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Por que Elon Musk se preocupa tanto com bots no Twitter?

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Elon Musk suspende compra do Twitter
Reprodução/Instagram – 26.04.2022

Elon Musk suspende compra do Twitter

Elon Musk anunciou nesta sexta-feira (13) que  sua oferta de US$ 44 bilhões para comprar o Twitter está temporariamente suspensa por conta da falta de detalhes sobre o número de contas falsas ou robôs na rede social.

De acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg, o argumento do bilionário pode ser um blefe para reduzir o valor da transação. Mas, afinal, por que Musk se preocuparia tanto com a presença de bots no Twitter? 

O que são bots e por que eles preocupam Musk?

Qualquer conta automatizada que publica sem a necessidade de um humano por trás é considerada um bot (ou robô, em português). No Twitter, bots não são proibidos, desde que obedeçam as regras da plataforma – existe até um selo para perfis automatizados.

Existem perfis que publicam automaticamente a previsão do tempo ou dicas de autocuidado, por exemplo. Esses são permitidos na plataforma. O que o Twitter não tolera em seus termos de uso são bot usados para fins maliciosos, como golpes digitais, disseminação de desinformação ou manipulação política. Esses são conhecidos como bots de spam.

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É justamente com esse segundo tipo de Musk se preocupa, sobretudo com aqueles que aplicam golpes relacionados a criptomoedas, mercado do qual ele é entusiasta. Quando teve sua oferta de compra do Twitter aceita, Musk prometeu que “derrotaria os bots de spam”.

O Twitter possui formas de derrubar esses bots, mas elas não são completamente eficazes. Recentemente, a rede social divulgou um relatório que estima que contas falsas e de spam representam menos de 5% de seus usuários ativos diários.

Atualmente, a rede social tem 229 milhões de usuários ativos diários, o que significa que há até 11,4 milhões de bots maliciosos circulando na plataforma.

Os robôs, além de prejudicarem o debate público e colocarem a segurança de usuários em risco, podem afastar pessoas da rede social e colocar em risco a reputação da plataforma. Foi justamente este recente levantamento que Musk usou de argumento para suspender a negociação. “O acordo do Twitter está suspenso temporariamente por conta de detalhes pendentes que suportam o cálculo de que contas falsas/spam representam, de fato, menos de 5% dos usuários”, afirmou o empresário.

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Quantos bots há no Twitter? A resposta não é tão simples

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Twitter e Elon Musk brigam por número de bots na rede social
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Twitter e Elon Musk brigam por número de bots na rede social

A cúpula do Twitter e Elon Musk andam se estranhando  nos últimos dias, devido um assunto sensível à rede social: bots. O CEO da Tesla e SpaceX, que fechou um acordo para adquirir a plataforma por US$ 44 bilhões, questionou o método que calculou o número de contas automatizadas da rede social em menos de 5%.

Musk sugeriu o uso de um método para que qualquer um possa verificar os dados, que segundo ele, é o mesmo usado pelos profissionais do Twitter, quando, na verdade, separar o joio do trigo é bem mais complicado.

Tudo começou quando  Musk decidiu paralisar unilateralmente o processo de compra do Twitter, após esta publicar os resultados financeiros do ano fiscal de 2021. No documento, a companhia afirma que “menos de 5% dos usuários monetizáveis e ativos diariamente são contas falsas, ou de spam”, em sua maioria, bots.

A partir daí, o executivo começou a questionar publicamente a afirmação do Twitter, chegando inclusive a bater boca com o CEO da rede social Parag Agrawal, no que ele classificou as explicações do primeiro com um emoji de cocô.

Segundo Musk, o Twitter deve provar o número real de bots presentes na plataforma, que ele acredita ser muito mais do que 5%, e inclusive sugeriu pagar menos para levar a rede social, um compromisso que ele pode ser obrigado judicialmente a cumprir , graças às regras estabelecidas no contrato.

