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Período de alta demanda desafia o setor de proteína animal

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Período de alta demanda desafia o setor de proteína animalAlta nas exportações, aumento do consumo interno, alta nos preços….e a população tem se apoiado muito nos ovos para sua alimentação diária de proteína.

De acordo com dados recentes do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), levantado pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), o aumento do valor da carne bovina já é sentido na inflação de outras fontes de proteína animal, a exemplo do frango.

Em São Paulo, o preço do frango teve alta de 1,34% no último mês, diferente de outubro, quando essa taxa atingiu 0,78%. O valor acumulado no preço do produto praticamente dobrou entre as pesquisas feitas em uma semana. Tal comportamento é reflexo da substituição da carne bovina pelo frango. No caso da carne, esse aumento foi de 5,92% para 11,22% , entre a penúltima e a última semana de novembro, de acordo com análise da FGV.

Outra alternativa, segundo especialistas, é que o ovo seja uma outra alternativa de proteína animal para entrar no lugar da carne bovina no prato do brasileiro, sem prejudicar o orçamento. E dentro deste panorama de consumo de proteína animal, outro dado foi divulgado recentemente: segundo a Associação Brasileira de Proteínas Animais (ABPA), o consumo de ovos em 2019 terá o maior índice da história, com média de 230 unidades por pessoa. Em 2009, a média era de 120 unidades, o que significa dizer que quase dobrou em 10 anos. Até o final do ano, serão 49 bilhões de ovos produzidos com a mais alta tecnologia nas granjas do país.

O AviSite foi conversar com Leandro Pinto, Presidente do Grupo Mantiqueira, maior produtor de ovos da América Latina, para entender como a empresa tem se comportado neste atual cenário. “Temos 210 milhões de habitantes e um mercado muito grande internamente que com a melhora do poder aquisitivo acreditamos que também teremos um bom momento para proteínas”, destacou em entrevista exclusiva.

Segundo Pinto, o ano de 2019 vem fechando bem melhor do que seu início, visto que tivemos o pior janeiro de todos os tempos. “Sobre 2020, acredito que será um ano desafiador devido diversos fatores como o câmbio valorizado, os custos dos insumos da ração subindo, o alto alojamento, entre outros. Se continuarmos preocupados apenas com a produção e não com o aumento do consumo, será sem dúvidas um ano desafiador”, destacou.

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A alta do milho foi um fator que não estava no radar da empresa, segundo conta o empresário. “Porém que se tornou uma realidade com o aumento do câmbio e também das exportações em consequência do câmbio em 2019”, disse.

Leandro Pinto ainda aponta que o país registrou o aumento do consumo per capita de 190 ovos para 212, que sem dúvidas foi uma grande superação do setor. “Acredito que esse permanecerá sendo o desafio para 2020, alcançarmos o número de 230 ovos per capita, e assim sucessivamente”, disse.

De acordo com ele, também houve avanços significativos relativo ao Ministério da Agricultura. “Temos hoje uma ministra atuante, sem foco em política mas na solução de problemas do Brasil. Inclusive nesse ano pude vivenciar um fato inédito, quando numa terça-feira às 19h40, consegui falar no Ministério de Agricultura, ser atendido e ter o problema resolvido”, contou. “O mercado espera uma maior profissionalização do setor, envolvendo cuidados com os produtos, melhor qualidade, limpeza, sanidade e também o atendimento às demandas, que estão surgindo através da revolução nos hábitos de consumo, com foco na sustentabilidade e no bem- estar animal”, disse.

Acompanhe os principais trechos:

Como o Senhor está avaliando o atual momento do mercado de proteína animal, sob os aspectos exportação x consumo interno)?

Não podemos esquecer que temos 210 milhões de habitantes e um mercado muito grande internamente que com a melhora do poder aquisitivo acreditamos que também teremos um bom momento para proteínas. Mas também não podemos esquecer que o Brasil é a fazenda do Mundo e que com o câmbio valorizado, a tendência é que as exportações aumentem, melhorando os preços internamente.

Como as empresas do setor avícola de postura devem se manter neste atual momento, nesta segunda quinzena de dezembro?

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Esta é uma época de alta sazonalidade para a produção de ovos, independentemente de fatores externos do mercado, portanto sabemos que é um período de alta demanda, podendo haver falta do produto. Só não podemos esquecer que janeiro é um mês com mais desafios.

O Grupo Mantiqueira foi pego de surpresa com o atual momento do avanço dos preços das carne bovina e de frango? Como a empresa está se comportando para este ajuste de mercado?

O consumo de ovos vem aumentando ano a ano. Já prevíamos um aumento para este ano e acreditamos que a verdadeira causa é o fato de o ovo ter vencido em todos os tribunais por quais foi condenado, saindo da posição de vilão e passando a ser o grande herói da saúde. Vemos pessoas consumindo cerca de 30 ovos por dia o que há 10 anos era inimaginável. O consumidor hoje já reconhece o poder nutricional do alimento que é o segundo mais completo do mundo, só perdendo para o leite materno, e todas essas verdades nas quais acreditamos há anos são cada vez mais de fácil acesso à população, portanto, acredito que, mesmo havendo uma possível migração entre proteínas para uma opção mais acessível, o aumento no consumo de ovos é muito mais por mérito do que o alimento oferece e acreditamos que as pessoas que migraram para o ovo como opção de proteína, com certeza vão continuar consumindo mais ovos.

Quais são as projeções do Grupo Mantiqueira para esse final de ano?

O ano de 2019 vem fechando bem melhor do que seu início, visto que tivemos o pior janeiro de todos os tempos. O mercado espera uma maior profissionalização do setor, envolvendo cuidados com os produtos, melhor qualidade, limpeza, sanidade e também o atendimento às demandas, que estão surgindo através da revolução nos hábitos de consumo, com foco na sustentabilidade e no bem- estar animal. Sobre 2020, acredito que será um ano desafiador devido diversos fatores como o câmbio valorizado, os custos dos insumos da ração subindo, o alto alojamento, entre outros. Se continuarmos preocupados apenas com a produção e não com o aumento do consumo, será sem dúvidas um ano desafiador.

Fonte: AviSite

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Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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