conecte-se conosco


Geral

Pesquisa avalia dados de Covid-19 na região de Cáceres

Publicados

em

Pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e do Escritório Regional de Saúde de Cáceres divulgam nota técnica conjunta, em que avaliam dados de Covid-19 na região de Cáceres, considerando os parâmetros propostos pela Fiocruz. 

O documento apresenta um conjunto de indicadores, que vão desde a capacidade de atendimento do sistema de saúde e o perfil epidemiológico (como transmissão comunitária, taxa de contágio, disponibilidade de leitos, redução de óbitos, taxa de positividade).

A análise foi realizada para Cáceres e os 12 municípios que integram a região Oeste de Mato Grosso. Entretanto, o material pode nortear estudos semelhantes para diferentes locais. A nota técnica foi desenvolvida por uma equipe multidisciplinar, que inclui 12 pesquisadores das áreas de Enfermagem, Biologia e Farmácia, e integram o projeto de pesquisa intitulado “Covid-19: cenário na região Oeste de Mato Grosso”, institucionalizado pela Unemat.

INDICADORES DE AVALIAÇÃO

  1. REDUÇÃO DA TRANSMISSÃO COMUNITÁRIA

Essa analise considera o número de casos de Covid-19 na Região Oeste de Mato Grosso por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, de acordo com a data de notificação.

  1. TAXA DE CONTÁGIO

A taxa de contágio é a capacidade de um caso positivo contaminar outras pessoas. Ela é expressa pelo valor de R0 e deve ser inferior a 1, chegando a um ideal de 0,5 (quer dizer, cada pessoa contaminada transmitiria a menos de um), por um período de pelo menos 7 dias. Observou-se uma tendência de queda na Taxa de Contágio nas últimas semanas e o valor taxa de contágio encontra-se abaixo de 1, na região. Entretanto, os números podem estar subestimados. “Atualmente, seja por sobrecarga dos serviços ou questões organizacionais, muitos casos ainda não foram registrados, mascarando as análises”, avaliou a enfermeira Antonia Maria Rosa, professora da Universidade do Estado de Mato Grosso, com doutorado em Ciências da Saúde.

  1. CAPACIDADE DE INTERNAÇÃO

Os leitos pediátricos para Covid-19 estão concentrados em Cuiabá, sendo necessária transferência dos casos que demandam internação. Nesta semana (15/02), dentre os 15 leitos disponíveis de UTI pediátrica no estado de Mato Grosso, 3 estavam bloqueados e 6 estavam ocupados (50% de taxa de ocupação).

No interior, 100% dos leitos de UTI adulto e 100% dos leitos clínicos estavam ocupados nesta mesma data, no único hospital da região Oeste que atende Covid-19, localizado em Cáceres. “Diante da lotação de leitos, os pacientes que necessitarem de internação, deverão ser encaminhados para referências em outras regiões como o Hospital Vale do Guaporé localizado em Pontes e Lacerda ou para Cuiabá”, disse Antonia Maria Rosa. Ou seja, a região não atende ao critério para liberação das escolas quanto à disponibilidade de ao menos 25% dos leitos.

  1. NÚMERO DE ÓBITOS

Para ser incluído na faixa verde, considerada como de risco muito baixo, deve haver uma redução de 20% ou mais dos casos de óbitos comparando a semana finalizada com duas semanas anteriores, segundo Instrumento de Avaliação de Risco para a Covid-19 (Conass/Conasems). Até o fechamento da semana 6 (que vai de 7 a 13 de fevereiro), a proporção de óbitos apresentou um acréscimo de 9% na região Oeste.

  1. TESTES POSITIVOS

No que se refere ao indicador que avalia porcentagem de testes positivos nos últimos 14 dias, a região Oeste está classificada como elevadíssimo risco de transmissão nas escolas. Conforme se observa no gráfico, a proporção de 34% de número de exames positivos se enquadra na categoria vermelho da classificação proposta pela Fiocruz. Se esse valor estiver maior que 10% deve ser enquadrado como “elevadíssimo risco de transmissão nas escolas”.

Além dos indicadores primários relacionados à taxa de contágio do vírus e capacidade de testagem pelo sistema de saúde, os pesquisadores dizem que é importante analisar também a capacidade da escola para implementar 5 estratégias principais de mitigação.

São elas: 1.Uso correto e constante de máscara; 2.Distanciamento social o máximo possível; 3.Higiene Respiratória e das mãos; 4.Limpeza e desinfecção do ambiente e 5. Rastreamento de contatos em colaboração com os departamentos de saúde locais. “Basear-se na premissa de que esse retorno não vai gerar aumento do número de casos de Covid-19, sem a devida contextualização do panorama epidemiológico local, constitui-se um risco”, avaliam os pesquisadores.