O “método” de contagem de bots

No início da confusão, Elon Musk publicou no Twitter um método para que qualquer um pudesse checar a quantidade de bots real na rede social: selecionar 100 seguidores aleatórios e submeter seus perfis à checagem de ferramentas especializadas em detectar robôs.

Segundo Musk, este é o exato mesmo método que o Twitter usou para chegar à porcentagem de menos de 5%, o que pode inclusive lhe render um processo por quebrar regras previstas em um acordo de não-divulgação (NDA), referente ao processo de compra.

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Acontece que quantificar os bots é um pouco mais complicado do que isso, primeiro, porque uma amostragem de 100 indivíduos não diz muito. Para um usuário como Musk, com mais de 94 milhões de seguidores, a quantidade de perfis analisados representa apenas 0,0001% do total de pessoas que acompanham suas postagens.

Vamos tomar como exemplo a equipe do Meio Bit. Eu, por exemplo, tenho 5.133 seguidores, no que 100 perfis representam 1,89% do total. Jápara o Cardoso (76.235 seguidores), esse número responde por 0,13%; para o Dori (1.917), 5,22%; para o Laguna (1.276), 7,84%; para nossa editora Vivi (5.005), são 2%; para o editor-chefe Paulo Higa (12.765), 0,78%; e para o CEO Thiago Mobilon (22.793), a amostragem representa 0,44% do total de followers.

Quanto menos seguidores um usuário do Twitter tiver, maior será a porcentagem pela qual a amostragem de 100 perfis responde, e nesses casos, dependendo da natureza da conta, o número de bots pode flutuar entre o inexistente a uma representação muito alta, em casos de perfis públicos/verificados, como os nossos.

A tendência é que quanto mais público e proeminente um perfil for, mais bots ele atrairá. Os perfis de Musk e de suas empresas, por exemplo, são ímãs de contas falsas dos mais diversos tipos, conforme demostrado pela companhia de IAIV.AI. Após usar esse método, uma IA identificou que 20 de 100 das contas que seguem a conta da Tesla Motors, que tem 15,5 milhões de followers no Twitter, eram bots; uma análise manual elevou esse número para metade dos perfis analisados.

Dada a enorme quantidade de followers que a Tesla possui, o número de usuários identificados como robôs na amostragem proposta pode não corresponder com a realidade, por ser um escopo muito pequeno. Para a maioria dos tuiteiros, por outro lado, 100 contas pode representar até mais do que 50% do total de seguidores que possuem.

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Para Vince Lynch, CEO da IV.AI e ex-consultor do Spotify, qualquer análise do tipo em perfis aleatórios do Twitter, em busca de bots, “acompanha um certo grau de incerteza”. Já para o professor da Universidade Indiana Filippo Menczer, um dos responsáveis pelo algoritmo Botometer, a proposta de Musk (e por tabela, do Twitter) em analisar apenas 100 usuários de um perfil é basicamente uma piada.

Segundo o acadêmico, tal método nunca entregará um resultado uniforme sobre a real proporção de bots no Twitter, simplesmente porque a fonte de dados não é uniforme; perfis de celebridades e pessoas públicas, como Musk, são muito mais visados por robôs do que o de um cidadão comum.

Como contar, então?

Especialistas acreditam que o Twitter possui ferramentas poderosas para caçar e exterminar bots, que não revela por fazerem parte de seus procedimentos internos; isso explica, por exemplo, que a maioria das contas identificadas pela IV.AI tenham sido exterminadas pouco tempo depois. O problema maior, na verdade, reside na corrida de gato e rato, já que os robôs são criados em uma taxa equivalente à ceifa da rede social.

Dito isso, é possível que Elon Musk tenha caído numa pegadinha do Twitter, com o suposto método absolutamente inócuo dos 100 perfis, em uma tentativa de desviar o foco do executivo de processos sensíveis, evitando que ele se meta onde, por enquanto, não é chamado.

