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Por que a gasolina que você compra é tão cara?

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Em 1969, quando foi descoberta no mar do Norte, na Noruega, uma grande reserva de petróleo, uma das primeiras medidas realizadas foi a criação de uma estatal para explorar este importante recurso natural. Os lucros obtidos com esse recurso natural foram importantes para que o país hoje tenha o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo.  Enquanto isso, no Brasil, entre 1973 e 1979 os feitos da crise do petróleo afetaram o desenvolvimento nacional, uma vez que o país importava cerca de 70% do petróleo consumido.

 A Petrobras foi criada em 1953, pelo Governo Getúlio Vargas, porém descobrir petróleo no Brasil não foi uma tarefa fácil. As grandes reservas nacionais foram descobertas nas rochas que estão embaixo do mar, como é o caso da famosa Bacia de Campos e, mais recentemente, no pré-sal, que são rochas que estão muito abaixo do fundo do oceano. Explorar o petróleo nestes locais exigiu da Petrobras o desenvolvimento de novas tecnologias, e a empresa conseguiu realizar a função com brilhantismo.

 Há mais de uma década, o Brasil possui autonomia na produção de petróleo, ou seja, nossa produção de petróleo é superior ao consumo. Desde a descoberta do pré-sal a realidade do país no setor mudou de forma radical, no ano de 2006 o país produzia em média 1,72 milhões de barris por dia, deste total exportava 0,36 milhões e importava 0,37 milhões. Em 2020, até o mês de julho, a média diária de produção foi de 3,01 milhões de barris, deste total 1,44 milhões foi exportado, enquanto o Brasil importou 0,17 milhões de barris. Porém, ninguém usa petróleo no carro, usamos derivados e aí que começa o problema.

Hoje vendemos o petróleo para outros países e importamos combustíveis. E fazemos isso em dólar, ou seja, se o dólar está alto, o combustível chega até as bombas de combustível em valor elevado. Isso ocorre porque país ainda não possui refinarias suficientes para processar todo o petróleo nacional, e essa devia ser uma preocupação da Petrobras e do governo. Mas por quê? Temos sim outras empresas atuando no país desde a década de 90 quando acabou o monopólio do petróleo e gás, mas as empresas em geral possuem em seus países de origem refinarias com capacidade para refinar o petróleo extraído em águas brasileiras. E se possuem estruturas de refinos em outros locais do mundo, logico que não irão construir refinarias no Brasil.

Por outro lado, o governo e a Petrobras adotaram uma política de desinvestimento da empresa, ou seja, estão vendendo a preço de banana campos de petróleo e estruturas da empresa. Enquanto isso, a previsão é entregar nos próximos 5 anos 35 bilhões de dólares (mais de 192 bilhões de reais) em dividendo aos acionistas. Esses dois fatos deixam claros os objetivos da companhia e do governo. Não é garantir a autonomia em refino e com ela a possibilidade de poder vender para você combustível sem que se tenha os efeitos diretos da flutuação do dólar.

Refinar o petróleo no Brasil significa também gerar empregos no país, mas parece que essa não é a prioridade de um país com mais de 14,3% de desempregados. Se não bastasse perdermos esses empregos, nos últimos anos reduziram as exigências de conteúdo nacional na produção de petróleo. Esse conteúdo era um mínimo de serviços e atividades que as empresas que exploram petróleo no país deveriam realizar no país. Após as mudanças, como já era esperado, muitas empresas transferiram as atividades para os países de origem. Mais uma vez perdemos empregos, impostos e desenvolvimento.

Além de tudo isso, em 2017, o governo por meio de medida provisória, que posteriormente foi aprovada pelo congresso, realizou uma desoneração de impostos, que significa uma perda de arrecadação de mais de 1 trilhão ao longo de 25 anos. Esses dados mostram que após a descoberta do pré-sal seguimos o caminho oposto a Noruega, estamos entregando quase de graça o petróleo existente no território nacional, enquanto isso nossa política atual leva a perda de empregos e desenvolvimento. Enquanto isso, eu e você pagamos caro nas bombas de combustível para garantir o lucro de algumas grandes companhias internacionais. Lógico, também contribui para o valor elevado do combustível os impostos que, no Brasil, são concentrados no consumo, quando por exemplo, os cerca 192 bilhões de reais que serão distribuídos em lucros pela Petrobras nos próximos anos, não pagarão um centavo de imposto.