EQUIPE DE PESQUISADORES:

Unemat:

Antonia Maria Rosa (Enfermeira), Bianca Teshima de Alencar (Enfermeira), Ernandes Sobreira Oliveira Junior (Biólogo), Larissa Maria Scalon Lemos (Farmacêutica), Leandro Nogueira Pressinotti (Biólogo), Natasha Rayane de Oliveira Lima (Enfermeira), Shaiana Vilella Hartwig (Enfermeira) e Wilkinson Lopes Lázaro (Biólogo).

Escritório Regional de Saúde de Cáceres:

Bárbara Ferraz Bühler (Bióloga), Sandra Mara Fernandes Bonilha (Enfermeira), Sandra Torres Domingos (Enfermeira) e Sandro Luiz Neto (Biólogo).

por Danielle Tavares

Barra News – A sua fonte diária de informação – Barra do Bugres – MT 

Comentários Facebook
Veja Também:  Fecomércio-MT apoia a medida nacional do Sesc e Senac que definiram plano de ação de R$ 1 bilhão para combate ao coronavírus
Propaganda

Geral

Confira 5 dicas para prevenir quadros de depressão

Publicados

em

Psicanalista destaca que níveis avançados de angústia baixam consideravelmente a imunidade do organismo, facilitando a ocorrência de distúrbios psicológicos.

Unhappy asian pretty young woman siting alone on couch with feeling sadness

A saúde mental de bilhões de pessoas foi colocada à prova durante os meses de restrição e isolamento social, necessários para evitar o contágio com a Covid-19. Doenças oportunistas como a depressão o estresse, além de crises de ansiedade, ganharam espaço durante a pandemia, fazendo dos distúrbios psicológicos uma grande herança desse período.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que cerca de 12 milhões de brasileiros (5,8%) sofrem de depressão, sendo esta a patologia mais frequente em 2020. É a maior taxa da América Latina e a segunda maior das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com estudos feitos pela Universidade de São Paulo (USP), abordado em onze países, o Brasil é o que mais tem casos de ansiedade (63%) e depressão (59%).

A privação de atividades de lazer estabelecida durante o período de confinamento contribuiu para o aumento do estresse e o aparecimento de sintomas de ansiedade e depressão. A farmacêutica Mariana Francini Mondini, de 38 anos, sentiu na pele o que é ter uma crise de ansiedade. Recentemente, passou mal durante uma tarde de trabalho e precisou de atendimento médico.

“Senti calafrios, falta de ar muito forte, tremores, dormência nos braços, sensação de desmaio, frio e dor na nuca. Cheguei a desconfiar que poderia ser coronavírus, mas descartamos a possibilidade por meio de exame”, explica a farmacêutica. Para ela, o contato diário e direto com pessoas acometidas pela doença contribuiu para a crise de ansiedade.

“Assistir ao drama das pessoas doentes de Covid-19 diariamente na farmácia é algo muito difícil. Isso mexe com a gente. Sem falar nas limitações de lazer e todo o medo em ser contaminado”, depõe. Ao procurar atendimento médico, Mariana teve o diagnóstico de crise de ansiedade confirmado. A instrução foi a utilização de medicamento calmante e a procura de um profissional especialista, a fim de estabilizar o quadro.

Para o psicanalista Luciano Noceti e Vieira, que integra a rede de profissionais dos planos de saúde da Fundação Celesc de Seguridade Social (CELOS), níveis avançados de angústia baixam consideravelmente a imunidade do organismo, facilitando a ocorrência de inúmeras doenças. Por isso, a importância de investir em um acompanhamento psicológico durante o tratamento de crises, evitando os altos e baixos. Para ajudar no processo de cura, o psicanalista separou cinco dicas para prevenir quadros de depressão, confira:

1-        Procure identificar os mecanismos de auto sabotagem que o inconsciente faz uso para manter a repetição dos fracassos;

2-        Não se vitimize. Tente não se viciar no sofrimento e procure se implicar no que está acontecendo;

3-        Haja por conveniência. Nós recebemos de volta nossa própria mensagem. Dê amor, carinho, companheirismo e limites para receber amor, carinho e companheirismo de volta. Às vezes demora um pouco para retornar, mas funciona;

4-        Se questione a cada manhã: Será que meu problema que é complicado ou o desejo de resolução que é fraco?

5-        Caso esteja difícil articular os passos anteriores, procure um psicanalista ou psicólogo. E, caso necessário, um psiquiatra que te ajude a fazer contato com teu próprio desejo. O desejo é a mola propulsora da vida.

