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Agronegócio

Preços do açúcar fecham mistos nas bolsas internacionais

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Os preços do açúcar fecharam mistos nas bolsas internacionais nesta sexta-feira (26)

Preços do açúcar fecham mistos nas bolsas internacionais

Em Nova York, na ICE, a commodity foi negociada, no vencimento maio/21, em 15,19 centavos de dólar por libra-peso, alta de 10 pontos no comparativo com a véspera. Nas telas julho e outubro/21 e março/22 o açúcar bruto subiu, respectivamente, 7, 5 e 1 ponto. Os demais contratos caíram entre 4 e 19 pontos.

Dentre as razões para a recuperação dos preços nos vencimentos de maior liquidez está o “esperado início de colheita lento no Centro-Sul do Brasil e as preocupações com o congestionamento nos portos do país” destacaram analistas ouvidos pela Agência Reuters.

Análise

Segundo Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting, “os fundos não-indexados liquidaram 28,000 lotes, segundo os dados publicados pelo CFTC (Commodity Futures Trading Commission), agência independente do governo dos Estados Unidos, que regula os mercados de futuros e opções das commodities, que refletem a posição deles na última terça-feira. Pela diferença da cotação entre as duas terças, para simplificar o raciocínio, o mercado variou 123 pontos, isto é, cada ponto de queda demandou vendas de 228 contratos. Certamente a pressão do mercado foi intensificada com as vendas provocadas pelos robôs, algoritmos e outros afins. Não vejo porque os fundos deixariam de liquidar uma posição ainda exitosa financeiramente”.

O economista da Archer destaca ainda que “é bom lembrar que a Índia acelerou seus registros de exportação de açúcar (4.2 milhões de toneladas) aproveitando os preços altos verificados em NY há 30/45 dias. Os fundamentos do açúcar impedem que os preços se mantenham acima dos 16 centavos de dólar por libra-peso, como temos por várias vezes comentado nesse espaço. A menos que haja algum fator exógeno, o que não tem ocorrido até o momento”.

Açúcar branco

Em Londres o açúcar branco também fechou misto na última sexta-feira. No vencimento maio/21 a commodity foi negociada em US$ 437,10 a tonelada, alta de 2,10 dólares no comparativo com os preços da véspera. Já a tela de agosto/21 caiu 50 cents de dólar. As telas outubro e dezembro/21 e março/22 subiram entre 10 e 30 cents de dólar. Os demais contratos caíram entre 1,10 e 1,60 dólar.

Açúcar cristal

No mercado doméstico o açúcar cristal fechou em alta na última sexta-feira. A saca de 50 quilos foi negociada em R$ 108,19 na última sexta, contra R$ 106,31 da véspera, alta de 1,77% no comparativo entre as datas.

Por sua vez, o açúcar branco para maio recuou 2,10 dólares, ou 0,5%, para 437,10 dólares a tonelada.

Produtores de beterraba sacarina na Europa estão reduzindo os plantios neste ano, desestimulados pelos fracos rendimentos e baixos preços.

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Agronegócio

Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

Veja Também:  Novas regras para produção de leite entram em vigor em todo o país

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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