Caiubi Kuhn

Geólogo, especialista em Gestão Pública e mestre em Geociências pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT);

Docente do Faculdade de Engenharia UFMT-VG;

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Estadual

Todos os municípios de MT estão com risco alto ou muito alto para transmissão da Covid-19

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Por G1 MT

Coronavírus (Covid-19) — Foto: Hellen Souza/Arte-G1

Coronavírus (Covid-19) — Foto: Hellen Souza/Arte-G1

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgou, nesta terça-feira (15), que 27 municípios registram classificação de risco muito alto para o coronavírus.

São eles: Água Boa, Araguainha, Arenápolis, Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Cláudia, Confresa, Guiratinga, Itanhangá, Juína, Lucas do Rio Verde, Luciara, Nova Mutum, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Rondonópolis, Santa Rita do Trivelato, Santo Antônio do Leste, São José do Povo, Sapezal, Sorriso, Tangará da Serra, Torixoréu e Vila Rica.

Outras 114 cidades estão classificadas na categoria alta para a contaminação do coronavírus. Nenhum município foi classificado com risco moderado ou baixo para a Covid-19.

Novo método para classificação

O método para definir a classificação de risco dos municípios foi aprimorado. A mudança foi publicada no Diário Oficial do dia 25 de março de 2021. Desde então, não é levado em consideração apenas o número absoluto dos casos dos últimos quatorzes dias, mas sim a média móvel dos últimos quatorze dias.

Assim, o município não sofrerá uma mudança brusca de um boletim para o outro; a cidade ficará na mesma categoria por pelo menos duas semanas, conforme sua média móvel de casos.

Também foi aperfeiçoado o cálculo dos casos acumulados. Antes eram considerados os casos acumulados a partir do dia 1º de dezembro de 2020. Com a nova metodologia, a análise será realizada sempre com base nos casos acumulados dos últimos 90 dias.

Confira as medidas de acordo com a classificação de risco:

• Nível de Risco ALTO

  • a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO e MODERADO;
  • b) proibição de qualquer atividade de lazer ou evento que cause aglomeração;
  • c) proibição de atendimento presencial em órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos, devendo ser disponibilizado canais de atendimento ao público não presencial;
  • d) adoção de medidas preparatórias para a quarentena obrigatória, iniciando com incentivo à quarentena voluntária e outras medidas julgadas adequadas pela autoridade municipal para evitar a circulação e aglomeração de pessoas.

• Nível de Risco MUITO ALTO

  • a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO, MODERADO e ALTO;
  • b) quarentena coletiva obrigatória no território do Município, por períodos de 10 (dez) dias, prorrogáveis, mediante reavaliação da autoridade competente, podendo, inclusive, haver antecipação de feriados para referido período;
  • c) suspensão de aulas presenciais em creches, escolas e universidades;
  • d) controle do perímetro da área de contenção, por barreiras sanitárias, para triagem da entrada e saída de pessoas, ficando autorizada apenas a circulação de pessoas com o objetivo de acessar e exercer atividades essenciais;
  • e) manutenção do funcionamento apenas dos serviços públicos e atividades essenciais;
  • §1º Atingida determinada classificação de risco, as medidas de restrição correspondentes devem ser aplicadas por, no mínimo, 10 (dez) dias, ainda que, neste período, ocorra o rebaixamento da classificação do Município.
  • §2º Os municípios contíguos devem adotar as medidas restritivas idênticas, correspondentes às aplicáveis aquele que tiver classificação de risco mais grave.
  • §3º Os Municípios poderão adotar medidas mais restritivas do que as contidas neste Decreto, desde que justificadas em dados concretos locais que demonstrem a necessidade de maior rigor para o controle da disseminação do novo coronavírus.
  • Art. 6º O funcionamento de parques públicos estaduais seguirá as restrições estabelecidas pelos Municípios em que se encontrem e, na ausência de normas a este respeito, poderão ser utilizados, desde que observado o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas, ficando vedado o acesso sem o uso de máscara de proteção facial.