 

Veja Também:  Moraes Moreira morre de infarto, aos 72 anos

Fonte: Caroline Ramos – Jornalista

Barra News – A sua fonte diária de informação – Barra do Bugres – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Geral

O Pantanal, a seca e ciência

Publicados

em

Manoel de Barros escreveu em seu poema Carreta Pantaneira “Dez anos de seca tivemos. Só trator navegando, de estadão, pelos campos. Encostou-se a carreta de bois debaixo de um pé de pau. Cordas, brochas, tiradeiras com as chuvas, melaram”. O trecho descrito, retrata a seca que afetou o pantanal na década de 60 e início da década de 70.  Alguns ciclos hidrológicos possuem a dimensão anual, como é o caso das estações do ano, outros ocorrem com um intervalo maior, de alguns anos, como El nino e La nina, outros em décadas, séculos ou milênios.

 Os estudos científicos são fundamentais para entender esses ciclos que ocorrem no nosso planeta. São ainda mais importantes para discernirmos o que é e o que não é um impacto das ações humanas e sabermos como dar a reposta correta para fatos que impactem a vida e o meio ambiente.

 A seca no Pantanal vem sendo discutida de forma intensiva desde o ano passado, quando queimadas afetaram mais de 23% do bioma. Nos últimos meses a seca na Baia de Chacororé marcou o debate político e ambiental no estado de Mato Grosso. Nem mesmo as chuvas de verão, conseguiram fazer a situação voltar à normalidade, acendendo o sinal amarelo em relação a estação de seca de 2021. Porém, qual o real motivo para a crise hídrica que vivemos? Será resultado da ação humana, ou uma repetição de um ciclo hidrológico de estiagem, similar ao que ocorreu na década de 60? Talvez pode ser o efeito de ambos. Mas só poderemos ter uma resposta concreta com estudos adequados.

O desenvolvimento de pesquisas científicas é fundamental para encontrar respostas para questões como a apresentada no parágrafo anterior, ou sobre outros temas relevantes para sociedade. Porém a realização de pesquisas precisa ser amparada por políticas de fomento, que em geral no mundo, são incentivadas pelos governos por meio de disponibilização de editais e convênios. A Fundação de Amparo a Pesquisa de Mato Grosso (FAPEMAT) foi criada com esse propósito, mas infelizmente não tem feito seu papel. Presidida por alguém sem nenhum histórico como pesquisador, e com poucos editais e linhas de ações disponibilizadas, a instituição deixa desejar. E para piorar, no cenário nacional a redução dos recursos para pesquisa realizada no Governo Bolsonaro joga uma pequena pá de cal na pesquisa e desenvolvimento no país.

A seca é apenas um dos problemas existentes no estado de Mato Grosso. Queimadas, alagamentos, inundações, erosões e outros processos de dinâmica superficial afetam a vida dos mato-grossenses anualmente, e causam dados ambientais, sociais, econômicos e até mesmo óbitos. Os impactos destes processos poderiam ser minimizados ou evitados, caso o estado adotasse uma política de gestão de informação e desenvolvimento de pesquisa científica, como é existe em outras partes do país e do mundo.

Investir em informação significa economizar recursos públicos em obras e serviços, assim como ampliar a qualidade de vida das pessoas. Porém parece que conhecimento não é prioridade para o governo estadual ou federal. É preciso mudar essa lógica, ciência deve ser feita a todo tempo, pois somente ela é capaz de garantir o desenvolvimento do país e das pessoas que nele vivem. Caso contrário o Brasil vai continuar sem conhecer direito seu próprio território, e dependerá cada vez mais de tecnologias produzidas em outras partes do mundo. E essa conta não sairá barata.

É preciso conhecer as causas desta estiagem no Pantanal, precisamos saber a melhor forma de lidar com esse problema, que pode durar alguns anos. Se existe preocupação por parte da sociedade e de gestores públicos com esse tema, a primeira resposta a se obter é sobre os reais motivos para a crise hídrica que afeta o este importante bioma. Somente estudos podem fornecer as respostas que precisamos. A partir deles saberemos como tomar as medidas mais assertivas.

Caiubi Kuhn

Geólogo, especialista em Gestão Pública e mestre em Geociências pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT);

Docente da Faculdade de Engenharia UFMT-VG;

Barra News – A sua fonte diária de informação – Barra do Bugres – MT 

Comentários Facebook
Veja Também:  Caixa amplia prazo da pausa na prestação habitacional para até 180 dias desde ontem (27)
Continue lendo

QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO

"2021" QUAIS SÃO AS SUAS EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO QUE SE INICIA

Barra do Bugres e Região

Mato Grosso

Agronegócio

Mais Lidas da Semana