira como está com esse vírus, eu acredito que temos que ficar em casa e se preparar para um futuro que para o Brasil é sombrio, com desempregos, desespero até pela alimentação. Acredito que primeiro temos que cuidar da saúde e pediu para Deus nos livrar”, completou o treinador.

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Só Notícias/Luan Cordeiro (foto: Só Notícias/Guilherme Araújo)

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