Fonte: G1 / MT

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Avanços no Tratamento contra a Aids no Brasil

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Na 25ª edição da Parada LGBTQIA+ de São Paulo, neste domingo 6 de junho, a Agência Aids promove o Camarote Virtual Solidário articulando debates com médicos e ativistas, além do grande objetivo de arrecadar cestas básicas para pessoas com HIV e AIDS em situação de vulnerabilidade.

Três médicos referência em Aids, Dr. Fábio Mesquita, médico epidemiologista que faz parte da OMS, e os infectologistas Dr. Vinicius Borges (Dr. Maravilha) e a Dra. Zarifa Khoury, comentaram os avanços no tratamento contra a Aids no Brasil e no mundo.

“Amanhã (7), começa uma agenda global na ONU para retomar a questão da Aids e isso é muito importante. O Brasil foi o primeiro país, de média e baixa renda, a oferecer os medicamentos antirretrovirais cumprindo a Constituição, uma grande conquista na implementação de políticas públicas, desde 1995 em nível nacional”, contou Dr Fábio Mesquita que traçou uma retrospectiva histórica da construção da política de Aids no Brasil.

A adesão ao tratamento, nos anos 1980, foi difícil. “Havia resistência aos medicamentos e seus efeitos colaterais. Testemunhamos muitos suicídios, era terrível”, lembra Dra Zarifa Khoury.

Passados 40 anos, os avanços foram muitos: do tratamento com 16 medicamentos, hoje é prescrito com dois comprimidos. “Às vivências do passado nos ensinaram muito, mas ainda há problemas sociais graves para as pessoas com HIV e Aids. Quando criei o Dr. Maravilha nas redes sociais foi para ajudar a enfrentar o preconceito e a autoestima da população LGBT que vive com HIV. Quero olhar pessoas e não o vírus”, explicou Dr Vinicius Borges.

A pergunta hoje é “Tenho HIV e agora?” É a realização de sonhos porque é possível viver com medicamentos e ter qualidade de vida.

“O desafio é vencer o estigma. Desde do início, os gays sofriam discriminação porque Aids era considerada “peste gay” é ainda hoje muitas pessoas não seguem o tratamento por medo da opinião da sociedade”, diz Dra Zarifa.

Dr Fábio Mesquita ressaltou que a questão deve ser esclarecer as informações erradas sobre a Aids, melhorar a informação para que as pessoas sofram menos, como faz a Agência Aids e o Dr Maravilha. “Fora do Brasil, o preconceito em países pobres ainda é muito grande. A imprensa trabalha para mudar esse conceito. Foram testadas vacinas, sem grande retorno, mas a ciência requer investimento. Veja a capacidade de recursos para a Covid, pois atinge todas as classes sociais e raças. Por isso, houve grande mobilização da ciência para chegar à vacina. É possível diminuir a transmissão e a mortalidade (700 mil óbitos em 2020). Com a Covid-19, houve impacto no tratamento e no cumprimento da mandala de prevenção”, explica o epidemiologista.

Dr Maravilha resume: “É preciso combater o negacionismo em todas às áreas, valorizar a ciência, democratizar o tratamento”.

A doação de cestas básicas para pessoas com HIV e AIDS em situação de vulnerabilidade vai até 25 de junho: https://linktr.ee/agenciaaids.

O Camarote Virtual Solidário é um evento social, organizado pela Agência de Notícias da Aids e tem o apoio do SESC, do Senac, das farmacêuticas GSK ViiV Healthcare, Jansen e Gilead, da DKT do Brasil, de Mulheres no E-Commerce e da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Contamos também com a parceria do site Catraca Livre que vai transmitir o evento conosco.

 

Vera Moreira/ Assessora de Imprensa do Camarote Virtual Solidário

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