Ao mesmo tempo, Musk poderia ter criado toda essa polêmica em uma tentativa de derrubar o valor de mercado do Twitter (não seria a primeira vez), em uma estratégia para pagar menos pela rede social, ainda que ele seja forçado, legal e contratualmente, a honrar o pagamento dos US$ 44 bilhões.

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Sentimos falta de uma internet que não existe mais

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Orkut traz nostalgia para quem viveu a internet dos anos 2000
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Orkut traz nostalgia para quem viveu a internet dos anos 2000

Em seus tempos de glória, o Orkut tinha cerca de 300 milhões de usuários no mundo todo. Lançada em janeiro de 2004 nos Estados Unidos, a rede social testemunhou uma invasão de brasileiros já nos meses seguintes. Quando ganhou sua versão em português, em maio de 2005, o Brasil já era responsável por mais de 60% dos perfis cadastrados na plataforma.

Pouco mais de dez anos após sua criação, em junho de 2014, o Orkut foi descontinuado, e o mundo seguiu em frente. Mas, para aqueles que aprenderam o que era a internet através de scraps, depoimentos e comunidades, a lembrança do Orkut jamais se apagou.

Então, quando ninguém esperava, o site do Orkut foi atualizado com um comunicado de seu criador, Orkut Büyükkökten . Nele, além de celebrar a memória da rede que levou seu próprio nome, ele compartilhava uma informação curiosa: a de que está “construindo algo novo”.

Uma onda de nostalgia pelo Orkut se iniciou. Vale a pena pensar um pouco sobre ela.

Nostalgia é mais do que apenas saudade

Na origem da palavra “nostalgia” está uma forte melancolia. É uma tristeza profunda causada pelo afastamento da terra natal. Quando estamos nostálgicos, portanto, não estamos apenas com saudade. O sentimento é mais profundo, e nasce de um incômodo pela distância daquilo que consideramos familiar.

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Pesquisas no campo da psicologia tentam entender melhor como a nostalgia afeta os seres humanos. Alguns estudos sugerem que, apesar de estar muito ligada à tristeza, essa emoção costuma ter um efeito positivo. O processo nostálgico começa com a melancolia por algo familiar que não está mais presente, mas resulta em melhoras no humor, bem-estar e otimismo.

Em outras palavras, a nostalgia faz com que as pessoas se sintam bem. Não é à toa, portanto, que ela se tornou um ativo tão importante. Os maiores exemplos estão na cultura pop: uma multidão de revivals e reboots de obras clássicas, cuja razão de ser está puramente no sentimento nostálgico.

Voltando ao assunto do Orkut, os motivos de nossa nostalgia precisam ser questionados. Se o sentimento nasce de um anseio pela terra natal, podemos dizer que essa terra é apenas o Orkut?

Tempos em que a internet era jovem, e nós, jovens na internet

Uma hipótese mais provável é que o Orkut represente uma época. A ele, somam-se outras plataformas que marcaram um certo momento da internet. Conversar pelo MSN, acessar fotologs, ler e descobrir novos blogs; todas essas coisas fizeram parte da vida de milhões de pessoas, junto com o uso diário do Orkut.

Esse terreno familiar é um conjunto de ferramentas que consolidou, para muitos de nós, o que significava a internet. Entrar em contato com outras pessoas e perspectivas, descobrir os elementos que viriam a constituir gostos pessoais duradouros, tudo isso aliado à ausência dos algoritmos e discussões inflamadas que caracterizariam as redes sociais nos anos seguintes. A nostalgia nos convida a olhar para essa internet que tanto amamos — e que não existe mais.

No entanto, precisamos de cuidado para não cair na armadilha da idealização do passado. O Orkut tinha sua leva de comunidades problemáticas, algumas inclusive fazendo apologia ao crime. Muitas das discussões sobre moderação de conteúdo que reverberam atualmente se aplicavam a esse espaço tão amado. Por isso, se o Orkut voltar de alguma maneira, é importante saber desde já: ele não será como antes. Não é possível recriar o passado.

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